terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PALESTRA PROFERIDA PELO FUNDADOR DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL NO AUDITÓRIO DO: "HIBIYA PUBLIC HALL" - TÓQUIO/JAPÃO - 1951

Palestra proferida pelo Fundador da Igreja Messiânica Mundial 
Auditório “Hibiya Public Hall”- Tóquio/Japão – 1951


Creio que minha Palestra é bastante original. Pretendo tratar de assuntos que nunca foram tratados antes. Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que muita gente, confundindo cultura com civilização, diz que a cultura da atualidade é avançada, ou que estamos na Era da Cultura. Na verdade porém, cultura e civilização são coisas diferentes. Cilivização é u mundo ideal, sem nenhuma selvsgeria; a isso nós chamamos de mundo civilizado. Já a cultura é o estágio intermédiario entre selvageria e a civilização. Portanto, o que se chamaria entre a selvageria e a civilização. Portanto, o que se cham BUN-NU-KE, ou seja BUNKA(Cultura)é uma sombra, é um fantasma.

Observando o estado atual da humanidade, notamos que os homens estão apaixonados por essa sombra, achando que ela é o que há de melhor e que com o seu progresso, o mundo se tornará aprazível. Mas o mundo civilizado a que eu me refiro é diferente daquilo que as pessoas têm em mente. O que é a Verdadeira Civilização? Em palavras simples, é senônimo de vida. Deve ser a época em que a humanidade possa viver com segurança. Mas,como o Sr. Suzuki disse há pouco, hojehá coisas realmente temíveis, como a Bomba Atômica, a Bomba Bacteriológica, o Juizo Final, etc. São temíveis por que põem em risco a segurança da vida.

Isso não é um mundo civilizado. É a cultura; a Era da Cultura. Isto é estamos na fase de transição entre a selvageria e a civilizaçãoo que vou falar agora não é sobre á cultura, e sim sobre a civilização. As doenças e as guerras são o que mais põe em risco a vida. Se não tivéssimos guerras nem doenças, teríamos garantia de vida, e este seria o verdadeiro mundo civilizado. Já chegamos á época em que precisamos ir até aí. Dá a razão de ser do lema da Igreja Messiânica: O mundo absolutamente isento de Doença, Pobreza e conflito. Como a guerra é um conflito em maior escala, propomos a construção do mundo sem Doença, Pobreza e Guerra.

Todos o infortúnios são decorrentes da doença. Costuma-se entender como doença aquilo que provoca dores, coceira ou outras reações; interpreta-se sempre no sentido físico. Mas não é bem assim. Há dois tipos de doenças: doenças físicas e doenças do espírito. Dizem que este anoaatuberculose e outras doenças contagiosas, a disenteria, etc. aumentaram bastante e por isso as pessoas estão receosas. Entretanto, se hoje não se conseguir encontrar solução para esse problema, jamais se formará um mundo civilizado, nem memso daqui a centenas ou milhares de anos. Quanto á pobreza, sua origem é a doença do corpo. Basta escolher uma pessoa pobre e procurar sobaer a causa da sua pobreza. É invariavelmente a doença. São casos como a perda de emprego devido á enfermidade, ou a impossibilidade de trabalhar pelo mesmo motivo. 

A doença, acrescida do fato de não se receber salário, constitui uma dose dupla de sofrimento. Isso se reflete negativamente não só no próprio doente como em seus parentes e amigos. A causa das guerras também é a doença. Trata-se da doença mental. É comum utilizar-se a expressão “Fabricantes de Guerras”para aqueles que as causam. Observando-se a História, encontramos inúmeros exemplos. E eles recebem o nome de Heróis. Esses indivíduos importantes têm força e inteligência, mas no fundo sofrem de uma espécie de doença nervosa. Por isso torna-se necessário erradicar não só a doença do corpo como também a do espírito. Quanto á do corpo as pessoas acreditam que é possível curá-la através da Medicina e se esforçam nesse sentido, mas não há nada que resolva a doença espiritual. Para isso, só existe um meio: a Religião.

Na teoria pode ser assim, mas surge a dúvida: conseguir-se-á, na prática, erradicar ambos os tipos de doenças? Aí é que entra o johrei, ao qual se referiu há pouco o Sr, Suzuki: ele irá erradicar a doença da mente e a do corpo. Dessa forma, surgirá o mundo civilizado. Observando o estado m que se encontra a humanidade e a cultura, concluo que de maneira alguma isto é civilização. Pelo contrário,é até um estado extremamente bárbaro. As guerras de hoje são mais terríveis que as da época selvagem. Sendo assim,podemos afirmar que a cultura ou civilização da atualidade não passa de aparência; a humanidade está iludida com essa aparência, e as pessoas se sentem gratas. Analisando seu conteúdo, veremos que ele é selvagem ou melhor, meio civuilizado e meio selvagem. 

A cultura contemporânea assemelha-se a uma bela mulher, vestida com um bonito quimono, com a qual todos ficassem impressionados, mas que, quando tirasse a roupa, se mostrasse corroída pela sífelis, toda coberta de pus. Acredito por conseguinte que a nossa Igreja Messiânica Mundial, não é uma religião. Se fosse possível resolver os problemas do homem com a religião, eles já teriam sido resolvidos, pois até o presente apareceram impostantes líderes e fundadores de religião, filósofos, moralistas,etc. è verdade que selvagens nus e de rosto pintado restam poucos. Conseguiu-se,também, que tudo assumisse um aspecto bonito culto. Mas ainda não foi possível garantir a vida humana, por que as religiões que surgiram até hoje não tinham força suficiente.Tiveram força para tornar cultos os selvagens, mas não para ir além, ou seja, para tornar os homens civilizados.

Há, ainda, inúmeros inventos que não são utilizados no bom sentido: muito pelo contrário. Dizem que a Bomba Atômica pode matar vinte milhões de pessoas de uma só vez; entretanto, se essa energia for aplicada para o bem com uma pequena porção do tamanho da ponta de um dedo, poder-se-á fazer rodar treno ou automóveis por muito dias. O avião, sendo utilizado como meio de transporte, não existe nada mais rápido e útil; utilizado para lançar bombas, não há máquina mais terrível. Esta é a cultura científica, de hoje. Chegamos até aqui com o progresso da cultura científica, mas falta algo – algo muito importante.

Devido a essa falta tende-se a fazer mau emprego das coisas. Eis o motivo da aflição da humanidade. Ara utilizar as coisasd em sentido positivo, torna-se necessário ir ás raizes, isto é ao Espírito. Mudando o Espírito das criaturas do mal para o bem, elas saberão utilizar tudo no bom sentido e assim se conseguirá um mundo maravilhoso. Cristo referiu-se a isso com a expressão “È chegado o reino dos Céus”. Sakyamuni por sua vez, disse:”Após a extinção do Budismo, aparecerá Miroku Bossatsu, e surgirá o Mundo de Miroku”. Só que sakyamuni falou que seria após 5,67bilhões de anos. Acredito, entretanto,que ele quis apenas se referir aos números 5,6,7. Se realmente estevesse profetizando algo para daí a 5,67 bilhões de anos, Sakyamuni não estaria bom da cabeça, pois não há nenhum sentido em profetizar algo para um futuro tão distante.

Nessa época, a humanidade e a terra já teriam passado por uma mudança tão grande que nem se poderia imaginar. Os messiânicos conhecem bem o significado dos números 5,6,7. Caso eu fosse explicá-lo, isso me tomaria bastante tempo e ái eu não poderia falar de coisas importantes. Com relação á profecia de cristo ao invés de dizer”É chegado o Reino dos Céus”. Ele poderia ter dito “vou construir o Reino dos Céus”. Mas naquela pepoca o mundo ainda não havia alcançado o estágio necessário para isso, ou seja o progresso da cultura ainda era insuficiente para a construção do verdadeiro mundo civilizado.

No entanto, a cultura material progrediu, chegando ao estágio em que se encontra atualmente; o progreso foi tal ,que se estendeu ao mundo todo. O que eu estou dizendo pode ser ouvido, através dos modernos meios de comunicação, nos quatro cantos do mundo. Os meios de transportes se desenvolveram tanto, que é possível ir de aviçao até aos Estados Unidos num dia. Dessa forma,o progresso da cultura material já atingiu o ponto em que estão preenchidos quase todas as condições necessárias ao mundo civilizado.O primordial dessa questão é que a alma humana ainda não se evoluiu o sificiente para utilização dos progresso no bom sentido. Sobre essa alma, é imperativo empenhar-nos para que a humanidade tome conhecimento disso.

Em várias oportunidade falei sobre o assunto, e os fiéis já têm alguma noção a respeito. A propósito, comecei a escrever, há cerca de seis meses um Livro institulado “A Criação da Civilização”. Meu objetivo é esclarecer que a civilização atual não é a verdadeira civilização e que, nesta a Medicina, a Política, a Educação, a Arte, etc. serão bem diferentes. A parte que se refere á Medicina já está quase pronta, mas tenciono escrever, ainda este ano, a parte referente á outras áreas. Quando o Livro estiver concluído pretendo traduzi-lo para o inglês e tomar providências para que ele seja lido por Professores Universitários, Cientístas, enfim por intelectuais do mundo inteiro. Vou enviá-lo, também á Comissão Examinadora do Prêmio Nobel, mas acredito que, no ínicio, não oreceberão bem, pois a Comissão é integrada por eminentes personalidades da cultura material.

Todavia, como se trata de um Livro que aborda justamente aquilo que as pessoas eminentes estão buscando, acredito que os integrantes da Comissão não deixarão de entendê-lo e esclamar: É isto! “Assim, poderiam conceder-me dez ou vinte Prêmios Nobel. Quando rddr Livro for publicado, eu gostaria que todos os povos o lessem. Dessa forma, ao mesmo tempo que mostramos como estará constituída a verdadeira civilização, damos a conhecer o johrei. Com o johrei as doenças saram milagrosamente, mas ele não se destina a curar doenças. Em resumo, o johrei cura o espírito ou seja, o mal que existe nele.

Em termos mais claros, o mal é o caráter selvagem, e este não pode ser removido, pois não se pode viver sem espírito. O que se pode fazer é mudar a maneira de pensar das pessoas, ou seja diminuir-lhes as partes mas fazendo com que as partes boas aumentem. Assim, todos farão apenas coisas boas, isto é, acharão que devem fazer o bem. Costumo dizer aos fiéis que os homens da atualidade estão sempre pensando em praticar o mal. Mesmo que não queiram fazê-lo, acham que é bobagem. Praticar o bem, que isso só traz prejuízos, que se deve fazer as coisas de maneira mais “fácil”. Entretanto, essa forma de pensar é o oposto da verdade. Faço tal afirmativa porque já houve época em que eu também pensava assim. Gradativamente, porém, comecei a ter melhor compreensão sobre Deus, através da Fé, e vi que estava totalmente do “avesso”. Aí passei a querer praticar o bem e sempre buscava um meio para isso. Estava sempre procurando fazer algo em beneficio dos outros pessoas, algo que as deixasse felizes, satisfeitos. Com essa atitude, minha sorte melhorou. Mesmo antes de me dedicar inteiramente á Fé, aconteciam-me coisas boas quando eu ficava nesse estado de espírito. Assim, pensei como seria bom se as pessoas soubessem os benéficios que nos advêm quando procuramos fazer a felicidade do próximo. 

Á medida que eu ia acumulando tais experiências da vida real, comecei a ter plena compreensão de que realmente Deus e o demònio existiam. A partir daí passei por uma fase de aprimoramento espiritual. Com a ocorrência de vários milagres, pude compreender a grande missão que me era destinada. Foi assim que instituí a Igreja Messiânica Mundial e estou desenvolvendo minhas atividades. Outro ponto que eu gostaria de abordar é o “juizo Final” do cristianismo, e o “Fim do Budismo”, profetizado por Sakyamuni. Apesar de muitos líderes e fundadores de religiões terem feito profecias semelhantes, vou tratar aqui, apenas destas duas. Que vem a ser Juízo Final? Os homens estão imaginando que virá um Deus para fazer o julgamento neste mundo, mas isso não corresponde á verdade. É um ponto de difícil entendimento para os não fiéis, mas o Mundo espiritual é uma realidade. O mundo em que vemos e sentimos a matéria é o Mundo Material;além deste, há o Mundo Espiritual e no meio dos dois o Mundo Atmosférico. 

Este último já é conhecido, mas ainda não se conhece o Mundo Espiritual. É como a ordem em que se dispõem a era do barbarismo, a era da cultura e a era da civilização. Da mesma forma, o Universo obedece a uma constituição tripla: Mundo Material, Mundo Atmosférico, Mundo Espiritual. Há ainda, os ciclos do mundo: assim como existe transição entre o claro e o escuro, entre dia e a noite no espaço de um dia, há a mesma transição no espaço de um ano. O claro e o escuro em um ano podem ser comparados ao verão e ao inverno, rspectivamente. Os raios solares são mais fortes no verão e mais fracos no inverno, ocasionando o contraste entre o claro e o escuro. E existem períodos idênticos no espaço de dez e de cem anos.

A História registra épocas de paz e de guerra, que correspondem ao claro e ao escuro. Refiro-me, portanto a esse ritmo. Igual período rixte tam´bem no espaço de mil e de dez mil anos. Estávamos até agora na escuridão no período das trevas; vamos passar para o período da claridade, tudo que existia no período das trevas sofrerá uma seleção. Esses ciclos do mundo, nós os designamos com as expressões Mundo da Noite, Mundo do Dia, Cultura da Noite , Cultura do Dia. Assim , desaparecerá uma série de coisas que não serão mais necessárias.

Durante o dia, por exemplo, não é preciso lâmpadas. Tudo aquilo que pertence á Era da Noite e se tornar desnecessário será eliminado. O juízo Final representa a separação do que é do Dia e do que é da Noite. O que for inútil ficará inativo ou será destruído. A partir de agora, as coisas do Dia irão sendo construídas gradativamente. O que acontecerá quando o Mundo Espiritual se tornar claro? Vejamos o homem. Nele, entre a matéria e o espírito existe a água, que correspondem ao ar. Ela existe em grande quantidade no corpo humano. Assim, o homem apresenta uma constituição tripla; dela, faz parte o espírito, o que também se poderia chmar alma. O espírito está subordinado ao Mundo Espiritual. Tornando-se claro esse mundo, aqueles cujo espírito não corresponder a essa claridade terão de ter as suas máculas removidas.

Não significa que elas serão arrancadas, mas ocorreria naturlmente a purificação, para limpar o que está sujo. Á medida que o Mundo espiritual vai clareando, as pessoas possuidoras de máculas no espírito passam por uma limpeza, que é o sofrimento princípio da doença obedece a essa explicação. Através dela pode-se compreender perfeitamente o que é a doença. Até agora não se conhecia o espírito. Desprezava-se a sua existência. Como o Sr. Tokugawa disse há pouco, é uma questão de alma. A ação da alma é muito grande. Ontem fui visitado por uma pessoa que eu não via há cerca de um ano. Anteontem eu tinha pensado: “Como estará ele passando?” No dia seguinte ele apareceu. Aí eu disse para mim mesmo: “Ah, o espírito dele veio aqui antes!” Digamos, poe exemplo, que o Sr. Takugawa pense: “O Sr. Matsunami está escrevendo com afinco. “Então este pensamento vai até o Sr. Matsunami, penetra no seu corpo e se aloja na sua cabeça. Aí, ele se lembra do Sr. Takugawa. É como se a pessoa chegasse, após ter avisado. Nessas ocasiões, as criaturas se comunicam através dos elos espirituais. 

O trabalho desses elos, no caso do relacionamento amoroso, é muito interessante. Mas o meu objetivo, no momento, não é o problema do amor. O assunto se tornará claro, para os senhores, quando abraçarem a Fé. O amor é muito bom, mas quase sempre acaba em tragédia. Para entender melhor esse fim trágico, é necessário conhecer o lado espiritual, a existência dos elos espirituais. Isso não pode ser menosprezado. Em vários problemas da vida há mulheres; dizem mesmo que por trás dos crimes existe sempre uma mulher, ou melhor, o amor. Com a compreensão das causas, é possível eliminar as tragédias e os males sociais.

Mas vamos deixar este assunto por aqui. Como eu estava falando há pouco, as máculas do espírito irão sendo eliminadas para ele corresponder á claridade do Mundo Espiritual. Se isso terminar numa simples doença, está tudo bem, mas pode acontecer que a pessoa fique gravemente enferma e acaba falecendo. A doença chega aos poucos, e por isso é que se chama doença. Se vier de uma vez, a pessoa morre. Juízo Final é isso. Com o clareardo Mundo Espiritual, a transformação pode ocorrer repentinamente e aí as criaturas não resixtiriam. Haveria mortes em massa. Deus quer evitá-las e por isso manda avisos. É vontade de Deus que a humanidade seja a visada, para que ela se salve. E ele me incumbiu dessa tarefa. Estou, portanto avisando.

Tanto Sakyamuni como Cristo profetizaram o Advento do Paraíso a chegada do Novo Mundo. Eles foram os profetas, e eu sou o concretizador. Deus me ordenou que concretizasse essas profecias ou seja, que eu construisse o Paraíso Terrestre, livre de doença, pobreza e conflito. Entretanto, eu não me canso, pois não sou eu quem planeja. Tudo é planejado por Deus. Apenas dou forma ás coisas. Isso realmente é fácil, mas de enorme responsabilidade. Provavelmente não houve ninguém com responsabilidade maior que a minha em toda a história da humanidade. Dessa maneira, as profecias de Cristo e Sakyamuni começam a ter sentido; se elas não tivessem possibilidade de ser concretizadas, seriam falsas profecias.

Falsas profecias significam mentiras. Mas não seria possível pessoas tão importantes terem mentido. Por conseguinte, era preciso haver alguém que tornasse realidade tais profecias, e o escolhido fui eu. Na verdade, me é penoso afirmar um empreendimento de tamanha grandeza. Não falei nisso até agora justamente por ser uma missão demasiado grande. Mas o tempo se aproxima, já é chegada a Era do Dia. Para salvar a humanidade, preciso avisar rapidamente o maior número de pessoas, e é por isso que estou hoje falando aos senhores. O Sr. Suzuki falou há pouco sobre o Dilúvio e a Arca de Noé, mas isso é algo semelhante ao Juízo Final. Há duas versões a respeito: Uma diz que choveu quarenta dias seguidos, outra diz que foram cem dias. Fossem quarenta ou cem, o que interessa é que choveu durante muitos dias consecutivos. 

A água foi subindo cada vez mais e se tornou um dilúvio, salvando-se apenas os que estavam na arca. Aqueles que estavam em barcos comuns ou que subiram ás montanhas acabaram perecendo; estes últimos, devorados por animais que também haviam subido. Apenas oito pessoas se salvaram, e dizem que os representantes da raça branca são seus descendentes. Acredito que , em linhas gerais, essa história não está errada. No Japáo, conta-se a história de Izanagui-no-Mikoto e de Izanami-no-Mikoto. Estes dois deuses, de cima da ponte flutuante dos céus, empenhando uma espada, mexeram algo semelhante a espuma, e daí, surgiram as ilhas e os contimentes. Essa deve ter sido a causa do Dilúvio. De acorodo com a tese xintoísta, houve ação da maré alta e da maré baixa. 

A maré baixa é o recuo das águas, e Izanagui-no-Mikoto encarregou-se disso. O nascimento das ilhas e das nações significa que se jogou fora a água do Dilúvio, fazendo emergir aquilo que estava submerso. Penso que essa ocorrência corresponde á época do Dilúvio. Com relação ao cristianismo, dizem que João fez o batismo pela água e Cristo fará p batismo pelo fogo. Agora está para vir o batismo pelo fogo, o extraordinário acontecimento que promoverá a eliminação do mal. Isso tem muitos outros sentidos, mas como já está se esgotando o tempo, vou parar por aqui.

(22 de Maio de 1951)

Meishu-Sama 

Fonte: Livro/ A Outra Face da Doença
(A Saúde Revelada por Deus)
Edição: Fundação Mikiti Okada – M.O.A
6. edição – Agosto/ 1992 – São Paulo/SP.




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