terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cem Estórias da minha Fé


As Dedicações em retribuição ás Graças Divinas


Como contei em outro capítulo, houve época em que a maioria das pessoas que recebiam graças através do johrei, sequer pensavam em reverter em donativo de agradecimento o dinheiro que necessitariam usar com médicos, caso não tivessem sido curadas com o johrei. Principalmente por volta de 1945, essa situação era mais acentuada. Aqueles que, recebendo a Luz de Deus, tinham sua vida salva, traziam, por exemplo, cinco caquis verdes; tuberculosos que estavam postados no leito há longos anos, em gratidão, ofereciam algo como três sabonetes baratos, e achavam tudo muito natural.

Portanto, não era nada fácil juntar dinheiro dessas pessoas para utilização nas obras de difusão, havendo épocas em que até se hesitava em tocar no assunto. Em 1949, houve um comunicado do Rev. Shibuí, que desejava obter colaboração na construção do Nikko-Den (Templo da Luz do Sol), no valor de 40 milhões de ienes. Ficaria estabelecido que, uma vez que a difusão já ia entrando nos devidos eixos, esse total seria levantado por três regiões. A Região Leste, sob responsabilidade do Rev. Iwamatsu, que ficou incumbido de obter 15 milhões de ienes; a Região Centro, da qual eu era responsável, se encarregou também de obter 15 milhões de ienes; e os 10 milhões restantes deveriam ser conseguidos através das demais localidades. Quinze milhões de ienes era uma grande soma. Não seria possível consegui-los, simplesmente dizendo aos membros que seria ara o bem da construção.
Por outro lado, se fosse explicar somente sobre a importância do servir, seria muito abstrato. O valor da Luz de Deus não seria calculável em dimensões materiais. É realmente difícil expressar, concretamente, essa gratidão. Visando também á elevação da fé dos membros, travei diálogos como o que vem adiante. Na época, necessitava-se de cerca de 250 ienes para receber o Ohikari e filiar-se á igreja. Por exemplo, aos que encaminhavam 10 pessoas, eu perguntava o seguinte: 

Considerando dez Ohikari, qual o valor representativo de sua Oferta de Gratidão?
Como são 250 ienes por pessoa, sendo dez, o total seria 2.500 ienes. Então, isso significa que, através da força do Ohikari que recebeu você pode encaminhar e ministrar johrei em dez pessoas. Já tentou calcular a gratidão que isso representa? Você teve a grata experiência de ministrar johrei para os outros e, através disso, constatou a Força de Deus, pelo menos em relação a dez pessoas, não é?
Sim...

Então, se fosse representado em dinheiro, o seu Ohikari valeria 2.500 ienes. Portanto, eu poderia comprá-lo por esse valor e você reverteria essa soma em donativo. E receberia um novo Ohikari. Se for o Ohikari de quem encaminhou 100 pessoas posso comprá-lo por 25.000 ienes. 
Dessa forma, cheguei a conversar minuciosamente sobre o sentimento com que deviam se empenhar no servir á Obra. Havia também pessoas que recebiam um quadro desenhado. Por quanto você me venderia este quadro? Não tenho a mínima intenção de negociá-lo. É que existe uma pessoa que deseja comprar. Poderia cedê-lo por 50.000ienes? Reverendo já disse que não está á venda. Então, eu mesmo poderia comprá-lo por 50.00 ienes, se você utilizar essa quantia para oferecer donativo, significa que você o fez. Isto por que você possui algo com esse mesmo valor, simplesmente por ter ingressado neste caminho.

Pode deixar Reverendo, que eu mesmo farei o meu donativo, pois desejo permanecer com este quadro como símbolo do recebimento da Força de Deus. Dessa forma, foi se acumulando tanta oferta de gratidão que todos ficaram espantados. Ao mesmo tempo, os membros se conscientizavam, dentro de sua fé da força que haviam recebido de Deus. Eles ficavam gratos e felizes por poderem praticar a gratidão e o servir á causa de Deus. O encaminhamento de dez pessoas á Fé Messiânica significa ter trabalhado dez vezes para a Obra Divina; quem encaminhou 50 ou 100 pessoas á Fé, representa ter trabalhado 50ou 100 vezes, respectivamente. A convicção de que recebeu8 uma valiosa força da qual não pode abrir mão, por permitir participar da Obra de Deus, é que se torna a raiz de uma fé inabalável.
Essa firmeza é o seu patrimônio invisível. Além disso, como é uma força que se recebeu de Deus é um tesouro ilimitado. Quando pessoas possuidoras dessa força utilizam a matéria que se chama dinheiro, para a concretização da Obra Divina para que ela se amplie cada vez mais, estarão tornando a matéria em luz ainda mais potente. A matéria foi criada por Deus e o homem a utiliza. Ao reservar parte dela para dedicá-la a Deus, é que poderá recebê-la multiplicada muitas vezes. Porém, o ser humano a monopoliza, sem retorná-la á Obra de Deus. É muita presunção achar que tudo que conseguiu com o fruto do trabalho são somente seu. Ao fazer uso de parte da matéria, que recebeu por Bênção Divina, para o bem de Deus, dos seus semelhantes e da humanidade, a própria matéria ganha vida. 

Se conservar o dinheiro apenas para si, ele é um dinheiro morto. Ofertando-o ao trabalho de Deus, ele passa a ter vida. É uma constatação que todos entendem, mas, na realidade não conseguem praticá-la facilmente. Apesar de ter no coração o entendimento de que isso é dedicação e servir, a maioria continua sem pô-lo em prática efetivamente. Meishu-Sama nos ensina que a beleza da Grande Natureza é o silencioso ensinamento de Deus, e que a matéria é a materialização do espírito da água.
Observando a Grande natureza, o que podemos captar de sua beleza?Vendo o rio que, permeando vales e planícies, desemboca no mar, podemos apreender o mecanismo da grande circulação da água. O filete de água, que nasce na montanha, se junta ao que brota do subsolo, e outros filetes também se unem para formarem a corrente que se chama rio, e que termina no mar, onde evapora formando as nuvens, retornando á terra em forma de chuva. Não ocorre o rio ir somente para o mar ou apenas aos céus. A água sempre circula e desenvolve a vida. O homem que se coloca no meio dessa circulação, pode usufruir dessa água.

Além disso, quando nos atemos ás palavras do Mestre, de que a matéria é a materialização da água, vemos que, ao se fazer a matéria circular, é que o seu valor passa a ter significado. Assim, a matéria que cada um conseguir, não é mais do que algo que Deus lhe emprestou temporariamente. Se conseguirmos vivificar tudo plenamente, é natural que ele nos conceda muito mais. Se guardarmos tudo para nós, pensando somente em nosso benefício, a matéria não terá vida, e tampouco Deus nos concederá mais. Primordialmente, não existe nada que seja verdadeiramente nosso. Tudo nos é emprestado por Deus. Isso se aplica não só á matéria, como ás pessoas que conduzimos ao Caminho da Fé, á esposa e aos filhos. Caso admitamos que tudo nos fôssemos emprestado, a maneira de encarar as coisas se torna diferente. Se alguém, sob nossa responsabilidade, é realmente inteligente e habilidoso, devemos estar gratos, pois Deus nos colocou essa pessoa junto a nós; ao contrário se a pessoa for problemática, devemos admitir que fosse por termos de aprender com ela que Deus a colocou á nossa frente. Não podemos, em hipóteses alguma, responsabilizar terceiros pelo que passamos. 

Podemos notar naquilo que expus acima, o fundamento do servir em ser a maneira de retribuir a Deus os benefícios que dele recebemos. Mesmo que percebamos isso tudo, se não houver ação a partir daí, não demonstraremos o verdadeiro entendimento. Cada ação é um autêntico Servir a Deus. E quando o praticamos, podemos nos empenhar em evidenciar a trilogia sentimento – palavra – ação. Existe uma comemoração chamada Kanreki, realizada quando a pessoa comemora 61 anos de vida. Ela encerra o significado de começar uma nova existência, retornando tudo ao início. Nessa ocasião, é costume o aniversariante escrever a letra “KA” (que tem significado de “florido”, “festivo”) em pergaminhos, e distribuí-los. Talvez esse hábito se tenha difundido porque chegar aos 61 anos seja algo muito memorável ou que essa letra seja para representar o florescimento máximo da vida.

Dissecando esta letra por outro ângulo, podemos ver algo interessante. Ela é constituída de seis letras, que significam “dez”, mais uma letra, que significa “um”, e isso totaliza 61. Vejamos também a palavra “hooshi” (servir, dedicar). Nesse caso, temos seis letras, que significam “dez” umas que quer dizer “um” e duas, que tem o sentido de ”pessoa”. Isto quer dizer que, aos 61 anos somos somente duas pessoas. Acho realmente interessante que na palavra “hooshi” esteja encerrado o significado de “fazer retornar as coisas a Deus”. 
E isso é feito através do homem, o que acho ainda mais interessante. De qualquer forma,quando praticamos o servir que retorna a Deus, podemos sentir a força de luz que recebemos dele, através de nossa própria pessoa. E, novamente, temos de voltar o poder da Luz Divina.



Fonte: Livro/ “Cem Estórias da minha Fé”
(Fundação Mokiti Okada – M.O. A) 
1.Edição – Julho/ 1987 – São Paulo/SP. Vol. II
Pág.(195 a 201)
Autor: Revmo. Katsuiti Watanabe







Desenvolvendo o Espírito de Servir 



O fato que relato ocorreu quando Meishu-Sama ainda se encontrava entre nós. Havia um indivíduo que, sem sentir nenhum constrangimento, levara um maço de “Wari-bashi” (palitos japoneses descartáveis, utilizados para levar comida á boca) como oferenda, nas entrevistas com o Mestre. Vamos chamá-lo de Senhor A.

Em 1944, o Mestre se transferiu para o Solar da Montanha do Leste, em Atami, e em agosto do ano seguinte, 1945, a guerra terminou. Até pouco antes do fim do conflito mundial, as pessoas que participavam das entrevistas eram em número limitado, de acordo com as condições das mesmas; mas dali para frente, fora permitida a participação de quantos desejassem. Além dos diretores das igrejas e das pessoas responsáveis das mesmas, todos os membros, em geral, poderiam avistar-se e ouvir sua voz. 

Após o pedido de participação feito ao setor competente, aguardavam serem chamados para as entrevistas no Solar da Montanha do Leste. O Senhor A. era um membro que eu encaminhara e, junto com a esposa, fazia difusão fervorosamente. Obtendo permissão, ele pode participar das visitas a Meishu-Sama. Por ser época de crise e escassez de material, todas as pessoas lhe traziam presentes daquilo que era melhor, expressando assim, o sentimento de gratidão e retribuição de que estivessem imbuídas por terem sido salvas. Era de praxe um auxiliar fazer a leitura da lista das oferendas e dos ofertantes, tão logo o Mestre tomava assento. A cada item anunciado, ele meneava a cabeça e todos podiam observar a sua alegre fisionomia.

Numa dessas ocasiões, eu me assustei quando o auxiliar, ao ler a lista, anunciou: “Senhor A.: Um maço de Wari-bashi”. Não pude deixar de espreitar a fisionomia do Mestre. Porém, vi que ele continuava com a mesma feição. Não tendo coragem nem para encarar os que estavam junto de mim, abaixei a cabeça envergonhada. A época podia ser de crise, de escassez material, mas oferecer ao mestre um maço de palitos descartáveis era algo que não passaria pela cabeça de ninguém. Acredito que o Senhor A. sem nada perguntar-me, deve ter achado que isso estava bem, e fizera a oferenda sem nenhum acanhamento. Apesar de tudo, não lhe chamei a atenção. 

Na entrevista seguinte, o Senhor A. ofertou dois peixes salgados. Antes do nosso regresso, um dos servidores me chamou e disse: Sr. Watanabe, se não me engano, o Senhor A. tornou-se membro, orientado pelo senhor, não é? 

Sim, exatamente. Já entendi: antes, foi um maço de Wari-bashi; hoje, dois peixes salgados. Tenho vergonha de que as oferendas do Senhor A. tenham se limitado a isso. Não, não estou querendo dizer isso ou aquilo sobre elas. Só gostaria que ficasse ciente de que, quanto aos peixes de hoje, não pudemos oferecer ao Mestre, pois estavam cheios de bichinhos – segredou-me o dedicante. Sinto muitíssimo. Vou procurar orientá-lo direito. Só tive forças para pedir desculpas e, se houvesse algum buraco por ali, desejava estar lá dentro, de tão envergonhado fiquei. 

Não poderia de maneira alguma chamar o Senhor A. e repreendê-lo severamente, nem recriminar seu sentimento por oferecer aquilo que lhe era possível, como retribuição pela permissão da entrevista. Ele simplesmente não sabia como e com que sentimento fazê-lo; tampouco se esforçava nesse sentido... Criei uma oportunidade para lhe falar e mantivemos o seguinte diálogo: Na última entrevista, você ofereceu peixe seco, não foi? Sim. E, anteriormente, um maço de Wari-bashi, não é mesmo? Sim. Quero lhe transmitir que todos ficaram contentes, por serem de grande utilidade na cozinha. Também adoraram o peixe seco, dizendo estar ótimo. Recebi elogios por isso. O mestre é uma pessoa que se preocupa até com detalhes como esse.

Por isso, mesmo, se você puder encontrar algo melhor e mais bonito, acredito que ele vai gostar ainda mais. Eu também, certa ocasião muito me empenhei para oferecer truta que Meishu-Sama tanto aprecia. Desse modo, narrei-lhe, detalhadamente, como entreguei os peixes, em Hakone, durante a guerra. Contei-lhe também que o Mestre ensinou-me, pessoalmente, como deveria prepará-los para que se aproveitasse, ao máximo, seu frescor e delicado sabor. (Gostaria que lessem esta estória no primeiro volume). Continuei, orientando-o: Eu havia ofertado trutas do rio Nagara, mas os membros da beira- rio ouviu contar o ocorrido e, desejosos de que o Mestre saboreasse trutas de outros rios, entre eles o rio Kisso, passou a ofertá-los, expressando assim, todo o seu sentimento. Como muitas vezes se duplicavam as oferendas, criou-se até uma escala de datas, fora das entrevistas, para oferecer-lhe trutas, o que se tornou uma disputa acirrada.

Não estou lhe dizendo acrescentei que faça a mesma coisa, mas pode ser que uma oferta, embora aos seus olhos pareça espetacular, se nela não estiver presente todo o melhor sentimento de seu coração, não vai representar muito isto é não terá muito valor. Mesmo a comida ou as flores que oferecemos aos nossos Antepassados se não houver sentimento, do ponto de vista espiritual, o sabor ficará reduzido e as flores parecerão fenecidos. Assim, o que ofertamos ao Mestre, equivale á oferenda a deus e será saboreado e utilizado como tal. Este é o servir a Deus que nos permite serem instrumentos dele. Por isso, quanto mais sentimento pudermos demonstrar, mais valioso será. Se, por acaso, oferecermos sem qualquer sentimento, será até um desrespeito. Não estou dizendo que o peixe seco ou o Wari-bashi não fossem prova disso. Mas quero que faça presente todo o melhor de si, para que ele receba com alegria ainda maior.

Pareceu-me que o Senhor A. teve o seu íntimo tocado. A partir daí, ele passou a ter mais critério na escolha das oferendas, inclusive pedindo-me opiniões sobre este ou aquele material. Passou a pensar sinceramente em como expressar seu sentimento para que o Mestre pudesse se alegrar, realizando sua dedicação como se fosse para Deus. Assim, as atividades que o Senhor A. desenvolvia na difusão foram progredindo cada vez mais e ele também foi sendo envolvido por uma felicidade cada vez maior. Recordando um caso assim, constato ainda mais claramente a importância do servir. Mesmo que se diga que o que se está fazendo é para o bem do mundo e da humanidade, na situação atual, há muita facilidade para se incorrer apenas no formalismo, tendendo nossas ações a se tornarem desprovidas de sentimento.

Embora o assunto pareça divergir um pouco do que estou escrevendo, penso que aqui se enquadra: mesmo que seja reconhecida mundialmente a excelência do Japão, sempre nos fazem impiedosas críticas, sendo os japoneses chamados de animais econômicos. Porque será? Não será, por exemplo, porque no auxílio nos países em desenvolvimento, estejamos agindo com ausência de sentimentos sinceros? Se desejássemos, verdadeiramente, o progresso dos países subdesenvolvidos, e a isso nos dedicássemos, crê que nos tornaríamos alvo de respeito e consideração. 

O Ensinamento do Mestre sobre a construção do Paraíso Terrestre não se restringe apenas no Japão. A nossa fé deve ser aquela capaz de ir preparando a chegada da era onde todos estarão engajados na construção do Paraíso Terrestre. Para isso, devemos fazer aflorar todo nosso sentimento, para que ele esteja presente desde as pequeninas coisas até as grandes que ainda se acham em desenvolvimento.

Em palavras do uso cotidiano do grande Almirante Issoroku Yamamoto, que faleceu na linha de frente durante a guerra, temos uma frase famosa: “Diga e faça ouvir. Faça e deixe ver. Deixe fazer e elogie de vez em quando, se quiser mover os homens”. Essas são orientações pelas quais venho me pautando e as mantenho como meu lema. O Almirante formulou – as como militar, mas o seu significado se enquadra em qualquer situação, ensinando-nos que, para motivar as pessoas, não adianta só ordenar ou indicar. É importante fazer por si mesmo e mostrar, deixar os outros fazerem e ainda elogiá-los. Nessas etapas não pode haver nenhuma falha, pois, do contrário, não se conseguirão mover os homens satisfatoriamente. Essas palavras têm um grande valor para nós que nos dedicamos e servimos á Obra Divina e ao Caminho da Fé. 




Fonte: Livro/ “Cem Estória da minha Fé”
(Fundação Mokiti Okada – M.O. A) Vol. III
1. Edição – Novembro /1986 – São Paulo/SP.
Pág.(104 a 109)
Autor: Revmo. Katsuiti Watanabe








O caminho da Salvação que começa e termina com o Johrei


O Caminho da Salvação que começa e termina com Johrei 


Em Setembro deste ano (2011), estive em Angola, Costa Ocidental da África, para participar da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Escola Agrícola de Cacuaco. A Difusão da Obra Divina de Meishu-Sama neste continente teve início há vinte anos e, graças aos milagres do johrei, já está presente em dezessete Países e conta com mais de 66 mil messiânicos.
                                                                          (Revmo. Tetsuo Watanabe)

Origem da Difusão do Johrei

Hoje, a prática da horta caseira, baseada nos preceitos da Agricultura Natural preconizada por Meishu-Sama, vem sendo ensinada em diversas escolas do continente. Por outro lado, vários terrenos estão sendo doados para o desenvolvimento da Agricultura natural. O governo de Angola, por exemplo, já doou cerca de 2.700 hectares, nos quais planejamos implantar o sistema agro florestal. No intuito de viabilizar a difusão das técnicas agrícolas, pretendemos também investir na formação de técnicas e na disseminação de técnicas sustentáveis de perfuração de poços que fornecerão água tanto para o consumo humano quanto para o uso agrícola. 
Isto porque, quando se vive num país onde as mais diversas áreas ainda se encontram em desenvolvimento, antes de qualquer outra coisa o fundamental é ter água potável e alimentos seguros que garantam a vida. É também importante que haja condições em que seja possível dormir em paz. Promover a educação é o passo seguinte para que o povo de uma nação possa viver de maneira justa, correta e autônoma, livrando-se da demanda interesseira de países desenvolvida que só pensam em explorar seus recursos naturais. Trabalhamos cientes disso e, por está razão, os messiânicos da África se dedicam com tanto fervor as atividades que nossa Igreja vem desenvolvendo. Existe brilho e esperança em seu olhar. 
A sociedade contemporânea e a dificuldade em aceitar o Johrei  
Lembro-me com saudades do princípio da Difusão no Brasil, quando estava rodeado por pessoas que mostravam esse mesmo brilho. Delas eu recebia energia para me dedicar á divulgação do Johrei, correndo por toda parte. É verdade que, logo no início, quase ninguém queria receber johrei. Porém, quando os milagres começaram a surgir, as pessoas passaram a vir atraídas pela luz e, finalmente, uma grande instituição se estabeleceu. Creio que a Difusão no Japão dos anos quarenta também ocorreu de forma semelhante.
Entretanto, especialmente em países desenvolvidos vêm crescendo, de modo geral, o medo o preconceito e o desinteresse pela religião, que obstruem o desenvolvimento desta. No Japão, por exemplo, a situação das novas religiões foi particularmente agravada desde o ataque terrorista ao metro de Tóquio pela seita Aum Shinrikyo, conhecida também como seita Verdade Suprema, em 1995. Meu amigo Peter Clarke, sociólogo inglês, falecido recentemente, costumava dizer que mesmo na Inglaterra, conhecida pelo valor que conferi ás tradições, o número de jovens que freqüentam as igrejas vem diminuído consideravelmente. Creio que está tendência é fruto da falta de uma educação espiritualista e do ensino religioso correto.
O Brasil, membro do BRICS e forte candidato a se tornar uma das grandes potências econômicas do século 21, apesar de ser um país muito tolerante com relação ás religiões, futuramente, poderá também passar a vê-las com indiferença, caso a educação valorize somente o materialismo, que favorece a ganância e o egoísmo. Se isto ocorreu é possível que o johrei também venha a ser ignorado. Sendo assim antes que isto ocorra, gostaria muito que os ensinamentos de Meishu-Sama e o Johrei fossem assimilados como parte da própria Cultura Brasileira e de outros países como Tailândia, Sri Lanka, países da África etc. 

A Salvação evolui de acordo com a mentalidade de cada época   

O Japão contemporâneo, por exemplo, tornou-se uma sociedade individualista em que cada um participa do que quiser, diminuindo, a cada dia, a quantidade de pessoas que tomam parte em atividades religiosas. Mas isto como bem sabe os fiéis que têm filhos e netos não significa que o homem atual tenha perdido o interesse pelas coisas do espírito; ele simplesmente não gosta da idéia de fazer parte de uma determinada instituição religiosa, de ser forçado a participar de suas atividades ou de ter seus pensamentos e atitudes limitados. 

Nossa igreja não impõe nenhum tipo de restrição, pois se baseia no ensinamento de Meishu-Sama “Liberdade na Fé”. Apesar disso, ela não consegue mudar, do dia para a noite, a grande onda que originou está aversão. Conforme ensina Meishu-Sama, é fundamental que, até mesmo as religiões, conheçam profundamente a mentalidade de cada época. (Ensinamento “O Espírito de Izunomê”). Assim, creio que, para a salvação por meio do Johrei ser assimilada mundialmente, precisamos, por um lado, conhecer bem o pensamento e o anseios dominantes da época e, por outro, fazer com que as pessoas compreendam a atuação da nossa igreja. Para tanto, é importante ampliar, com base nos ensinamentos de Meishu-Sama, o conceito de Johrei que, até então, viemos interpretando, principalmente como meio para solucionar problemas de doença, pobreza e conflito. Se fizermos isto, conseguiremos ampliar também o escopo da salvação. Com o intuito de facilitar a compreensão do que estamos dizendo, gostaria de apresentar um breve retrospecto da evolução do johrei ao longo do tempo. 

            Evolução do Johrei

Religião lado a lado com as Práticas Médicas 

Em primeiro de Janeiro de 1935, Meishu-Sama fundou a Associação Kannon do Grande Japão (Daí Nippon Kannon Kai) que foi o embrião da Igreja Messiânica Mundial; o Johrei que praticamos hoje se chamava “Tratamento Espiritual de digitopuntura (shiatsu) no estilo Okada”. Naquela época, a Obra Divina era desenvolvida colocando-se a religião em pé de igualdade com as práticas médicas. O crescimento da nossa igreja foi tão expressivo que o então Jornal Tokyo Nichi Shinbun, um dos mais importantes na época, publicou uma matéria de página inteira intitulada “A celebridade do momento: O grande Mestre do Poder Kannon e as misteriosas graças promovidas por ele”.
A partir de 1936, porém, o militarismo intensificou-se, e o controle ideológico tornou-se ainda mais rígido. Devido á pressão das autoridades, Meishu-Sama dissolveu a Associação Kannon do Grande Japão e decidiu dar continuidade ás suas atividades sob a forma de terapia, por meio da Associação Japonesa de Saúde (Daí Nippon Kenko Kyo Kai) fundada por ele. Poucos meses mais tarde, a Polícia Metropolitana baixou uma ordem proibindo a prática dessas atividades terapêuticas, e a associação também foi dissolvida. 

De “Tratamento Espiritual de Digitopuntura (Shiatsu)” Para simplesmente “Método de Shiatsu”

Em Outubro de 1937, graças á influência de algumas pessoas importantes do mundo político que tiveram a vida salva pelo Johrei, a proibição foi suspensa. Contudo, as autoridades exigiram que Meishu-Sama definisse a natureza de suas atividades: se eram religiosas ou terapêuticas. Ele optou pela segunda alternativa e deu continuidade ao seu trabalho, chamando-o de “Método de Shiatsu no estilo Okada”. 
Assim, o aspecto religioso do seu trabalho foi deixado em segundo plano. O johrei daquela época era aplicado utilizando-se a ponta dos dedos ou a palma das mãos, movendo-a ligeiramente para esquerda e para a direita sobre a parte enfermas quase tocando o corpo do recebedor.  No dia 28 de novembro de 1940, mais uma vez, Meishu-Sama foi obrigado a interromper suas atividades, devido á pressão das autoridades. Desta vez, porém, o trabalho de difusão do johrei teve continuidade por intermédio de seus discípulos. 
Meishu-Sama passou a orientar e a incentivar a consolidação fé realizando encontros e entrevistas com eles. Sete anos mais tarde, em 10 de fevereiro de 1947, Meishu-Sama reformou o sistema: O trabalho que, então, venha sendo desenvolvido de modo descentralizado, utilizando- se o sobrenome de cada discípulo para dar nome aos centros de terapia (por exemplo: Método de Shiatsu no estilo (sobrenome do discípulo) foi unificado por meio da instituição da Associação de Divulgação da Terapia Japonesa de Purificação (Nippon Joka Ryoho Fukyu-Kai).

De “Tratamento Terapêutico para meio de criar Felicidade”


Em 30 de agosto de 1947, foi instituída a pessoa jurídica Igreja kannon do Japão (Nippon Kannon Kyodam), e o Johrei, que irá chamado de “chiryou” (tratamento), passou a ser denominado Okiyome (purificação). Somente em junho de 1948, ele recebe o nome de Johrei (purificação do espírito) como o conhecemos hoje. Conforme nos referimos há pouco, antes ele era aplicado utilizando-se a ponta dos dedos ou a palma das mãos e praticamente tocando o corpo do recebedor.
A partir desta mudança, ele deveria ser ministrado guardando-se uma distância de cerca de 10 cm e movimentando-se ligeiramente a mão para um lado e para o outro. Passados dois anos, em quatro de fevereiro de 1950, foi instituída a Igreja Messiânica Mundial (Sekai Meshiya Kyo) e o Grande Mestre passou a ser chamado de Meishu-Sama. Em maio do mesmo ano, ele sofreu perseguição religiosa e, em dezembro, publicou o artigo intitulado “Mudança no Método do Johrei”. Neste, explicou que, como se tratava de um método para irradiar a Luz Divina, ele deveria passar a ser transmitido por meio da imposição das mãos a uma distância de 30 a 60 cm, sem movimentá-las de um lado para o outro e tirando-se a força física.
Posteriormente, no ensinamento “Johrei e Felicidade”, publicado em 1952, Meishu-Sama deixaram claro o objetivo do Johrei: “Pode parecer que o Johrei da nossa igreja tem por finalidade a cura das doenças; na verdade, não é só isso. Ele tem um significado muito maior, sobre o qual vou escrever. Em poucas palavras, poderíamos dizer que ele é um meio de criar felicidade”.
Em primeiro de Julho de 1953, ele orientou: “Quanto mais profunda é a fé, maior se torna a força espiritual. Isto porque a “inteligência da percepção verdadeira” (Tie Shokaku) é a base”. Por meio desta orientação, Meishu-Sama está nos ensinando que o Johrei pode ser ministrado por qualquer pessoa que tinha recebido o Ohikari, porém a intensidade da luz varia fundamentalmente, de acordo com a elevação espiritual do ministrante. 

O Sonen – Johrei 

Depois que começou a purificar em 19 de abril de 1954, conta-se que Meishu-Sama, diversas vezes, comentou o seguinte: “A partir de agora, será o Mundo do Sonen. O Johrei vem em segundo lugar. Em primeiro, vem o sonen. Portanto, aprendam a imaginar”. (Jornal Tijo Tengoku, n.68). No Livro de Reminiscências sobre Meishu-Sama, consta que, certa vez ele permitiu que um dedicante que estava purificando ficasse sentado nem cantinho da sala na qual estava trabalhando alguns textos e que só de ficar ali, a pessoa melhorou. Na época, Meishu-Sama explicou: “Como a luz ficou mais intensa, é possível curar com o Sonen-Johrei”. (Reminiscências sobre Meishu-Sama).  

Tenho certeza de que, conforme vamos adentrando a Era do Dia, a Luz de Deus vai se tornando cada vez mais intensa. Entretanto, em minha opinião é fundamental reconhecer, com humildade, que por trás do Sonen-Johrei realizado por Meishu-Sama, existe um sonen sublime, pautada na inteligência de percepção verdadeira adequada no ritmo da nova era. A propósito ter inteligência da percepção verdadeira significa ter a extraordinária capacidade e sabedoria para captar a profunda razão das coisas. Em 10 de dezembro ou 1951, Meishu-Sama fez a seguinte advertência: “Saber entregar nas mãos de Deus é muito bom. Porém, é inadmissível deixar tudo por sua conta. Se pensarmos que tudo é vontade de Deus e ficarmos apenas nisso, acabaremos fracassando. Portanto, para distinguir uma situação da outra é preciso ter inteligência superior. Enfim, não podemos ficar presos somente a um ponto nem restritos á força humana. 
O importante é harmonizar todas as coisas. Dessa forma, podemos concluir que a inteligência da percepção verdadeira não é algo que podemos obter simplesmente contando com a força que vem de fora recebendo Johrei. Precisamos sim ter o desejo de nos aproximar de Meishu-Sama e nos empenhar para elevar nossa razão, sentimento e vontade. Portanto, o esforço humano é necessário. Quanto mais elevado o nível daqueles três se tornar, maior será o poder do Johrei e a sensação de plenitude interior. Assim, conseguiremos nos aproximar da felicidade. 

Diversas formas para purificar o Espírito

Em 10 de Dezembro de 1958, Nidai-Sama, herdeira da Obra Divina de Meishu-Sama, nos deu a seguinte orientação: “O maior objetivo do Johrei é construir o caminho para o Paraíso e fazer surgir e aumentar o número de seres humanos corretos. Se nos esquecermos deste objetivo e o Johrei for praticado visando somente á purificação, a religião não cumprirá sua missão original”.
Em minha opinião, o “Johrei que visa somente á purificação” é aquele que PE ministrado com o intento de solucionar os problemas que estão á nossa frente. Portanto, tenho a impressão de que Nidai-Sama está nos dizendo que existe um Johrei que não se reduz a isto. Na seqüência de sua orientação, ela disse: “É importante dar alimento á alma, ou seja, os ensinamentos”. Acredito que isto se relaciona ao artigo “Johrei através das letras”, escrito por Meishu-Sama, no qual ele diz que, ao lermos os textos escritos por ele, recebemos Johrei pelos olhos. Quando se referiu ao Jornal Hikari como “Balas de Luz”, em 1949, Meishu-Sama também nos ensinou o poder que os textos possuem.

Ampliando um pouco mais o conceito de Johrei, temos as seguintes palavras de Meishu-Sama: Qualquer pessoa que visite esse local (o Solo Sagrado) purificará seu espírito maculado pelas condições do mundo, e sua alma, completamente árida, será regada na própria fonte. (A Respeito do Paraíso Terrestre) Podemos concluir, a partir destas palavras, que só de pisar os modelos de Paraíso, a pessoa recebe Luz. Portanto, os Solos Sagrados também são uma forma de Johrei. Meishu-Sama ensina ainda que a apreciação de obras de alto nível artístico também eleva o espírito. A este respeito, escreveu o seguinte no ensinamento “A missão da Arte”; “O espírito dos artistas influenciará o espírito do povo. Falando mais claro, as vibrações espirituais imitidas pela alma do artista tocarão a sensibilidade das pessoas através das obras literárias, da pintura, dos instrumentos musicais, dos cantos, das danças, etc. O artista deve funcionar como orientador espiritual do povo”.  
E não se trata apenas de receber luz por meio da apreciação da arte. Mesmo que cada um não chegue a se tornar um “Orientador Espiritual do povo”, é importante produzir obras que manifestem o máximo possível, verdade, bem e belo, como artistas que proporcionam alegria e prazer aqueles que estão perto de si. Ao ler isto, pode haver quem diga; “Mas eu não tenho nenhum talento artístico, não sei pintar, não sei tocar nenhum instrumento!” Isto não é verdade. Afinal, Meishu-Sama não nos ensina que tanto o Johrei, a Agricultura Natural e a Construção dos Protótipos do Paraíso também são formas de arte? Praticar o Johrei, produzir alimentos seguros, pensando na saúde das pessoas, tornarem o lar e o ambiente de trabalho mais belos por meio de nossas palavras e atitudes enfim, todas as ações que empreendemos no sentido de tornar este mundo um lugar Paradisíaco não seriam formas de arte que também transmitem Luz? 

Tudo converge no “Johrei”

Eu recebo Johrei desde criança e, durante toda minha vida, pude sentir, em meu coro m seu poder. Depois que e tornei missionário, naturalmente ministrei Johrei a muitas pessoas que passavam por severas purificações e, nesses casos, também presenciei inúmeros milagres. Por isso, acredito que mais do que ninguém, compreendo o quanto o Johrei é maravilhoso. Fazendo, porém umas breves reflexões sobre minha atitude, na época em que estava na difusão, percebem que eu não me limitava á ministração do Johrei: cuidar, como Pai, de crianças que tinham ficado órfãs; transmitia e praticava os ensinamentos com intuito de melhorar, ao menos um pouquinho, a vida das pessoas, arrisquei minha vida, entrando em lugares perigosos, alegrei-me com aqueles que estavam felizes por terem recebido uma graça e chorei junto com aqueles que estavam sofrendo. Acredito que foi porque me dediquei desta maneira, desejando a felicidade das pessoas, que Deus concedeu a mim e a todas elas luz purificação e cura. Tenho certeza de que tudo o que realizamos com amor e sinceridade, pensando na felicidade do próximo, manifesta luz. Seja uma simples palavra, um sorriso, uma flor vivificada, uma hortaliça, uma refeição, a limpeza, o trabalho realizado, enfim tudo o que fazemos pensando no sentimento do outro libera Luz Divina. 

Com isto, o espírito e o sentimento de nossos familiares e de todos que tem afinidades conosco são purificados e suas vidas ganham energia e serenidade. Quando ocorre alguma tragédia, poderíamos dizer que as ações empreendidas por inúmeras pessoas de bom coração com o intuito de prestar ajuda ás vitimas bem como ás lágrimas e o suor derramado nesta empreitada, são numa visão bem ampla, uma forma de Johrei, que transmite ás pessoas o amor de Deus. O johrei, porém, não se limita a solucionar problemas: ele ajuda na prevenção dos mesmos, para que eles não ocorram. Assim, tudo converge no “Johrei”. Em outras palavras, o grande objetivo da Igreja Messiânica é que as coisas “Comecem e terminem com o Johrei”.
Quem neste mundo sentiria medo ou teria preconceito contra um trabalho desses? Se as nossas intenções forem bem compreendidas, tenho certeza de que as pessoas também compreenderão mais facilmente o johrei pela imposição das mãos, que é um exemplo puro de amor altruísta. Creio que a difusão e a formação de herdeiros da fé também ocorrerão naturalmente. 

Finalmente 

Atualmente, nossa igreja vem difundindo e desenvolvendo pesquisas sobre o Johrei como medicina alternativa. Mas seria apropriado dizer que este é somente um aspecto do que é o Johrei em sua essência. Precisamos praticar o Johrei que Meishu-Sama disse ter um “significado muito maior”. E, conforme ele nos ensinou este Johrei não se restringe á solução da purificação pela doença: antes, é o Johrei da prática do amor altruísta, que salva e conduz verdadeiramente as pessoas á felicidade eterna. É este “Johrei da Salvação” que precisamos praticar. Por meio dele, gostaria que cultivássemos o amor e a sinceridade, polindo e elevando nossa fé.


Esta atitude, tal como nos orientou Kyoshu-Sama, tem por objetivo consumar o propósito do Supremo Deus, qual seja: “fazer com que toda a humanidade retorne ao seu Paraíso e renasça como seus verdadeiros filhos para que o Paraíso Terrestre se estabeleça”. (Quatro de fevereiro de 2011). Se a pessoa se dedicar com todo amor e sinceridade á elevação da fé, um dia, conseguira se aproximar, ao menos um pouquinho, de Meishu-Sama, cuja existência, por si só , era luz. Mesmo não levantando as mãos, tudo o que ele fazia ou produzia se tornava luz, purificando o espírito das pessoas que estavam á sua volta. É nisto que acredito. 




Fonte: Revista Izunome
N.54 – Junho /2012 -São Paulo/SP.
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil (Orientação do Revmo. Tetsuo Watanabe)








Cientistas da Saúde debatem sobre o Johrei



O Dr. Andrew Weil, Diretor do Centro de medicina Integrada da Universidade do Arizona e o Dr. Michael Dixon Presidente do Sistema Nacional de Segurança de Saúde da Inglaterra, visitaram o Japão em ocasiões diferentes, mas, durante a permanência no país, tiveram o primeiro contato com o Johrei e a Filosofia de Mokiti Okada. 


O Texto a seguir foi editado a partir de material produzido em vídeo sobre o encontro que eles mantiveram em Washington em Outubro de 2010, e que teve como foco principal a troca de impressões sobre a contemporaneidade das propostas de Mokiti Okada, a importância das pesquisas sobre o Johrei e sua atuação nos âmbitos científico e social. 

O Senhor introduziu no seu consultório a Prática da Terapia Espiritual como medicina complementar. Qual a receptividade dos seus pacientes com relação ao Johrei?


Dr. Michael Dixon: Para meus pacientes, o conceito que embasa a Prática do Johrei gera resultados, incríveis. Muitos deles dizem: “Infelizmente, não há nada que eu possa fazer pela minha garotinha ou pelo meu marido” ou algo parecido. Contudo, ao receberem informações sobre o Johrei descobrem algo que efetivamente funciona e que lhes dá uma visão completamente diferente sobre a vida, sobre coisas que podem fazer uns pelos outros. Isso lhes traz um novo modo de pensar ligado á Filosofia do Johrei.
Dr.Michael Dixon

É o dar e o receber e, portanto, você cria um paradigma de cura muito diferente, que não se refere ao paciente como sendo a vitima. É descobrir que você realmente pode fazer algo também ser capaz de compartilhar experiências com os outros. Acho que se trata de uma Filosofia maravilhosa um modo admirável de interagir de se comportar entre pessoas.


Quais as suas primeiras impressões sobre a Filosofia de Mokiti Okada?

Dr. Andrew Weil: Eu também fiquei impressionado quando fui ao Japão pela primeira vez. Lá, existe um movimento, uma tradição com a qual eu concordo inteiramente, em termos de princípios: a valorização da Arte e do Belo, a Agricultura Natural e este tipo de “cura” interativa. Acho isso muito bom até mesmo porque, com certeza, é coisas que eu aplico ou tento aplicar em minha vida. Esta é uma das razões por que eu me senti atraído pelo Johrei, desde a primeira vez que tive contato com ele.
Dr.Andrew Weil



Algum outro aspecto chamou a sua atenção, de modo particular?


Dr. Andrew Weil: Outro ponto da Filosofia de Mokiti Okada que eu achei muito atraente e útil é que ele define a doença como um processo de purificação. Essa abordagem está sendo capaz de dar ás pessoas um modo diferente de pensar a doença. Ao invés de ser algo terrível que está acontecendo com você, ela o está conduzindo a um ponto melhor de equilíbrio. Acho muito útil poder dar ás pessoas outros meios de conceituar a doença.


O Senhor é da mesma opinião?

Dr. Dixon: Realmente, esse é um conceito muito moderno. Veja bem: temos a atividade cancerígena e um sistema imunológico que está produzindo células contra aquele câncer o tempo todo. Em muitos casos, a patologia vence a batalha mas, se você resistir, sua sobrevida poderá ser bem mais longa se houver uma atitude mental correta com relação ao problema. Logo, este é o ponto de crença e do amor incondicional e coisas que as pessoas podem dar a elas mesmas. Isso também é ciência. 

Trata-se de uma Filosofia maravilhosa entusiástica e acho que criar associações ao redor do mundo, como vocês fazem, é muito importante. Na Inglaterra, temos essa terrível expressão que todos ficam repetindo: “A sociedade está doente, a sociedade acabou”. Tivemos “um governo que disse, há alguns anos, que não existe tal coisa como sociedade”. Agora temos um governo que diz que deseja criar uma grande sociedade. Os governos não podem criar coisas como essa. Elas precisam ser feitas pelas pessoas e estas estão se relacionando, do mesmo modo que eu acho que os Johrei estão mostrando como fazer isso. 


Como pioneiro da aplicação da medicina integrada, o Senhor vê algo inovador nos preceitos de Mokiti Okada?

Dr. Weil: Acho que a Filosofia de Mokiti Okada tem muito a oferecer, nos dias de hoje, em termos de como viver em harmonia com o meio ambiente e, sobretudo, como cultivar os alimentos apreciar o belo e descobrir o poder de cura que temos dentro de nós, podendo compartilhar isso com os outros. È uma Filosofia consistente e plenamente afinada com os preceitos da medicina integrada que PE praticada hoje. Há ainda um ponto que gostaria de abordar. Quando dou aula para médicos ou estudantes de medicina ou para o público em geral, freqüentemente faço a pergunta; “como podemos pensar que a única maneira legítima de tratar as doenças é prescrevendo medicamentos? “Está é uma questão importante. Tanto a ministração como a ingestão de remédios devem ser ações cuidadosas. 


Dr. Dixon concorda com esse ponto de vista?

Plenamente. Mokiti Okada estava muito á frente de seu tempo, não acha? Eu adoro a tendência dos pacientes de serem capazes de se curarem. Podemos transformar nossas vidas mudando nossa dieta, mudando o nosso pensamento com técnicas corporais, ou seja, lá o que for. Nós, médicos na verdade, deveríamos estar tratando as pessoas capazes de uma forma nova, orientando-as e esperando que elas sejam capazes e tratar a si próprias. Acho que, se pudéssemos resumir o que Mokiti Okada diz e colocar suas propostas no cérebro de todos os médicos, enfermeiros e terapeutas do país, isso diminuiria consideravelmente os gastos com saúde. 


O que fazer para levar essa nova visão ao maior número de pessoas possível?

Dr. Weil: Bem, o que eu acho interessante fazer é difundir a Filosofia de Mokiti Okada, que é uma Filosofia muito poderosa. Na verdade, ele é muito preciso. Logo, penso que familiarizar outras pessoas com os ensinamentos dele é muito importante, É muito valioso inclusive para mim e isso não precisa ser feito num contexto religioso.

Dr. Dixon: Exatamente. Mas é importante que as características do povo sejam preservadas. A Igreja Messiânica tem uma ampla membresia (grupo de pessoas que formam uma organização com uma norma ou princípios comuns a todos os participantes). No Brasil e eu acho que é porque o Johrei foi totalmente adaptado á cultura do País. Os Brasileiros são muito apaixonados, muito latinos, e a Prática do Johrei já incorporou essas características. O ideal seria formar pessoas que, tornando-se membros, poderiam difundir a Filosofia de Mokiti Okada de forma identificada com a cultura local. Apresentar um modelo já pronto, como se estivesse levando algo em que as pessoas deveriam acreditar é um método absoluto, no meu ponto de vista. 






Fonte: Revista IZUNOME
N. 47 – Novembro /2011 – São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Site: www.messianica.org.br

Manual do Auto-johrei
Fonte: Portal Gotas de Luz






Como transformar nossas vidas em algo Belo e Sublime


Como transformar nossas vidas em algo Belo e Sublime

Buscando a Nobreza do Homem de Fé

A Obra Hokoji, de Kamo no Chomei (1155-1216), poeta e ensaísta que viveu do final do Período Heian ao início do Período Kamakura, trata da efemeridade do tempo do seguinte modo: “O rio que flui nunca para, e a água nunca permanece a mesma. A espuma que se forma nos poços do rio se dispersa e volta a surgir, nunca durando muito.” Esta obra registra também o grande incêndio que devastou Kyoto no final do Período Heian, em 1177, o grande furacão de 1180, a fome e a epidemia que ceifaram a vida de mais de 40 mil pessoas em 1181 e o grande terremoto de 1185. 

 Neste registro, são descritas imagens terríveis. O terremoto, que é, segundo Kamo no Chomei, “o evento mais terrível que pode sobrevir à humanidade”, fez com que montanhas deslizassem aterrando rios, que o mar se inclinasse invadindo o continente, que a terra se abrisse cuspindo água; precipícios desmoronaram e soterraram vales, navios vagaram perdidos levados pelas ondas e cavalos mal conseguiram manter-se de pé. Todas as construções da região de Kyoto foram destruídas – a poeira decorrente do desmoronamento subia tão alto no céu como a fumaça de um incêndio, e o estrondo da destruição assemelhava-se ao som de trovões. Esta é a forma como Kamo no Chomei descreve, de uma maneira vívida, o terremoto que assolou o Japão em sua época. 

E continua:

“Contudo, todos voltam às suas conversas rotineiras, parecendo que o peso que existia em suas consciências se esvanecera. E, com o passar dos dias, mais ninguém tocará no assunto”, lamenta-se Kamo no Chomei. Um ano se passou desde o grande terremoto, seguido de tsunami, que atingiu o nordeste do Japão. Com certeza, tudo ocorreu pela ação da grande harmonia da natureza. Acredito, porém, que devemos gravar em nossos corações e jamais esquecer o que aprendemos com esta tragédia: amar o próximo e quão maravilhoso é amar-nos e ajudar-nos. Além disso, cheguei à conclusão de que para que este mundo tão conturbado possa se aproximar, a cada dia, do mundo ideal, onde reina a harmonia, cada um de nós deve querer transformar-se em um “pioneiro da salvação”, tendo a permissão de encaminhar o maior número possível de pessoas à felicidade, construindo um futuro de luz, com o sentimento renovado.

Tudo se inicia em nós

Para que o mundo ideal se concretize, há um processo a ser seguido. Meishu-Sama, em seu ensinamento “Características da Salvação pela Igreja Messiânica Mundial”, nos explica claramente tal processo: “Para que o homem seja conduzido ao Céu, é necessário que ele próprio se eleve, tornando-se um ente celestial, a fi m de que, por sua vez, possa salvar o seu semelhante. Escrevi este capítulo com o objetivo de ajudar os leitores a compreenderem que o homem nada empreende que ele apenas age sob a Orientação Divina. Pelos fatos relatados, fica bem claro que Deus pretende formar o protótipo do Paraíso como início do advento do Paraíso Terrestre. 

Mas isso não é o bastante. Compete a cada homem tornar-se um ente celestial, e é chegado esse momento. Naturalmente, seu lar será paradisíaco e todos os componentes da família virão a ter uma vida celestial. Somente “assim poderão ser salvas as pessoas que sofrem no ‘inferno’.” E afirma ainda: “Para concretizarmos o paraíso, devemos começar primeiro conosco. Devemos tornar-nos paradisíacos. Contudo, não conseguimos transformar o nosso entorno, o nosso lar em paraíso de uma hora para a outra. Sendo assim, devemos primeiro mudar nosso sentimento. Fazer com que nosso sentimento seja paradisíaco.” (25 de fevereiro de 1952). Ou seja, é muito importante, primeiramente, que cada um de nós, que tem o Ohikari, torne seu coração um Paraíso transbordante de Luz e viva de maneira paradisíaca, permitindo que qualquer pessoa reconheça como somos felizes.  Caso contrário, ninguém acreditará que o caminho que trilhamos leva à felicidade.

Manter-se Belo é também uma Prática de amor Altruísta

Certa vez, o ministro responsável pela difusão na Itália contou um fato ocorrido em uma de suas visitas a uma pessoa que não era membro da Igreja. Esta lhe perguntou: “Qual o objetivo de vocês?”, ao que ele respondeu: “Nosso objetivo é a concretização do mundo ideal, um mundo de Verdade, Bem e Belo.” E a conversa continuou, tendo o Belo como tema principal. A certa altura, a pessoa disse: “Sem dúvida, este é um ideal bastante nobre. Porém, olhando o seu terno, sou levado a acreditar que seu senso estético não é muito aguçado. Por favor, volte quando você se tornar mais refinado.” Ele conta ainda que outras pessoas lhe dissessem: “Você não tem vergonha de andar nesse carro caindo aos pedaços?”; “Você não viaja durante as férias de Natal? Você não sabe aproveitar a vida!” Os italianos são particularmente exigentes tanto em relação à moda quanto à maneira de viver. Isso não me surpreende, mas esse episódio em particular me fez sentir profundamente quão necessário é ter um senso aguçado do Belo, seja em que domínio for, e possuir a capacidade de expressá-lo. Meishu-Sama afirma que “os antigos religiosos ostentavam com o mínimo necessário à sua subsistência. Eles se entregavam a penitências e procuravam salvar o próximo colocando-se numa situação miserável” (Características da Salvação pela Igreja Messiânica Mundial), admoestando-nos para o fato de que esta maneira de agir pertencia à Era da Noite. Ele orientava seus ministros sobre a importância do modo de vestir-se e de causar uma boa impressão às pessoas para que, ao olhar para eles, aquelas pudessem pensar: “Ah! Esta pessoa poderá me salvar.” 

Mesmo quando os tempos eram economicamente difíceis, ele se empenhava para que seus trajes, palavras, atos, rotina e entorno fossem sempre belos. E isso não dizia respeito somente ao seu bem-estar, mas também ao da família e ao de todos aqueles que estavam ao seu redor. Não é preciso usar roupas ou objetos de luxo, mas o desejo de manter-se belo, tanto quanto possível, é uma manifestação de cortesia e respeito para com o outro. Antes de qualquer coisa, não se deve causar mal-estar ao próximo, o que acredito ser uma prática de amor altruísta. O Belo possui um poder que supera nossa imaginação. Temos exemplos, como o de uma senhora que, devido a uma severa purificação após o parto, não estava conseguindo levar uma vida normal e decidiu ouvir o conselho de uma amiga, passando a se maquiar e a cuidar melhor da sua aparência e da casa. 

Com isso, ela ganhou ânimo e restabeleceu se completamente. Há ainda a história de um antigo ministro que orientava o seguinte a seus membros: “Nos dias de culto mensal, procurem arrumar-se, nem que seja só um pouquinho.” Eu acho essa orientação muito boa. O culto não pode virar um dia de competição para ver quem está mais bem arrumado, uma ostentação do luxo. Porém, se buscarmos vestirmos melhor, sempre de acordo com o local ao qual nos dirigimos, neste caso, à igreja no dia do culto, e dentro de nossas condições, brotará em nossos corações o sentimento de que “é o dia do encontro com Meishu-Sama”. Além disso, conseguiremos nos deleitar, daremos ao próximo a oportunidade de também fazê-lo e acredito que o ambiente fi cará mais alegre e agradável. Se compararmos os ocidentais com os japoneses, chegaremos à conclusão de que os ocidentais têm mais oportunidades de se arrumar, já que cada tipo de festa ou demais ocasiões pedem um traje diferente. 

Por outro lado, seria bom que os japoneses também começassem a criar e a desfrutar de tais ocasiões, refirado gostaria de ouvir ninguém dizendo: “Já não tenho mais idade para isso!” O ser humano é um mistério: só de vestir determinada roupa ou, no caso das mulheres, de fazer uma maquiagem, mesmo que seja só passar batom, o ânimo já muda. E, com esta transformação, as células se ativam, a cor e o brilho da pele melhoram e a expressão ganha vida. A beleza interior também deve ser polida Sabemos que Meishu-Sama dizia o seguinte a seus familiares: “Devemos nos arrumar não só para nós mesmos, mas também pensando no próximo.”

Todos admiram e se sentem atraídos pela beleza. É algo do quais todos querem se aproximar. A beleza é vista como uma espécie de símbolo da felicidade. Meishu-Sama nos ensina: “O Mal abomina a flor grande influência positiva no Mundo Espiritual.” (30 de maio de 1949). Porém, acredito que o Mal não abomina somente a beleza da fl or. Não estou seguro quanto à fonte, mas já ouvi dizer que a probabilidade de acidentes com carros que estão sempre bem limpos, polidos e encerados é mais baixa. A limpeza indica zelo. Ora, um dono zeloso, geralmente, cuida não somente da parte externa, mas da mecânica também, reduzindo a ocorrência de problemas. Além disso, ele dirige com mais cuidado, o que, em minha opinião, faz com que a probabilidade de ele se envolver em um acidente seja, naturalmente, menor.
O mesmo pode ser observado nos seres humanos: não basta preocupar-se somente com a beleza externa. Se não buscarmos a beleza interior, o Mal não permitirá que passemos incólumes por ele. Lembro-me que, tempos atrás, pedi aos professores de ikebana para que fossem como “ikebanas ambulantes” (no sentido de  serem “pessoas de sentimento belo”). Entretanto, creio que poderia dizer ainda mais: que fossem “obras de arte ambulantes”. Mesmo entre as obras de arte, há as de maior e as de menor qualidade – nós devemos nos tornar, na medida do possível, obras de arte de altíssimo nível. 

Meishu-Sama afirma: “O mais importante em uma obra de arte é a sua nobreza. O mesmo acontece com as pessoas. Muitas vezes, ouvimos dizer que uma pessoa é importante, poderosa, isso e aquilo, mas o que conta, de verdade, é sua nobreza. e arte nobre é 
Uma obra paradisíaca. Somos atraídos por ela ao observá-la. Assim, somos espiritualmente “elevados ao paraíso.” (1º de dezembro de 1951). Meishu-Sama nos ensina que esse elevado grau de nobreza influência não somente a beleza do ser humano, mas também se transforma em uma força que purifica o espírito de quem aprecia o belo de alto nível.

O que é Nobreza?

Há cerca de seis anos, depois que o livro “A nobreza de uma nação” (no original, “Kokka no Hinkaku”, de Tadayuki Fujihara, editora hinshio) se tornou um best-seller, o mundo literário japonês viveu uma febre de lançamentos editoriais que traziam a palavra hinkaku – que equivale a nobreza –  em seus títulos. Por exemplo: “A nobreza feminina” (Jôsei no hinkaku, de Mariko Bantou, editora PHP) e “A nobreza masculina” (Dansei no hinkaku, de Yoshinori Kawakita, editora PHP). O primeiro livro se refere à valorização das tradições e do senso estético em nosso país. Os livros que abordam a nobreza feminina e a masculina apontam vários aspectos importantes para o refinamento dessas características. Por exemplo: saber escrever uma nota de agradecimento, respeitar os compromissos, fazer o bem sem ostentar, saber preparar um prato especial, não buscar a própria felicidade, ajudar aqueles que estão próximos a serem mais felizes etc. Enfim, estes livros sugerem caminhos, pensamentos, atitudes e hábitos por meio dos quais, sem dúvida, é possível cultivar a nobreza.

Em japonês, a palavra “nobreza” (hinkaku) utilizada aqui significa tanto o “o valor de algo, sua qualidade, grau de pureza e refi namento” como também “elegância, graça, altivez, dignidade”. Para que nos tornemos seres paradisíacos, como deseja Meishu Sama, precisamos ter a nobreza e a elevação próprias de uma pessoa de fé. A nobreza do homem de fé nasce em meio à prática como seria um nobre homem de fé? To mando por base alguns poemas de Meishu-Sama e de Nidai-Sama, vejam algumas de suas características:

 Tem consciência da existência de Deus e da missão do ser humano:
Desde o início da Criação, Deus traçou Seu plano para o estabelecimento do Reino dos Céus na Terra.
Deus atribuiu ao ser humano, o mais nobre de todos os seres, a missão de construir o Reino dos Céus na Terra.
 Tem gratidão pelas bênçãos divinas, pelos antepassados e pelas pessoas que vivem a seu redor:
Sem a existência de meu pai e de minha mãe, não existiriam, neste mundo, meu corpo e minha alma.
 Reconhece o valor de sua vida e de seu corpo físico:
O homem vem a este mundo com um corpo físico recebido de seus pais e uma alma provinda de Deus.
 Ama e valoriza todas as pessoas:
Aquele que considera o homem um ser realmente elevado e nobre, é um Homem entre os homens.
 Preza as boas maneiras e a moderação:
Saibam os fiéis que a essência da fé consiste em manter a civilidade.
 Demonstra seus belos sentimentos por meio de palavras e atos:
Os homens de pensamentos, palavras e ações puras e belas, estes, sim, são entes do Reino dos Céus.
 Tem bom senso e utiliza a sabedoria para fazer o próximo feliz:
Na Era de Miroku, sobressairão neste mundo às pessoas transbordantes de inteligência verdadeira e da luz do amor.
 É sincero e abomina a mentira:
Sinceridade é um tesouro inestimável que se acumula no coração das pessoas que não são falsas, que não mentem.
 É sensato e consegue distinguir o Bem do Mal:
A educação que forma homens incapazes de distinguir o Bem e o Mal está baseada na pseudo- verdade.
 Não recrimina nem julga os erros dos outros:
Quem vive censurando os erros alheios serão censurados por Deus.
 Tem consciência da importância da virtude oculta e a pratica constantemente:
O homem que procura mostrar a todos os seus próprios méritos revela mesquinhez de espírito.
 É amável e sorridente:
Torne-se uma pessoa capaz de suportar todos os reveses da vida, aceitando-os com um sorriso.
 Deleita-se com a beleza da Natureza e da Arte:

Quem se deleita profundamente com a Arte, está apto a viver no Paraíso.
Nas coletâneas “Alicerce do Paraíso” e “Fonte da Sabedoria” existe muito outros ensinamentos que promovem nosso aperfeiçoamento. Que tal buscá-los e discuti-los com outras pessoas? Além de ser prazeroso, isto pode trazer um aprendizado valioso.

Acredito que, por insegurança, haverá quem diga que jamais conseguirá tornar-se uma pessoa nobre, elegante, graciosa e altiva. Porém, lembremos: recebemos de Meishu-Sama o Johrei e os ensinamentos. Ele afirma: “Se praticarem uma coisa do que eu digo ficarei mais contente do que se passassem os dias venerando e orando fervorosamente.” “Mesmo que não se torne notável, poderoso, tente tornar-se uma pessoa que consegue realizar consistentemente aquilo que digo. Se conseguir proceder exatamente como recomenda, será um herói.” 

Sendo assim, creio que, se praticarmos pelo menos um dos ensinamentos de Meishu-Sama, conseguiremos alcançar, sem dúvida, a almejada nobreza. É impossível ser feliz sozinho Uma pessoa que ama e respeita o próximo, que dá importância ao seu sentimento, que ouve sinceramente o que ele tem a dizer, que estende a mão e ajuda quando é necessário. Uma pessoa que consegue aprender humildemente com tudo e com todos, que se empenha na própria elevação, uma pessoa espirituosa e de conversa agradável. Uma pessoa sorridente, que consegue entender as entrelinhas e sentir a atmosfera de onde está, que é flexível  e consegue adaptar-se às mais variadas situações – uma pessoa assim consegue obter a confiança e a colaboração de todos e apresenta bons resultados tanto na vida pessoal quanto no trabalho.
Palavras, atitudes, expressão e postura da pessoa que sabe quão bom é viver em meio à natureza, que busca estar em contato com as variadas expressões da Arte – música, literatura etc. –, que sabe o que move o coração das pessoas, o que é belo, esta, sim, transmite nobreza e emoção. Se chegarmos a este ponto, conseguiremos serem, com certeza, “obras de arte ambulantes”.

O quanto felizes será se conseguirmos nos tornar assim! Receberemos a confiança e o amor dos demais e nada será mais prazeroso que estar vivo. Ninguém abandonará uma pessoa radiante como você. Desta forma, teremos mais amigos e mais oportunidades de guiar outras pessoas à felicidade. E isso fará com que a sua felicidade também aumente, já que esta não pode ser conquistada na solidão. Pensem: quando há alguém sofrendo em nosso lar ou no trabalho, nós ficamos tristes e o ambiente fi ca pesado. Acredito que o mundo foi feito de maneira que não podemos ser felizes sozinhos.

Para Finalizar

Desde o final do ano passado, venho incentivando a busca no sentido de os senhores se tornarem “pioneiros da salvação”. Gostaria, portanto, que combinassem isso com o empenho para alcançar “a nobreza de uma pessoa de fé”, por meio da busca da própria elevação, tema tratado aqui. Seja quando for, seja onde for – não podemos perder nenhuma oportunidade. Naturalmente, a ministração do Johrei também é essencial. Contudo, se vemos no ministrante um modelo de felicidade, o Johrei não se limitará ao momento da ministração em si. Mesmo que pensemos que nossa personalidade não é suficientemente elevados para encaminhar o próximo ou que não nos consideremos paradisíacos, que consigamos, pelo menos, ligar a pessoa a alguém que tenha essa força, pois, afinal de contas, aquele que faz o papel de ponte também é um “pioneiro da salvação”.

Nossa missão é fazer o próximo feliz. Acredito que a melhor maneira de cumprirmos nossa missão é vivendo e tornando real uma vida que nos leve à felicidade, transmitindo isso através de nossa postura para que, juntos, trilhemos o caminho da elevação. Para isso, devemos polir cada vez mais nossa felicidade e ganhar a permissão de nos elevarmos e de nos tornarmos pessoas que, quando nos olharem, pensem: “Ah, eu gostaria de ser como ele, de viver como ele...” Tenho certeza de que este empenho fará com que nossa espiritualidade se eleve e consiga transformar nossa vida em algo Belo e Sublime.





Encontros com o Revmo. Tetsuo Watanabe
(Presidente da Igreja Messiânica Mundial – IMM)
(Orientação Publicada na Revista IZUNOME /Japão)
N.92 – ano: 2012 

Fonte: Revista IZUNOME 
Edição N.57 – Setembro /2012
Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Site: www.messianica.org.br

O Supremo Deus governa cada instante da nossa Vida


O Supremo Deus governa cada instante da nossa Vida


Felicitações a todos pelo Culto do Natalício de Meishu-Sama! Com imenso e profundo respeito, digo-lhes que o Supremo Deus está vivo e que todos os seres criados recebem dele o sopro da vida e levam uma existência com entusiasmo. Foi ele que gerou todas as coisas. Sem exceção, somos todos seus filhos.
Na dimensão chamada vida, o objetivo da criação e fazer de nós, verdadeiros filhos, messias que realmente conhecem e servem ao Pai da vida. Para a realização deste propósito, acredito que o Supremo Deus preparou todas as partículas divinas no Mundo Celestial, utilizando o espírito da palavra chamada messias, e deixou-as unidas a ele. Por conseguinte, nós, seres humanos, portadores da partícula do espírito do Supremo Deus, recebemos o divino propósito de nascer novamente como seus verdadeiros filhos. Sem reconhecer que o Supremo Deus é o Pai da nossa vida e da vida de todas as coisas, a humanidade ignorou-o e permaneceu no mundo da noite, coberto pela escuridão. 

O Supremo Deus, com seu infinito amor, perdoou a humanidade e, realizando uma grande mudança, chamada “Transição da Noite para o Dia”, recebeu a todos nós no mundo do dia, totalmente novo, em que brilha radiante luz. O mundo criado pelo Supremo Deus, tanto o céu como a terra, está envolto em luz e profundamente preenchido por sua alegria. Como o Supremo Deus nos ama, ele nos guia, o tempo todo, para que sua alegria se torne nossa. Meishu-Sama percebeu dentro de si a realização do grande perdão chamado “Transição da Noite para o Dia”, passou a servir tal como ordenava a Vontade Divina e chegou á convicção de que renascera como uma existência uma com o Supremo Deus. É por isso que digo: Messias Meishu-Sama, verdadeiro filho do Supremo Deus, sustentáculo a ser herdado e transmitido por nós e por nossos descendentes.

Unidos a este Meishu-Sama, estamos sendo criados junto com toda a humanidade, antepassados e demais seres para nascermos novamente. Agradeço do fundo do coração a permissão de podermos louvar o Supremo Deus, que se encontra junto a Meishu-Sama, e de podermos orar para que o propósito Divino se realize. Agradeço aos messiânicos o empenho em aprender e praticar, diariamente os ensinamentos de Meishu-Sama visando ao aperfeiçoamento individual e á transformação do seu meio em paraíso exercitando, diligentemente, o amor altruísta a partir de pequenas práticas. Por meio dos aprendizados adquiridos a partir das inúmeras experiências vividas na prática do dia a dia, os senhores estão aprofundando a relação de reciprocidade com Meishu-Sama e fortalecendo e tornando cada vez mais consistente a ligação que os une ao Supremo Deus. E isso tem têm sido um grande estímulo e alegria para mim. Também agradeço de todo coração, o empenho de todos na construção do Solo Sagrado o protótipo do Paraíso Terrestre.

A esse respeito, no Solo Sagrado de Atami foi iniciada a obra de restauração do Palácio de Cristal a última edificação feita por Meishu-Sama em sua vida terrena. Ela é muito significativa e motivo de grande alegria, pois representa uma nova etapa na construção do Solo Sagrado. Ao mesmo tempo em que estou orando para que as obras de restauração sejam concluídas sem obstáculos, gostaria de lembrar as palavras de Meishu-Sama que refletem seu sentimento por este prédio: “O Palácio de Cristal não pertence exclusivamente a nós. Desejo que um maior número de pessoas se deleite com este lugar apreciando daqui a maravilhosa vista da natureza concedida por Deus”. Oro para que, com a conclusão dessa restauração, todos aqueles que visitarem o Palácio de Cristal possam sentir alívio e tranqüilidade em seus corações. Da mesma maneira que as obras de restauração do Palácio de cristal começarão as obras de conclusão do Shunjû-na, a vila Primavera- Outono, do Solo Sagrado de Quioto. 

O contato de um grande número de pessoas com a beleza o vigor emanados do Solo Sagrado fará com que, sem se darem conta, elas se recordem do Solo Sagrado eterno que existe dentro de seus corações e se sintam revigoradas. Meishu-Sama certamente ficará muito feliz ao ver isto acontecer. Desejo que essa alegria de Meishu-Sama se torne a nossa alegria e a de todos os seres. Precisamos dedicar com gratidão e esperança, como se fôssemos seus braços e pernas, na Obra Divina de construção do Solo Sagrado. 

O primeiro poema do culto de hoje foi:

“Eu, apenas eu, recebi do Supremo Deus a missão de salvar o mundo”.
Creio que Meishu-Sama compôs um poema como este porque chegou á convicção de que se encontrava na posição de servir ao Supremo Deus, cumprindo sua missão enquanto partícula divina, ou seja, na posição de salvador. Gostaria agora de refletir sobre qual seria nossa relação com Meishu-Sama, que afirmou ser o único que recebeu está missão. Acredito que nós estamos incluídos na idéia do “apenas eu” de Meishu-Sama. Ao mesmo tempo, ele, que disse “apenas eu”, encontra-se no centro da consciência de cada um de nós. Isto é o que significa estar unido a Meishu-Sama num só corpo. Dentre outros poemas que expressam seu sentimento, Meishu-Sama escreveu: 

“Cumprindo o designo de Deus, eu, no momento Presente
 Estou salvando todos os seres “viventes”. 

A expressão “momento presente”, á qual Meishu-Sama se refere, seria distinta do “momento presente” quer estamos vivendo? O tempo chamado eternidade pertence ao Supremo Deus. Nela, ele uniu e governa o “momento presente” de Meishu-Sama e o “momento presente” de cada um de nós. Ele governa cada instante da nossa vida. Todos os acontecimentos, tanto os do passado quanto os do futuro que se aproxima, estão ligados ao momento presente de cada um e, no centro dessa noção de “momento presente” se encontram Meishu-Sama e o Supremo Deus. 
Se conseguirmos encaminhar e entregar todas as coisas, inclusive o passado e o futuro, no centro do “momento presente”, não conseguirão perdoar e salvar a nós mesmos, servindo á obra que traz perdão e salvação para todos? É fundamental não nós perdermos do ponto central da nossa consciência e estarmos cientes de que, por meio da expressão “eu, no momento presente”, utilizada por Meishu-Sama, o Supremo Deus está nos fazendo lembrar que estamos unidos a ele e que, mesmo não sendo perfeitos, enquanto partículas do seu espírito constituíram o eixo central que, junto com Meishu-Sama, serve na posição de salvar.
Dessa maneira, enquanto partícula do espírito do Supremo Deus encontrou na posição de servi-lo. Contudo, não é só isso: recebemos um corpo que acompanha nossa consciência/sentimento. 

O segundo poema do culto de hoje diz:

“Pensando na felicidade de ter sido salvo, empenho-me, de coração em retribuir a graça que me foi concedida”.

Quando penso na felicidade de ter sido salvo, empenho-me de corpo e alma para retribuir essa graça. Mais do que isso, não consigo ficar sem fazê-lo. Será que este não seria o significado desse salmo? Este poema me faz pensar que, por meio dele Meishu-Sama está expondo seu mais sincero sentimento enquanto pessoa posicionada do lado de ser salva, como portadora da partícula divina que não consegue mais viver sem servir á Obra de Deus de compartilhar esta salvação com um maior número de seres. Por essa razão, quando Meishu-Sama afirma que somos a síntese de incontáveis antepassados, creio que ele está se referindo ao indivíduo que serve ao Supremo Deus na posição de receber a salvação junto com todos os seres. Será que não recebemos o corpo material, que acompanha nossa imatura e imperfeita consciência/sentimento, para que possamos junto com toda a humanidade, com todos os antepassados, enfim com todos os seres, servir á divina tarefa de agradecer as graças, receber e compartilhar a salvação? Nosso dever mais importante, como seres que receberam a partícula divina, é servir sem nos esquecermos de que devemos fazê-lo junto com todos os outros.

Desse modo, trazemos em nós, simultaneamente, duas posições. A de quem se encontra na condição de salvar e a de quem se encontra, junto com todos os seres, na condição de ser salvo. Isto significa que cada um de nós é dotado de um eixo vertical central; e no plano horizontal de largura. A forma “su” desenhada por Meishu-Sama expressa essas duas posições que trazemos. O ponto no centro do círculo representa o ponto que se encontra no centro da nossa consciência e simboliza nossa posição de salvadores, por sermos partícula do espírito do Supremo Deus.  

O círculo em torno do ponto simboliza nossa posição de recebedores da salvação junto com todos os seres, pois somos também recipientes (da partícula divina). Podemos dizer que este círculo representa o corpo material que traz consigo nossa consciência/sentimento. Estas duas posições não são distintas, são unas. O Supremo Deus preparou partículas do seu espírito chamados alma e criou o corpo físico junto com a consciência/sentimento como o recipiente que recebe e abriga sua partícula, utilizando ambos, corpo e alma, como se fossem uma coisa só. Não existimos, neste exato instante, graças á união do corpo e da alma? É por isso que podemos servir á atuação do izunome o centro que uniu o vertical e o horizontal.

Meishu-Sama também escreveu o seguinte poema:

“Sou homem e não sou homem
Sou Deus e não sou Deus
Fico a refletir sobre “mim mesmo”.


Creio que o sentimento expresso por ele neste poema é resultado da sua compreensão acerca das duas posições que existiam dentro dele. Meishu-Sama serviu humildemente ao Supremo Deus e, até hoje, continua nos guiando de acordo com a Vontade Divina, porque conseguiu perceber estas duas posições dentro de si. O Supremo Deus as utiliza como se fossem uma só: a de salvar, que é inerente á partícula divina, e a de ser salvo, que é intrínseca ao recipiente dessa partícula. Com relação a isso, gostaria de refletir 

sobre o terceiro poema do culto de hoje: 

“A fé pode ser resumida em uma única palavra: Makoto”.
Qual “seria a melhor maneira de compreendermos o significado da expressão: resumida em uma única palavra: makoto”? O Supremo Deus, por intermédio de Meishu-Sama, está nos mostrando sua existência e semeando em nós o sentimento de fé. A Fé é algo que recebemos do Supremo Deus. Cada um de nós, por meio dos Ensinamentos de Meishu-Sama, despertou para o sentimento de fé que sempre existiu dentro de nós. E estes ensinamentos se constituem por meio das palavras. As palavras existem junto com as idéias e vice-versa.

Quando digo “palavras”, estou me referindo também aqueles que contêm idéias que não podem ser expressas por meio da voz, da escrita etc. As palavras possuem espírito. A origem e o centro do espírito das palavras é o próprio Supremo Deus. Será que, em última instância, Meishu-Sama não teria utilizado a palavra makoto para se referir ao Supremo Deus e representá-lo?

Dessa maneira, por intermédio dos ensinamentos de Meishu-Sama, ou seja, pelo espírito das palavras, que pertencem ao Supremo Deus, estamos sendo unidos a ele. As palavras são do Supremo Deus. No entanto, até hoje, cada um de nós as utilizava como se nos pertencessem e, por meio deles, viemos empenhando-nos para compreender os ensinamentos, pregá-los e convencer o outro. Creio que, se tivermos percebido que estávamos utilizando as palavras como se elas nos pertencessem, devemos comunicar nosso sentimento a Meishu-Sama, pedir-lhe perdão e restituí-los ao Supremo Deus. Como todas as coisas e as circunstâncias existem junto com as palavras, “devolver as palavras ao Supremo Deus” significa retornar para junto dele. Será que não precisamos devolver as palavras ao Supremo Deus para que, a partir de agora, ele as utilize como sua própria palavra e, pelos ensinamentos de Meishu-Sama, possa expandir nossa compreensão e conhecimento? Será que não devemos orar desejando que as práticas diárias, desenvolvidas com base nos ensinamentos, tenham energia e correspondam á vontade do Supremo Deus?

Meishu-Sama também escreveu o seguinte poema:

“Certamente será amado por Deus aquele que se empenha fervorosamente, carregando consigo uma grande esperança”.
Para mim, ter uma “grande esperança” significa conseguir ter a esperança de que, seja como for, se tornará um verdadeiro filho de Deus, que consegue manter o sentimento/pensamento ligado a ele, pois sabe que dele recebeu a vida como filho, mesmo que seja, hoje, um grande teimoso, um pobre de espírito ou um grande sofredor. Foi para isso que Deus, com seu grandioso perdão, uniu cada um de nós a Meishu-Sama. Agradecendo por estarmos sendo criados e educados  por meio de inúmeras experiências, gostaria  de poder servir juntamente com todos os senhores sem nos envaidecermos ou nos menosprezarmos, mas levando uma grande esperança no coração.

O Culto do Natalício de Meishu-Sama, realizado hoje, é uma importante cerimônia litúrgica de encerramento deste ano. Creio que, na celebração do seu Natalício, nenhum presente poderia alegrar mais a Meishu-Sama do que nós mesmos, exatamente como somos. Se reconhecermos sinceramente que Deus é o Pai da nossa vida e comunicarmos, sem relatar, este fato a Meishu-Sama, que foi quem nos fez compreender isso, estará inteiramente presentes dentro do sentimento comunicado. Para Meishu-Sama, seria uma grande alegria receber de nós este presente.

Encerro minhas palavras orando para que, por intermédio dos senhores, as bênçãos que se encontram junto ao Messias Meishu-Sama possam ser compartilhadas com a humanidade e todos os demais seres. Oro também para que o novo ano, que estamos para adentrar, seja um ano repleto de esperança tranqüilidade e radiante luz.

Agradeço de todo meu coração por poder louvar ao Supremo Deus que está vivo por toda eternidade junto com todos os senhores.

Muito Obrigado!



Culto do Natalício de Meishu-Sama
Orientação de kyoshu-Sama (Yoiti Okada – Líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial – IMM).
Templo Messiânico do Solo Sagrado de Atami /Japão
22/23 de Dezembro 2010



Fonte: Revista Izunome
N.38- Fevereiro/2011 – São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – (IMMB)