quinta-feira, 12 de novembro de 2015

É HORA DE PROMOVER A TRANSIÇÃO NO NOSSO INTERIOR

É hora de promover a Transição no nosso Interior 


É importante entender que só após realizar a Transição da Noite para o Dia dentro de nossa consciência, é que estaremos salvos. Transição significa mudança. Contudo, para nós messiânicos, ela não se limita ao simples ato de tomar conhecimento da mudança que ocorre no mundo espiritual.. Significa, igualmente, que devemos promovê-la dentro de cada um de nós. Afinal, queira ou não, todas as pessoas precisam mudar, pois a Natureza está sempre evoluindo.

Essa Transição Interior consiste emrenovar nosa atual consciência das coisas, ou seja, conhecer e colocar em prática o novo Paradigma da Era do Dia, que está relacionado com todos os campos da atuação humana.Mas, qual é esse Paradigma? Vejamos algumas características importantes que compõem o Paradigma da Erado Dia: 

- Ter consciência da existência de Deus e reconhecer que somos Almas criadas no Paraíso e viemos á Terra para estabelecer o Mundo Ideal;

- reconhecer que somos representantes da soma de todos os Antepassados da Humanidade e que estes se manifestam em nossas atitudes diárias;

- Sentir gratidão pelas Bênções Divinas, reconhecendo que a purificação é uma forma de servir á humanidade;

- Amar e valorizar pelas as pessoas e tudo o que nos acontece, pois do ponto de vista de Deus, não existe nada desfavorável. Tudo é útil para o crescimento, elevação e felicidade do ser humano;

- Vivificar o Belo no cotidiano por meio das atitudes simpáticas, gentis e corteses;

- Reconhecer que, assim como o ser humano , o solo, o meio ambiente, os animais e os vegetais possuem espírito e devem ser alvo de nosssa profunda gratidão.

Estes são alguns dos muitos pontos revelados por meishu-sama em seus ensinamentos, que compõem o Paradigma da era do Dia, que é baseado na Lei “O Espírito Precede a Matéria”. Esta importante Lei Divina nos ensina que Deus está no Comando de Tudo e que todas as coisas têm sua origem no Mundo Espiritual.


Fonte: Revista Izunome 

(Publicação Mensal da Igreja Messiânica Mundial do Brasil)
N.87/Maio/2015 – Págs. 10/11
(Divisão de Expansão/ Material de Estudo)

CORAGEM

CORAGEM 

A coragem do indivíduo é sempre avaliada pelas suas resistências morais. Se há debilidade de forças interiores, o sofrimento e os desafios da evolução causam-lhe fortes transtornos emocionais, orgânicos e, muitas vezes, geram-lhe desequilíbrios psiquiatricos. No entanto, se as resistências íntimas possuem capacidade de enfrentar os problemas que mais o amadurecem e o tornam mais vigoroso, as ocorrências afligentes e perturbadoras são suportadas com altasdoses de resignação e de valor.

A verdadeira coragem radica-se, esse modo, nos tesouros ético-morais que constituem a organização espiritual do ser humano. Indispensável treiná-la como ocorre com qualquer outra faculdade que exorna o espírito, mantendo a vontade de prosseguir nos exercícios da reflexão, da prece ungida de auto amor e de amor á Divindade, de cuja fonte fluem todas as energias necessárias ao crescimento íntimo.

A cioragem ante os fenômenos existênciais, bons e afligentes, torna-se de inestimável significado, por proporcionar bem-estar e alegria de viver, mesmo quando as ocorrências podem ameaçar a harmonia. Nesse capítulo, destaca-se a coragem da fé, que mantinha os mártires com elevada resignação ante as injunções penosas a que eram submetidas, fato prossegue em todos os tempos, como desafio aqueles que abraçam os ideais de enobrecimento e de dignificação da sociedade.

Em razão das heranças ancestrais, quando o Espírito se permitia o luxo da vulgaridade e do crime, as energias morais eram defluentes da agressividade e do orgulho, do ego enfermiço e das paixões vis. Á medida que consegue melhorar-se e aprimora, aquela força perversa transforma-se em decisão nobre de serguimento, e mediante o querer um acendrado interesse converte-se em vigor que é a coragem para os auto enfrentamentos e as agressões enternas do meio ambiente e do social.

Sempre que o esforço coroa-se de êxito em pequenos embates, mais se amplia o quadro de resistências morais, o que favorece o Espírito com decisão para a vançar resolutamente pelo caminho elegido na busca da sublimação. É comum acontecer a perda do ânimo, quando falece a coragem diante dos desafios existências, debitando mais o ser que se deve erguer do aparente fracasso, que afinal, é uma experiência evolutiva enriquecedora. Ninguém consegue atingir a culminância de qualquer tenta-me se não persistir na ideia e na ação.

Através do erro alcança-se o comportamento correto, sendom isto sem oportuno, jamais desistir, contando com a certeza do triunfo que somente acontece quando se persiste na atividade. Quem alcançar a pelenitude não o fez por passe de mágica, se não mediante o esforço bem direcionado para o objetivo mantido pela mente. A coragem, portanto, impõe-se como equipamento de emergência para a autorrealização paraa conquista da plenitude.

Nunca te consideres destituído de coragem moral, porque ainda não foste alcançado pelas testemunhas, não enfrentaste situações agressivas, ao recear, por antecipação, a sua ocorência. O temos de um momento desaparece quando se faz imperiosa a decisão de enfrentar a inevitável, com demosntração de que há reservas de recursos morias e espirituais que são desconhecidas, exatamente pir falta de oportunidade para manifestar-se. Nos grandes combates surgem os heróis, que não poucas vezes, são pessoas anônimas e simples, que jamais acreditavam poder superar os medos íntimos acreditavam poder superar os medos íntimos eagor de maneira correta.

A timidez invariavelemente conspira contra a coragem, dando ideia de fraqueza moral,mas quando desconfiada pelos acontecimentos, da lugar á intrepidez e á valentia da dginidade, com desempenho saudável no enfrentamento dos combates. Desse modo, nunca se deve permitir o comportamento de subestimar-se a capacidade de luta e a coragem para a preservação da existência digna e saudável. Quando realmente se deseja algo, fazer e produzir, muito fácil e exequível torna-se o empreendimento.

Ao manter-se uma atitude de injustificável receio, auto combatem-se as energias que poderiam ser canalizadas de maneira positiva, sem a diminuição da resistência de que se constituem. Todo aprendizado é feito por etaas que se sucedem, o que faculta mairo facilidade para a aquisição de novas experiências iluminativas e libertadoras. É certo que o Senhor não direciona fardo co maior peso para as pessoas que não possuem resistências morais. Ocorre que, facilmente, o indivíduo que se snete vitimado e não está acostumando á luta, foge para a auto compaixão e se esconde entre os fantasmas do medo, quando lhe é imposto o dever de lutar e superar a situação adversa.

Antigo adágio popular ensina: Faze da tua fraqueza a tua força e vencerás. Todo milagre é resultado de forças que se conjugam em harmonia para a ocorrência ditosa, em perfeita sincronicidade cósmica e espiritual. Cresce, portanto, na direção do trabalho, do esforço pessoal, para tornar-te melhor, mantèm a alegria de poderes produzir, não te permitas a tibieza cômoda de aceitação do insucesso, sem a tentativa da luta e favor do êxito. Quanto mais sucesso se alcançar em cada tentativa que se coroa de bênçãos, mais se desenvolve a coragem para novos empreendimentos evolutivos. A vida exige ais daqueles que a amam, que se permetem autorrealização, que laboram em favor do mundo melhor e mais ditoso.

Quem visse aquele Homem de aparência frágil, tambado sob o peso da cruz, não poderia conceber que se tratava do construtor do Planeta Terrestre, que suportaria a crucificação com altivez, sob dores atrozes e destrutivas, alcançando o clímax do seu ministério com o brado de perdão aos que se lhe fizeram inimigos. Treina a coragem em qualquer situação, cresce sob o peso da tua cruz de rosas e perfuma a estrada que percorres até alcançares a culminância na vitória sobre a própria fraqueza. 

Fonte: (Do Livro Tesouros Libertadores, cap.17) 

Psicografia do Médium Divaldo Pereira Franco 

Centro Espírita Caminho da Redenção 
End. Rua Jayme Vieira Lima – N. 104 – Pau da Lima/ Salvador-BA. 
CEP: 41235-000
Telefax: (71) 3409-8337 







EU ESCREVO E VOCÊS ORGANIZAM

EU ESCREVO E VOCÊS ORGANIZAM

Meishu-Sama sempre nos dizia: “Basta que vocês estejam recebendo a minha orientação”. Por isso, um dia perguntei-lhe: “É só seguir uma a uma essas orientações? “Ele me respondeu:” sim”. Desse modo iniciou-se a atividade de classificar e ordenar os Ensinamentos. Entretanto, quando perguntamos a Meishu-Sama o que fazer, tim-tim por tim-tim ele nos disse: “A Bíblia também foi escrita pelos discípulos. 

O que estão querendo saber é da competência de vocês. Eu escrevo de acordo com o tempo. Organizar compete a vocês. Não há “necessidades de me perguntar os detalhes de tudo”. Também disse: “De agora em diante, os jovens devem estudar bem os Ensinamentos. Se não criarem os seus ideais através dos Ensinamentos, não conseguirão efetuar bons trabalhos”.

Kyokaityo – (Um Dirigente do Templo)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama – vol.IV
(Edição Fundação Mokiti Okada – M.O.A)
São Paulo/SP. – agosto /1986 – 1.Edição
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – IMMB



Não se devem interpretar os Ensinamentos de modo Vago 

Ouvir dizer que Meishu-Sama, quando escrevia os Ensinamentos, esmerava-se nisso e, em alguns casos, revisava até mais de vinte vezes o mesmo texto. Portanto, é importante que tenhamos sempre em mente que eles foram escritos com toda alma e estudá-los com esse mesmo espírito. 

Quando cometíamos alguma gafe, era comum sermos censurados por Meishu-Sama isso era uma constante, principalmente quanto aos dedicantes que serviam a seu lado. Nessas ocasiões, Meishu-Sama sempre indagava: “Está lendo os Ensinamentos?” Se a pessoa respondia: “Sim, estou lendo”, Ele perguntava: Quantas vezes? Se a pessoa estudava os Ensinamentos de modo vago e respondia com palavras vacilantes: “É uma ou duas vezes”, era severamente admoestado: “Desse modo, você está em falta, por completo, quanto á leitura”. 

Kantyo – (Presidente)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama – vol.IV
(Edição Fundação Mokiti Okada – M.O.A)
São Paulo/SP. – agosto /1986 – 1.Edição
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – IMMB

COM RELAÇÃO AOS TELEGRAMAS DE PEDIDOS DE GRAÇAS

COM RELAÇÃO AOS TELEGRAMAS DE PEDIDOS DE GRAÇAS


Quem dedicava ao lado de Meishu-Sama comumente recebia pedidos de graça feitos pelos membros através de telegrama ou telefonemas.Nessas ocasiões, quem recebia o pedido de ir logo comunicá-lo a Meishu-Sama oralmente, dando por menores como a idade, o sexo, o endereço e a purificação da pessoa. Então, Meishu-Sama dizia: “Está bem” e ele mesmo fazia o pedido de graça.

Certo dia eu recebi um telfonema de pedido de graça e ao invés de eu mesmo ir comunicá-lo a Meishu-Sama, pedi a uma dedicante que o fizesse. Entretanto, creio que essa senhora não fez a comunicação imediatamente. Ele perguntou-lhe quando é que haviam telefonado e que havia recebido o telefonema e, então fui chamado á sua presença.

Após me fazer todas essas perguntas, ele chamou-me a atenção severamente, dizendo: “por que pede a outra pessoa para fazer a comunicação quando foi voc~e quem recebeu o telefonema? Só em caso de extrema gravidade é que as pessoas me fazem um pedido. De agora em diante, qualquer que seja a circunstância, o dedicante que receber uma solicitação desse tipo deverá ele próprio comunicar-me imediatamente”.

(Um Servidor) – Pág.(112/123)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução aprovada pela Igreja Messiãnica Mundial do Brasil
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O.A – 2. Edição/Julho/86
Volume: III – São Paulo/SP.






Causou admiração aos Nichools

Em fevereiro de 1949, quando o casal Nichools, do estado- Maior de Mac Arthur, visitou a Sede de Shimizu-cho, Meishu-Sama deu-lhes vários explicações sobre a nossa igreja. O Senhor Nichools, entretanto não conseguia aceitar que uma Luz Espiritual, invisível, saísse das palmas das mãos.

Diante de sua incredulidade, Meishu-Sama explicou: “Qualquer pessoa que ministra johrei consegue isso”. E pediu ao Sr. Nakajima que ministrasse johrei em algumas pessoas, orientando-as para que ficasse do outro lado de um pequeno lago que havia no local. 

Então, tanto as pessoas que estavam recebendo johrei quanto as que simplesmente observavam a cena começaram a tossir e arrotar. O Sr. Nichools achou o fato incompreensível e, duvidando do que via, perguntou: ”Eles estão fazendo tudo isso intencionalmente, não é? “Então Meishu-Sama fez com que desse um sinal para o Sr. Nakajima voltar a ministrar johrei. Quando este levantou a mão, ocorreu o mesmo de antes. A experiência foi repetida várias vezes. Observando o fato, o Sr Nichools ficou deveras admirado. Meishu-Sama sorria, assistindo á cena.

Shibutyo – (Um Dirigente do Templo Filial) – Pág. (124/125)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução aprovada pela Igreja Messiãnica Mundial do Brasil
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O.A – 2. Edição/Julho/86
Volume: III – São Paulo/SP.


EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)

Bom-dia a todos!

Sou messiânico há vinte e dois anos e dedico no Johrei Center de Botucatu ligado à Área Araçatuba, São Paulo.Hoje, gostaria de dizer a todos, que realmente somos a soma de nossos antepassados, os quais estão vivos dentre nós, manifestando-se e desejando a salvação.

Nasci em uma família de origem humilde, morávamos em uma fazenda onde meus pais eram colonos, em um ambiente familiar desprovido, às vezes, de práticas de boas maneiras e sem inclinação nenhuma para o belo, pois não havíamos desenvolvido uma consciência a este respeito.

Meu convívio em família era muito ruim. As brigas eram constantes em meio a palavras de baixo calão; meu pai, apesar de suas inúmeras qualidades, tinha problemas com bebida e ficava agressivo com minha mãe e os filhos.Isso fazia com que o relacionamento em nosso lar, muitas vezes, fosse permeado pelo medo.

À medida que fui crescendo, tais dificuldades fizeram com que eu desenvolvesse o firme propósito de ser diferente.Antes de conhecer a Igreja Messiânica Mundial, eu sofria de forte enxaqueca que, por sua vez, desencadeava crises de convulsão.Na época, o médico-veterinário do haras ligado à fazenda ofereceu-me johrei. Passei a recebê-lo na fazenda e em casa. Fui melhorando gradativamente e, com seu apoio, tornei-me messiânico em 1993, com 22 anos de idade.

A partir daí, fui-me aprofundando nos ensinamentos de Meishu-Sama. Com isso, foi-se tornando mais clara a importância do belo nas palavras e nas ações.Ao me casar, mantive vivo o objetivo de construir um lar em que imperassem a paz e a harmonia. Entretanto, com o nascimento de meus filhos e as dificuldades inerentes a todo relacionamento, fui-me desviando deste ideal gradativamente.

Muitas vezes, impunha minha força e meus pontos de vista, e agia com autoritarismo, chegando a extravasar, em alguns momentos, minha raiva e contrariedade nos utensílios domésticos.

Esses momentos de agressividade, somados à minha falta de amor e de carinho, causavam pavor a meus familiares.

Sem perceber, eu estava reproduzindo os medos, as dificuldades e os sofrimentos semelhantes aos que passei quando vivia com meus pais e irmãos, principalmente, as atitudes de meu pai, as quais sempre detestei.Com o tempo, o ambiente tornou-se insustentável. Eu senti que precisava fazer algo.

Refletindo serenamente, reconheci que agia daquela maneira por influência de meus antepassados, que estão vivos dentro de mim, sobretudo de meu pai, que se manifestava através das minhas atitudes, em busca de luz e salvação.

Graças à consciência que vim adquirindo ao longo do tempo, por intermédio das orientações recebidas, passei a encaminhar em minhas orações ao Supremo Deus os sofrimentos do meu pai em mim manifestados.

Ao mesmo tempo, vim desenvolvendo a consciência de que meu comportamento e postura precisavam ser diferentes.Foi então que tomei a decisão de me aprofundar no estudo e na prática dos ensinamentos de Meishu-Sama, principalmente aqueles sobre sermos corteses, prestativos e atenciosos.

No início, isso não foi nada fácil. Porém, esforçando-me para seguir as orientações e praticar os ensinamentos, fui gradativamente mudando e isso foi reconhecido pela minha família, que comentou que eu estava diferente.Assim sendo, nosso lar se tornou mais claro e alegre, e muitas graças foram ocorrendo na minha vida e na de minha família.

Minha filha conseguiu estágio remunerado na empresa em que trabalho e logo depois foi contratada. Ela aumentou sua dedicação assumindo parcialmente o plantão de sábado e, atualmente, também ministra Johrei no local de trabalho.

Meu filho se integrou ao Grupo Jovem de nossa unidade e participa de aprimoramentos mensais na sede da Área Araçatuba/SP; tornou-se oficiante e também faz plantão no Johrei Center duas vezes por semana.

Minha filha caçula já vem se preparando para que possa receber o shoko (medalha de proteção para crianças) em breve.Quanto a mim, sou instrutor no setor de ensino do Johrei Center e dedico como assistente de família. Atualmente, cuido diretamente de cinco famílias e estou acompanhando igualmente um frequentador com depressão.

Uma vez que desenvolvo a missão de assistente de família, meu objetivo é despertar o maior número possível de pessoas para formarem mais lares de Luz, através também da Reunião de Johrei no Lar, que minha família e eu realizamos uma vez por mês em nossa casa.

Naturalmente, sei que preciso melhorar ainda mais. Porém, hoje minha família e eu já desfrutamos de mais momentos de alegria e de paz em nosso lar.Com esta experiência, adquiri a convicção de que meus antepassados estão tendo a permissão de evoluir através do meu empenho na Obra Divina e que o espírito de meu pai foi purificado com a minha mudança e gratidão.

Agradeço ao Supremo Deus, a Meishu-Sama e, em especial, no dia de hoje, aos meus antepassados, a permissão de dedicarmos na Obra Divina de Salvação.

Muito Obrigado.

José Aparecido Bertanha 

Solo Sagrado de Guarapiranga/SP
Culto Mensal de Gratidão
02 de Novembro de 2015



EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN


Culto as Almas dos Antepassados 

Bom-dia a todos! 

Os senhores estão passando bem? 

Com imensa alegria e gratidão, realizamos o culto de hoje homenageando os nossos antepassados. Acredito que eles estão muito felizes e estão compartilhando essa alegria com todos nós, não é mesmo? 

No mês passado, representando todos os senhores e a direção da nossa Igreja, estive no Solo Sagrado do Japão para orar, agradecer a Deus e a Meishu-Sama a permissão de estarmos desenvolvendo a Obra Divina no Brasil e prestar relatório ao nosso presidente mundial, reverendo Masayoshi Kobayashi. 

Tive também a permissão de ser recebido pelo nosso Líder Espiritual, Kyoshu-Sama. 

Nesta ocasião, ele me entregou uma mensagem para os senhores, que gostaria ler agora: 

Senhores membros do Brasil! 

Assisti na Internet o vídeo do Culto Mensal de Agradecimento que aconteceu dia 4 de outubro no Solo Sagrado de Guarapiranga. 

Fiquei muito feliz e emocionado ao escutar o recém nomeado Presidente Marco Resende expressar seu sentimento de querer dedicar nesta nova etapa da Obra Divina no Brasil junto com todos os senhores. 

Eu também desejo servir nesta nova etapa da Obra Divina junto com o Presidente Marco Resende e todos vocês. 

Que a Luz de Meishu-Sama, que é uno ao nome do Messias, e também existe em cada um dos senhores e das pessoas ao seu redor brilhe cada vez mais intensamente. 

Líder Espiritual – Kyoshu-Sama Yoichi Okada

Kyoshu-Sama, agradeço as orações e a confiança que o senhor está depositando em mim e em todos os messiânicos brasileiros! Muito obrigado! 

Quero também, registrar e agradecer a ilustre presença do: 

Deputado Federal, Antonio Goulart dos Reis; 

E dos vereadores: Andréa Matarazzo, Aurélio Nomura, Rogério Lins e Salomão Pereira. Muito obrigado por prestigiarem esta cerimônia! 

É também com muita alegria que apresento os messiânicos do exterior que estão participando deste culto juntos a nós, unidos em uma só família. 

São 175 representantes vindos 14 países: 

Angola,Ø 

Moçambique,Ø 

São Tomé e Príncipe,Ø 

África do Sul,Ø 

Alemanha,Ø 

Estados Unidos da América,Ø 

Canadá,Ø 

Peru,Ø 

Bolívia,Ø 

Argentina,Ø 

Costa Rica,Ø 

Venezuela,Ø 

Colômbia e Chile.Ø 

Sejam todos bem-vindos ao nosso Paraíso! 

2015 é um ano muito especial para nós. Além de comemorarmos os 80 anos de fundação da nossa Igreja e 60 anos de difusão no Brasil, estamos festejando 20 anos da inauguração deste Solo Sagrado. 

Vamos oferecer uma salva de palmas para este aniversariante? Solo Sagrado, feliz aniversário!!!! 

No Culto do Paraíso Terrestre deste ano, Kyoshu-Sama nos orientou sobre a nossa origem. Fomos criados no Paraíso como filhos do Supremo Deus. Somos Suas partículas divinas. 

Mesmo havendo diferença entre o local onde nascemos, o país, a etnia, o idioma, somos todos filhos do Supremo Deus, filhos da nação do Paraíso. 

Ao nascermos no mundo material, nós e nossos antepassados esquecemos tudo o que vivemos ao lado de Deus. 

Para mim, é como se Deus propositalmente, colocasse todas as memórias e informações do Paraíso na nossa alma e esperasse que, com o tempo, elas fossem sendo relembradas, e que nós, Seus filhos, reconhecêssemos a existência do Paraíso, que é a nossa terra natal, e que esse Paraíso existe dentro de nós. Talvez seja por este motivo que existem pessoas que têm dúvidas a respeito da existência de Deus e outras que creem plenamente em Sua existência. 

Apesar disso, o Supremo Deus continua aguardando o nosso despertar, o nosso retorno, e o retorno de nossos antepassados ao Paraíso, que é o lar de nossas almas. 

Já sabemos que a nossa relação com nossos antepassados vai além da genética ou dos laços afetivos. 

Somos o elo que une o passado ao futuro. Sendo assim, tudo o que nos acontece, as nossas ações, nossos desejos, pensamentos e sentimentos fazem parte da somatória de tudo o que nossos ancestrais e antepassados viveram neste plano material. 

Do mesmo modo, aquilo que vivemos e sentimos nesta vida, também vai se refletir em nossos antepassados e nas futuras gerações, nos nossos descendentes, pois todos estão junto de nós, dedicando a todo momento. Mesmo quem não nasceu ainda como nosso descendente, já está dedicando conosco! 

Em sua palestra do culto realizado em 1º de agosto deste ano, no Solo Sagrado de Atami, o reverendo Kobayashi citou o exemplo da árvore para explicar a nossa relação com os antepassados. 

Ele disse: 

Se o tronco de uma árvore são os pais, os galhos são os filhos. Talvez as folhas sejam os netos. Para que essa árvore cresça forte, é necessário que as raízes cresçam da mesma forma. 

As raízes são os antepassados. Se a raiz não receber nutrientes, a árvore não se desenvolverá. 

Nesse sentido, para que sejamos felizes é muito importante que os nossos antepassados se elevem no Mundo Espiritual. 

Contudo, é difícil para o antepassado realizar sua própria elevação. 

Para que ele se eleve, Meishu-Sama nos ensina duas práticas: a primeira é oferecer, com amor, cultos em sufrágio de seu espírito. A segunda é o acúmulo de virtudes realizado por nós, aqui no Mundo Material. 

Creio que a experiência de fé que ouvimos hoje, esclarece bem a nossa relação com todos os nossos entes queridos já falecidos. 

O José Aparecido sempre sonhou com uma vida feliz, uma família harmoniosa e um lar repleto de beleza. 

Contudo, sendo a soma de seus antepassados, depois que se casou e constituiu família, sem perceber, começou a manifestar sentimentos e posturas iguais às que ele criticava no pai. 

Vejam só. Ele não aceitava aquelas atitudes, mas de repente percebeu que havia se tornado uma cópia do pai. 

Será que a percepção que ele teve não foi um grito de socorro de seus antepassados? 

O fato de eles se manifestarem é a única forma de percebermos que chegou o momento de serem salvos. 

Assim, ele entendeu a mensagem e buscou se polir no dia a dia, treinou a docilidade, a bondade e a cortesia e com isso sua vida e seu lar mudaram. 

Mas, o que realmente mudou é que seus antepassados receberam os méritos espirituais de suas ações altruístas e foram purificados. 

Reconheceram o perdão de Deus e entenderam que, juntamente com todas as existências, podem retornar ao Paraíso preparado pelo Supremo Deus que está unido a Meishu-Sama. 

Eu acho que nós somos afortunados por termos sido escolhidos para viver esse período da Era da luz e, especialmente, por termos recebido a permissão de conhecer o Meishu-Sama. 

Os antepassados confiaram a nós a tarefa de representá-los na construção do Paraíso Terrestre, tendo Meishu-Sama como modelo e cumprindo nossa verdadeira missão. 

Contribuir para transformar este mundo material num Paraíso é missão de todos os seres humanos. 

Mas nós, messiânicos, seguindo os passos de Meishu-Sama, conseguimos canalizar a Luz de Deus através da prática do Johrei. 

Conseguimos levar saúde através da Agricultura Natural e manifestar nosso belo interior através dos nossos pensamentos, palavras e ações. 

O dia 23 de dezembro é uma data muito especial para nós, não é? Neste dia, comemoramos o natalício de Meishu-Sama. O centro da nossa fé é Meishu-Sama. 

Creio que celebrar o Culto do Natalício de Meishu-Sama é o mesmo que comemorar o nosso próprio nascimento para Deus. 

Vamos dedicar para deixar o nosso mundo cada vez mais alegre, bonito e harmonioso, a começar em nós epor nós? Lembrem-se: a mudança se inicia em nós, em cada indivíduo. 

Reconfirmo meu compromisso de juntamente com todos os senhores, me dedicar às práticas básicas da nossa fé, buscando nos tornarmos pioneiros na salvação de uma pessoa. 

Também, gostaria de convidar os senhores a apreciarem as duas exposições comemorativas dos 20 anos da inauguração do nosso Solo Sagrado, que o Setor Cultura e Arte da Fundação Mokiti Okada preparou no Centro Cultural e anexo. 

A primeira, tem o título IMAGENS DE KANNON – UMA EXPRESSÃO DE ARTE, POR MEISHU-SAMA. 

A outra apresenta, através de fotografias, todas etapas da construção do Solo Sagrado. Eu as visitei e estão muito bonitas! 

Por último, gostaria de fazer um anúncio muito importante! 

É com muita alegria que comunico que no próximo dia 20 de dezembro, quando celebramos o culto do Natalício de Meishu-Sama, vamos fazer o lançamento oficial do livro que o reverendíssimo Tetsuo Watanabe, com muito amor, deixou escrito para nós, membros e missionários. 

A partir do dia 9 de novembro, a Fundação Mokiti Okada deixará disponível em seu website, todas as informações sobre a pré-venda deste lançamento. 

Muito Obrigado e Boa Missão a Todos! 

Culto as Almas dos Antepassados 

Solo Sagrado de Guarapiranga /SP.
02 de Novembro de 2015 
Rev. Marco Resende











domingo, 4 de outubro de 2015

AS DUAS FACES

AS DUAS FACES 

Afirma-se que um Famoso Pintor dos Renascimento, quando pintava um quadro sobre o menino Jesus e Judas, após conceber a tela e fazer os primeiros estudos, procurou uma criança que lhe servisse de modelo para a face do Mestre, na infância.

Após procurá-la em muitos lugares, fortuitamente encontrou um pequeno sujo que brincava nas ruas, porém retratava no olhar e na face toda a pureza, bondade, beleza e ternura que se podia conceber. Explicando-lhe o que desejava, e ante a anuência da família, o pintor levou-o a posar no seu atelier, retribuindo-lhe o trabalho com expressiva soma em moedas de ouro. Concluída a primeira etapa, o artista pôs-se a buscar alguém que lhe pudesse oferecer o rosto de judas. Em mercados e praças públicas, tavernas e outros de costumes perniciosos por onde esteve á procura, não encontrou ninguém que se assemelhasse, em aparência, ao discípulo equivocado. Já desanimara de o encontrar, deixando a tela inacabada, quando, em visita a uma tasca de má qualidade, se deparou com um delinquente e ébrio, em cujo olhar e semblante e encontravam os conflitos do traidor, conforme a concepção que dele fazia.

A barba hersuta, a cabeleira mal cuidada, eram a moldura para o olhar inquieto, desconfiado, num rosto contorcido pelo desconforto íntimo, formando um conjunto de dor e revolta, insegurança e arrependimento ímpares. Comovido com o fato, o artista convidou o bandido para posar, o qual anuiu sob a condição de régio pagamento. O pintor começou a obra e percebeu, ao fim de algumas sessões, que a face congestionada do modelo se modificava a cada dia, perdendo a agressividade e a pertubação.

Indagado a respeito, aquele explicou: Posando, nesta sala, recordo-me de outroas sessões, quando servi ao senhor de modelo para a face do Menino Jesus. E prosseguiu, ante o artista vivamente impressionado: Eu sou aquele em culo rosto o senhor encontrou a paz e a beleza do justo traído. O dinheiro que ganhei, em face da minha imaturidade, mais tarde pôs-me a perder e, de queda em queda numa noite em me enbriagara, por uma disputa insignificante matei outro homem. 

Condenado, num julgamento arbitrário, envenenei-me de ódio. “Recordando-me daquele tempo, retorno, emocionalmente, a le e me acalmo”. Paradoxalmente, o mesmo indivíduo ficou retratado na face de Jesus Menino e de Judas, em duas fases diferentes da mesma vida. Nem sempre a pobreza é provação dolorosa. No conforto e na fortuna podem desenvolver-se os germes do crime e da ruína, quando não se têm fortalecidos os valores morais para se enfrentar as ocorrências.

O dinheiro, por isso, não é responsávelpelo bem ou pelo mal, sendo veículo para uma outra ação, conforme se faz dirigido. As resistências morais geradoras das virtudes, desabrocham em qualquer campo, malgrado o homem se encontre na riqueza ou no desconforto econômico e moral, devendo ser cultivados para que os sentimentos superiores predominem e estruturem a personalidade. 

Aprende a conviver e a dirigir a vida, com pouco, a fim de treinares a condução das haveres, quando te cheguem. Exerce a generosidade, em qualquer situação, de modo a vencer a avareza e o instinto de posse, ante os recursos transitórios do mundo. Chamado a qualquer posição, na abastança ou na escassez, mantém a face do equilíbrio, que seja consequência da tua paz de espírito, devendo prosseguir inalterada.

(Joanna de Ângelis) 

Milão, Itália, 12.11.1983

Fonte: Livro: (Seara do Bem)
(Divaldo Pereira Franco/ Diversos Espíritos)
Salvador/BA. – Livraria: Espírita Alvorada – 1984/ Editora
2.Edição – do 16. Ao 18. Milheiro

MENSAGENS DE AUTOCONHECIMENTO

VOCÊ É FELIZ?

Muitas vezes esquecemos do quanto podemos ser felizes, do quanto temos de felicidade.

Isso porque muitos de nós acreditamos que felicidade é um lugar aonde chegar, é um objetivo a alcançar, é uma meta a ser conquistada.

Não poucos imaginamos que a felicidade está na posse do dinheiro, esquecendo-nos de tantos milionários infelizes, afundando-se em processos depressivos.

Outros temos a certeza de que a felicidade acompanha a fama, o reconhecimento social, o sucesso, não percebendo que não poucos artistas e frequentadores de capas de revistas e colunas sociais buscam fugas das mais variadas, para esquecer-se de si e de sua vida.

E, por outro lado, encontramos a felicidade em muitos que já têm a saúde do corpo comprometida, os recursos financeiros limitados, as marcas indeléveis dos reveses sofridos.

Isso nos diz que não será a dor que nos fará infelizes, nem a falta de saúde, tampouco a limitação financeira de nosso orçamento.

Ser feliz é opção de quem caminha pelas estradas da vida ciente de que ela é rica em aprendizados. E dores, reveses, limitações são ferramentas para que as lições ganhem consistência em nós.

Percebendo isso, nos daremos conta de que a generosidade de Deus, a nos ofertar tudo que está ao nosso redor, é o principal motivo para sermos sempre muito felizes.








QUEM NÃO SE CONHECE NÃO SE AMA 


A autoconfiança é resultado da auto-estima. A autoconfiança é um termo usado para descrever como uma pessoa está segura em suas próprias decisões e ações.

O quanto você confia em si mesmo? Quantas situações, trabalhos, pessoas, você não deixou passar simplesmente por não confiar mais em si? Autoconfiança é importante para todas as pessoas, em todas as áreas da vida, é uma questão de sobrevivência. A premissa básica é que ninguém consegue transmitir confiança se não confia em si mesmo, seja na relação afetiva, pessoal, profissional.
Por exemplo, como uma pessoa pode vender um produto se não confiar em si mesma? Acredito que o diferencial é acreditar em si mesmo, o que irá se refletir no seu produto e na empresa a qual trabalha, o que irá com certeza ser transmitido ao cliente. Como transmitir confiança na relação afetiva, sem conflitos gerados pela insegurança se não confiar em si mesmo? Enfim, a confiança no outro depende muito da confiança em si.

A insegurança, ou falta de confiança em si mesmo, pode trazer algumas características como medo de amar, da mudança, de cometer erros, da solidão, de assumir compromissos, responsabilidades, entre outros. O inseguro não confia em seu valor pessoal, não acredita em suas habilidades, nem em sua capacidade, o que o impulsiona a se apoiar nos outros. Por não confiar em si, acaba por desenvolver a dependência nos filhos, marido, esposa, amigos, colegas de trabalho, etc. Em vez de se unir pelo amor, se une pela insegurança, o que o faz controlar as atitudes, quando não os sentimentos do outro. Controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo, criando cobranças, conflitos e muitas dificuldades em seu relacionamento. É como se quisesse uma certeza daquilo que não encontra dentro de si.

A falta de autoconfiança pode se manifestar em sentimentos de incapacidade, impotência, e dúvidas paralisantes sobre si mesmo. Quando questionado, abre mão com muita facilidade de suas opiniões, mesmo quando são boas, deixando de expressar muitas vezes idéias valiosas. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre se certificar das coisas e controlar as pessoas. É excessivamente cauteloso e vigilante, desconfia de tudo e de todos, como reflexo de falta de confiança em si mesmo.
Quem não confia em si, sente muita dificuldade para enfrentar desafios e, cada fracasso, quando acontece, confirma uma sensação de incompetência, trazendo muito sofrimento. São pessoas indecisas, principalmente sob pressão.

A insegurança pode chegar a tal ponto de fazer com que a pessoa, na ânsia de ser amada, transforme a necessidade natural de amar em uma necessidade patológica, doente, alcançada pela possessividade.
Mas quando começa a se formar a autoconfiança? Na infância. Pessoas inseguras podem ter tido uma educação autoritária dada pelos pais, que escolhem pelos filhos desde a roupa que vão usar, amigos, profissão, não permitindo que a criança expresse suas próprias opiniões e desejos.
Educar, ensinar, colocar limites, todos sabemos que são fatores importantes na educação, mas limitar o desenvolvimento natural do outro, é torná-lo tão inseguro quanto uma educação superprotetora.

Em razão disso, desde crianças, passam a utilizar uma máscara de bonzinho como meio de ser aceito, reconhecido, aprovado, amado, mas dentro de si carregam uma enorme insatisfação interior que pode explodir numa raiva inesperada contra aqueles com quem convivem. O direito de decidir deve ser estimulado desde a infância. Crianças crescem aprendendo que os outros devem decidir por elas, depois quando se tornam adultos inseguros são cobrados que tenham atitudes, opinião. Como lidar com conceitos tão contraditórios?

Já as pessoas que confiam em si mesmas são decididas, sem serem arrogantes ou defensivas, e se mantêm firmes em suas decisões; apresentam-se de maneira segura, têm presença; são capazes de expressar opiniões e se expor; são eficientes, capazes de enfrentar desafios, dominar novos trabalhos e tomar decisões sensatas mesmo sob pressão. Pessoas auconfiantes exalam carisma e inspiram confiança nos que as rodeiam. A autoconfiança fornece a necessária confiança para assumir principalmente a função de líder.

Mas é preciso ficar atento entre demonstrar que confia em si e realmente confiar. Como também a confiança em excesso pode ser um problema, pois o excesso de autoconfiança pode gerar imprudência e parecer arrogância, que é fruto da ignorância, muitas vezes de si mesmo.
Na verdade, pessoas que se mostram muito autoconfiantes, geralmente ocultam um sentimento de inferioridade e insegurança. Muitos buscam refúgio numa atividade intelectual e se colocam, por exemplo, na posição de autoridade, como estratégia emocional para ocultar o sentimento de inferioridade que muitas vezes sentem em seu íntimo.

A autoconfiança é resultado da auto-estima. A autoconfiança é um termo usado para descrever como uma pessoa está segura em suas próprias decisões e ações. Isto pode ser aplicado geralmente às situações ou às tarefas específicas. É ter certeza sobre a capacidade, valores e objetivos. A autoconfiança nunca é herdada; é aprendida. A auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. É ter consciência de seus valores e só quando temos essa consciência é que podemos confiar naquilo que somos capazes. Mas para sabermos do que somos capazes é essencial o autoconhecimento.
Os maiores inimigos da autoconfiança são: a cobrança interna e externa exagerada, o perfeccionismo, medo, a crítica, rigidez, comparação, inveja, dúvida e também a necessidade de aprovação e reconhecimento, pois tudo isso dificulta a mudança e o desenvolvimento, seja profissional ou pessoal. O pensamento não consigo fazer é incapacitante. A autoconfiança é um atributo importante porque a falta da opinião nas conseqüências de uma ação cria tensão, que aumenta a probabilidade de fracasso, causando assim uma pessoa depressiva.

Para elevar a autoconfiança é importante ter percepção emocional, que significa reconhecer as próprias emoções. As pessoas com essa percepção sabem que emoções estão sentindo e por que; conseguem relacionar seus sentimentos com o que pensam, fazem e dizem; reconhecem como seus sentimentos afetam seu desempenho e aqueles com quem trabalham e convivem; possuem uma percepção de seus valores e objetivos. É igualmente importante fazer uma auto-avaliação precisa, ou seja, reconhecer os próprios recursos, capacidades e limitações. São pessoas conscientes de seus pontos fracos, capazes de reflexão, aprendendo com sua experiência e com os erros, sem culpas; e mostram mais abertas e flexíveis ao aprendizado, mudanças e autodesenvolvimento.

Por que a autoconfiança está diretamente relacionada com o autoconhecimento? Você confia em quem não conhece? O mesmo princípio se aplica a cada um de nós. Não podemos confiar em nós mesmos sem nos conhecermos. O autoconhecimento é importante para tudo na vida e requer um constante exercício diário de reflexão. Quem não se conhece não se ama, não muda, não se desenvolve, não cresce. Aquele que não conhece a si mesmo dificilmente terá um bom relacionamento com os outros, causando conflitos ao projetar no outro aquilo que está dentro de si, mas nega.

O caminho mais indicado para elevar o autoconhecimento é o diálogo interno. É isso mesmo, conversar consigo mesmo. As pessoas querem falar, serem ouvidas, mas não se ouvem. É preciso aprender a ouvir a própria voz, que ora vem do coração, da alma, ou seja, suas emoções; ora de sua mente, sua razão. Só quando ouvimos razão e emoção conseguimos atingir o equilíbrio.
Para quem deseja elevar seu autoconhecimento é imprescindível a psicoterapia, que em conseqüência irá reconhecer seu valor, suas habilidades, aprendendo a desenvolver a tão importante confiança em si mesmo. 

E que diferença isso faz!

Rosemeire Zago – r.zago@uol.com.br