quarta-feira, 2 de maio de 2012

Meditação

                                                         MEDITAÇÃO 

Existem várias palavras importantes, tais como Deus, cujo significado tornou-se tão amplo pelo uso vago, que elas tendem a perder todo o significado. Meditação é uma palavra que pode denotar experiência profunda bem como práticas estranhas. Para aprender a meditar, deve-se em primeiro lugar considerar o que significa meditação e não começar com o meditar. Não podem ser adotados os meios sem dar relevância ao fim. É necessário saber primeiro se você quer subir uma montanha ou cruzar o mar, antes que encontre os meios para fazê-lo. 

Se você deseja cruzar o mar, seria insensato equipar-se com uma picareta e uma corda. Assim, é necessário primeiro tentar entender o que a meditação implica e somente então é possível saber como empreendê-la. No curso da evolução, as formas são desenvolvidas e aperfeiçoadas; a consciência, incorporada às formas vivas, expande-se e, portanto, manifesta os poderes inerentes a ela própria. Na antiga tradição da sabedoria, é dito que não há forma que não incorpore vida ou consciência. O que aparece como "matéria" não está destituída de consciência; mas a consciência está tão oculta, tão latente, que não a percebemos. Nas formas rudimentares de vida, a consciência funciona de uma maneira também rudimentar. Neste estágio, a vida incorporada está apenas vagamente consciente. Nas formas de vida mais desenvolvidas, por exemplo, no reino vegetal, há mais consciência. Têm sido provadas nos últimos anos que as plantas respondem aos sentimentos em torno delas, fato descoberto décadas atrás por um cientista indiano, Sir Jagadish Chandra Bose. Entretanto, as plantas não têm aquele grau de consciência que é encontrado nos animais inteligentes: o elefante, o cachorro, o macaco são todos criaturas nas quais a consciência está muito mais desenvolvida. Quando chegamos aos seres humanos, os poderes da consciência revelam-se numa medida ainda maior. 

Este movimento da evolução, que é o desenvolvimento do organismo, implica em que o organismo se torne mais e mais capaz de ser um canal para a força da vida. Também implica na expansão da consciência que está incorporada no organismo. Isto é retratado pelo símbolo que foi amplamente usado na Índia, no Egito e alhures - o lótus. O lótus tem seu nascimento em terreno grosso, lamacento. Ele eleva-se na opacidade da água misturada com lama, depois ainda mais além, na água clara, até que alcança o ar puro do céu. Ele simboliza como a consciência se expande desde as formas inferiores, que não lhe permitem revelar muito seus poderes, até as formas superiores, que permitem a canalização de seus poderes em medida cada vez maior. À medida que o lótus se eleva no ar, é primeiro um botão fechado sobre si mesmo. Então floresce como uma bela flor, considerada por alguns de beleza incomparável. Ele recebe a luz do sol, abre-se para a imensa extensão do céu e espalha seu perfume no ar. 

A consciência humana, como existe no indivíduo comum, pode ser comparada ao botão de lótus. Ela tem de florescer e revelar a beleza e a fragrância que são inerentes ao seu interior. Aprender a despertar a consciência, para que seu presente potencialidade oculta floresça para um estado de absoluta plenitude e meditação. A palavra cônscia significa estar apercebido. Não há consciência destituída do poder de estar cônscia, de estar apercebida. Nós todos somos indivíduos cônscios. Entretanto, se observássemos a nós mesmos, saberíamos que nosso poder de ser cônscios é muito limitado. A consciência funciona de muitas maneiras diferentes: através dos sentidos, através do observar, do ver, do escutar, do sentir, etc. A consciência está cônscia através da modalidade do sentir quando há simpatia; quando pensamos em alguma coisa, isto também é uma maneira de estar cônscio. Assim, existem vários modos de estar cônscio. 

Agora vamos tentar descobrir como alguém está cônscio. Pensemos numa pessoa que olha para uma bela cadeia de montanhas. Ela pode estar cônscia apenas de uma grande massa de matéria na frente dela, se é uma pessoa insensível. Isto equivale a dizer que sua consciência não está muito cônscia. Portanto, ela não percebe nada mais do que a massa física diante dela. Existem muitos seres humanos assim. A maioria das pessoas torna-se assim, se vêem uma montanha durante muito tempo. Quando continuamos a ver uma coisa, nos tornamos insensíveis a ela; cessamos de estar cônscios da maravilhosa cadeia de montanhas e nos tornamos absorvido em pequenas preocupações insignificantes. Ou somos às vezes cônscios da massa material apenas ou outras vezes sensíveis a alguma coisa mais, à majestade, à estabilidade, à beleza da cadeia de montanhas. Quando a consciência está apercebida não apenas da aparência física, mas dos atributos intangíveis pertencentes à montanha, então ela está mais apercebida, mais cônscia do que estava anteriormente. 

Pensemos num outro exemplo - uma flor. Uma pessoa que é comercialmente inclinada, pensa na flor meramente como um objeto que dá dinheiro. Alguém que responda um pouco mais, nota várias coisas - a maneira pela qual ela é formada, o desenho das pétalas, a textura, a delicadeza da coloração e assim por diante. Mas, embora notasse mais, ele pode ainda falhar de estar cônscio daquilo que pode ser chamado a "essência" da flor - sua natureza intrínseca, a verdade oculta dentro dela. 
Os filósofos têm salientado que a beleza é descoberta ao ir-se abaixo da superfície das coisas. Keats escreveu: "Beleza é verdade - verdade-beleza - isso é tudo". A beleza é ver a verdade oculta no interior, que tem pouco a ver com as qualidades ou características externas. A forma externa pode ser bela para uma pessoa e não parecer assim para outra. Quer a forma pareça bela ou não, aquele que ama vê a verdade dentro, como faz uma mãe que percebe a natureza preciosa de uma criança que outros consideram feia. A verdade ou realidade oculta existe em toda a parte, não somente numa criança particular, numa pessoa ou coisa. Alguns a vêem num lugar, outros em outro. A consciência que desfrutamos é apenas mais ou menos sensível, freqüentemente vendo apenas a forma externa, outras vezes vendo a forma bem como suas qualidades, ocasionalmente vendo ainda mais, no coração das coisas. Quando penetra no coração, ela pode assim fazer mais ou menos profundamente. Ver profundamente é ver o significado, o sentido, o valor. Despertar não meramente para o valor das particularidades, mas despertar para o valor e o significado de toda a vida é alcançar um estado de sabedoria. Para aquele que atingiu este estado de profundo apercebi mento e sabedoria, a vida torna-se totalmente diferente. Ver e agir corretamente, afetuosamente, harmoniosamente, é sabedoria. Se uma pessoa vê somente a forma externa de uma flor e para ela esta é somente o valor monetário, pode esmagá-la e jogá-la fora no momento em que ela cessa de ser de valor pessoal. Mas aquele que vê a beleza, o significado, a verdade da flor, não pode danificá-la. Ele a trata com amor, cuidado, delicadeza. Isto é verdade com referência à vida como um todo. Uma pessoa que percebeu o significado da vida não pode atuar de uma maneira destrutiva. Ela age espontaneamente de uma maneira criativa, amável, que é sabedoria em ação. Assim, quando há um completo despertar da consciência, quando há total apercebi mento, manifesta-se como uma vida santa e um relacionamento afetuoso. 

Aprender a alcançar esta sabedoria é meditação. Meditação é o despertar do poder de apercebi mento, de consciência, para que assim ela veja não somente o externo, mas também o interno; não somente o que é material, mas também o invisível; não meramente o grosseiro, mas o sutil. O que auxilia alguém na meditação é o que auxilia a consciência a tornar-se mais profundamente cônscia, a tornar-se muito mais sensível do que ela é; assim, suas respostas não são limitadas às coisas externas, materiais, grosseiras. Ela vibra com as coisas sutis, internas, espirituais. Quando isto é entendido, está claro o que é a base da meditação. Obviamente isto implica numa maneira de viver. A consciência não pode ser sensível quando existem fatores na mente que são destruidores desta sensibilidade, condições que obscurecem a percepção. Quando certas paixões, certos tipos de pensamentos existem, o apercebi mento é destruído. É impossível ver corretamente. Uma pessoa que é ciumenta não pode ver por causa do ciúme, que atua como uma tela ou nuvem. Otelo, de Shakespeare, via tudo através da coloração de seu ciúme. Ações inocentes pareciam-lhe culposas. Tudo o que sua esposa dizia ou fazia a ele parecia conter um mal, pois não estava vendo os fatos como são; ele estava iludido por seu ciúme. Quer exista ciúme, amor ao poder, cólera, inveja ou outras tais paixões, a consciência perde sua capacidade de ser verdadeiramente cônscia. Ela pensa que vê, mas vê falsamente. Portanto, deve-se aprender a viver de maneira correta e trabalhar para purificar, através da observação e do entendimento, todas aquelas tendências que distorcem a mente. Tudo o que tem sabor de egoísmo é destruidor do poder da consciência. Portanto, na antiga tradição da ioga, eles ensinaram que a base da meditação é um modo ético de vida. Violência, agressão (que eles chamavam himsa), gula, ganância, trapaça, etc., atuam como uma barreira à percepção. Assim, se tem de estar constantemente vigilante aos impulsos e motivos conscientes e subconscientes, se está realmente interessado em expandir os poderes da consciência e preparar-se para a meditação num sentido mais profundo. Sem estabelecer um alicerce, nenhuma estrutura pode ser construída. No mundo de hoje, as pessoas buscam atalhos para tudo e querem "atendimento instantâneo". Existem os ditos "gurus" que dizem que você pode viver qualquer tipo de vida que queira uma vida de indulgência, auto-interesse, buscando poder, prazer, etc. - e também obter a iluminação, sob sua égide. Mas o raciocínio mostraria que isso não é possível. Iluminação significa ser capaz de ver e não se podem ver mesmo coisas ordinárias, mundanas, corretamente, como era o caso de Otelo, se a mente não está na condição correta e se não faz o esforço para viver uma vida reta. Descobrir o que torna a pessoa mais cônscia é a próxima tarefa. Quando nós observamos, vemos escutamos, é a consciência que está vendo, escutando. Mas nós vemos muitos pouco na vida. Quando olhamos para uma flor, não apenas não vemos a sua "interioridade", mas também deixamos de ver o que está acontecendo dentro de nós. Não notamos sequer se nós notamos. Não observamos nossas próprias reações claras e cuidadosamente. Desenvolver o poder de apercebi mento significa aprender a observar não somente o que está fora, mas também o que está acontecendo a si mesmo, cuidadosamente, sensivelmente, dando a si próprio o tempo, o silêncio, a quietude que é necessária. 

Muito poucos seres humanos gostam de fazer isto. Se alguma coisa acontece interiormente, digamos um movimento de raiva, então imediatamente existe o desejo de encobrir o fato ou escapar dele. Encobre-se ele dizendo que não aconteceu. "Não foi devido à minha falta; foi a outra pessoa que me fez fazê-lo". Assim, existe a recusa de olhar para a raiva que surgiu. Os sintomas de egoísmo, raiva, amor ou poder, etc., podem ser muito sutis. Há o desejo de importância em cada pessoa. Este desejo é algumas vezes muito óbvio naqueles que se pavoneia, que divulgam a si próprios. Mas ele também pode estar não articulado, mas habilmente escondido. Quando, sentindo-se ofendido, o senso de importância é ofendido, o que poucos compreendem. À medida que aprende a observar, a pessoa torna-se progressivamente cônscia não somente das sutilezas exteriores, como as cores reluzindo nas folhas, a luz caindo sobre a água e assim por diante, mas do que está acontecendo dentro de si mesma em relação a tudo o mais. Ela se torna cônscia de todos os movimentos da mente e das emoções. E a cuidadosa observação intensifica a sensibilidade da consciência, sendo que desse modo ela se torna cada vez mais capaz de esta cônscia. 

A maioria das pessoas escuta muito pouco. Enquanto outra pessoa está falando, o "ouvinte" já está pensando no que ele quer dizer. A mente prossegue com sua própria tagarelice a maior parte do tempo. Mas deve-se aprender a escutar, como uma base para a meditação. Quanto mais profundamente se escuta, mais a consciência se torna cônscia. Tem-se de escutar a sons e também ao silêncio, ao que não é dito. Um homem irado pode dizer palavras ásperas. A pessoa que realmente escuta aprende que o que o outro está realmente dizendo é que ele é solitário, infeliz, frustrado. Aquele que não escuta cuidadosamente ouve apenas a palavra áspera, não o que o homem está realmente mostrando, que é a sua dor. Assim, a pessoa tem de escutar não somente ao que é falado, mas ao que não é dito; ao silêncio bem como ao som. Então, por cuidadosa observação e escuta, o poder da consciência expande-se. Ela começa a florescer o que significa que se torna mais aberta ao que a vida está dizendo. É sensível em sua apreensão do que existe, e é necessária sensibilidade para descobrir aquilo que faz no mais profundo, que é o significado, a verdade oculta. 

O significado, como dissemos, está em tudo na vida - em cada átomo de matéria, na folha de releva bem como no ser humano, naqueles a quem consideramos feios, bem como naqueles que parecem encantadores e adoráveis. É a falha em nossos olhos que os torna cegos para o que existe. Nos Upanichades, que são os mais antigos tratados filosóficos e religiosos da Índia, um sábio ensina que o verdadeiro Eu (atman), a Realidade, está em toda parte. Você ama sua esposa porque pensa que ela é sua, mas a esposa é amável não porque é sua esposa mas porque é aquela realidade oculta, o atman. O esposo não é querido porque é o esposo, mas porque é o atman. Assim, também o amigo, a criança, as relações, o dito inimigo, cada um tem um valor intrínseco. A pessoa que tem o poder de ver - o sábio - sabe que a verdade, a beleza, a bondade estão em todas as coisas. Nós todos temos de aprender a ver o real em todas as coisas e isto somente pode acontecer se aumentarmos nosso poder de visão. 

Isto não pode vir de fora. Nenhum guru pode dá-lo, embora alguns pretendam que possam. A pessoa apenas pode ver aquilo que sua consciência é capaz de ver. Portanto, a menos que empreenda o difícil trabalho de viver uma vida diária, na qual o poder de observação, de visão, de sensibilidade, de resposta, de abertura, está aumentando, ela não pode ver a verdade, a realidade, deus, brahman, ou como quer que se queira chamá-la. Na passagem do Upanichade referido, é dito que se você quer ver o real, o verdadeiro, a significação última, absoluta da vida, então aprenda a observar, a escutar, a ponderar e então medite. Assim, a pessoa tem de começar a ponderar. A vida da maioria das pessoas é gasta em trivialidades. Se elas observassem a si próprias, descobririam quantas horas do dia e da noite - pois os sonhos, na maior parte, repetem de uma maneira incoerente, os pensamentos do dia - quantas horas são gastas em futilidades: o que fazer; o que o vizinho disse, fazendo compras; quem brigou bom quem; a última intriga, etc. Cada um vive num pequeno círculo minúsculo de interesses e torna-se um cativo dentro deste círculo, identificado com esses interesses, quer sejam eles de sua família, de sua comunidade religiosa, de sua nação ou de alguma outra coisa. Ele não é mais do que um prisioneiro do círculo de seus próprios pensamentos e apegos. E tem de se liberar da pequena prisão de sua criação e aprender a ponderar sobre questões que são de significação mais profunda, de relevância mais universal. 


O Sr. J. Krishnamurti, que atualmente tem algumas das coisas mais significativas a ensinar sobre meditação, diz: “Vagueie pela praia e deixe qualidade meditativa ver até você. Se ela não vier, não a persiga. O que você perseguir será a memória do que foi - e o que foi é a morte do que é. Ou quando você vaguear pelas montanhas deixe que todas as coisas lhe contem da beleza e da dor da vida, para que assim desperte para sua própria dor e para o fim dela". 

Há muito de importância universal sobre o que a pessoa tem de ponderar. A questão da dor e da alegria é de importância universal. Elas não são o que parecem ser na superfície. Há a busca de prazer, mas este prazer findado rapidamente. A morte toma alguém a quem alguém estava apegado, a afeição não é retribuída, a doença aflige os que são queridos. Inumeráveis são as maneiras elas quais o prazer termina em pesar e dor. Qual é o significado disso tudo? O que é o "eu" que continuamente busca prazer e tenta evitar a dor? Este eu existe por uma vida apenas? Existem muitas questões fundamentais que demandam uma resposta - uma resposta que seja real, não um eco vazio de palavras faladas por alguém mais. O que as escrituras dizem, o que Jesus Cristo ou Shankaracharya disseram são apenas palavras, até que pela séria ponderação, assimilação, se começa a descobrir por si mesmo o que cada questão realmente significa. Portanto, reflexão, capacidade de ponderar sobre verdades que são de significação universal, questionamento e investigação de problemas que se aplicam a todos os seres humanos, tudo é parte da prática meditativa. E ao fazer assim, a consciência abre-se e amplia o seu espaço. Ela quebra e ultrapassa as barreiras que criou para si mesma. Assim, à medida que a base é estabelecida, o que auxilia a mente a despertar, a tornar-se mais reflexiva, observadora, sensível, escutando, observando, pensando, adquire a qualidade da profundidade. Somente a profundidade na própria consciência da pessoa é capaz de perceber a profundidade de toda a vida. A mente que vive em superficialidades pode ver somente coisas superficiais. Ao aprofundarmos a percepção, chegamos à profunda interioridade das coisas, aos níveis ocultos, sutis da vida. E existe uma profundidade infinita na vida; seu significado não tem limites. A descoberta dele é meditação; sua culminância é sabedoria. 

No ensinamento budista, diz-se que a senda é tríplice. Ela começa com a reta conduta, chamada shila, o que significa que todos os fatores obscurecem dores, as paixões animais, os pensamentos egoístas que impedem a visão, devem chegar a um fim. Em segundo lugar, a senda implica em auxiliar a consciência a despertar através da observação, do escutar sensível e da profunda reflexão. Então a sabedoria começa a despontar. O caminho dá acesso a uma vasta esfera da qual não temos consciência agora. Então começa a revelar-se o supremo significado que abrange toda a vida. 


Fonte: Radha Burnier
07/09/2008 - Site: www.teosofia-liberdade.org.br/184-o-papel-de-consciencia-na-meditacao

Superstições Japonesas

Superstições Japonesas


O Japão é um país com muitas superstições. Algumas delas nos parecem estranhas, mas as nossas superstições também devem parecer estranhas para eles...

Veja algumas superstições: 


Número do azar: 
A pronúncia do "4" é shi, em japonês, que é a mesma pronúncia para a palavra morte. "9" é pronunciado como ku, mesma pronúncia da palavra dor. Hospitais e hotéis geralmente não têm o quarto e o nono andar. Portanto, não se deve presentear nada ligado a esse número ou composto por 4 itens. 

Outros números na mira dos japoneses: 

9 - Sua pronúncia “ku” que significar agonia ou tortura.
42 - significa morrer se for pronunciado separadamente (shi-ni).
420 - significa espírito se for pronunciado separadamente (shi-ni- rei). 

Nunca passe comida de seu hashis para os de outra pessoa.
Após a cemação, em um funeral japonês, os parentes costumam utilizar os hashis para passar os ossos do falecido uns para os outros. Em uma casa japonesa isso é muito respeitado. 

Horário para estrear calçados
Calçados novos deve ser usado pela primeira vez, pela manhã. Se não puder evitar estreá-los à noite, faça-o depois de colocá-los sobre o fogo ou passar saliva nas solas ou calçá-los no banheiro. 


Tipos Sanguíneos e a Personalidade 


Um assunto que os japoneses não deixam de lado é o tipo sanguíneo. Assim como muitos brasileiros acreditam em horóscopo, os japoneses acreditam que o tipo sanguíneo influencia na personalidade da pessoa. Atualmente, a maioria dos psicólogos e médicos diz que essa pesquisa estava errada. No entanto, muitas pessoas ainda acreditam nela. 

Tipo sanguíneo A: pessoa diligente, metódica, estável e nervosa.

Tipo sanguíneo B: pessoa que tem originalidade, mas é volúvel. 

Tipo sanguíneo AB: pessoa sociável e sensível. 

Tipo sanguíneo O: pessoa firme e determinada 

Enfiar os talhares japoneses (hashis) em uma tigela de arroz. 

Além de ser delito de etiqueta gastronômica dos mais graves, ainda é uma provocação ao outro mundo. Isso porque, no Japão, os hashis são cravados na tigela de arroz somente em uma situação: para deixar o arroz no altar em oferenda aos mortos. 


O que traz Sorte? 


1 - Comida especial de ano novo
Se comer mochi (bolinhos de massa de arroz) ou osechi ryori (prato especial de ano novo) no ano novo, terá longevidade. 

2 - Atentos a sopa e chá
Se os talos ou as folhas de chá flutuar verticalmente terão sorte. Difícil acontecer..

3 - Pele de cobra dá sorte
Se encontrar uma pele de cobra durante um passeio no campo, guarde na carteira. Traz sorte e fortuna. Só tome cuidado e veja se a cobra não perto. 

4 - Cocô de passarinho.
Acredita-se que se um passarinho fizer cocô em sua cabeça terá sorte...Apesar do inconveniente.


O que traz Azar? 


1 - Matar uma aranha à noite dá azar
Você pode perder todo o dinheiro que possui. Como a população é muito ligada aos bens materiais, respeitam esta crendice. 

2 - Não pise nas bordas do tatame
Traz azar pisar nas bordas. Estique mais o pé e evite este local! 

3 - Não corte as unhas de noite
Se cortarem a unha à noite, não poderá ver os pais quando morrerem. 

4 - Cuidado com o carro fúnebre
Se passar um carro fúnebre por perto, esconda o polegar para não acontecer nada ruim com os pais. 

5 - Não deixe sobrar arroz no prato
Poderá ficar cego! 



    Amuletos da Sorte 






O Daruma é um dos mais populares talismãs de sorte no Japão. Vendido em festivais religiosos e feiras, esse boneco representa o Bodhidharma. Quando golpeado em qualquer de seus lados, o boneco balança e volta a sua posição inicial, ou seja, de pé. Por isso é chamado de okiagari koboshi (boneco que sempre fica em pé), e é um símbolo de perseverança, flexibilidade e determinação. Um provérbio japonês é intimamente associado ao daruma: “Nana Korobi Yaoki” (Caia sete vezes, levante oito). 


O Daruma é essencialmente um boneco de desejos. Vem com os olhos em branco, porque o costume é pintar uma pupila, quando fizer um desejo, e então quando o desejo se realizar, a outra pupila é adicionada. Até que o desejo se torne realidade, o daruma é colocado em algum local alto na casa, tipicamente fechado com outros pertences significativos, como o butsudan (oratório budista familiar). 

Entre os mais conhecidos talismãs (engimono) está o manekineko, um gato com uma pata levantada. Esta figura é vista no Japão como símbolo de boa sorte, acenando para a prosperidade e sucesso nos negócios, com a sua pata curvada. 

Obs.: Atualmente eles são fabricados em variedades, como cores diferentes para justificar um desejo específico (preto para proteção; rosa para o amor; dourado para dinheiro; vermelho para saúde; o gato manchado dá boas-vindas aos clientes e traz sucesso empresarial e felicidade pessoal). Além das cores, existem os gatos com a pata esquerda ou direita levantada. Dizem que a pata esquerda atrai riqueza e bens materiais; e a pata direita atrai a pessoa amada ou ajuda a encontrar um grande amor. Mas, apesar dessas inúmeras versões sobre cores e patas, até hoje nenhuma é realmente considerada verdadeira. 








Fonte: Cultura Japonesa (tradições, idiomas, curiosidades, culinária nipônica)
(www.portalmie.com/japao/tradicao/superstiçoes.htm)






Visões de Felicidade sob a ótica de grandes Personalidades



Felicidade pode ser Contagiosa

Um estudo publicado na Revista Científica “British Medical Journal” aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas está vinculada “á felicidade dos indivíduos aos quais ela está ligada, direta ou indiretamente”. Os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard (Massachusetts) e, James Fowler, da Universidade de Califórnia, mediram, a partir de análises estatísticas, como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa. Segundo os dados do estudo, á felicidade de um indivíduo pode contagiar aqueles com quem ele se relaciona. “Mudanças na felicidade individual podem se propagar pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade,” dizem os pesquisadores. 

Não apenas os laços sociais mais próximos têm impactos nesses níveis de felicidade. O sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos). “Segundo Christakis e Fowler”, pessoas cercadas por pessoas felizes e aquelas que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro. O estudo indica que esses grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, não sendo sós conseqüências de uma tendência de os indivíduos se associarem a pessoa com características similares ás suas. Se alguém se tornar feliz e viver a cerca de 1 km da casa de um amigo, este terá 25% mais chances de também desfrutar desse sentimento. Curiosamente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, sugerindo que o contexto social pode afetar na difusão da felicidade. 


Questão geográfica e saúde Pública

A pesquisa também mostra que a proximidade geográfica é essencial para a propagação desse sentimento. Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo se tornar Feliz e viver distante dela menos de 800metros. O efeito é de apenas 22% caso o amigo more a mais de 2,2km. Para chegar a essas conclusões, os autores verificaram outro estudo composto de informações coletadas com 5.124 adultos com idades de 21 a 70 anos, entre 1971 e 2003, na cidade de Framingham localizada no Estado Norte- Americano de Massachusetts. 

Desenvolvida originalmente para analisar riscos de problemas no coração, esta pesquisa também colheu dados sobre a saúde mental dos entrevistados, que em diversos momentos, foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Sinto-me esperançoso em relação ao futuro”, “Fui feliz”, “Aproveitei a vida” e “Senti-me tão bem como as outras pessoas”. Para chegar ao conceito da “felicidade” usado no estudo, Christakis e Fowler levou em conta a resposta afirmativa ás quatro sentenças. 

O especialista em psicologia da University college of London do Reino Unido, Professor Andrew Steptoe, disse que “intuitivamente faz sentido que a felicidade das pessoas á nossa volta tenha impacto em nossa própria felicidade. O que é um pouco mais surpreendente é que esse sentimento parta não só daqueles muitos próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes”. Conforme o professor, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública. “A felicidade parece estar associada a efeitos protetores da saúde. Se ela realmente for transmitida por conexões sociais poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde”, completou. 


Fonte: Revista Izunome
N.14 – Março/2009
Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB) 









Visões de Felicidade sob a ótica de grandes Personalidades


A Resistência e os riscos de ser Feliz - Luiz Antônio Gasparetto

Será mesmo que você pode ser feliz neste mundo? Ou você é daqueles que acreditam que a felicidade não é deste mundo? Ou ainda que a felicidade seja coisa rara, só para alguns momentos especiais e nada mais? Que a vida é sempre luta e sofrimento? Eu sei que você gosta de pensar no melhor, mas, na realidade, em que é que você acredita? Muitas pessoas foram criadas em um ambiente onde a riqueza era sinônima de desonestidade ou de tentação que nos levaria, caso viéssemos a prová-la, a uma vida fútil. 

Ou, então, que o luxo nos faria perder a humanidade, tornando-nos frios e decaídos, tendo como resultado final não só as desconsiderações de quem amaram como também a desaprovação de Deus e uma possível punição por isso. Em resumo, a riqueza é sinônima de perdição. Fica claro nesse exemplo que desenvolvemos defesas contra a riqueza, os mecanismos de defesa disparam criando impedimento para o nosso progresso. A verdade é que a maioria de nós tem uma série de crenças contra o sucesso, das quais nem sempre estamos conscientes, mas que nem por isso deixam de atuar com perfeição. 

É o caso daquele comerciante que, enquanto tinha apenas duas lojas,uma que ele mesmo tomava conta e outra que a sua esposa dirigia tudo ia bem. Porém, quando resolveram abrir a terceira a que segundo os critérios deles já era considerado como o início do estado de riqueza, nada mais deu certo. Não só a terceira loja não foi para frente como começou a afetar o desempenho das outras duas voltaram ao normal. E assim foi para o resto da vida. Tudo que tentavam fazer, além das duas lojas, jamais deu certo. Para eles, a riqueza era perigosa e sempre que conversavam com os filhos sobre as verdades da vida pregavam em bom português o indiscutível valor e a honrosa decência que era a vida deles, apesar de não terem muito dinheiro. Isso tudo não lhe soa familiar? 

Você pode saber lidar muito bem com uma promoção até certo nível salarial sem que represente a menor ameaça. Mas, dali para frente, se ganhar mais dinheiro, passa a se considerar rico. Claro que é preciso levar em conta o que é ser rico para um e o que é ser rico para outro. Para alguém que vem de uma família pobre, ter um carro, uma casa já pode ser considerada sinal de riqueza. Mas se a pessoa já vem de uma família que tem tudo isso, talvez só vá se considerar rico a partir do momento em que ter a segunda empresa. Vai depender então do nível de ameaça, que não é o mesmo para todos. Você também tem medo de ficar muito feliz e se entregar ao prazer. Você não se deixa ter nenhum tipo de aventura; não deixa porque é contra sua segurança, contra a idéia de conforto. Só de saber que corre esse risco, já pode começar a disparar em você o sistema de resistência. 

Aí, surgem os empecilhos que você coleciona: falta de dinheiro, problema financeiro, familiar e de saúde. Aquele que estiver mais á mão, você pega. Diz que as coisas não estão dando certo porque não são para você. Quando forem, elas virão na sua mão. Você se conformou e, se por um lado ficou triste, por outro sentiu até certo alívio. Como pode ficar feliz se cada vez que você pensa nisso vêm todos esses empecilhos? Acha que não é o seu caso, por que não quer ver. Mas será que não pode ter um minuto de felicidade? Claro que você não pode ter tudo certinho na vida, porque acha que tudo certinho é monótono. Será que quer mesmo ser feliz? 

Para ser feliz definitivamente, você precisaria não acreditar em coitado, em dificuldade, em problema, em luta, em heroísmo, nem em “Vitimismo”. Precisaria ter a ousadia de ser você, de fluir com o seu entusiasmo, de acreditar em motivação. Mas você não quer deixar de ter problema porque o desafio o motiva. Também faz muitos anos que você não sente motivação espontaneidade do entusiasmo e da vocação. È por isso que as pessoas dizem: felicidade é algo bonito, mas não é deste mundo. Estamos aqui nesta vida para passar provações e sofrimento, para pagar o carma. Não é assim que a gente aprendeu? E se não for bonzinho, vai para o inferno. Mas você já está vivendo num, só que esse é um inferno familiar. Outro pode ser pior, você imagina. 

“Mas eu me dou por feliz de a minha vida não ter grandes tragédias. Só de não ter isso, já está bom demais. Afinal, coisa pior poderia acontecer!” Nessa hora você não acredita mais em causa e efeito. O universo joga dado. Se cair um na minha vida, posso sofrer. Ainda bem que não sofri tanto; tem gente que sofri até demais!”Não é o que você diz? “Também não vou cuspir no prato em que como. Tentar uma coisa melhor, com uma qualidade de vida melhor? Esse não deu certo, quem me garante? É muito arriscado, tenho medo. “eu não vou”. 

Então, você continua o mesmo, porque é perigoso mudar. Qualquer mudança, agente já deve encarar com desconfiança. Mudar sem preparo psíquico? Não! Com essa cabeça que você tem, jamais vai ter a menor chance. Não pode nem ter entusiasmo, porque é perigoso. Não pode ficar contente, porque depois pode se decepcionar. Sobrou o quê? Sofrer pode, porque é seguro. Não adianta nem eu dar uma fórmula para você ser feliz, porque, se o ameaçar, não vai seguir. Você vai continuar igual. 





OBS: Luiz Antônio Gasparetto – É psicólogo e médium conhecido internacionalmente, além de um dos grandes nomes do espiritualismo moderno, ele utiliza sua experiência no campo da psicologia para elaborar idéias inovadoras sobre a existência humana, sempre buscando oferecer novos caminhos e possibilidades para o autoconhecimento. 

Fonte: (Texto Extraído do Livro “Prosperidade Profissional” de Luiz Antônio Gasparetto (Centro de Estudos Vida e Consciência Editora)
Revista Sexto Sentido/ A Revista do Novo Milênio/ N.12
Junho/2000 – São Paulo/SP. Pág. (24/25)
Site: www.mythoseditora.com.br





            Visões de Felicidade sob a ótica de grandes Personalidades

A Arte da Felicidade

(Sua Santidade o Dalai Lama)


Para mim, o próprio objetivo da vida é perseguir a felicidade. Isso está claro. Se acreditarmos em religião, ou não se acreditamos nesta religião ou naquela; todos estão procurando algo melhor na vida. Por isso, para mim, o próprio movimento da nossa vida é no sentido da felicidade. Para mim, a felicidade pode ser alcançada através do treinamento da mente. Quando falo em “treinar a mente” neste contexto, não estou me referindo á mente apenas como a capacidade cognitiva da pessoa ou seu intelecto. Estou, sim, usando o termo no sentido da palavra sem em tibetano, que tem um significado muito mais amplo, mais próximo de psique ou espírito; um significado que inclui o intelecto e o sentimento, o coração e a mente. 

Por meio de certa disciplina interior, podemos sofrer uma transformação da nossa atitude, de todo o nosso modo de encarar e abordar a vida. Quando falamos dessa disciplina interior, é claro que ela pode envolver muitos aspectos, métodos. Mas em geral começa se identificando aqueles fatores que levam á felicidade e aqueles que levam ao sofrimento. Depois desse estágio, passa-se gradativamente a eliminar os que levam ao sofrimento e a cultivar os que conduzem á felicidade. É esse o caminho. Deixemos de lado por um momento as aspirações máximas espirituais ou religiosas, como a perfeição e iluminação, e lidemos com a alegria e a felicidade como as entendemos num sentido rotineiro ou material. 

Dentro desse contexto, há certos elementos essenciais que convencionamos reconhecer como propiciadores de alegria e felicidade. Por exemplo, considera-se que a saúde e um dos fatores necessários para uma vida feliz. Outro fator que encaramos como fonte de felicidade são nossos recursos materiais, ou a riqueza que acumulamos. Outro fator é ter amigos ou companheiros. Todos nós reconhecemos que, a fim de levar uma vida realizada, precisamos de um círculo de amigos com quem possamos nos relacionar emocionalmente e em quem confiemos. 

Ora, todos esses fatores são no fundo, fontes de felicidade. No entanto, para que um indivíduo possa fazer pleno uso delas com o intuito de levar uma vida feliz e realizada, sua disposição mental é essencial. Ela tem importância crucial. Se utilizarmos nossas circunstâncias favoráveis, como a saúde ou a fortuna, de modo positivo, na ajuda aos outros, elas poderão contribuir para que alcancemos uma vida mais feliz. E naturalmente, nós desfrutamos desses aspectos: nossos recursos materiais, nosso sucesso e assim por diante. Porém, sem as atitudes mentais corretos sem a atenção ao fator mental, esses aspectos terão pouquíssimo impacto na nossa sensação de felicidade em longo prazo. 

Por exemplo, se a pessoa nutre pensamentos rancorosos ou muita raiva bem no fundo de si, isso acaba com a saúde e, assim destrói um dos fatores. Da mesma forma, quando se está infeliz ou frustrado no nível mental, o conforto físico não ajuda muito. Por outro lado, se a pessoa conseguir manter um estado mental calmo e tranqüilo, poderá ser muito feliz apesar de sua saúde ser frágil. Ou ainda, quando está vivendo um momento de raiva ou ódio intenso, mesmo possuindo bens maravilhosos, sente vontade e atirá-los longe de quebrá-los. 

Naquele instante, os bens não significam nada. Hoje em dia, há sociedades bastante evoluídas em termos materiais, e, no entanto em seu seio muitas pessoas não são muito felizes. Logo abaixo da bela aparência de afluência há uma espécie de inquietação mental que leva á frustração, a brigas desnecessárias, á dependência de drogas ou álcool e, no pior dos casos, ao suicídio. Não há, portanto, nenhuma garantia de que a riqueza em si possa proporcionar a alegria ou a realização que buscamos. 

Pode-se dizer também o mesmo a respeito dos amigos. Quando se está num estado exacerbado de raiva ou ódio, até mesmo um amigo íntimo parece de algum modo meio frio ou gélido, distante e perfeitamente irritante. Tudo isso indica a tremenda influência que o estado da mente, o fator mental, exerce sobre nossa experiência do dia-a-dia. Naturalmente, devemos encarar esse fator com muita seriedade. Portanto, deixando de lado a perspectiva da prática espiritual, mesmo em termos terrenos, no que diz respeito a levar uma existência feliz no dia-a-dia, quanto maior o nível de serenidade da mente, maior será nossa paz de espírito e maior nossa capacidade para levar uma vida feliz e prazerosa. 

Eu deveria mencionar, que quando falamos de um estado mental sereno ou de paz de espírito, não deveríamos confundir isso com um estado mental totalmente insensível, apático. Ter estado de espírito tranqüilo ou calmo não significa ser completamente desligado ou ter a mente totalmente vazia. A paz de espírito ou serenidade tem como origem o afeto e a compaixão. Nisso há um nível muito alto de sensibilidade e sentimento. 

Desde que falte a disciplina interior que traz a serenidade mental, não importa quais sejam as condições ou meios externos que normalmente se considerariam necessários para a felicidade, eles nunca nos darão a sensação de alegria e felicidade que buscamos. Por outro lado, quando dispomos dessa qualidade interior, nesse caso, mesmo que faltem vários recursos externos, que normalmente se considerariam necessários para a felicidade, ainda é possível levar uma vida feliz e prazerosa. 




OBS: Tenzin Gyatso – Sua Santidade o Décimo Quarto Dalai Lama, é Líder Espiritual e temporal do povo Tibetano. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz e do Prêmio Wallenberg, conferido pela Fundação dos Direitos Humanos do Congresso dos Estados Unidos. 


Além de sua atuação como Líder Espiritual, o Dalai Lama tem sido visto como uma das personalidades marcantes do século XX e um dos maiores defensores dos Direitos Humanos no Planeta. 



(Texto Extraído do Livro “A Arte da Felicidade”, de Sua Santidade o Dalai Lama, e Howard C. Cutler)
(Livraria Martins Fontes Editora)
Fonte: Revista sexto Sentido
(A Revista do Novo Milênio)
Junho/2000- N. 12 – São Paulo/SP.
Site: www.mythoseditora.com.br
Pág.(18/19)



















O Segredo da Boa Sorte


               

O Segredo da Boa Sorte 


Já escrevi a respeito em outras oportunidades, mas insisto sobre o assunto porque, quanto mais observo o mundo atual, mais vejo pessoas infelizes. È desnecessário dizer que, desde a antiguidade, a boa ou má sorte do homem constitui a questão mais difícil que existe. Talvez o ser humano esteja fadado, desde o momento em que nasce até o momento em que morre a nunca se libertar do desejo de obter a boa sorte. Isso porque geralmente não conseguimos compreender aquilo que mais desejamos. Seria maravilhoso se o conseguíssemos, mesmo que fosse um pouco. 

Felizmente, eu adquiri clara compreensão dos fundamentos para se alcançar a boa sorte. Além disso, pelas minhas próprias experiências, verifiquei que eles não contêm o mínimo erro, de modo que os exponho com toda a convicção. Conforme todos podem observar, não existe nada mais vago, abstrato e difícil de ser obtido que a boa sorte, algo tão simples. Não estando ela ao nosso alcancem, a única alternativa que temos, naturalmente, é esperar por ela. Daí talvez, o nome sorte. 

Concordo com as palavras: “A vida é uma grande aposta”, pois até as pessoas consideradas sábias continuam a perseguir a boa sorte, embora pareçam ter perdido as esperanças de alcançá-la. Talvez esta seja a predestinação dos homens. Entretanto, o que complica sua explicação é a existência de pontos desconhecidos que as pessoas dificilmente compreendem, salvo as que têm fé. Isto porque elas olham somente o lado superficial das coisas e não o seu interior; ou melhor, não o enxergam. E no caso da sorte, sua causa está justamente no interior; sem compreender isso, é impossível alcançá-la. 

Quando o homem movimenta o corpo, não é o corpo em se que se move; quem o faz mover-se é o espírito, que está dentro dele. Da mesma forma, o fator essencial da sorte está no interior do homem. A parte superficial do mundo corresponde ao Mundo Material, e a parte interior, ao Mundo Espiritual, ou seja, o espaço invisível aos nossos olhos. Está é a estrutura do mundo; assim o fez o Criador. Por isso, da mesma forma que o espírito move o corpo, o Mundo Espiritual move o Mundo Material. Em tudo, O mundo Espiritual é soberano, e o Mundo Material súbito. 

Portanto, o mesmo acontece com a sorte; basta que ela advenha ao nosso espírito, que se encontra no Mundo Espiritual, para que, refletindo igualmente na matéria, nos tornemos pessoas afortunadas. O mundo Espiritual possui uma hierarquia muito mais justa e rigorosa que a do Mundo Material. É constituído de cento e oitenta camadas, distribuídas em três planos – Superior Intermediário e inferior – cada um composto de sessenta camadas. Naturalmente, o Plano Inferior é o Inferno, um mundo de trevas, repleto de doença, pobreza, conflito e figuras horrendas; quanto mais alta for à camada, melhor a sua condição. Em contraposição, quanto mais alta for a camada, melhor a sua condição. O Plano Superior é o céu, local puro, de paz, luz, saúde e riqueza. O Plano intermediário é mais ou menos a média entre os dois extremos. 

Ao contrário das más ações, que maculam o espírito e o tornam pesado, as boas ações o tornam leve, fazendo-o elevar-se. Por conseguinte o segredo da boa sorte é evitarmos o mal, não cometermos pecados e praticarmos o bem o máximo possível, tornando leve o nosso espírito. Por se tratar da verdade, afirmo que não há outra maneira para alcançarmos a boa sorte. 

Explicada dessa forma, a teoria é realmente fácil de ser compreendida; entretanto, quando vamos colocá-la em prática, torna-se muito difícil. Existe, porém um método facílimo para conseguirmos isso. Esse método não é outro senão a Fé. Portanto, as pessoas que realmente desejam obter a “Boa Sorte”, antes de tudo e mais do que tudo, devem se converter. 



(3 de fevereiro de 1954) 

(Meishu-Sama) 



Fonte: Livro / Alicerce do Paraíso
(Ensinamentos de Meishu-Sama)
(Tradução Fundação Mokiti Okada – M. O. A)
14. Edição – Setembro/2000 – São Paulo/SP.
Pág.(359 a 362)






Proceder de acordo com a Vontade de Deus, é o caminho mais fácil para se viver neste mundo atribulado


O grande caminho do “Kamu-nagara” (de acordo com a Vontade de Deus) vem a ser a caminho natural. Por isso, na época em que eu morava em Oomori, quando acontecia alguma coisa e não me surgia uma boa idéia, eu sempre dizia: “Deixe acontecer de acordo com a Vontade de Deus”. Quem não compreende isso tenta agir com a sua própria força e acaba sofrendo. 

Isso não é bom. O importante é conhecer a fragilidade da força humana. Napoleão disse que no seu dicionário não existia a palavra impossível, mas ele dizia isso por desconhecer a fraqueza do homem. Por essa razão acabou exilado na Ilha Solitária de Santa helena. Hitler e Tojo também eram assim. Fala-se também, freqüentemente, no domínio do homem sobre a natureza, mas não há equívoco maior do que esse. O certo é o homem submeter-se á Natureza e viver em harmonia com ela. Se o homem disser que vai dominar a montanha, o “tengu” das montanhas ficará irritado, e ele será castigado. 

Antigamente, fazia-se pedido de proteção o Deus da Montanha, por isso os acidentes eram reduzidos. As montanhas, o mar, tudo é governado e protegido pelos seus respectivos Deuses. Se dissermos tais coisas nos dias de hoje, vão dizer que somos antiquados e primitivos, mas essas pessoas são muito mais antiquadas e primitivas. 

(Registro das Palavras de Luz – Suplemento)

(18/08/48)




Fonte: Livro/ O Pão Nosso de Cada Dia
(O Alimento Espiritual do Cotidiano)
Ensinamentos de Meishu-Sama
(Tradução Fundação Mokiti Okada – M. O. A)
6. Edição / Outubro / 2000 – São Paulo/SP
Pág.(258)







*Fazer a Vontade de Deus, não é deixar que as coisas aconteçam como acontecerem. Se você quer fazer a Vontade de Deus, tratará de entrar em estado de perfeição, isto é, em estado de harmonia mental e física, em estado de perfeita interação entre a mente e o corpo, entre a “Terra e o Céu”.


“O Poder Infinito da sua Mente”
(78. Edição) - Lauro Trevisan

                                         

     




A História do Kimono


A História do Kimono 

O ki mono tem uma longa história e vem evoluindo desde a sua criação. Durante o período heian (794-1185), os ki monos elaborados e coloridos se tornou populares entre as mulheres japonesas. Eram freqüentemente usados 12 ki monos de manga comprida e o colarinho de cada um à mostra, para mostrar as Suas diferentes cores. Pessoas da corte às vezes usavam 16 camadas de ki monos. O ki mono tem uma longa história e vem evoluindo desde a sua criação. Durante o período heian (794-1185), o ki monos elaborados e coloridos se tornou populares entre as mulheres japonesas. Eram freqüentemente usados 12 ki monos de manga comprida e o colarinho de cada um á mostra. 

Durante o período Kamakura, com a crescente influência da classe militar, as pessoas não tinham paciência ou necessidades de usar um ki mono elaborado, foi durante esse período que surgiram as mangas mais curtas nos k imonos. 

Durante o período Edo, foi adotado o Confucionismo, e a hierarquia entre cidadãos era baseada na sua classe social, nesse período as pessoas começaram a definir os seus status com os ki monos. Mulheres da classe dos Samurais usavam os simples k imonos “kosode” amarrados com cordas, já as mulheres fora dessa classe usavam ki monos mais elaborados, os “furisode” que são freqüentemente vistos em cerimônias kabuki, caracterizados por longas mangas floridas. 

Depois de 1853, a tropa naval americana atracou em Tókio e esse foi o começo da abertura da indústria comercial Japonesa para o resto do mundo, mesmo assim as pessoas japonesas continuaram a usar ki monos por várias centenas de anos, mas o começo do fim dessa prática estava próximo. 

Durante o período Meji 1868-1912, as mulheres começaram a trabalhar fora de casa, e cada emprego exigia uma vestimenta diferenciada. Os japoneses começaram a desenvolver técnicas para competir com as máquinas de fabricação de tecido dos outros países. Tecidos foram importados de outras nações para fazer roupas e ki monos. Durante o período Taisho (1912-1926) Tókio sofreu um terremoto devastador que devastou o país, muitos do ki monos mais antigos foram destruídos nessa época. 

No período Showa (1926-1989) o governo japonês limitou a produção de seda. Os designs do ki monos começaram a ficar menos complexos e o material foi conservado, após a segunda guerra mundial, enquanto a economia do Japão ainda estava se recuperando, o ki mono era a vestimenta mais barata, e foi produzida em grandes quantidades. A moda Européia e Americana afetaram os designs do ki monos, mas a sua forma continuou a mesma. 

O ki monos e as Estações 

Assim como no ocidente, as estações influenciam nas cores e materiais das roupas tradicionais japonesas. Na primavera são usadas cores claras e estampas florais; no outono, são usadas cores como marrom e bordô, com estampas que remetem ao outono, como folhas e galhos secos; no inverno, principalmente antes dos feriados, são usadas estampas de bambu, pinheiros ou flores de ameixa, usá-las traz boa sorte e prosperidade; no verão, são usados tecidos leves como o algodão. 



O ki mono e a idade 
Para as mulheres em particular, o ki mono não é simplesmente usado baseado na idade, mas também no seu estado civil. Jovens solteiras usam ki monos com mangas compridas e cores vibrantes cheias de estampas, mulheres casadas ou mais velhas devem usar roupas mais discretas. A diferença entre ki monos usada por mulheres casadas e por garotas solteiras. 



Tipos de Ki monos 
Furisode 

Quando uma jovem mulher completa 20 anos, ela é reconhecida como adulta, tem o direito de votar e pode beber e fumar (legalmente). Muitos pais compram o Furisode para as filhas para significar esse importante marco em suas vidas. O Furisode é um ki mono formal para mulheres solteiras, é bem colorido e feito de seda de altíssima qualidade, usar um desse ki monos é obviamente um símbolo de status, é também um sinal bem claro de que a mulher está solteira, madura e pronta para o casamento. O que mais diferenciam eles dos outros tipos são as mangas compridas que chegam até o chão. A segunda-feira de Janeiro é um feriado público chamado "dia dos adultos" aonde várias mulheres vão para a cerimônia usando Furisode. 

Yukata 
A Yukata é um ki mono casual, de algodão fino, usado no verão. Elas normalmente são coloridas e com várias estampas, hoje em dia essa vestimenta é usada no tradicional Bon Odori (Festival de dança tradicional japonesa) e festival de verão. O seu design simples garante que as garotas possam vesti-la sem a ajuda de outra pessoa. 

O nome Yukata vem dos termos "Yu" (banho) e "Katabira" (roupa de baixo). Na era Heian (794-1185), os nobres da corte usavam as yukatas depois do banho, como se fosse um roupão; depois na era Edo (1600-1868) foi usada amplamente quando os banhos públicos viraram atração no Japão Hoje a yukata é usada como roupa casual no verão, assim como em festivais, ela tem uma aceitação popular muito boa por ser feita com um material bem leve, e que pode ser usada tanto de dia como de noite. Ela é usada com um cinto, que é simplesmente colocado ao redor da cintura e preso nas pontas, para uma aparência mais formal, ela pode ser usada com um cinto Obi e com as sandálias Geta (Veja mais explicações sobre eles na parte de acessórios) Houmongi Quando uma mulher se casa, muitos pais compram para ela o ki mono Houmongi. Esse ki mono toma o lugar do Furisode, ele é o ki mono formal para mulheres casadas, também pode ser usado em casamentos tradicionais ou cerimônias do chá. 





Tomes ode 
O Tome ode é um ki mono formal que mulheres casadas usam nos casamentos de seus parentes. Ele é diferente do Houmongi porque o Houmongi é um ki mono formal para mulheres casadas, o Tomes ode é como se fosse um Houmongi que só é usado em cerimônias de casamento de parentes. O fundo preto do ki mono é propositalmente um contraste com o Uchikake (Kimono branco usado por noivas em seus casamentos), e ele somente é usado em cerimônias de parentes, nunca de amigos, seria muito estranho.
Mofuku 

O Mofuku é um ki mono usado especialmente para cerimônias fúnebres de parentes próximos, é um ki mono simples e completamente preto, sem estampas. 

Uchikake

Quando jovens mulheres têm um casamento tradicional, elas usam o ki mono mais bonito chamado Uchikake. As maiorias das pessoas alugam esse k imono, pois ele custa em média 5.000 dólares. O Uchikake branco é apenas parte da elaborada cerimônia de casamento japonesa. Se você olhar atentamente pode perceber o quanto esse ki mono é longo e toca o chão, diferentemente dos vestidos ocidentais, onde apenas a cauda arrasta no chão, o Uchikake encosta totalmente. A noiva precisa ser auxiliada por uma "dama de honra" para andar com esse ki mono. 

Hadajuban 

Hadajuban é uma vestimenta usada por baixo do ki monos, é uma forma reta e é necessária uma espécie de cinto ao redor da cintura e busto para ajustá-lo às formas do corpo. 




Acessórios 

As pessoas ao redor do mundo reconhecem que as artes tradicionais japonesas são muito bonitas para serem deixadas para trás, mas com a industrialização do Japão e a sua posição como uma das maiores potências do mundo, fazem com que algumas dessas peculiaridades sejam menos vistas no Japão do século XXI De algumas décadas para cá, as mulheres japonesas descobriram os vestidos estrangeiros, que são mais confortáveis e fáceis de usar do que o ki monos, isso trouxe um declínio para a produção desses itens tradicionais no Japão. 

Cinto Obi 
O Obi é usado para amarrar o ki mono no corpo, é como se fosse um cinto bem grosso e longo (Alguns com até 4 metros de comprimento). Um Obi bem trabalhado tem o preço assustador, alguns dos melhores já feitos são considerados artigos de colecionadores, o mais raro e caro é o "Obi Maru", que pode custar alguns milhares de dólares. O Obi formal tem geralmente 4 metros de comprimento e 60 centímetros de largura. Ele é dobrado no meio e amarrado ao redor da cintura, os Obis formais são feitos de brocado ou tecido para tapeçaria. Quanto mais desenhos, mais formal ele se torna, hoje em dia os Obis que são estampados em todo o seu comprimento só são usados por noivas em casamentos tradicionais. 






Fonte: (setcosplay.com. br/índex.php-historia-do-kimono)










Experiência de Fé com a Prática do Sonen

Experiência de Fé Prática do Sonen (EUA)


Encaminhei 13 pessoas na Academia de Ginástica

Eu venho trabalhando como modelo há algum tempo. Casei-me há cinco anos, mudando, junto com meu marido, para Dakota do Norte, região Centro-Norte dos EUA, onde não há nenhum Johrei Center. Mesmo dando a luz a uma criança, o estresse por viver sem amizades acabou se transformando em depressão e por isso eu acabei engordando mais de 30kgs. Graças ao contato que eu tinha com um johrei Center distante, comecei a fazer a Prática do Sonen e, aos poucos, meu peso voltou ao normal. Esta experiência foi publicada em duas revistas americanas. 

Depois disso, comecei a ministrar johrei em alguns alunos da academia de ginástica que eu freqüento. Assim, eu tive a permissão de encaminhar 13 pessoas no inicio do ano. O que mais me impressionou foi a mudança em meu marido. Ele, que não fazia nem ofertas monetárias para o cristianismo, publicaram no jornal da região um informativo sobre o Seminário de Johrei que seria realizado em Dakota do Norte e passou a colaborar espontaneamente com as dedicações. Esta foi a maior alegria que eu pude receber. 



Chris Marchel


(Cidade Dakota do Norte – região: Centro-Norte/EUA )
Fonte: Revista Izunome N.09 – Outubro /2008
São Paulo – SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB) 



Experiência de Fé Prática do Sonen (Brasil)


Acredito que meus Antepassados foram Salvos 

Meu nome é Magda Cristina Soares Agostinho Kaminskas, tenho 43 anos, sou casada, formada em Administração de Empresas e freqüento o johrei Center de Cuiabá. Desde criança sofria de síndrome do pânico e de sonambulismo. Aos 17 anos vieram a depressão, a dupla personalidade e uma profunda tristeza. Em 2002, começou a insônia e de um ano e meio para cá, a hipertensão arterial e as crises convulsivas. O desespero era constante e eu entrava em pânico em ambientes fechados. 

Passei a tomar fortes medicamentos que me deixavam com muito sono. No entanto, muitas vezes, passava a noite inteira acordada sem sono. Os médicos não descobriam a que acontecia comigo e a idéia de suicídio atormentava constantemente minha mente. Meu primeiro contato com a Igreja Messiânica foi em Maio de 2007, quando acompanhei minha mãe para recebermos o johrei, que nos foi apresentado por minha madrinha. Senti-me bem, mas cansada de sofrer e buscar salvação em várias religiões e me decepcionar, não voltaram mais. 

Meu estado foi piorando e, em setembro de 2007, como se não bastassem tantos sofrimentos da alma, rompi um ligamento do tornozelo e fraturei um osso do pé. No dia 26 daquele mês passei a ouvir uma voz que me atormentava e dizia para escrever uma carta, abri a porta da casa e tomar todos os medicamentos que havia no armário para acabar com minha vida. Porém, decidi sair para procurar ajuda e, graças a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, fui parar no Johrei Center. No dia seguinte, acordei muito mal, mas decidi voltar ao Johrei Center, onde fui muito bem atendida. 

Ao receber johrei sentia coceira intensa, fortíssimas dores de cabeça e de estômago e o antepassado que se manifestava em mim diziam: “Ela não merece viver. Eu a derrubei e fraturei seu pé. Quando quiser, ajo como se fosse ela. Passo 24 horas ao seu lado e tomo posse do seu corpo”. Fui orientada a receber mais de uma hora de johrei diária, durante um mês e também a materializar minha gratidão a Deus e Meishu-Sama todos os dias. Porém confesso que não entendia como a oferta monetária iria salvar os Antepassados. No entanto, eles se manifestavam e cobravam essa oferta também para eles. 

Acompanhei a Prática de pedido de Perdão a meus Antepassados com a “Prática do Sonen” para encaminhá-los a Meishu-Sama para serem purificados e salvos. Como as purificações persistiam, fui orientada também a ler os Ensinamentos em voz alta todas às noites e a fazer dedicação na limpeza como polimento do meu espírito passei a compreender que o donativo significa gratidão materializada e estava ligado á minha elevação espiritual. Diariamente, ao oferecer meu donativo com oração perante o altar, um antepassado se manifesta e dizia que não queria, por que doía fundo em seu coração e que não queria ouvir nenhum Ensinamento, pois com esses gestos de amar seria salvos, o que não salvo, o que não era bom para ele, tal era seu nível de sofrimento. Nesse período, eu só podia receber johrei em uma sala reservada, pois ocorriam várias manifestações que me envergonhava e me deixava revoltada. 

Eu me considerava anormal, pois todos tinham permissão de receber johrei na nave e assistir aos cultos, enquanto eu, infelizmente não podia. Mesmo assim não desisti da busca pela mudança em minha vida e, passados os trinta dias, continuei indo diariamente á igreja, recebendo no mínimo duas horas de johrei e fazendo oração no altar para oferecer minha gratidão e dedicação. As manifestações continuavam. Consciente, eu as reconhecia como sendo sofrimento de algum Antepassado e a todo o momento eu os encaminhava a Meishu-Sama. 

O perfume das flores me fazia tal mal que chegava a desmaiar, entretanto, eu dedicava na sala de Ikebana buscando a salvação através do belo. No dia 22 de dezembro de 2007, dedicando na preparação da Ikebana do Culto do Natalício de Meishu-Sama, senti que um de meus Antepassados se manifestou finalmente em perdoou e tive forças para se desapegar do mundo material. A partir desse dia, pude participar do culto normalmente, como as outras pessoas e receber johrei na nave, sem ter manifestações. Desde então, todos os sintomas que me incomodavam durante o johrei desapareceram milagrosamente. 

Passei a participar do Coral Mokiti Okada. Apesar de tocar piano, tinha dificuldade de me apresentar em público, pois um dos meus Antepassados se manifestava e eu sentia fortes tremores, e muito nervosismo. Em março de 2008, pude vir ao Solo Sagrado com o Grupo do Coral. Não consigo descrever a permissão de chegar a Guarapiranga. Aqui na entrada, meu corpo tremia de dor e eu não conseguia andar. Com a assistência dos membros da caravana, finalmente cheguei ao Altar e, durante a apresentação do coral, não ocorreu nenhuma manifestação. Ainda sentia outras manifestações através de sintomas como dores no ouvido, no joelho, no osso da face, infecção renal e outros. Porém, depois desse culto, todos eles desapareceram. 

De volta para casa, recebi mais uma graça: fui convidada para tocar órgão no Culto Mensal de Gratidão do Centro de Aprimoramento. Quando estava ensaiando, sentia a presença dos meus Antepassados; graças a Deus e a Meishu-Sama, realizei a dedicação sem nenhum impedimento. Para finalizar, quero ressaltar que estou curada da depressão, não tomo mais medicamentos controlados, posso participar de todos os Cultos da Igreja, viajo de avião e consigo ficar em lugares fechados. 

Nunca mais tive crises convulsivas nem sonambulismo e consigo dormir bem. O mais importante de tudo é que não tenho mais vontade de me suicidar. Fui obediente ás orientações, mesmo não as entendendo bem, pois não sabia mais o que fazer. Na verdade, não conseguia imaginar que ficaria como estou hoje, um ano depois de todas essas práticas. Quero, com está experiência, dizer a todos que passam pela mesma situação que passei que nunca desistam, mesmo que a salvação demore a chegar. 

Hoje, sou muito feliz por ter servido na salvação de meus Antepassados e entendo com muita clareza a “Lei de Causa e Efeito” e aceito todos os acontecimentos com gratidão, pois compreendo que o espírito precede a matéria e que, em nossas vidas, nada acontece por acaso. Para retribuir tudo que me foi permitido pelo poder do Messias, Meishu-Sama, que se manifestam em minha vida através da salvação de meus Antepassados tornei-me membro da igreja para fazer meu próximo feliz. 

Ganhei nova vida ministrando johrei, já tenho uma cadernetinha onde anoto os johreis ministrados e procuro encaminhar as pessoas pares que também conheçam o poder de Meishu-Sama. Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama, aos meus Antepassados e aos Ministros e Membros do Johrei Center. 

Agradeço também a atenção e o empenho de meu esposo que até hoje me acompanha, dedica e recebe johrei junto comigo nesta maravilhosa Igreja Messiânica. 



Obrigada, Meishu-Sama!


Magda Cristina Soares A. Kaminskas



Johrei Center de Cuiabá/ Mato Grosso
Fonte: Revista Izunome – N.09/Outubro -2008
São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil








Experiência de Fé com a Prática do Sonen

 Experiência de Fé Prática do Sonen (EUA)

A Prática do Sonen no Lar. Os sofrimentos que me levaram ao caminho da felicidade. Mudei-me para a Florida há quatro anos, vindo da Colômbia. Ao chegar aqui, me casei com um mundo fervoroso da igreja Messiânica, com o qual tive um filho, hoje com dois anos de idade. Em uma madrugada de dezembro do ano passado eu acordei com fortes dores no ventre. Quando fui ao Johrei Center para receber johrei, fui orientada sobre a Prática do Sonen. 

Na madrugada do dia seguinte, acordei com as mesmas dores e meu corpo doía da cabeça aos pés. Ao experimentar fazer a Prática do Sonen, as dores sumiram instantaneamente e eu passei a me sentir muito bem e com o corpo leve. Esta dor aconteceu novamente no dia seguinte e foi então que eu percebi que esta dor era mensagem dos meus Antepassados. Fiquei impressionada quando a dor desapareceu por completo depois de orar de todo coração a Meishu-Sama encaminhando o sentimento dos meus Antepassados. 

Depois desta experiência eu comecei a entender melhor o johrei e a Prática do Sonen. Passei a considerar que os sofrimentos e preocupações são processos de purificação, orando pela salvação de meus Antepassados conforme estava entregando eles a Meishu-Sama. Todos os dias, eu faço a Prática do Sonen diante da foto de Meishu-Sama de manhã e á noite, orando pela felicidade da minha família e das pessoas á minha volta. 



Paola Fernandes

Johrei Center da Flórida (EUA)
Fonte: Revista Izunome – N.09 – Outubro/2008
São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB)





Experiência de Fé Prática do Sonen (EUA)



Com a Prática do Donativo de Gratidão, minha renda anula cresceu 220%. Trabalho em uma imobiliária onde o salário é determinado em cima da comissão de contratos fechados durante o mês. Com a crise econômica do ano passado eu fiquei sem trabalho no final do ano, por isso fui pedir orientação para o Ministro Responsável pelo Johrei Center. 

Ele me ensinou sobre a Prática do Sonen e a importância de materializarmos nosso sentimento de gratidão. Logo que eu comecei a praticar, recebi a proposta de assumir a venda de 400 apartamentos de um conjunto residencial. Foi assim que eu comecei a fazer a Prática do Sonen todos os dias quando eu estava dirigindo para o trabalho (aproximadamente 40 minutos). Comecei a encaminhar a Meishu-Sama o sentimento dos meus Antepassados que estava se manifestando em mim. Não como o sentimento de querer trabalho e dinheiro, mas com o sentimento de sofrimento por não saber o que fazer em momentos de angústia e tensão. 

Quando eu não conseguia controlar estes sentimentos, eu ficava fazendo a Prática do Sonen repetida vezes. Aos poucos eu passei a entregar o sentimento do meu superior e dos clientes que eu estava atendendo, juntamente com a Prática do Donativo de Gratidão com 20% da minha renda. O mais impressionante é que as vendas estão evoluindo muito bem e a minha renda anual cresceu 220% em relação aos outros anos. 



Carlos Mateus


Johrei Center da Flórida/ EUA
Fonte: Revista Izunome N.09 – Outubro /2008
São Paulo – SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB)