sábado, 22 de fevereiro de 2014

O PRESSÁGIO DO PINHEIRO

O PRESSÁGIO DO PINHEIRO

Em Outubro de 1949, dois anos após haver decidido dedicar-me inteiramente ao Plano da Obra Divina, repentinamente morreu um pinheiro em meu jardim por motivo desconhecido. Foi tudo tão rápido que eu e minha mãe começamos a supor que houvesse uma razão de ordem espiritual. Talvez a árvore tivesse sido sacrificada para evitar algum infortúnio que deveria recair sobre nós.

Contamos o sucedido ao nosso Ministro que se incumbiu de ouvir a orientação de Meishu-Sama. Por ocasião do primeiro Culto que o seguiu se realizou na Sede Geral, ele comentou o acontecimento com Meishu-Sama. “Um pinheiro do jardim de um de nossos membros morreu de repente. Gostaria de saber se há algum significado espiritual nessa ocorrência”? Meishu-Sama respondeu: “O fato ocorrido com o pinheiro tem relação com o destino do dono da casa. Indica que algum problema pode ocorrer com ele. Sua casa tem a Imagem da Luz Divina? “Sim”, sustentou o Ministro, eles tem em casa a Imagem da Luz Divina e todos da Família são membros de nossa Igreja? Eles estão dedicando-se á obra Divina? Perguntou Meishu-Sama. “Sim”, informou o Ministro. Eles estão e um de seus filhos um jovem dedica sua vida á Obra.

Quantas pessoas eles já conseguiram encaminhar á nossa igreja? Perguntou Meishu-Sama. Quase duzentas, foi a resposta. Então tudo correrá bem para a Família, assegurou Meishu-Sama. Nada há a temer. Lembre-se, contudo de que existe um profundo significado espiritual na ocorrência. Fui rápido para casa e transmiti as palavras de Meishu-Sama á minha mãe, acrescentando: “Não precisamos nos preocupar, pois Meishu-Sama informou ao nosso Ministro que tudo correrá bem. Entretanto, de certa forma não consegui evitar inteiramente uma pequena inquietação em minha mente. Meu pai havia sido transferido para a cidade de Kannon-ji, em Shikoku, como Gerente da Filial da Fábrica, da qual era empregado. Ele só passava conosco uma ou duas vezes por mês e vivíamos sempre preocupados por ele estar tão distante.

Alguns dias depois ele chegou. Quase morri outro dia, disse-nos. Ficamos assustados com a confirmação de nossos temores. Ás duas horas da tarde do dia 11 de Novembro, contou meu pai que havia programado voltar ao escritório central em Osaka pelo navio Mishima-maru da Companhia de Navegação Koto-Kaiun. Havia comprado passagem e arrumado as malas. Estava descansando em seu quarto após o almoço, quando chegou um emissário da Fábrica, pedindo-lhe que ficasse para participar da reunião que se realizaria naquela noite. Meu pai esquivou-se do convite, alegando que compareceria á próxima reunião sem falta, mas a pessoa continuou insistindo para que ele ficasse. Diante disso, ele finalmente concordou em adiar sua viagem ao escritório central.

Na manhã seguinte, meu pai sentiu um calafrio percorrer sua espinha quando leu o Jornal do dia. Continha uma notícia sobre um acidente marítimo: O Mishima-maru, navio em que deveria ter viajado, havia naufragado em Ushimado, ao largo da Ilha de Shodo e todos a bordo tinham perecido. Toda nossa Família compreendeu, então que as palavras de Meishu-Sama em relação ao caso do pinheiro transmitiam a Sabedoria Divina. Meu pai, que estava destinado a morrer, havia sido salvo pela Divina Providência. Se não tivéssemos ingressado na Igreja e compreendido a importância de prestar serviços á Causa de Deus, que teria sucedido? Meu pai teria morrido e todos nós iríamos sofrer muito. 

A graça alcançada levou-nos á conclusão de que o servir constitui nossa verdadeira salvação. Ficamos também suficientemente alertados para o fato de que as palavras de Meishu-Sama transmitiam a Sabedoria Divina e que o poder canalizado por ele era Luz de Deus para salvar a humanidade. Nós nos comprometemos novamente a trabalhar com maior dedicação ainda para a Obra Divina. 

(Um Ministro)

Fonte: Livro/Reminiscências sobre Meishu-Sama
Edição (Fundação Mokiti Okada – M.O. A)
Vol. II – 5. Edição/Dezembro/1987 – São Paulo/SP.
Pág. (50/52)




ELE ME ACONSELHOU A MUDAR 

Meishu-Sama mandou-me a Morioka em 1936 para a Expansão da Obra Divina. Pouco tempo depois me mudei dali para Kamaishi, onde ficava bastante ocupado a ministrar johrei em muitas pessoas (de cinqüenta a sessenta por dia) Em fins de 1939, Meishu-Sama disse-me: mude-se! Saia de Kamaishi! Será devastada pelo fogo em futuro próximo. Mude-se “o mais depressa possível, ou para Ishinomaki ou para Ichinosek”. Na realidade, não desejava sair de kamaishi, pois minha missão de Ministro estava indo bem e em bom ritmo de expansão, mas uma vez que Meishu-Sama me havia prevenido decidi finalmente a mudar-me, e assim fui para Ichinoseki. Dois anos mais tarde começou a Segunda Guerra Mundial e a cidade de Kamaishi foi bombardeada duas vezes por navios de guerra. 

Durante o segundo ataque toda a cidade foi completamente destruída. O que teria acontecido comigo se lá permanecesse? Nunca poderei saber, mas posso imaginar. Fiquei a pensar que Meishu-Sama sabia de há muitos que a guerra irromperia e que causaria a destruição daquela cidade pelo fogo. Ainda que algumas pessoas digam que não acreditam no que Meishu-Sama dizia e nem o consideram um homem inspirado por Deus, quanto a mim estou inteiramente convencido. 

(Um Ministro) 

Fonte: Livro/Reminiscências sobre Meishu-Sama
Edição (Fundação Mokiti Okada – M.O. A) 
Vol. II – 5. Edição/Dezembro/1987 – São Paulo/SP. 
Pág.(54)

Nenhum comentário:

Postar um comentário