domingo, 4 de janeiro de 2015

NÃO ANDE COM O RELÓGIO DESREGULADO

Não ande com o Relógio desregulado 

Meishu-Sama lanchava normalmente ás quinze horas, mas os servidores não tinham a obrigação de lhe trazer o lanche exatamente nesse horário. Ele sempre dizia: Podem trazer cinco minutos antes. E acrescentava: A pessoa não deve se atrasar, mas pode se adiantar cinco minutos. No início, como um bobo que não tivesse aprendido outra coisa, eu sempre fazia tudo com cinco minutos de antecedência. Entretanto, fazendo disso uma norma, acabava cometendo outra falha.

Por exemplo: Se ás sete e meia entrasse no ar um programa humorístico, eu ligava o rádio um pouco antes, a essa hora porém ainda irradiavam notícias gravadas, luta de sumo ou anúncios de remédios, e não o programa que Meishu-Sama desejava.Ele, então me repreendia: Veja o que você me faz ouvir. Para ajustar o dia, um homem não necessita, mas que um ou dois segundos. Se ele não consegue fazê-lo nesse espaço de tempo, não pode ser qualificado como homem moderno; assim me ensinou Meishu-Sama. 

Certa vez fui advertido pela minha impontualidade, pois Meishu-Sama não admitia o atraso sequer de um minuto ou trinta segundo. Recebi uma severa repreensão: Se você não percebe esse descontrole, é porque seu conceito de horário é limitado. O homem moderno não pode desperdiçar tempo. Não ande com o relógio desregulado: E, quando me disse; Troque esse relógio, mas depressa do que nunca. Corri ao relojoeiro. 

(Um Servidor) – Pág.(52/53)

Já está na Hora 

Freqüentemente as pessoas solicitavam uma entrevista com Meishu-Sama. Muitas diziam que alguns minutos eram suficientes, mas pensavam que, uma vez concedida a entrevista, poderiam demorar mais tempo. Nessas ocasiões, delicadamente, Meishu-Sama falava: O Senhor me disse que era por alguns minutos; pois bem, já está na hora. Dessa maneira, deixava as pessoas completamente encabuladas. Muitas vezes elas iam embora com ar desapontado, sem nenhuma conclusão sobre aquilo que motivara a entrevista. 

(Um Servidor) – Pág. (54)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução (Igreja Messiânica Mundial do Brasil)- Vol. III
(Edição da Fundação Mokiti Okada- M.O. A)
2. Edição- Julho/1986 – São Paulo/SP.


SORRINDO DIZIA: ATÉ LOGO!

Sorrindo, dizia: Até Logo!

A vida diária de Meishu-Sama era muito atarefada. Assim, conscientes de que as suas horas eram preciosas e de que ele não podia desperdiçá-las, não deveríamos prolongar as conversas. Entretanto, quando íamos lhe falar alguma coisa, a nossa tendência era prolongá-las. Se já tivéssemos acabado de falar o necessário e tentássemos continuar, Meishu-Sama dizia: Está bem. Até logo!. A seguir, desviava o olhar e, sorrindo, começava a fazer outra coisa. 

(Um Servidor) – Pág. (50)


Os Trabalhos é que iam se encaixando nas Horas

Observando os trabalhos realizados por Meishu-Sama, tínhamos a impressão de que eles iam se encaixando automaticamente nas horas. Não eram elas que o perseguiam; ele é que as perseguia. Ih! Já está na hora, preciso escrever aquilo, essa afobação nunca lhe acontecia. Creio que a impressão de seus trabalhos se encaixarem automaticamente dentro das horas era para mim o aspecto mais extraordinário de Meishu-Sama.

Jamais alguém precisou fazer-lhe pedido desta natureza: Gostaria que o senhor se apressasse a fazer isto. No início, devido ao rigor de Meishu-Sama em relação a horário, eu me sentia intranqüilo, com um temos angustiante. Posteriormente, conseguia terminar minhas tarefas exatamente na hora marcada e comecei a sentir uma profunda gratidão. Então concluí que bastava ter um relógio que funcionasse com precisão. Passei a sentir que depois que a pessoa se habitua ao horário, não há nada mais cômodo. 

(Um Servidor) – Pág.51


Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução (Igreja Messiânica Mundial do Brasil)- Vol. III
(Edição da Fundação Mokiti Okada- M.O. A)
2. Edição- Julho/1986 – São Paulo/SP. 





EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)

Bom-dia a Todos!

Meu nome é Márcia Mayumi Horita Lopes, sou messiânica há um ano e dedico no Johrei Center Mogi das Cruzes – São Paulo. Hoje, gostaria de compartilhar com todos a grande transformação ocorrida em minha vida e de minha família ao conhecer o sagrado Johrei.

Sou casada e tenho dois filhos. Um de 11 e outro de 7 anos. Meu filho mais velho, Matheus, desde os cinco anos, sofria com dores constantes de cabeça, irritação, náuseas e vômitos, que o deixavam com olheiras profundas e muito desanimado.

Além disso, sua maneira de ser era bem diferente, pois tinha uma postura muito séria e adulta com relação às crianças de sua idade. Não gostava muito de brincar, sempre queria falar sobre seu futuro e isso me preocupava bastante.A situação piorou ainda mais, quando, em 2013, deixamos de morar na cidade e fomos para um sítio. Meu filho deixou claro que odiava morar naquela casa e que não via graça em nada.

Resolvi conversar com ele. Fiquei chocada e desorientada quando simplesmente me disse que até pensava em se matar. Eu jamais podia imaginar ouvir isso, principalmente de uma criança. Sabia de sua infelicidade, mas não imaginava que chegava a tal ponto.

Em setembro de 2013, conheci a Igreja Messiânica através de um casal que é proprietário de uma ótica em frente de meu local de trabalho. Certa ocasião, eles me convidaram para participar de um curso de ikebana e comentaram sobre o Johrei.Fiquei entusiasmada e recebi meu primeiro Johrei no local de trabalho deles. A partir desse dia, passei a receber Johrei com eles semanalmente. Sentia-me melhor e ganhei a esperança de que conseguiria cuidar do meu filho. Relatei aos meus novos amigos messiânicos a purificação de meu filho e, imediatamente, eles me sugeriram que eu fosse receber orientação na Igreja.

Nesse mesmo dia, fui ao Johrei Center com meu filho. Ao chegarmos pela primeira vez, o que me impressionou foi o fato de parecer que ele já conhecia o lugar há muito tempo. Após recebermos Johrei, foi-nos explicada a importância de darmos continuidade diariamente ao nosso fortalecimento espiritual. Meu filho saiu bastante feliz da Igreja e me disse que ali era o seu lugar, pois se sentiu muito à vontade.

Fui percebendo uma significativa mudança em seu comportamento e, principalmente em mim, o que me fez sentir que realmente estava no caminho certo. Continuamos a receber Johrei e as orientações diárias do missionário que nos acompanhou durante o período em que estávamos frequentando a unidade, bem como dos meus amigos da ótica, que me encaminharam.Eu não tinha dúvida do milagre que estava se apresentando em minha vida e, prontamente, comprometi-me a iniciar as aulas para conhecer melhor a Igreja e os Ensinamentos de Meishu-Sama.Assim sendo, dois meses depois de ter recebido o Johrei, eu tive a permissão de ser outorgada com o Ohikari (Medalha da Luz Divina) e meu filho recebeu o Shoko (Medalha de Proteção para Crianças).

A partir daquele momento, comecei a ministrar Johrei todos os dias: ao meu esposo, aos meus dois filhos e às pessoas de meu trabalho. Com muita alegria, notei que a vida do Matheus estava se transformando.

Finalmente, passei a enxergá-lo como uma criança. Ele começou a brincar com o irmão, a jogar bola, a correr, até a se sujar na lama. O que para muitas mães seria um desespero pela sujeira, para mim foi motivo de muita alegria e até emoção. Cheguei a chorar vendo-o brincar no sítio.Hoje, ele não tem mais os sintomas que tanto o afligiam. Quando ainda tem uma dor de cabeça, logo melhora ao receber Johrei.

Eu também percebi a mudança que ocorreu dentro de mim. Antes de conhecer a Igreja Messiânica, eu era uma pessoa que sorria externamente, mas o coração estava cheio de tristeza, decepção e mágoa. Chegava do trabalho irritada, e as pessoas de casa tinham até medo de mim.

Hoje, depois de conhecer o Johrei, sou muito mais feliz. Sinto meu coração leve, sou mais paciente. Minha família, percebeu isso e, especialmente meu esposo, que disse que agora dentro de nossa casa há muito mais harmonia. Então, ele, que sempre foi muito ansioso devido às questões financeiras, passou a receber Johrei diariamente e, graças a isso, tornou-se mais sereno e tranquilo.A partir desse dia, passou a assistir aos vídeos para frequentadores e despertou para fazer as aulas de Primeiras Noções Messiânicas.

Cheguei a pensar que meu marido demoraria muito tempo para me acompanhar na Igreja, mas fui tomada de muita emoção quando ele tomou a firme decisão de receber o Ohikari.Com sua decisão, nosso filho mais novo, que é muito ligado a ele, pediu para receber o Shoko para, com o irmão, ministrar Johrei igual ao papai e à mamãe. Também consegui encaminhar minha irmã, que está frequentando o Johrei Center.

Além do Johrei, depois que participo das aulas de Ikebana, meu marido e meus filhos apreciam muito quando chego em casa e começo a montar os arranjos, através dos quais consigo perceber a Luz de Meishu-Sama harmonizando todo o ambiente.Meishu-Sama nos ensina que o paraíso começa no lar. Hoje, completando um ano de membro, estar perante os senhores relatando essa experiência é algo maravilhoso.

Neste momento, eu estou muito emocionada e sinto profunda gratidão por aquele casal que foram os pioneiros da salvação de minha família, proporcionando-me conhecer os ensinamentos de Meishu-Sama e, principalmente, o Johrei, que iluminou e transformou minha vida.

Refletindo sobre como estava meu lar e minha família há um ano atrás e, depois que tivemos a permissão de conhecer a Igreja Messiânica, os ensinamentos e, em especial, a prática do Johrei, eu tenho muito que agradecer a Deus e a Meishu-Sama.

Assim, nesse período que antecede o Culto do Natalício, venho me empenhando cada dia mais para não perder nenhuma oportunidade que surgir para falar da Igreja Messiânica e apresentar o Johrei às pessoas.

Meu compromisso daqui pra frente é, junto com minha família, ser cada vez mais útil a Deus e a Obra Divina tornando-nos pioneiros da salvação de muitas pessoas. 

Muito Obrigada

Márcia Mayumi Horita Lopes

Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga
07 de Dezembro de 2014




EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)

Bom-dia a Todos! 

Meu nome é Orquelina Maria dos Santos Rodrigues, e dedico no Johrei Center Interlagos – São Paulo. 

Hoje, gostaria de compartilhar com todos o grande milagre de minha vida. No início de 1996, comecei a sentir dores pelo corpo, queda de cabelo e perda de peso, que foi se agravando, até ser internada. No dia seguinte sofri uma parada cardíaca, convulsão e fiquei na UTI por 7 dias. Após vários exames fui diagnosticada ter Lúpus (doença autoimune) associado a mielite transversa (doença neurológica que causa inflamação da medula espinhal). 

A situação foi tão grave que os médicos mandaram chamar meus familiares (saindo da UTI, os médicos perceberam que eu havia perdido totalmente os movimentos das duas pernas). 

Fiquei internada por três meses. A luta foi constante, com muita medicação para dor, depressão, além de fisioterapia, check-ups e exames, mas os resultados não eram positivos. Meu esposo, desesperado, procurava todo tipo de ajuda: ia em centro espírita, benzedeira, etc… 

Apesar da gravidade os médicos me mandaram dar continuidade nos remédios e ir para casa, dizendo para eu agradecer a Deus por estar viva, porém eles me disseram que havia a possibilidade de ficar numa cadeira de rodas. Retornei ao meu lar e fiquei acamada, totalmente dependente da ajuda de meu esposo e minha irmã que largou tudo para cuidar de mim. Quando precisava levantar, não tinha forças e as pernas não obedeciam. Então, minha irmã me ajudava a fazer a fisioterapia e a noite era a vez do meu esposo. 

Muitas vezes em meio ao choro e dores eu dizia: “Apesar de falarem que eu não vou voltar a andar, tenho certeza que Deus, vai me mostrar um caminho”. No final de setembro, minha vizinha que sempre via meu marido me ajudando, tocou a campainha e me ofereceu Johrei. Como eu era fiel de outra religião, recebi sem muita convicção. 

Entretanto, logo que terminou de ministrar, ela me convidou para ir ao Solo Sagrado de Guarapiranga; comentou que muitas pessoas já se sentiam melhor só de entrarem lá e me disse com bastante convicção: “Quem sabe você fica boa?”. Assim, aceitei o convite, mesmo desacreditando e duvidando do Johrei. 

Fui ao Solo Sagrado, em novembro de 1996 pela primeira vez. Como não conseguia andar, ficava apoiada no andador e, minha vizinha, com muita paciência e amor me acompanhava numa caminhada bem lenta. Eu, que só chorava, fiquei encantada com a beleza daquele lugar e com o carinho de todas as pessoas comigo. 

Fui orientada por uma ministra de Salvador que estava em aprimoramento no Solo Sagrado a receber 10 Johrei por dia. Minha vizinha se comprometeu a me levar ao Solo Sagrado e, durante três dias, ia de manhã recebia Johrei o dia todo e voltava no final da tarde para casa. No primeiro dia já voltei acreditando que Deus existe, pois me senti muito bem recebendo Johrei. Já no terceiro dia, antes de vir embora, estando próxima às escadas e apoiada no andador, senti uma força muito grande; isso me fez pegar no andador, segurá-lo no alto e sair andando. 

As pessoas, ao me verem, começaram a chorar e dizer: “Olha o milagre acontecendo!”; várias delas vieram correndo para ver o que estava acontecendo. Fomos até o Altar para fazer oração e eu consegui subir as escadas sem me apoiar em ninguém. Foi um momento do qual jamais vou esquecer, por toda a minha vida! Meishu-Sama estava me mostrando a força da Luz do Johrei e do Solo Sagrado. A partir daí, dei continuidade em receber 10 Johrei por dia, e os médicos, vendo a minha melhora, se surpreendiam e foram aos poucos tirando a medicação. 

Já no Natal daquele ano eu estava até dançando! Seis meses depois, em junho de 1997, recebi o Ohikari(medalha da Luz Divina) e, comecei a dedicar diariamente no Johrei Center. Eu abria a unidade para fazer plantão e ministrava muito Johrei. Os médicos vendo minha melhora a cada dia, retiraram toda a medicação que eu tomava. 

Enfim, não sentia mais as dores nas pernas e, 1999, não precisando mais do uso de medicação, fiquei apenas com uma leve sequela na perna, que não me impede de ter uma vida normal. Minha gratidão é profunda pois pelo parecer médico, eu ficaria em uma cadeira de rodas. Hoje o Lúpus está controlado, sem a necessidade de nenhum medicamento, tendo apenas que continuar o acompanhamento nas consultas. 

Sempre tive o sonho de me tornar mãe, mas, segundo a medicina, mulheres que tem lúpus não conseguem engravidar. Inicialmente, tive três abortos espontâneos, mas nunca desisti do sonho de me tornar mãe. 

Assim, na quarta gestação, fui diante do Altar junto com a ministra responsável pelo Johrei Center que frequento e entreguei a minha gravidez a Deus e a Meishu-Sama, dizendo que eu aceitaria o que acontecesse. 

Graças a Deus e a Meishu-Sama, a gravidez transcorreu maravilhosamente bem, e minha filha nasceu no tempo certo, com 50 cm e 3 kg e 620 g. O nome dela não poderia ser outro a não ser Vitória. 

Atualmente sou assistente de família e dedico como plantonista duas vezes por semana, além de também ser instrutora de Ensino. Há 3 meses, o atual Ministro responsável do Johrei Center, observando-me, percebeu que eu não estava dando vida ao grande milagre que recebi e o consequente nascimento de minha filha. 

Com isso, ele me orientou e pediu para eu não mais fazer cerimônia e parar de esconder Deus das pessoas; disse que eu precisava falar mais sobre estes milagres e mostrar para todos as provas destes, pois isso iria despertar e encaminhar um grande número de pessoas, fossem elas frequentadores ou membros que haviam perdido forças. 

Então, tomei a decisão de juntar várias fotos da minha purificação e, mostrando o antes e o depois, comprovo a força absoluta de Deus e Meishu-Sama. Assim, comecei a compartilhar com todos, principalmente durante a reunião de Johrei no lar que faço mensalmente em minha casa. Desde então, 14 pessoas já se tornaram membros da Igreja através do meu relato. 

Hoje, dia que se comemora o aniversário de Meishu-Sama, quero dizer a todos que Ele é o meu salvador e agradeço a minha vizinha que, graças a sua dedicação, me mostrou o caminho para que eu pudesse ser um verdadeiro instrumento útil a Deus. 

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e a todos os meus antepassados pelos inúmeros milagres que venho recebendo em minha vida, além da permissão de poder servir nesta maravilhosa obra de salvação. 

Parabéns Meishu-Sama pelo seu Natalicio! 

Muito Obrigada! 

Orquelina Maria dos Santos Rodrigues 

Culto Mensal do Natalício de Meishu-Sama
Solo Sagrado de Guarapiranga
21 de Dezembro de 2014 



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE FINAL DO ANO DE 2014


  
Que todos possam amar, sorrir, abraçar, olhar...

Tudo isso com sentimento de uma criança.

Pois não há no mundo sentimento mais puro e belo.

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos os

Meus seguidores do meu Blog e para todas as pessoas

Que leram o meu Blog este ano e que gostam do meu Blog. 

2014 -----------------------------------------2015

Muita Luz! 


MENSAGEM DE REFLEXÃO PARA O FIM DO ANO

Não Espere

Não espere...
Não espere um sorriso para ser gentil;
Não espere ser amado para amar;
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado;
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida;
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar;
Não espere a queda para lembrar-se do conselho;
Não espere...
Não espere a enfermidade para perceber o quanto é frágil a vida;
Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar;
Não espere a mágoa para pedir perdão;
Não espere a separação para buscar reconciliação;
Não espere a dor para acreditar em oração;
Não espere elogios para acreditar em si mesmo;
Não espere...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado;
Não espere o eu te amo,para dizer eu também;
Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida;

E então,o que você está esperando? 


PALESTRA PROFERIDA PELO FUNDADOR DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL NO AUDITÓRIO DO: "HIBIYA PUBLIC HALL" - TÓQUIO/JAPÃO - 1951

Palestra proferida pelo Fundador da Igreja Messiânica Mundial 
Auditório “Hibiya Public Hall”- Tóquio/Japão – 1951


Creio que minha Palestra é bastante original. Pretendo tratar de assuntos que nunca foram tratados antes. Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que muita gente, confundindo cultura com civilização, diz que a cultura da atualidade é avançada, ou que estamos na Era da Cultura. Na verdade porém, cultura e civilização são coisas diferentes. Cilivização é u mundo ideal, sem nenhuma selvsgeria; a isso nós chamamos de mundo civilizado. Já a cultura é o estágio intermédiario entre selvageria e a civilização. Portanto, o que se chamaria entre a selvageria e a civilização. Portanto, o que se cham BUN-NU-KE, ou seja BUNKA(Cultura)é uma sombra, é um fantasma.

Observando o estado atual da humanidade, notamos que os homens estão apaixonados por essa sombra, achando que ela é o que há de melhor e que com o seu progresso, o mundo se tornará aprazível. Mas o mundo civilizado a que eu me refiro é diferente daquilo que as pessoas têm em mente. O que é a Verdadeira Civilização? Em palavras simples, é senônimo de vida. Deve ser a época em que a humanidade possa viver com segurança. Mas,como o Sr. Suzuki disse há pouco, hojehá coisas realmente temíveis, como a Bomba Atômica, a Bomba Bacteriológica, o Juizo Final, etc. São temíveis por que põem em risco a segurança da vida.

Isso não é um mundo civilizado. É a cultura; a Era da Cultura. Isto é estamos na fase de transição entre a selvageria e a civilizaçãoo que vou falar agora não é sobre á cultura, e sim sobre a civilização. As doenças e as guerras são o que mais põe em risco a vida. Se não tivéssimos guerras nem doenças, teríamos garantia de vida, e este seria o verdadeiro mundo civilizado. Já chegamos á época em que precisamos ir até aí. Dá a razão de ser do lema da Igreja Messiânica: O mundo absolutamente isento de Doença, Pobreza e conflito. Como a guerra é um conflito em maior escala, propomos a construção do mundo sem Doença, Pobreza e Guerra.

Todos o infortúnios são decorrentes da doença. Costuma-se entender como doença aquilo que provoca dores, coceira ou outras reações; interpreta-se sempre no sentido físico. Mas não é bem assim. Há dois tipos de doenças: doenças físicas e doenças do espírito. Dizem que este anoaatuberculose e outras doenças contagiosas, a disenteria, etc. aumentaram bastante e por isso as pessoas estão receosas. Entretanto, se hoje não se conseguir encontrar solução para esse problema, jamais se formará um mundo civilizado, nem memso daqui a centenas ou milhares de anos. Quanto á pobreza, sua origem é a doença do corpo. Basta escolher uma pessoa pobre e procurar sobaer a causa da sua pobreza. É invariavelmente a doença. São casos como a perda de emprego devido á enfermidade, ou a impossibilidade de trabalhar pelo mesmo motivo. 

A doença, acrescida do fato de não se receber salário, constitui uma dose dupla de sofrimento. Isso se reflete negativamente não só no próprio doente como em seus parentes e amigos. A causa das guerras também é a doença. Trata-se da doença mental. É comum utilizar-se a expressão “Fabricantes de Guerras”para aqueles que as causam. Observando-se a História, encontramos inúmeros exemplos. E eles recebem o nome de Heróis. Esses indivíduos importantes têm força e inteligência, mas no fundo sofrem de uma espécie de doença nervosa. Por isso torna-se necessário erradicar não só a doença do corpo como também a do espírito. Quanto á do corpo as pessoas acreditam que é possível curá-la através da Medicina e se esforçam nesse sentido, mas não há nada que resolva a doença espiritual. Para isso, só existe um meio: a Religião.

Na teoria pode ser assim, mas surge a dúvida: conseguir-se-á, na prática, erradicar ambos os tipos de doenças? Aí é que entra o johrei, ao qual se referiu há pouco o Sr, Suzuki: ele irá erradicar a doença da mente e a do corpo. Dessa forma, surgirá o mundo civilizado. Observando o estado m que se encontra a humanidade e a cultura, concluo que de maneira alguma isto é civilização. Pelo contrário,é até um estado extremamente bárbaro. As guerras de hoje são mais terríveis que as da época selvagem. Sendo assim,podemos afirmar que a cultura ou civilização da atualidade não passa de aparência; a humanidade está iludida com essa aparência, e as pessoas se sentem gratas. Analisando seu conteúdo, veremos que ele é selvagem ou melhor, meio civuilizado e meio selvagem. 

A cultura contemporânea assemelha-se a uma bela mulher, vestida com um bonito quimono, com a qual todos ficassem impressionados, mas que, quando tirasse a roupa, se mostrasse corroída pela sífelis, toda coberta de pus. Acredito por conseguinte que a nossa Igreja Messiânica Mundial, não é uma religião. Se fosse possível resolver os problemas do homem com a religião, eles já teriam sido resolvidos, pois até o presente apareceram impostantes líderes e fundadores de religião, filósofos, moralistas,etc. è verdade que selvagens nus e de rosto pintado restam poucos. Conseguiu-se,também, que tudo assumisse um aspecto bonito culto. Mas ainda não foi possível garantir a vida humana, por que as religiões que surgiram até hoje não tinham força suficiente.Tiveram força para tornar cultos os selvagens, mas não para ir além, ou seja, para tornar os homens civilizados.

Há, ainda, inúmeros inventos que não são utilizados no bom sentido: muito pelo contrário. Dizem que a Bomba Atômica pode matar vinte milhões de pessoas de uma só vez; entretanto, se essa energia for aplicada para o bem com uma pequena porção do tamanho da ponta de um dedo, poder-se-á fazer rodar treno ou automóveis por muito dias. O avião, sendo utilizado como meio de transporte, não existe nada mais rápido e útil; utilizado para lançar bombas, não há máquina mais terrível. Esta é a cultura científica, de hoje. Chegamos até aqui com o progresso da cultura científica, mas falta algo – algo muito importante.

Devido a essa falta tende-se a fazer mau emprego das coisas. Eis o motivo da aflição da humanidade. Ara utilizar as coisasd em sentido positivo, torna-se necessário ir ás raizes, isto é ao Espírito. Mudando o Espírito das criaturas do mal para o bem, elas saberão utilizar tudo no bom sentido e assim se conseguirá um mundo maravilhoso. Cristo referiu-se a isso com a expressão “È chegado o reino dos Céus”. Sakyamuni por sua vez, disse:”Após a extinção do Budismo, aparecerá Miroku Bossatsu, e surgirá o Mundo de Miroku”. Só que sakyamuni falou que seria após 5,67bilhões de anos. Acredito, entretanto,que ele quis apenas se referir aos números 5,6,7. Se realmente estevesse profetizando algo para daí a 5,67 bilhões de anos, Sakyamuni não estaria bom da cabeça, pois não há nenhum sentido em profetizar algo para um futuro tão distante.

Nessa época, a humanidade e a terra já teriam passado por uma mudança tão grande que nem se poderia imaginar. Os messiânicos conhecem bem o significado dos números 5,6,7. Caso eu fosse explicá-lo, isso me tomaria bastante tempo e ái eu não poderia falar de coisas importantes. Com relação á profecia de cristo ao invés de dizer”É chegado o Reino dos Céus”. Ele poderia ter dito “vou construir o Reino dos Céus”. Mas naquela pepoca o mundo ainda não havia alcançado o estágio necessário para isso, ou seja o progresso da cultura ainda era insuficiente para a construção do verdadeiro mundo civilizado.

No entanto, a cultura material progrediu, chegando ao estágio em que se encontra atualmente; o progreso foi tal ,que se estendeu ao mundo todo. O que eu estou dizendo pode ser ouvido, através dos modernos meios de comunicação, nos quatro cantos do mundo. Os meios de transportes se desenvolveram tanto, que é possível ir de aviçao até aos Estados Unidos num dia. Dessa forma,o progresso da cultura material já atingiu o ponto em que estão preenchidos quase todas as condições necessárias ao mundo civilizado.O primordial dessa questão é que a alma humana ainda não se evoluiu o sificiente para utilização dos progresso no bom sentido. Sobre essa alma, é imperativo empenhar-nos para que a humanidade tome conhecimento disso.

Em várias oportunidade falei sobre o assunto, e os fiéis já têm alguma noção a respeito. A propósito, comecei a escrever, há cerca de seis meses um Livro institulado “A Criação da Civilização”. Meu objetivo é esclarecer que a civilização atual não é a verdadeira civilização e que, nesta a Medicina, a Política, a Educação, a Arte, etc. serão bem diferentes. A parte que se refere á Medicina já está quase pronta, mas tenciono escrever, ainda este ano, a parte referente á outras áreas. Quando o Livro estiver concluído pretendo traduzi-lo para o inglês e tomar providências para que ele seja lido por Professores Universitários, Cientístas, enfim por intelectuais do mundo inteiro. Vou enviá-lo, também á Comissão Examinadora do Prêmio Nobel, mas acredito que, no ínicio, não oreceberão bem, pois a Comissão é integrada por eminentes personalidades da cultura material.

Todavia, como se trata de um Livro que aborda justamente aquilo que as pessoas eminentes estão buscando, acredito que os integrantes da Comissão não deixarão de entendê-lo e esclamar: É isto! “Assim, poderiam conceder-me dez ou vinte Prêmios Nobel. Quando rddr Livro for publicado, eu gostaria que todos os povos o lessem. Dessa forma, ao mesmo tempo que mostramos como estará constituída a verdadeira civilização, damos a conhecer o johrei. Com o johrei as doenças saram milagrosamente, mas ele não se destina a curar doenças. Em resumo, o johrei cura o espírito ou seja, o mal que existe nele.

Em termos mais claros, o mal é o caráter selvagem, e este não pode ser removido, pois não se pode viver sem espírito. O que se pode fazer é mudar a maneira de pensar das pessoas, ou seja diminuir-lhes as partes mas fazendo com que as partes boas aumentem. Assim, todos farão apenas coisas boas, isto é, acharão que devem fazer o bem. Costumo dizer aos fiéis que os homens da atualidade estão sempre pensando em praticar o mal. Mesmo que não queiram fazê-lo, acham que é bobagem. Praticar o bem, que isso só traz prejuízos, que se deve fazer as coisas de maneira mais “fácil”. Entretanto, essa forma de pensar é o oposto da verdade. Faço tal afirmativa porque já houve época em que eu também pensava assim. Gradativamente, porém, comecei a ter melhor compreensão sobre Deus, através da Fé, e vi que estava totalmente do “avesso”. Aí passei a querer praticar o bem e sempre buscava um meio para isso. Estava sempre procurando fazer algo em beneficio dos outros pessoas, algo que as deixasse felizes, satisfeitos. Com essa atitude, minha sorte melhorou. Mesmo antes de me dedicar inteiramente á Fé, aconteciam-me coisas boas quando eu ficava nesse estado de espírito. Assim, pensei como seria bom se as pessoas soubessem os benéficios que nos advêm quando procuramos fazer a felicidade do próximo. 

Á medida que eu ia acumulando tais experiências da vida real, comecei a ter plena compreensão de que realmente Deus e o demònio existiam. A partir daí passei por uma fase de aprimoramento espiritual. Com a ocorrência de vários milagres, pude compreender a grande missão que me era destinada. Foi assim que instituí a Igreja Messiânica Mundial e estou desenvolvendo minhas atividades. Outro ponto que eu gostaria de abordar é o “juizo Final” do cristianismo, e o “Fim do Budismo”, profetizado por Sakyamuni. Apesar de muitos líderes e fundadores de religiões terem feito profecias semelhantes, vou tratar aqui, apenas destas duas. Que vem a ser Juízo Final? Os homens estão imaginando que virá um Deus para fazer o julgamento neste mundo, mas isso não corresponde á verdade. É um ponto de difícil entendimento para os não fiéis, mas o Mundo espiritual é uma realidade. O mundo em que vemos e sentimos a matéria é o Mundo Material;além deste, há o Mundo Espiritual e no meio dos dois o Mundo Atmosférico. 

Este último já é conhecido, mas ainda não se conhece o Mundo Espiritual. É como a ordem em que se dispõem a era do barbarismo, a era da cultura e a era da civilização. Da mesma forma, o Universo obedece a uma constituição tripla: Mundo Material, Mundo Atmosférico, Mundo Espiritual. Há ainda, os ciclos do mundo: assim como existe transição entre o claro e o escuro, entre dia e a noite no espaço de um dia, há a mesma transição no espaço de um ano. O claro e o escuro em um ano podem ser comparados ao verão e ao inverno, rspectivamente. Os raios solares são mais fortes no verão e mais fracos no inverno, ocasionando o contraste entre o claro e o escuro. E existem períodos idênticos no espaço de dez e de cem anos.

A História registra épocas de paz e de guerra, que correspondem ao claro e ao escuro. Refiro-me, portanto a esse ritmo. Igual período rixte tam´bem no espaço de mil e de dez mil anos. Estávamos até agora na escuridão no período das trevas; vamos passar para o período da claridade, tudo que existia no período das trevas sofrerá uma seleção. Esses ciclos do mundo, nós os designamos com as expressões Mundo da Noite, Mundo do Dia, Cultura da Noite , Cultura do Dia. Assim , desaparecerá uma série de coisas que não serão mais necessárias.

Durante o dia, por exemplo, não é preciso lâmpadas. Tudo aquilo que pertence á Era da Noite e se tornar desnecessário será eliminado. O juízo Final representa a separação do que é do Dia e do que é da Noite. O que for inútil ficará inativo ou será destruído. A partir de agora, as coisas do Dia irão sendo construídas gradativamente. O que acontecerá quando o Mundo Espiritual se tornar claro? Vejamos o homem. Nele, entre a matéria e o espírito existe a água, que correspondem ao ar. Ela existe em grande quantidade no corpo humano. Assim, o homem apresenta uma constituição tripla; dela, faz parte o espírito, o que também se poderia chmar alma. O espírito está subordinado ao Mundo Espiritual. Tornando-se claro esse mundo, aqueles cujo espírito não corresponder a essa claridade terão de ter as suas máculas removidas.

Não significa que elas serão arrancadas, mas ocorreria naturlmente a purificação, para limpar o que está sujo. Á medida que o Mundo espiritual vai clareando, as pessoas possuidoras de máculas no espírito passam por uma limpeza, que é o sofrimento princípio da doença obedece a essa explicação. Através dela pode-se compreender perfeitamente o que é a doença. Até agora não se conhecia o espírito. Desprezava-se a sua existência. Como o Sr. Tokugawa disse há pouco, é uma questão de alma. A ação da alma é muito grande. Ontem fui visitado por uma pessoa que eu não via há cerca de um ano. Anteontem eu tinha pensado: “Como estará ele passando?” No dia seguinte ele apareceu. Aí eu disse para mim mesmo: “Ah, o espírito dele veio aqui antes!” Digamos, poe exemplo, que o Sr. Takugawa pense: “O Sr. Matsunami está escrevendo com afinco. “Então este pensamento vai até o Sr. Matsunami, penetra no seu corpo e se aloja na sua cabeça. Aí, ele se lembra do Sr. Takugawa. É como se a pessoa chegasse, após ter avisado. Nessas ocasiões, as criaturas se comunicam através dos elos espirituais. 

O trabalho desses elos, no caso do relacionamento amoroso, é muito interessante. Mas o meu objetivo, no momento, não é o problema do amor. O assunto se tornará claro, para os senhores, quando abraçarem a Fé. O amor é muito bom, mas quase sempre acaba em tragédia. Para entender melhor esse fim trágico, é necessário conhecer o lado espiritual, a existência dos elos espirituais. Isso não pode ser menosprezado. Em vários problemas da vida há mulheres; dizem mesmo que por trás dos crimes existe sempre uma mulher, ou melhor, o amor. Com a compreensão das causas, é possível eliminar as tragédias e os males sociais.

Mas vamos deixar este assunto por aqui. Como eu estava falando há pouco, as máculas do espírito irão sendo eliminadas para ele corresponder á claridade do Mundo Espiritual. Se isso terminar numa simples doença, está tudo bem, mas pode acontecer que a pessoa fique gravemente enferma e acaba falecendo. A doença chega aos poucos, e por isso é que se chama doença. Se vier de uma vez, a pessoa morre. Juízo Final é isso. Com o clareardo Mundo Espiritual, a transformação pode ocorrer repentinamente e aí as criaturas não resixtiriam. Haveria mortes em massa. Deus quer evitá-las e por isso manda avisos. É vontade de Deus que a humanidade seja a visada, para que ela se salve. E ele me incumbiu dessa tarefa. Estou, portanto avisando.

Tanto Sakyamuni como Cristo profetizaram o Advento do Paraíso a chegada do Novo Mundo. Eles foram os profetas, e eu sou o concretizador. Deus me ordenou que concretizasse essas profecias ou seja, que eu construisse o Paraíso Terrestre, livre de doença, pobreza e conflito. Entretanto, eu não me canso, pois não sou eu quem planeja. Tudo é planejado por Deus. Apenas dou forma ás coisas. Isso realmente é fácil, mas de enorme responsabilidade. Provavelmente não houve ninguém com responsabilidade maior que a minha em toda a história da humanidade. Dessa maneira, as profecias de Cristo e Sakyamuni começam a ter sentido; se elas não tivessem possibilidade de ser concretizadas, seriam falsas profecias.

Falsas profecias significam mentiras. Mas não seria possível pessoas tão importantes terem mentido. Por conseguinte, era preciso haver alguém que tornasse realidade tais profecias, e o escolhido fui eu. Na verdade, me é penoso afirmar um empreendimento de tamanha grandeza. Não falei nisso até agora justamente por ser uma missão demasiado grande. Mas o tempo se aproxima, já é chegada a Era do Dia. Para salvar a humanidade, preciso avisar rapidamente o maior número de pessoas, e é por isso que estou hoje falando aos senhores. O Sr. Suzuki falou há pouco sobre o Dilúvio e a Arca de Noé, mas isso é algo semelhante ao Juízo Final. Há duas versões a respeito: Uma diz que choveu quarenta dias seguidos, outra diz que foram cem dias. Fossem quarenta ou cem, o que interessa é que choveu durante muitos dias consecutivos. 

A água foi subindo cada vez mais e se tornou um dilúvio, salvando-se apenas os que estavam na arca. Aqueles que estavam em barcos comuns ou que subiram ás montanhas acabaram perecendo; estes últimos, devorados por animais que também haviam subido. Apenas oito pessoas se salvaram, e dizem que os representantes da raça branca são seus descendentes. Acredito que , em linhas gerais, essa história não está errada. No Japáo, conta-se a história de Izanagui-no-Mikoto e de Izanami-no-Mikoto. Estes dois deuses, de cima da ponte flutuante dos céus, empenhando uma espada, mexeram algo semelhante a espuma, e daí, surgiram as ilhas e os contimentes. Essa deve ter sido a causa do Dilúvio. De acorodo com a tese xintoísta, houve ação da maré alta e da maré baixa. 

A maré baixa é o recuo das águas, e Izanagui-no-Mikoto encarregou-se disso. O nascimento das ilhas e das nações significa que se jogou fora a água do Dilúvio, fazendo emergir aquilo que estava submerso. Penso que essa ocorrência corresponde á época do Dilúvio. Com relação ao cristianismo, dizem que João fez o batismo pela água e Cristo fará p batismo pelo fogo. Agora está para vir o batismo pelo fogo, o extraordinário acontecimento que promoverá a eliminação do mal. Isso tem muitos outros sentidos, mas como já está se esgotando o tempo, vou parar por aqui.

(22 de Maio de 1951)

Meishu-Sama 

Fonte: Livro/ A Outra Face da Doença
(A Saúde Revelada por Deus)
Edição: Fundação Mikiti Okada – M.O.A
6. edição – Agosto/ 1992 – São Paulo/SP.




MOMENTO DE REFLEXÃO/ MENSAGENS

A Lente 

Quando menino, eu tinha por apelido, "o fogo-de-palha". Estava sempre com um plano novo na cabeça e, a respeito, falava entusiasticamente à minha família. Começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava desinteressado. 

E uma outra idéia magnífica jorrava de meu espírito, para ter o fim de sempre. Embora o fato se repetisse constantemente, não havia, em minha casa, comentários a respeito. Em certo dia de verão, meu pai, que lia o seu jornal na varanda, chamou-me. Estava com uma lente na mão e me disse: 

- Preste atenção e irá ver uma coisa muito interessante. É uma experiência... 

Com o sol incidindo na lente, passeava o foco de luz pela folha do jornal, porém nada acontecia. Eu estava intrigado. Então ele deteve o movimento e manteve o ponto de luz imóvel por algum tempo, focalizando os raios solares. Dentro de poucos segundos o papel se incendiou e surgiu ali um furo. 

Escusado é dizer que aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu pai me explicou: 
- Meu filho, este princípio se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida é indispensável concentrar todos os nossos esforços na tarefa do momento. É como a concentração dos raios do sol filtrados pela lente. Enquanto ela percorreu às tontas a folha do jornal nada aconteceu. Mas quando se deteve, você viu o furo provocado. Tudo questão de paciência, tempo e concentração. Às vezes, quando estamos prestes a desistir, aparece-nos a solução do problema, justamente como no caso do furo no papel. 

Desse incidente me recordei inúmeras vezes em minha vida, o que me deu sempre muita coragem para perseverar até o fim.Escusado é dizer que aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu pai me explicou:

Da Obra "E, Para o Resto da Vida...", Wallace Leal V. Rodrigues, ed. O Clarim




A Lição das Gaivotas

Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo a outro continente. Do convés, os passageiros acenavam lenços e agitavam mãos, em manifestações de adeuses. 
No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho. Pouco depois, os que se encontravam no convés, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio. 

O seu voo atraiu a atenção de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem. Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador. Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos. 

Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade. Com suas possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença dos elementos da natureza em convulsão. Um dos poucos viajantes que até então permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou. Como podiam elas, com suas asas tão débeis, lutar contra o tufão, desamparadas nos céus? Elas nada tinham além do próprio corpo para o enfrentar. 

Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial? De repente, aquele homem que estava tão compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu, abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região serena dos ares. E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos. 

Em nossas vidas ocorre de forma semelhante. Quando pretendemos lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo. Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos as possibilidades das asas das gaivotas. Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente. 

Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões que o vendaval das paixões inferiores não alcança. Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos. Quando o triunfo nos alcançar ou quando sofrermos aparentes quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu coração de Mestre e Amigo. 

Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumirá o leme da frágil embarcação das nossas vidas, permitindo-nos singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e segurança. A medida ideal será sempre orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente, o que nos conduziria ao desespero e a maior soma de dores. 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. A tempestade e as gaivotas, do livro Lendas do céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Melhoramentos e no verbete Oração, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal