quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

DIÁRIO DA TRIBO

O Xampu Acabou!


Esse foi o primeiro alerta que soou me dizendo que eu estava só. Em dez anos de casamento, o xampu jamais havia acabado. Nesse tempo todo, eu nunca precisei comprar uma gota de xampu. Agora, separado, estava eu lá, olhando abestalhado para a estante do banheiro e me perguntando “e agora?”

Era parte do casamento uma divisão harmoniosa de tarefas. Ela cuidava dos itens de toalete, eu ficava com as coisas da garagem. A cozinha, nós dividíamos. Eu comprava os artigos alimentícios de primeira necessidade: Danete, Nutella, biscoitos, queijo, cerveja, refrigerante... Ela se responsabilizava pelos supérfluos do dia a dia: arroz, feijão, legumes, a carne do almoço... De um dia para o outro, estes últimos ficaram órfãos.

O xampu também. Admiti, enfim, que a única pessoa que poderia compra-lo agora estava me olhando com cara de idiota no espelho. Foi aí que me atormentou uma segunda questão: que xampu comprar? “Dãhhh, compre o mesmo que acabou!”, diria você. Quisera eu fosse fácil desse jeito. O xampu era daquela empresa que não gosta de homens, a Natura. Homens precisam entrar na loja, pegar o produto, passar no caixa e ir embora. Simples assim. Mas a Natura tem como missão acabar com a objetividade masculina. Ela não tem loja! Eu estava numa cidade nova e teria de caçar uma “representante Natura”, folhear um catálogo com milhões de batons, sombras e cremes para caçar um simples frasco de xampu e depois esperar um mês para o bendito chegar.

Quando fomos morar juntos, umas das primeiras perguntas que ela me fez foi: “que tipo de xampu você usa?” “Que tipo de pergunta é essa? Eu uso qualquer xampu, ora!” “Você não pode usar qualquer xampu, o seu cabelo é oleoso!” Caramba, acabava de me juntar à pessoa e ela sabia mais do que se passava na minha cabeça do que eu mesmo. Em pouco tempo, ela dobrou os itens de toalete que eu usava e quintuplicou meus perfumes. “Você precisa de um sabonete facial. É bom passar um condicionador de vez em quando...”. Eu não me atrevia a questionar, afinal ela transitava com tranquilidade naquele mundo misterioso e complexo em que só mulheres e metrossexuais habitam, o universo dos cosméticos.

Um mês depois do fim do casamento, ela passou em casa e eu quis mostrar orgulhoso o xampu que eu tinha comprado sozinho na Mahogany, loja bacana, pra não ter perigo de levar uma porcaria. “Fábio, o tipo de xampu está certo, mas eu havia lhe falado que os translúcidos são melhores. Esse é opaco!” Verdade. Ela havia defendido por várias vezes a superioridade dos xampus translúcidos, mas eu não havia me lembrado. Comprei um xampu opaco! Mas foi uma semivitória! Antes de conhecê-la eu passaria Omo líquido nos cabelos e nem notaria a diferença. Evoluí de ogro a lorde.

Quando estávamos juntos, sempre dizia a ela que a razão de eu ter me casado era a minha dificuldade de juntar os potes Tupperware às suas respectivas tampas. Quando a união terminou, percebi que aquela brincadeira era uma verdade maior do que eu imaginava. Uns trinta potinhos de formatos e tamanhos parecidos e suas tampas coloridinhas espalhadas pelo armário fazem a tarefa de guardar os restos do jantar uma missão longa e tediosa. Os marmanjos que não valorizam a vida a dois, com certeza, não usam Tupperware.

É esquisito ver, de repente, passar uma semana inteira sem levar nenhuma bronca. A máquina de café tem uma bandeja ajustável. Para tirar um espresso, às vezes, eu segurava a xícara no ar, mania que peguei da máquina do trabalho que tinha bandeja defeituosa. Nessas horas, era inevitável: “Fábio, acerte a bandeja e coloque a xícara nela!” É difícil dizer como é estranho tirar café “aéreo” no meio do mais absoluto silêncio. Nos primeiros dias, eu até olhava para trás cobrando uma censura de alguém que não está lá. Mais bizarro ainda é quebrar um copo sem levar um escalda-rabo instantâneo. A primeira vez que isso aconteceu, fiquei até triste. “Hei, quebrei um copo! Ninguém se importa com isso?”

Não é mole se desapegar das banalidades cotidianas que encheram os meus últimos dez anos. Muitas vezes saía de casa deixando alguém ainda dormindo. Era minha rotina dar uma bicotinha numa bochecha morna que ainda ressonava. Recebia de volta um sorriso vindo do meio do sonho. Era o nosso “bom dia”.Também não sei o que fazer com mil coisas do universo feminino que sobraram por aqui. Mudei de apartamento e a diarista me perguntou o que era para ser feito com os vasinhos de plantas artificiais, as velas coloridas aromáticas, os enfeitinhos de prateleira... “Sei lá”, respondi, “acho que o departamento de decorações desta casa foi desativado”.Me acostumei a assistir TV sempre com companhia, mesmo quando a companhia dormia no sofá na maior parte das vezes. A noite terminava com um trabalho danado de levar a pessoa para a cama, mas de repente ficou muito mais difícil assistir TV sem aquela presença morninha ao meu lado.

A despeito desse vácuo repentino de companhia, permaneço sereno e sei que ela encontrará em breve um cara de cabelos oleosos que precisará dos prodígios dos xampus translúcidos e de um sorriso dorminhoco de bom dia. De meu lado, sigo com a esperança de um dia encontrar a tampa do meu Tupperware. Enquanto ela não chega, vou me virando com esse líquido opaco da Mahogany.


Autor: Fabio Reynol
 01/10/2014
Blog Diário da Tribo







O Vendedor de Palavras 



Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$0,50!". Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse. 

- O que o senhor está vendendo? 

- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa. 

- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos. 

- O senhor sabe o significado de histriônico? 

- Não. 

- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem. 

- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário. 

- O senhor tem dicionário em casa? 

- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um. 

- O senhor estava indo à biblioteca? 

- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado. 

- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real! 

- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la? 

- Se o senhor não comer a alface, ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha. 

- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras? 

- O senhor conhece Nélida Piñon? 

- Não. 

- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui. 

- E por que o senhor não vende livros? 

- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo. 

- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga. 

- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela cara de dona-de-casa ninguém jamais desconfiaria. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho. 

- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um... 

- Jactância. 

- Pegar um livro velho... 

- Alfarrábio. 

- O senhor me interrompe! 

- Profaço. 

- Está me enrolando, não é? 

- Tergiversando. 

- Quanta lenga-lenga... 

- Ambages. 

- Ambages? 

- Pode ser também evasivas. 

- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você! 

- Pusilânime. 

- O senhor é engraçadinho, não? 

- Finalmente chegamos: histriônico! 

- Adeus. 

- Ei! Vai embora sem pagar? 

- Tome seus cinqüenta centavos. 

- São três reais e cinqüenta. 

- Como é? 

- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço. 

- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo? 

- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende? 

- Tem troco para cinco? 



Autor: Fábio Reynol 
11/09/2006
Blog Diário da Tribo 








A ORAÇÃO INDÍGENA DO SILÊNCIO




A ORAÇÃO INDÍGENA DO SILÊNCIO 


NÃO DESPERDIÇAVA NEM MESMO ENERGIA ELÉTRICA


Não Desperdiçava nem mesmo Energia Elétrica



Meishu-Sama dava muita importância ás pequenina coisas que geralmente as pessoas costumam desperdiçar, como energia elétrica, papel, água. Se havia uma pequena lâmpada acesa no banheiro, ele ia até lá apenas para apagá-la, dizendo: “Será que me esqueci de apagar? “Assim, desde jovem, ele tinha o hábito de, antes de ir deitar-se, verificar se todas as portas estavam trancadas ou se não havia alguma lâmpada acesa inutilmente.


(Um Servidor) – Pág. (33)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Edição Fundação Mokiti Okada – M.O.A
São Paulo/SP. Agosto – 1986 – 1. Edição – vol.5
Igreja Messiânica Mundial do Brasil








Devemos utilizar tudo com Eficiência 

Certa noite, Meishu-Sama, desligando uma lâmpada que estava acesa sem necessidade, disse o seguinte, chamando a atenção: “apagando uma lâmpada acesa desnecessariamente, faremos com que essa energia seja utilizada onde realmente se precise dela”. Ele nunca desperdiçava as coisas. Dele recebemos a grande lição de que tudo deveria ser usado com cuidado e eficiência, sem esbanjar o mínimo que fosse. Ensinei isso também nos meus filhos, e até hoje, a sua prática tem trazido grandes benefícios em todos os sentidos.


(Um Servidor) – Pág. (33) 

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Edição Fundação Mokiti Okada – M.O.A
São Paulo/SP. Agosto – 1986 – 1. Edição – vol.5
Igreja Messiânica Mundial do Brasil











EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(JAPÃO)

Bom dia a Todos! 

Parabens pelo Culto de Gratidão Mensal!

Meu nome é Cely Yamada, sou membro há três anos. Hoje gostaria de relatar aos senhores a experiência que passei em março deste ano. Moro no bairro de Shiohama há sete anos, na cidade de Yokkaichi.O prédio onde moro não possui estacionamento e por isso, deixo o meu carro parado na rua.No belo dia estava saindo para trabalhar, liguei o carro e sai. Nesse momento senti algo de estranho e quando percebi os quatro pneus do meu carro estavam furados. Assim mesmo, consegui chegar até o posto de gasolina e enchi os pneus para poder chegar até a fabrica. Chegando La, dois amigos colocaram dois estepes meu carro.

Depois do serviço fui até a loja de pneus e fiz um orçamento que ficou em torno de 45.000 ienes. Neste momento entrei em desespero, pois não tinha essa quantia disponível. Imediatamente liguei para o Anderson e fiquei refletindo o porquê de toda essa situação.O Anderson conversou com o Adilson e ele se dispôs a emprestar quatro pneus de neve que não estava usando no momento, até que eu conseguisse o dinheiro para comprar pneus novos. E assim fizemos.

Passado duas semanas, já com os quatro pneus novos, estava saindo para o trabalho e para minha surpresa os quatro pneus que havia acabado de comprar estavam furados. Liguei para o Adilson e a tarde após o serviço ele e o Anderson foram até a fabrica onde trabalho e novamente o Adilson me emprestou seus quatro pneus de neve.O Anderson ligou para o Ministro para comunicar a purificação e o Ministro pediu para que fossemos até a sua casa para fazer oração, receber Johrei e orientação.Chegando lá, fiz oração e recebi Johrei. Durante as orientações o Ministro disse que, por mais difícil que fosse eu deveria agradecer a essa pessoa que por duas vezes furou os pneus do meu carro.Entendi que ela apareceu em minha vida para me despertar e aprimorar para uma nova visão em relação ao uso do dinheiro.

A mais ou menos um ano atrás, o Ministro havia me orientado sobre a importância de se fazer o Sorei-Saishi, com o sentimento de cultuar os meus Antepassados. O tempo foi passando, veio a crise financeira e acabei não tendo a permissão de fazer o Sorei-Saishi.Depois que passei por essa purificação dos pneus, que me fez gastar mais ou menos 50.000 ienes, cheguei à conclusão que precisava dar mais vida ao meu dinheiro, usá-lo de uma maneira mais correta que estivesse do agrado de Deus.Assim, dias depois que conversei com o Ministro, tive a permissão de fazer o Sorei-Saishi da linhagem da minha família.Em seus Ensinamentos, Meishu-Sama nos explica sobre a existência do espírito do dinheiro. Se o usamos de maneira incorreta acumulamos maculas nesse terreno e infalivelmente, um dia, ocorrera uma ação purificadora para eliminar essas maculas. Hoje, todos os dias pela manha faço oração antes de sair para o trabalho e todos os dias agradeço pelas purificações que me são dadas. Agradeço a pessoa me fez passar por toda essa situação, pois ela atuou como instrumento de Deus para o meu crescimento espiritual.

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama, aos meus Antepassados, Min. Sandro pelas orientações e a todos os membros que no dia-a-dia vem contribuindo para a formação da minha Fé.

Muito Obrigada

Cely Yamada

07/2010

Culto Mensal/julho de 2010
Nova Era Johrei Center/Japão






EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(PORTUGAL)



“Graças à Dedicação de Limpeza Espiritual, a minha neta voltou a entrar na nossa sala e sem medos.” 


Chamo-me Maria Celeste Caridade da Mota, sou membro há 18 anos e dedico no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra. Tenho uma linda neta de 3 anos e tenho a permissão de conviver com ela todos os dias da semana, o que me deixa muito feliz. 

Mas desde o dia de Natal de 2014, e depois de ter recebido várias prendas, entre elas uma boneca que a assustou, a minha querida netinha não mais conseguiu entrar na sala da minha casa. Diz que tem muitos medos, que vê coisas, como monstros, fantasmas, etc. Tentei de várias formas convencê-la a entrar, já fiz orações, dedicações especiais com esse objetivo, mas de nada adiantou. 

Passaram-se mais de 6 meses e isto causou-me muito sofrimento assim como ao meu marido, pois ele queria brincar com a neta na sala e não podia. Também eu, quando queria limpar a casa, não conseguia fazer tranquilamente. Pois quando chegava o momento de limpar a sala, ela encostava-se à porta da rua e começava a chamar-me insistentemente: “Avó, avó..” E mesmo quando cozinhava, era um problema. A cozinha cheia de brinquedos e ela ficava ali em cima de mim. Eu queria mexer-me e mal conseguia. Como tinha que lhe dar atenção, demorava muito mais a fazer a comida, e no final do dia era muito desgastante, quer para mim quer para o meu marido. 

Seis meses passados, no dia 27 de Junho (2015), participei pela primeira vez na Dedicação de Limpeza Espiritual na sociedade, que todos os meses é realizada pelos membros e frequentadores do Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra, e que desta vez foi nas imediações da estação de comboios de Sintra. Já tinha sido convidada várias vezes e nunca me dispus a ir. Sentia que essa dedicação nas ruas não fazia sentido, porque dedicação tem que ser na Igreja. Mas a insistência fervorosa de uma membro amiga foi tanta, que desta vez decidi ir e senti-me bem com essa decisão. 

No dia dessa dedicação estava atenta a tudo, pois há tantos anos que sou membro e nunca tinha feito uma dedicação assim. Já tive a permissão de fazer muitas Dedicações Especiais de Limpeza na Igreja, mas nunca na rua, na sociedade. À medida que estava a varrer, sentia-me feliz ao verificar a transformação da rua, de suja para limpa e agradável. Fazia a Prática do Sonen pela elevação dos nossos antepassados e desejava que as pessoas que passassem naquele local se sentissem felizes. 

Gostei muito da dedicação, algumas pessoas que passavam na rua ficavam curiosas com o que viam: cerca de 20 pessoas, cidadãos comuns a limpar a rua. E perguntavam: “Vocês são da câmara?!” Nós respondíamos: “Não, somos da Igreja Messiânica!”. Oferecíamos flores de Luz e também Johrei. Houve até uma pessoa local que pegou numa vassoura e também varreu connosco. Outra começou também a distribuir flores de Luz e a dona de um café da rua veio oferecer várias garrafas de água para todos nós. Foi sem duvida uma dedicação muito bonita! 

No término da dedicação fui buscar a minha neta à ama, onde tinha ficado para eu puder ir dedicar. Pouco tempo após chegarmos a casa, a minha neta diz-me assim: “Avó, posso ir jogar para o computador?” Eu, sem perceber o que se passava, respondi automaticamente: “Claro que podes filha!” E ela responde: “Estás a ver avó, já não tenho medo de estar na sala!” Só quando ela me diz isso é que eu me apercebi o que estava a acontecer. 

Ela ainda diz: “Estás a ver avó, como eu sou valente, eu não tinha dito que só vinha quando eu quisesse.” Chorei de alegria e associei logo à dedicação que tinha sido feita horas atrás. Seis meses depois ela voltou a entrar na nossa sala e sem medos, um milagre de Meishu-Sama! 

Entretanto, o meu marido também chegou à sala e perguntou logo: “O que fizeste à miúda?!” Eu respondi: “Fui dedicar para Meishu-Sama!” Ele ficou muito feliz também. Ainda no dia anterior, o meu marido na sala, pedia à neta para entrar com a minibicicleta, mas ela só de se aproximar da porta, tremia toda e gritava: “Não, não, não quero avô!” 

Eu e o meu marido estamos muito felizes com a mudança da nossa netinha. É tão bom poder limpar a casa à vontade. E ver o meu marido feliz por poder brincar com a neta na sala. Agora larga tudo e fica a brincar com ela. O ambiente em casa melhorou completamente. Já se passaram quase 3 meses desde esse dia e ela continua a entrar na sala normalmente, o que nos deixa muito felizes. 

Além do dízimo que faço regularmente, decidi aumentar o meu donativo semanal como agradecimento desta situação. Aprendi através desta experiência que, ao dedicar na limpeza espiritual de um local, o ambiente espiritual da minha família foi limpo automaticamente. É como diz Meishu-Sama: “Nós só somos felizes quando fizermos os outros felizes”. 

O meu compromisso é continuar a participar dessa maravilhosa dedicação e convidar outras pessoas para também poderem sentir o que eu e a minha família sentiu. 

Quero agradecer a Deus e a Meishu-Sama, à minha netinha, ao meu marido e à pessoa que insistentemente me convidou para participar desta dedicação. 


Muito Obrigada 


Maria Celeste Caridade da Mota 


Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra
Sede Central de Portugal 
Igreja Messiânica Mundial de Portugal
09/2015 







domingo, 1 de janeiro de 2017

ORAÇÃO DA MANHÃ PARA O ANO NOVO /2017

Oração da Manhã do Ano Novo de 2017


Querido Deus,

Em suas mãos entrego meu Novo Ano de 2017
Ao senhor confio minha vida, meus sonhos, meu caminho.
Que possamos ter um Ano refleto de Paz, Saúde e Harmonia.
Que nossas orações sejam ouvidas e a prosperidade reine nossa vida!
Gratidão por mais um Amanhecer do Ano de 2017.

Muita Luz, para todos nós no Novo Ano que se inicia!



Autor: Sol Pinheiro

A PORTA DA FELICIDADE

A Porta da Felicidade para o Novo Ano 


A Porta da Felicidade se abre para quem Agradece a Deus.


A “Fonte da Existência Humana” é Deus, e tudo oque nos é necessário vem dele. Por isso, agradecer a todas as coisas que usamos no nosso dia-a-dia é o mesmo que agradecer a Deus.

Quem agradece á “Bênção Divina”, presente em todas as coisas e fatos, entra em contato com Deus, que é a fonte de tudo quanto existe. Assim, abre-se a porta da felicidade e na vida dessa pessoa suceder-se-ão acontecimentos felizes.



Do: Livro “Viver junto com Deus”
(A Verdade em 365 Preceitos, 1. Ed. Pp. 175/176)

           (Masaharu Taniguchi)

Revista Seicho-no-ie - Ano: XXXI – Março/2016








O ANO NOVO NO JAPÃO RITUAIS DO OSHOUGATSU



O Ano Novo no Japão – Rituais do Oshougatsu 


Como qualquer outro país, o Japão possui suas tradições para a celebração do Ano Novo. Pode-se até dizer que seja o maior evento comemorativo do ano, com uma rica tradição de costumes, decoração e comida. Além disso, para começar o ano com o pé direito, o povo japonês acerca-se de inúmeras superstições e rituais. Confira alguns dos principais rituais japoneses para Oshougatsu.

Hatsumode

Dentre essas tradições e rituais podemos citar o Hatsumode, que nada mais é do que a primeira visita a um Santuário durante o Ano Novo (初 诣). Boa parte dos japoneses procuram ir no dia primeiro de janeiro, embora não seja uma regra.

Outros preferem ir nos dias que se seguem após o Ano Novo, até o fim do Oshougatsu, até para evitar as grandes filas e multidões que se formam nos Santuários e Templos durante essa importante época do ano.

Mas para que os japoneses vão aos Santuários e Templos no Oshougatsu? Simples, para pedir aos deuses por sorte, conforto e saúde para o ano novo que vai entrar. Durante o Hatsumode é muito comum ver mulheres e homens em trajes típicos japoneses, como quimono e hakama, embora não seja uma regra.

Joya no kane



No dia 31 de dezembro à meia-noite, o Ano Novo é recebido pelo Japão com 108 badaladas à partir dos sinos dos Templos Budistas em uma cerimônia chamada como Joya no Kane.

Mas porque 108 badaladas?

Segundo a tradição budista, o número faz referência aos 108 pecados existentes no Homem. O soar das 108 badaladas, para a maioria dos japoneses, até mesmo os não budistas, significa uma forma de purificação e de saudar o Ano Novo que está chegando.

Omikuji (おみくじ)


Nos templos é comum as pessoas comprarem o Omikuji , uma espécie de oráculo, onde ficam espalhados em uma caixa e que são escolhidos aleatoriamente. Nesse papel vem escrito a sorte da pessoa que escolheu. Existem 12 diferentes destinos possíveis disponíveis, variando do muito bom a muito ruim. A tradição manda que depois de ler sua sorte, as pessoas amarrem o papel da fortuna em paus, cordas, galhos de árvores, etc em algum lugar no terreno do santuário. Por isso que encontramos centenas e até milhares de papeis pendurados nos galhos das árvores próximas aos templos.

Otoshidama (お年玉)



Otoshidama é uma tradição de Ano Novo que as crianças adoram. Mas também não tem como não gostar, afinal elas recebem dinheiro dos pais e parentes, dentro dos tradicionais “envelopes decorados“, conhecidos também como “pochibukuro” ou “Goshugi bukuro”. A quantidade de dinheiro dado depende da idade da criança, mas geralmente é dado o mesmo valor se houver mais de um filho, para que ninguém se sinta menosprezado.

Susuharai e Osouji (limpeza de fim de ano)




No Japão, faz parte da tradição, praticar Osouji e Susuharai, ou seja, fazer uma verdadeira faxina em casas, santuários ou empresas. Para o povo japonês, é primordial começar o Ano novo com tudo limpo, afinal, limpeza lembra purificação e esse processo muitas vezes se inicia com um mês de antecedência. Esse é o momento para trocar os tatamis, papeis de paredes das casas, das divisórias ou das portas corrediças. As fábricas e empresas também convocam os funcionários para formar um mutirão para fazer o ousouji, dar uma geral, jogar fora tudo que for velho, quebrado e inútil, para que o novo ano comece com tudo limpo e em ordem.





O Susuharai é um ritual de limpeza parecido com o Osouji. A ideia é varrer para fora das casas, empresas, templos e qualquer outro lugar toda a poeira, sujeira, impureza, fuligem. Acredita-se que dessa forma, estaremos varrendo as manchas físicas e espirituais do ano que está por acabar, para então entrar no Ano Novo com o ambiente purificado e com boas energias.

Susu harai é muito mais do que uma simples higiene. Significa purificação e desapego às coisas velhas e inúteis. Portanto, é o momento para jogar água em tudo, limpar todos os cantinhos da casa esquecidos durante o resto do ano e também jogar fora tudo que não for usar e que está encalhado pelos cômodos da casa.

Nengajo (Postais de Ano Novo)


Se no Brasil, temos o costume de mandar cartões de Natal e Ano Novo, no Japão, os costume é mandar Nengajo, uma espécie de cartão postal, (hagaki) com uma ilustração, que pode ser desde personagens japoneses como o símbolo zodíaco do ano que vai entrar, como exemplo, 2016 é o ano do macaco, portanto é comum encontrar Nengajo com esse tipo de ilustração como abaixo:



Cultura Tradicional

Autora: Silvia Kawanami 
29/12/2011