quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

MENSAGENS DE PSICOLOGIA E COMPORTAMENTO

O Que os outros pensam de você reflete que eles são não quem você é.

Os Sioux têm um provérbio muito interessante: “Antes de julgar uma pessoa, caminha três luas com seus sapatos”. Se referem ao fato de que julgar é muito fácil, entender o outro é um pouco mais difícil. Ser empático é muitíssimo mais complicado. E o julgamento só será justo se vivermos experiências iguais.

Entretanto, com frequência pretendemos que os outros nos entendam, que compreendam nossas decisões e as compartilhem, ou que, ao menos, nos apoiem. Quando não fazem o que queremos, nos sentimos mal, nos sentimos incompreendidos e até rejeitados.

É evidente que isso é difícil de aceitar, todos necessitamos que, em algumas situações, alguém acolha nossas emoções e decisões. É perfeitamente compreensível. Contudo, sujeitar nossa felicidade à aceitação dos demais ou tomar decisões com base no medo de que os outros não vão nos entender é um grande erro. Um grande e inominável erro.

Porque os que os outros pensam sobre você na realidade diz mais sobre eles do que sobre a sua pessoa. O que pensam reflete, com certeza, o que são eles, não quem é você.

Quando criticamos alguém sem usar a empatia de nos colocarmos em seu lugar e sem, ao menos, tentar compreender o ponto de vista do outro, na realidade expomos nossa forma de ser. Quando alguém diz ao mundo que você é uma má pessoa esta atitude revela que ela é insegura, tem um pensamento duro e cheio de estereótipos.

Quem critica o que não é, não compreendeu ou não quer aceitar

O mais certo é que por trás de uma crítica destrutiva quase sempre se esconde o desconhecimento ou a negação de si mesmo. Na verdade, muitas pessoas lhe criticam porque não compreendem suas decisões, não caminham com os seus sapatos, não conhecem a sua história e não entendem a verdadeira razão de ter escolhido o caminho que escolheu. Muitas pessoas ainda vão lhe criticar por desconhecimento mais profundo sobre o seu jeito e, sobretudo, por serem arrogantes e pensarem que são os donos absolutos da verdade.

Em outros casos, as pessoas lhe criticam porque veem refletidas em você certas características ou talentos que não querem reconhecer. O escritor francês Jules Renard afirmou com precisão:“Nossa crítica consiste em reprovar nos outros as qualidades que cremos ter”. Por exemplo, uma mulher que é maltratada pelo seu marido pode criticar duramente o divórcio. É uma forma de reafirmar sua posição. Diz a si mesma que deve seguir suportando essa situação. E o curioso é que quanto mais tóxica seja a crítica, mais forte se revela a negação dos seus sentimentos.

Na prática, em algumas ocasiões, a crítica destrutiva não é mais do que um mecanismo de defesa conhecido como projeção. Neste caso, a pessoa projeta nos outros os mesmos sentimentos, desejos ou impulsos que lhe são muito dolorosos. E com os quais não é capaz de conviver. De maneira que os percebe como algo estranho e que deve ser castigado.

Como sobreviver às críticas?

Ninguém gosta de ser criticado, principalmente se as críticas se transformam em duros ataques verbais. Infelizmente, nem sempre podemos evitar estas situações, mas devemos aprender a lidar com elas sem que as mesmas nos afetem em excesso.

Como faço para resolver isso? Aqui estão algumas estratégias diferentes, porém eficazes:

1. Coloque-se no lugar de quem lhe critica. A empatia é um poderoso antídoto contra a raiva. Não podemos ter raiva de alguém quando compreendemos como se sente. Por isso, da próxima vez que alguém lhe criticar, tente se pôr no seu lugar. Ainda que essa pessoa não seja capaz de se colocar no seu. Assim verá que é provável que se trate de alguém míope dos olhos da alma. Ou quem ainda não teve a sua experiência de vida e guarda muita amargura e ressentimento. Dessa forma, perceberá que não vale a pena se aborrecer pelas palavras ditas com raiva.

2.Entenda que é somente uma opinião, nada mais.O que os outros pensam sobre você é a realidade deles, não a sua realidade. Tais pessoas estão lhe julgando segundo as suas experiências, valores e critérios. Se tivessem caminhado com os seus sapatos, talvez andado pelos mesmos caminhos que você percorreu, é provável que pensariam diferente. Portanto, assume de vez que essas críticas, na realidade, são apenas opiniões jogadas ao vento, nem mais nem menos. E que são absolutamente tendenciosas. Por lado lado, você pode valorizá-las se perceber que pode tirar proveito delas. Mas você pode, simplesmente, desprezá-las; jamais permita que as críticas arruínem o seu dia.

3.Devolve a crítica com graça.Quando se trata de críticas destrutivas o mais conveniente é fazer “ouvidos moucos”. E saiba que essa pessoa não está aberta ao diálogo. Pois se estivesse, em vez de julgar e atacar, mostraria uma atitude mais respeitosa e compreensiva. Não obstante, haverá casos em que seja necessário dar um basta na situação. Depois de tudo, quando tivermos que enfrentar males extremos, devemos recorrer a soluções mais incisivas. Nestes casos, responda sem se alterar e com frases breves que não deem motivos às réplicas. Por exemplo, você pode dizer: “Não pode dar opinião sobre coisas que você não conhece” ou “Creio que não entendeu e tampouco deseja viver em paz. Dessa forma, não aceito que me critique”. Não critique sem pensar antes

“Em geral, os homens julgam mais pelos olhos do que pela inteligência, pois todos podem ver, mas poucos compreendem o que veem”, disse Maquiavel, séculos atrás. Podemos fazer nossa própria frase e, ainda assim, mantermos sua vigência: “Criticar por criticar significa que temos a língua fora do cérebro”.



Texto de Jennifer Delgado – Extraído de Rincón de la psicología

Tradução livre de Doracino Naves – Especial para o Portal Raízes.

MENSAGENS DE AUTO AJUDA

A Arte de não Adoecer


Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Autor: (Dr. Dráuzio Varella)





Campo Minado 


Ao longo da vida, muitos sentimentos e lembranças vão sendo armazenados dentro de nós. Quando algum destes sentimentos são distorcidos e afloram de maneira ameaçadora, transformam o coração num campo minado, com alto poder de destruição. 

Grande parte dos problemas emocionais ocorrem porque, em geral, não manifestamos nossos sentimentos no instante em que eles surgem. Vamos adiando a sua expressão e colocando dentro de nós, sem nos darmos conta, uma bomba de efeito retardado. Algum dia ela vai explodir! São os sentimentos mal resolvidos. 

Essa dificuldade de expressar os sentimentos diante de situações que nos ferem e causam sofrimento imediato, revela nossa insegurança, nosso medo à rejeição ou mesmo, nossa dificuldade em lidarmos com as nossas próprias fragilidades. 

Todas as vezes que deixamos de expressar nossos sentimentos em relação a algo que acabou de nos acontecer, estamos criando uma "dívida emocional". Fingimos, por exemplo, esquecer as pessoas que nos feriram. Todavia esse "esquecimento" um dia vem à tona, e conforme sua intensidade, pode desencadear uma reação explosiva. 

Quanto mais antigos forem os sentimentos bloqueados, mais confusos eles se tornam e mais imprevisíveis serão os seus efeitos. Um sentimento recente se une a outro mais antigo, vai ganhando forças para extravasar, e as conseqüências serão danosas. 

Sentimentos como raiva, medo e culpa podem ser chamados também de doenças de armazenagem". Via de regra, ficam depositados dentro de nós, numa espécie de "banco emocional". O problema é que tornam-se uma "dívida emocional", que um dia nos será resgatada. Nenhuma dívida emocional é saudável. A Bíblia ensina: "a ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor". 

O espaço de tempo entre a dor e a nossa reação é que constitui a dívida emocional. Os sentimentos em vez de serem expressos de maneira adequada, são retidos e "esquecidos" em nosso banco emocional. Ao impedirmos que eles se manifestem adequadamente, nos tornamos devedores a nós mesmos, afetando nossa energia vital. Quanto mais nos bloqueamos por dentro, menos energia sobrará para sermos nós mesmos. 

Procuremos nos libertar das garras do passado. Aceitar o passado e olhar para o futuro com esperança, ajuda a trazer de volta a paz perdida. Crescer é se comprometer com a mudança. É modificar nossas respostas diante da vida. Crescer é também tentar compreender e expressar os sentimentos diante das situações constrangedoras. 

Por fim, é preciso desarmar o coração, desativando as "minas explosivas". Para tanto, é preciso esvaziar as prateleiras da alma, muitas vezes cheias de lembranças e sentimentos mal resolvidos, e enche-las com a presença e o amor de Deus. Bem melhor que ser um campo minado, é tornar-se um jardim florido - fonte de paz e vida.


Autor: Pr. Estevam Fernandes de Oliveira


MENSAGENS DE APRIMORAMENTO

Fluir


O rio é diferente do lago.

Ele está sempre fluindo, não pode ser estancado.

Sua água, rica em nutrientes, leva vida por onde passa.

Suas reservas nunca se esgotam porque existe uma 

nascente que o abastece constantemente de água pura.

Da mesma forma, quando estamos conectados com

a Fonte nos tornamos doadores de bons sentimentos

a todos aqueles que encontramos no caminho.

Não importa o quanto alguém tente obstruir você, 

assim como o rio, continue a fluir o bem.


Autor: Brahma Kumaris







O Efeito Terapêutico do Abraço 


Dizem os orientais que, quando abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos, devemos fazer da seguinte forma: Inspirando e expirando três vezes, e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes. O efeito terapêutico do abraço é inegável. Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem. Se você estiver sentindo um vazio interior, tente abraçar o seu amigo, deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele, para que o possa sentir junto a você. Nos momentos de dor ou de alegria é que vemos o bem que um grande e demorado abraço nos causa. 

Pelo abraço, transmitimos emoções, recebemos carinho, trocamos afeto, compartilhamos alegria, amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor, expressamos nossa humanidade. É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno, profundo e afetuoso abraço. 

Autor: Luiz Maia

DIÁRIO DA TRIBO

O Xampu Acabou!


Esse foi o primeiro alerta que soou me dizendo que eu estava só. Em dez anos de casamento, o xampu jamais havia acabado. Nesse tempo todo, eu nunca precisei comprar uma gota de xampu. Agora, separado, estava eu lá, olhando abestalhado para a estante do banheiro e me perguntando “e agora?”

Era parte do casamento uma divisão harmoniosa de tarefas. Ela cuidava dos itens de toalete, eu ficava com as coisas da garagem. A cozinha, nós dividíamos. Eu comprava os artigos alimentícios de primeira necessidade: Danete, Nutella, biscoitos, queijo, cerveja, refrigerante... Ela se responsabilizava pelos supérfluos do dia a dia: arroz, feijão, legumes, a carne do almoço... De um dia para o outro, estes últimos ficaram órfãos.

O xampu também. Admiti, enfim, que a única pessoa que poderia compra-lo agora estava me olhando com cara de idiota no espelho. Foi aí que me atormentou uma segunda questão: que xampu comprar? “Dãhhh, compre o mesmo que acabou!”, diria você. Quisera eu fosse fácil desse jeito. O xampu era daquela empresa que não gosta de homens, a Natura. Homens precisam entrar na loja, pegar o produto, passar no caixa e ir embora. Simples assim. Mas a Natura tem como missão acabar com a objetividade masculina. Ela não tem loja! Eu estava numa cidade nova e teria de caçar uma “representante Natura”, folhear um catálogo com milhões de batons, sombras e cremes para caçar um simples frasco de xampu e depois esperar um mês para o bendito chegar.

Quando fomos morar juntos, umas das primeiras perguntas que ela me fez foi: “que tipo de xampu você usa?” “Que tipo de pergunta é essa? Eu uso qualquer xampu, ora!” “Você não pode usar qualquer xampu, o seu cabelo é oleoso!” Caramba, acabava de me juntar à pessoa e ela sabia mais do que se passava na minha cabeça do que eu mesmo. Em pouco tempo, ela dobrou os itens de toalete que eu usava e quintuplicou meus perfumes. “Você precisa de um sabonete facial. É bom passar um condicionador de vez em quando...”. Eu não me atrevia a questionar, afinal ela transitava com tranquilidade naquele mundo misterioso e complexo em que só mulheres e metrossexuais habitam, o universo dos cosméticos.

Um mês depois do fim do casamento, ela passou em casa e eu quis mostrar orgulhoso o xampu que eu tinha comprado sozinho na Mahogany, loja bacana, pra não ter perigo de levar uma porcaria. “Fábio, o tipo de xampu está certo, mas eu havia lhe falado que os translúcidos são melhores. Esse é opaco!” Verdade. Ela havia defendido por várias vezes a superioridade dos xampus translúcidos, mas eu não havia me lembrado. Comprei um xampu opaco! Mas foi uma semivitória! Antes de conhecê-la eu passaria Omo líquido nos cabelos e nem notaria a diferença. Evoluí de ogro a lorde.

Quando estávamos juntos, sempre dizia a ela que a razão de eu ter me casado era a minha dificuldade de juntar os potes Tupperware às suas respectivas tampas. Quando a união terminou, percebi que aquela brincadeira era uma verdade maior do que eu imaginava. Uns trinta potinhos de formatos e tamanhos parecidos e suas tampas coloridinhas espalhadas pelo armário fazem a tarefa de guardar os restos do jantar uma missão longa e tediosa. Os marmanjos que não valorizam a vida a dois, com certeza, não usam Tupperware.

É esquisito ver, de repente, passar uma semana inteira sem levar nenhuma bronca. A máquina de café tem uma bandeja ajustável. Para tirar um espresso, às vezes, eu segurava a xícara no ar, mania que peguei da máquina do trabalho que tinha bandeja defeituosa. Nessas horas, era inevitável: “Fábio, acerte a bandeja e coloque a xícara nela!” É difícil dizer como é estranho tirar café “aéreo” no meio do mais absoluto silêncio. Nos primeiros dias, eu até olhava para trás cobrando uma censura de alguém que não está lá. Mais bizarro ainda é quebrar um copo sem levar um escalda-rabo instantâneo. A primeira vez que isso aconteceu, fiquei até triste. “Hei, quebrei um copo! Ninguém se importa com isso?”

Não é mole se desapegar das banalidades cotidianas que encheram os meus últimos dez anos. Muitas vezes saía de casa deixando alguém ainda dormindo. Era minha rotina dar uma bicotinha numa bochecha morna que ainda ressonava. Recebia de volta um sorriso vindo do meio do sonho. Era o nosso “bom dia”.Também não sei o que fazer com mil coisas do universo feminino que sobraram por aqui. Mudei de apartamento e a diarista me perguntou o que era para ser feito com os vasinhos de plantas artificiais, as velas coloridas aromáticas, os enfeitinhos de prateleira... “Sei lá”, respondi, “acho que o departamento de decorações desta casa foi desativado”.Me acostumei a assistir TV sempre com companhia, mesmo quando a companhia dormia no sofá na maior parte das vezes. A noite terminava com um trabalho danado de levar a pessoa para a cama, mas de repente ficou muito mais difícil assistir TV sem aquela presença morninha ao meu lado.

A despeito desse vácuo repentino de companhia, permaneço sereno e sei que ela encontrará em breve um cara de cabelos oleosos que precisará dos prodígios dos xampus translúcidos e de um sorriso dorminhoco de bom dia. De meu lado, sigo com a esperança de um dia encontrar a tampa do meu Tupperware. Enquanto ela não chega, vou me virando com esse líquido opaco da Mahogany.


Autor: Fabio Reynol
 01/10/2014
Blog Diário da Tribo







O Vendedor de Palavras 



Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$0,50!". Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse. 

- O que o senhor está vendendo? 

- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa. 

- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos. 

- O senhor sabe o significado de histriônico? 

- Não. 

- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem. 

- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário. 

- O senhor tem dicionário em casa? 

- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um. 

- O senhor estava indo à biblioteca? 

- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado. 

- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real! 

- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la? 

- Se o senhor não comer a alface, ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha. 

- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras? 

- O senhor conhece Nélida Piñon? 

- Não. 

- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui. 

- E por que o senhor não vende livros? 

- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo. 

- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga. 

- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela cara de dona-de-casa ninguém jamais desconfiaria. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho. 

- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um... 

- Jactância. 

- Pegar um livro velho... 

- Alfarrábio. 

- O senhor me interrompe! 

- Profaço. 

- Está me enrolando, não é? 

- Tergiversando. 

- Quanta lenga-lenga... 

- Ambages. 

- Ambages? 

- Pode ser também evasivas. 

- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você! 

- Pusilânime. 

- O senhor é engraçadinho, não? 

- Finalmente chegamos: histriônico! 

- Adeus. 

- Ei! Vai embora sem pagar? 

- Tome seus cinqüenta centavos. 

- São três reais e cinqüenta. 

- Como é? 

- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço. 

- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo? 

- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende? 

- Tem troco para cinco? 



Autor: Fábio Reynol 
11/09/2006
Blog Diário da Tribo 








A ORAÇÃO INDÍGENA DO SILÊNCIO




A ORAÇÃO INDÍGENA DO SILÊNCIO 


NÃO DESPERDIÇAVA NEM MESMO ENERGIA ELÉTRICA


Não Desperdiçava nem mesmo Energia Elétrica



Meishu-Sama dava muita importância ás pequenina coisas que geralmente as pessoas costumam desperdiçar, como energia elétrica, papel, água. Se havia uma pequena lâmpada acesa no banheiro, ele ia até lá apenas para apagá-la, dizendo: “Será que me esqueci de apagar? “Assim, desde jovem, ele tinha o hábito de, antes de ir deitar-se, verificar se todas as portas estavam trancadas ou se não havia alguma lâmpada acesa inutilmente.


(Um Servidor) – Pág. (33)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Edição Fundação Mokiti Okada – M.O.A
São Paulo/SP. Agosto – 1986 – 1. Edição – vol.5
Igreja Messiânica Mundial do Brasil








Devemos utilizar tudo com Eficiência 

Certa noite, Meishu-Sama, desligando uma lâmpada que estava acesa sem necessidade, disse o seguinte, chamando a atenção: “apagando uma lâmpada acesa desnecessariamente, faremos com que essa energia seja utilizada onde realmente se precise dela”. Ele nunca desperdiçava as coisas. Dele recebemos a grande lição de que tudo deveria ser usado com cuidado e eficiência, sem esbanjar o mínimo que fosse. Ensinei isso também nos meus filhos, e até hoje, a sua prática tem trazido grandes benefícios em todos os sentidos.


(Um Servidor) – Pág. (33) 

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Edição Fundação Mokiti Okada – M.O.A
São Paulo/SP. Agosto – 1986 – 1. Edição – vol.5
Igreja Messiânica Mundial do Brasil











EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(JAPÃO)

Bom dia a Todos! 

Parabens pelo Culto de Gratidão Mensal!

Meu nome é Cely Yamada, sou membro há três anos. Hoje gostaria de relatar aos senhores a experiência que passei em março deste ano. Moro no bairro de Shiohama há sete anos, na cidade de Yokkaichi.O prédio onde moro não possui estacionamento e por isso, deixo o meu carro parado na rua.No belo dia estava saindo para trabalhar, liguei o carro e sai. Nesse momento senti algo de estranho e quando percebi os quatro pneus do meu carro estavam furados. Assim mesmo, consegui chegar até o posto de gasolina e enchi os pneus para poder chegar até a fabrica. Chegando La, dois amigos colocaram dois estepes meu carro.

Depois do serviço fui até a loja de pneus e fiz um orçamento que ficou em torno de 45.000 ienes. Neste momento entrei em desespero, pois não tinha essa quantia disponível. Imediatamente liguei para o Anderson e fiquei refletindo o porquê de toda essa situação.O Anderson conversou com o Adilson e ele se dispôs a emprestar quatro pneus de neve que não estava usando no momento, até que eu conseguisse o dinheiro para comprar pneus novos. E assim fizemos.

Passado duas semanas, já com os quatro pneus novos, estava saindo para o trabalho e para minha surpresa os quatro pneus que havia acabado de comprar estavam furados. Liguei para o Adilson e a tarde após o serviço ele e o Anderson foram até a fabrica onde trabalho e novamente o Adilson me emprestou seus quatro pneus de neve.O Anderson ligou para o Ministro para comunicar a purificação e o Ministro pediu para que fossemos até a sua casa para fazer oração, receber Johrei e orientação.Chegando lá, fiz oração e recebi Johrei. Durante as orientações o Ministro disse que, por mais difícil que fosse eu deveria agradecer a essa pessoa que por duas vezes furou os pneus do meu carro.Entendi que ela apareceu em minha vida para me despertar e aprimorar para uma nova visão em relação ao uso do dinheiro.

A mais ou menos um ano atrás, o Ministro havia me orientado sobre a importância de se fazer o Sorei-Saishi, com o sentimento de cultuar os meus Antepassados. O tempo foi passando, veio a crise financeira e acabei não tendo a permissão de fazer o Sorei-Saishi.Depois que passei por essa purificação dos pneus, que me fez gastar mais ou menos 50.000 ienes, cheguei à conclusão que precisava dar mais vida ao meu dinheiro, usá-lo de uma maneira mais correta que estivesse do agrado de Deus.Assim, dias depois que conversei com o Ministro, tive a permissão de fazer o Sorei-Saishi da linhagem da minha família.Em seus Ensinamentos, Meishu-Sama nos explica sobre a existência do espírito do dinheiro. Se o usamos de maneira incorreta acumulamos maculas nesse terreno e infalivelmente, um dia, ocorrera uma ação purificadora para eliminar essas maculas. Hoje, todos os dias pela manha faço oração antes de sair para o trabalho e todos os dias agradeço pelas purificações que me são dadas. Agradeço a pessoa me fez passar por toda essa situação, pois ela atuou como instrumento de Deus para o meu crescimento espiritual.

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama, aos meus Antepassados, Min. Sandro pelas orientações e a todos os membros que no dia-a-dia vem contribuindo para a formação da minha Fé.

Muito Obrigada

Cely Yamada

07/2010

Culto Mensal/julho de 2010
Nova Era Johrei Center/Japão






EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(PORTUGAL)



“Graças à Dedicação de Limpeza Espiritual, a minha neta voltou a entrar na nossa sala e sem medos.” 


Chamo-me Maria Celeste Caridade da Mota, sou membro há 18 anos e dedico no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra. Tenho uma linda neta de 3 anos e tenho a permissão de conviver com ela todos os dias da semana, o que me deixa muito feliz. 

Mas desde o dia de Natal de 2014, e depois de ter recebido várias prendas, entre elas uma boneca que a assustou, a minha querida netinha não mais conseguiu entrar na sala da minha casa. Diz que tem muitos medos, que vê coisas, como monstros, fantasmas, etc. Tentei de várias formas convencê-la a entrar, já fiz orações, dedicações especiais com esse objetivo, mas de nada adiantou. 

Passaram-se mais de 6 meses e isto causou-me muito sofrimento assim como ao meu marido, pois ele queria brincar com a neta na sala e não podia. Também eu, quando queria limpar a casa, não conseguia fazer tranquilamente. Pois quando chegava o momento de limpar a sala, ela encostava-se à porta da rua e começava a chamar-me insistentemente: “Avó, avó..” E mesmo quando cozinhava, era um problema. A cozinha cheia de brinquedos e ela ficava ali em cima de mim. Eu queria mexer-me e mal conseguia. Como tinha que lhe dar atenção, demorava muito mais a fazer a comida, e no final do dia era muito desgastante, quer para mim quer para o meu marido. 

Seis meses passados, no dia 27 de Junho (2015), participei pela primeira vez na Dedicação de Limpeza Espiritual na sociedade, que todos os meses é realizada pelos membros e frequentadores do Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra, e que desta vez foi nas imediações da estação de comboios de Sintra. Já tinha sido convidada várias vezes e nunca me dispus a ir. Sentia que essa dedicação nas ruas não fazia sentido, porque dedicação tem que ser na Igreja. Mas a insistência fervorosa de uma membro amiga foi tanta, que desta vez decidi ir e senti-me bem com essa decisão. 

No dia dessa dedicação estava atenta a tudo, pois há tantos anos que sou membro e nunca tinha feito uma dedicação assim. Já tive a permissão de fazer muitas Dedicações Especiais de Limpeza na Igreja, mas nunca na rua, na sociedade. À medida que estava a varrer, sentia-me feliz ao verificar a transformação da rua, de suja para limpa e agradável. Fazia a Prática do Sonen pela elevação dos nossos antepassados e desejava que as pessoas que passassem naquele local se sentissem felizes. 

Gostei muito da dedicação, algumas pessoas que passavam na rua ficavam curiosas com o que viam: cerca de 20 pessoas, cidadãos comuns a limpar a rua. E perguntavam: “Vocês são da câmara?!” Nós respondíamos: “Não, somos da Igreja Messiânica!”. Oferecíamos flores de Luz e também Johrei. Houve até uma pessoa local que pegou numa vassoura e também varreu connosco. Outra começou também a distribuir flores de Luz e a dona de um café da rua veio oferecer várias garrafas de água para todos nós. Foi sem duvida uma dedicação muito bonita! 

No término da dedicação fui buscar a minha neta à ama, onde tinha ficado para eu puder ir dedicar. Pouco tempo após chegarmos a casa, a minha neta diz-me assim: “Avó, posso ir jogar para o computador?” Eu, sem perceber o que se passava, respondi automaticamente: “Claro que podes filha!” E ela responde: “Estás a ver avó, já não tenho medo de estar na sala!” Só quando ela me diz isso é que eu me apercebi o que estava a acontecer. 

Ela ainda diz: “Estás a ver avó, como eu sou valente, eu não tinha dito que só vinha quando eu quisesse.” Chorei de alegria e associei logo à dedicação que tinha sido feita horas atrás. Seis meses depois ela voltou a entrar na nossa sala e sem medos, um milagre de Meishu-Sama! 

Entretanto, o meu marido também chegou à sala e perguntou logo: “O que fizeste à miúda?!” Eu respondi: “Fui dedicar para Meishu-Sama!” Ele ficou muito feliz também. Ainda no dia anterior, o meu marido na sala, pedia à neta para entrar com a minibicicleta, mas ela só de se aproximar da porta, tremia toda e gritava: “Não, não, não quero avô!” 

Eu e o meu marido estamos muito felizes com a mudança da nossa netinha. É tão bom poder limpar a casa à vontade. E ver o meu marido feliz por poder brincar com a neta na sala. Agora larga tudo e fica a brincar com ela. O ambiente em casa melhorou completamente. Já se passaram quase 3 meses desde esse dia e ela continua a entrar na sala normalmente, o que nos deixa muito felizes. 

Além do dízimo que faço regularmente, decidi aumentar o meu donativo semanal como agradecimento desta situação. Aprendi através desta experiência que, ao dedicar na limpeza espiritual de um local, o ambiente espiritual da minha família foi limpo automaticamente. É como diz Meishu-Sama: “Nós só somos felizes quando fizermos os outros felizes”. 

O meu compromisso é continuar a participar dessa maravilhosa dedicação e convidar outras pessoas para também poderem sentir o que eu e a minha família sentiu. 

Quero agradecer a Deus e a Meishu-Sama, à minha netinha, ao meu marido e à pessoa que insistentemente me convidou para participar desta dedicação. 


Muito Obrigada 


Maria Celeste Caridade da Mota 


Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra
Sede Central de Portugal 
Igreja Messiânica Mundial de Portugal
09/2015