terça-feira, 16 de outubro de 2012

Como transformar nossas vidas em algo Belo e Sublime


Como transformar nossas vidas em algo Belo e Sublime

Buscando a Nobreza do Homem de Fé

A Obra Hokoji, de Kamo no Chomei (1155-1216), poeta e ensaísta que viveu do final do Período Heian ao início do Período Kamakura, trata da efemeridade do tempo do seguinte modo: “O rio que flui nunca para, e a água nunca permanece a mesma. A espuma que se forma nos poços do rio se dispersa e volta a surgir, nunca durando muito.” Esta obra registra também o grande incêndio que devastou Kyoto no final do Período Heian, em 1177, o grande furacão de 1180, a fome e a epidemia que ceifaram a vida de mais de 40 mil pessoas em 1181 e o grande terremoto de 1185. 

 Neste registro, são descritas imagens terríveis. O terremoto, que é, segundo Kamo no Chomei, “o evento mais terrível que pode sobrevir à humanidade”, fez com que montanhas deslizassem aterrando rios, que o mar se inclinasse invadindo o continente, que a terra se abrisse cuspindo água; precipícios desmoronaram e soterraram vales, navios vagaram perdidos levados pelas ondas e cavalos mal conseguiram manter-se de pé. Todas as construções da região de Kyoto foram destruídas – a poeira decorrente do desmoronamento subia tão alto no céu como a fumaça de um incêndio, e o estrondo da destruição assemelhava-se ao som de trovões. Esta é a forma como Kamo no Chomei descreve, de uma maneira vívida, o terremoto que assolou o Japão em sua época. 

E continua:

“Contudo, todos voltam às suas conversas rotineiras, parecendo que o peso que existia em suas consciências se esvanecera. E, com o passar dos dias, mais ninguém tocará no assunto”, lamenta-se Kamo no Chomei. Um ano se passou desde o grande terremoto, seguido de tsunami, que atingiu o nordeste do Japão. Com certeza, tudo ocorreu pela ação da grande harmonia da natureza. Acredito, porém, que devemos gravar em nossos corações e jamais esquecer o que aprendemos com esta tragédia: amar o próximo e quão maravilhoso é amar-nos e ajudar-nos. Além disso, cheguei à conclusão de que para que este mundo tão conturbado possa se aproximar, a cada dia, do mundo ideal, onde reina a harmonia, cada um de nós deve querer transformar-se em um “pioneiro da salvação”, tendo a permissão de encaminhar o maior número possível de pessoas à felicidade, construindo um futuro de luz, com o sentimento renovado.

Tudo se inicia em nós

Para que o mundo ideal se concretize, há um processo a ser seguido. Meishu-Sama, em seu ensinamento “Características da Salvação pela Igreja Messiânica Mundial”, nos explica claramente tal processo: “Para que o homem seja conduzido ao Céu, é necessário que ele próprio se eleve, tornando-se um ente celestial, a fi m de que, por sua vez, possa salvar o seu semelhante. Escrevi este capítulo com o objetivo de ajudar os leitores a compreenderem que o homem nada empreende que ele apenas age sob a Orientação Divina. Pelos fatos relatados, fica bem claro que Deus pretende formar o protótipo do Paraíso como início do advento do Paraíso Terrestre. 

Mas isso não é o bastante. Compete a cada homem tornar-se um ente celestial, e é chegado esse momento. Naturalmente, seu lar será paradisíaco e todos os componentes da família virão a ter uma vida celestial. Somente “assim poderão ser salvas as pessoas que sofrem no ‘inferno’.” E afirma ainda: “Para concretizarmos o paraíso, devemos começar primeiro conosco. Devemos tornar-nos paradisíacos. Contudo, não conseguimos transformar o nosso entorno, o nosso lar em paraíso de uma hora para a outra. Sendo assim, devemos primeiro mudar nosso sentimento. Fazer com que nosso sentimento seja paradisíaco.” (25 de fevereiro de 1952). Ou seja, é muito importante, primeiramente, que cada um de nós, que tem o Ohikari, torne seu coração um Paraíso transbordante de Luz e viva de maneira paradisíaca, permitindo que qualquer pessoa reconheça como somos felizes.  Caso contrário, ninguém acreditará que o caminho que trilhamos leva à felicidade.

Manter-se Belo é também uma Prática de amor Altruísta

Certa vez, o ministro responsável pela difusão na Itália contou um fato ocorrido em uma de suas visitas a uma pessoa que não era membro da Igreja. Esta lhe perguntou: “Qual o objetivo de vocês?”, ao que ele respondeu: “Nosso objetivo é a concretização do mundo ideal, um mundo de Verdade, Bem e Belo.” E a conversa continuou, tendo o Belo como tema principal. A certa altura, a pessoa disse: “Sem dúvida, este é um ideal bastante nobre. Porém, olhando o seu terno, sou levado a acreditar que seu senso estético não é muito aguçado. Por favor, volte quando você se tornar mais refinado.” Ele conta ainda que outras pessoas lhe dissessem: “Você não tem vergonha de andar nesse carro caindo aos pedaços?”; “Você não viaja durante as férias de Natal? Você não sabe aproveitar a vida!” Os italianos são particularmente exigentes tanto em relação à moda quanto à maneira de viver. Isso não me surpreende, mas esse episódio em particular me fez sentir profundamente quão necessário é ter um senso aguçado do Belo, seja em que domínio for, e possuir a capacidade de expressá-lo. Meishu-Sama afirma que “os antigos religiosos ostentavam com o mínimo necessário à sua subsistência. Eles se entregavam a penitências e procuravam salvar o próximo colocando-se numa situação miserável” (Características da Salvação pela Igreja Messiânica Mundial), admoestando-nos para o fato de que esta maneira de agir pertencia à Era da Noite. Ele orientava seus ministros sobre a importância do modo de vestir-se e de causar uma boa impressão às pessoas para que, ao olhar para eles, aquelas pudessem pensar: “Ah! Esta pessoa poderá me salvar.” 

Mesmo quando os tempos eram economicamente difíceis, ele se empenhava para que seus trajes, palavras, atos, rotina e entorno fossem sempre belos. E isso não dizia respeito somente ao seu bem-estar, mas também ao da família e ao de todos aqueles que estavam ao seu redor. Não é preciso usar roupas ou objetos de luxo, mas o desejo de manter-se belo, tanto quanto possível, é uma manifestação de cortesia e respeito para com o outro. Antes de qualquer coisa, não se deve causar mal-estar ao próximo, o que acredito ser uma prática de amor altruísta. O Belo possui um poder que supera nossa imaginação. Temos exemplos, como o de uma senhora que, devido a uma severa purificação após o parto, não estava conseguindo levar uma vida normal e decidiu ouvir o conselho de uma amiga, passando a se maquiar e a cuidar melhor da sua aparência e da casa. 

Com isso, ela ganhou ânimo e restabeleceu se completamente. Há ainda a história de um antigo ministro que orientava o seguinte a seus membros: “Nos dias de culto mensal, procurem arrumar-se, nem que seja só um pouquinho.” Eu acho essa orientação muito boa. O culto não pode virar um dia de competição para ver quem está mais bem arrumado, uma ostentação do luxo. Porém, se buscarmos vestirmos melhor, sempre de acordo com o local ao qual nos dirigimos, neste caso, à igreja no dia do culto, e dentro de nossas condições, brotará em nossos corações o sentimento de que “é o dia do encontro com Meishu-Sama”. Além disso, conseguiremos nos deleitar, daremos ao próximo a oportunidade de também fazê-lo e acredito que o ambiente fi cará mais alegre e agradável. Se compararmos os ocidentais com os japoneses, chegaremos à conclusão de que os ocidentais têm mais oportunidades de se arrumar, já que cada tipo de festa ou demais ocasiões pedem um traje diferente. 

Por outro lado, seria bom que os japoneses também começassem a criar e a desfrutar de tais ocasiões, refirado gostaria de ouvir ninguém dizendo: “Já não tenho mais idade para isso!” O ser humano é um mistério: só de vestir determinada roupa ou, no caso das mulheres, de fazer uma maquiagem, mesmo que seja só passar batom, o ânimo já muda. E, com esta transformação, as células se ativam, a cor e o brilho da pele melhoram e a expressão ganha vida. A beleza interior também deve ser polida Sabemos que Meishu-Sama dizia o seguinte a seus familiares: “Devemos nos arrumar não só para nós mesmos, mas também pensando no próximo.”

Todos admiram e se sentem atraídos pela beleza. É algo do quais todos querem se aproximar. A beleza é vista como uma espécie de símbolo da felicidade. Meishu-Sama nos ensina: “O Mal abomina a flor grande influência positiva no Mundo Espiritual.” (30 de maio de 1949). Porém, acredito que o Mal não abomina somente a beleza da fl or. Não estou seguro quanto à fonte, mas já ouvi dizer que a probabilidade de acidentes com carros que estão sempre bem limpos, polidos e encerados é mais baixa. A limpeza indica zelo. Ora, um dono zeloso, geralmente, cuida não somente da parte externa, mas da mecânica também, reduzindo a ocorrência de problemas. Além disso, ele dirige com mais cuidado, o que, em minha opinião, faz com que a probabilidade de ele se envolver em um acidente seja, naturalmente, menor.
O mesmo pode ser observado nos seres humanos: não basta preocupar-se somente com a beleza externa. Se não buscarmos a beleza interior, o Mal não permitirá que passemos incólumes por ele. Lembro-me que, tempos atrás, pedi aos professores de ikebana para que fossem como “ikebanas ambulantes” (no sentido de  serem “pessoas de sentimento belo”). Entretanto, creio que poderia dizer ainda mais: que fossem “obras de arte ambulantes”. Mesmo entre as obras de arte, há as de maior e as de menor qualidade – nós devemos nos tornar, na medida do possível, obras de arte de altíssimo nível. 

Meishu-Sama afirma: “O mais importante em uma obra de arte é a sua nobreza. O mesmo acontece com as pessoas. Muitas vezes, ouvimos dizer que uma pessoa é importante, poderosa, isso e aquilo, mas o que conta, de verdade, é sua nobreza. e arte nobre é 
Uma obra paradisíaca. Somos atraídos por ela ao observá-la. Assim, somos espiritualmente “elevados ao paraíso.” (1º de dezembro de 1951). Meishu-Sama nos ensina que esse elevado grau de nobreza influência não somente a beleza do ser humano, mas também se transforma em uma força que purifica o espírito de quem aprecia o belo de alto nível.

O que é Nobreza?

Há cerca de seis anos, depois que o livro “A nobreza de uma nação” (no original, “Kokka no Hinkaku”, de Tadayuki Fujihara, editora hinshio) se tornou um best-seller, o mundo literário japonês viveu uma febre de lançamentos editoriais que traziam a palavra hinkaku – que equivale a nobreza –  em seus títulos. Por exemplo: “A nobreza feminina” (Jôsei no hinkaku, de Mariko Bantou, editora PHP) e “A nobreza masculina” (Dansei no hinkaku, de Yoshinori Kawakita, editora PHP). O primeiro livro se refere à valorização das tradições e do senso estético em nosso país. Os livros que abordam a nobreza feminina e a masculina apontam vários aspectos importantes para o refinamento dessas características. Por exemplo: saber escrever uma nota de agradecimento, respeitar os compromissos, fazer o bem sem ostentar, saber preparar um prato especial, não buscar a própria felicidade, ajudar aqueles que estão próximos a serem mais felizes etc. Enfim, estes livros sugerem caminhos, pensamentos, atitudes e hábitos por meio dos quais, sem dúvida, é possível cultivar a nobreza.

Em japonês, a palavra “nobreza” (hinkaku) utilizada aqui significa tanto o “o valor de algo, sua qualidade, grau de pureza e refi namento” como também “elegância, graça, altivez, dignidade”. Para que nos tornemos seres paradisíacos, como deseja Meishu Sama, precisamos ter a nobreza e a elevação próprias de uma pessoa de fé. A nobreza do homem de fé nasce em meio à prática como seria um nobre homem de fé? To mando por base alguns poemas de Meishu-Sama e de Nidai-Sama, vejam algumas de suas características:

 Tem consciência da existência de Deus e da missão do ser humano:
Desde o início da Criação, Deus traçou Seu plano para o estabelecimento do Reino dos Céus na Terra.
Deus atribuiu ao ser humano, o mais nobre de todos os seres, a missão de construir o Reino dos Céus na Terra.
 Tem gratidão pelas bênçãos divinas, pelos antepassados e pelas pessoas que vivem a seu redor:
Sem a existência de meu pai e de minha mãe, não existiriam, neste mundo, meu corpo e minha alma.
 Reconhece o valor de sua vida e de seu corpo físico:
O homem vem a este mundo com um corpo físico recebido de seus pais e uma alma provinda de Deus.
 Ama e valoriza todas as pessoas:
Aquele que considera o homem um ser realmente elevado e nobre, é um Homem entre os homens.
 Preza as boas maneiras e a moderação:
Saibam os fiéis que a essência da fé consiste em manter a civilidade.
 Demonstra seus belos sentimentos por meio de palavras e atos:
Os homens de pensamentos, palavras e ações puras e belas, estes, sim, são entes do Reino dos Céus.
 Tem bom senso e utiliza a sabedoria para fazer o próximo feliz:
Na Era de Miroku, sobressairão neste mundo às pessoas transbordantes de inteligência verdadeira e da luz do amor.
 É sincero e abomina a mentira:
Sinceridade é um tesouro inestimável que se acumula no coração das pessoas que não são falsas, que não mentem.
 É sensato e consegue distinguir o Bem do Mal:
A educação que forma homens incapazes de distinguir o Bem e o Mal está baseada na pseudo- verdade.
 Não recrimina nem julga os erros dos outros:
Quem vive censurando os erros alheios serão censurados por Deus.
 Tem consciência da importância da virtude oculta e a pratica constantemente:
O homem que procura mostrar a todos os seus próprios méritos revela mesquinhez de espírito.
 É amável e sorridente:
Torne-se uma pessoa capaz de suportar todos os reveses da vida, aceitando-os com um sorriso.
 Deleita-se com a beleza da Natureza e da Arte:

Quem se deleita profundamente com a Arte, está apto a viver no Paraíso.
Nas coletâneas “Alicerce do Paraíso” e “Fonte da Sabedoria” existe muito outros ensinamentos que promovem nosso aperfeiçoamento. Que tal buscá-los e discuti-los com outras pessoas? Além de ser prazeroso, isto pode trazer um aprendizado valioso.

Acredito que, por insegurança, haverá quem diga que jamais conseguirá tornar-se uma pessoa nobre, elegante, graciosa e altiva. Porém, lembremos: recebemos de Meishu-Sama o Johrei e os ensinamentos. Ele afirma: “Se praticarem uma coisa do que eu digo ficarei mais contente do que se passassem os dias venerando e orando fervorosamente.” “Mesmo que não se torne notável, poderoso, tente tornar-se uma pessoa que consegue realizar consistentemente aquilo que digo. Se conseguir proceder exatamente como recomenda, será um herói.” 

Sendo assim, creio que, se praticarmos pelo menos um dos ensinamentos de Meishu-Sama, conseguiremos alcançar, sem dúvida, a almejada nobreza. É impossível ser feliz sozinho Uma pessoa que ama e respeita o próximo, que dá importância ao seu sentimento, que ouve sinceramente o que ele tem a dizer, que estende a mão e ajuda quando é necessário. Uma pessoa que consegue aprender humildemente com tudo e com todos, que se empenha na própria elevação, uma pessoa espirituosa e de conversa agradável. Uma pessoa sorridente, que consegue entender as entrelinhas e sentir a atmosfera de onde está, que é flexível  e consegue adaptar-se às mais variadas situações – uma pessoa assim consegue obter a confiança e a colaboração de todos e apresenta bons resultados tanto na vida pessoal quanto no trabalho.
Palavras, atitudes, expressão e postura da pessoa que sabe quão bom é viver em meio à natureza, que busca estar em contato com as variadas expressões da Arte – música, literatura etc. –, que sabe o que move o coração das pessoas, o que é belo, esta, sim, transmite nobreza e emoção. Se chegarmos a este ponto, conseguiremos serem, com certeza, “obras de arte ambulantes”.

O quanto felizes será se conseguirmos nos tornar assim! Receberemos a confiança e o amor dos demais e nada será mais prazeroso que estar vivo. Ninguém abandonará uma pessoa radiante como você. Desta forma, teremos mais amigos e mais oportunidades de guiar outras pessoas à felicidade. E isso fará com que a sua felicidade também aumente, já que esta não pode ser conquistada na solidão. Pensem: quando há alguém sofrendo em nosso lar ou no trabalho, nós ficamos tristes e o ambiente fi ca pesado. Acredito que o mundo foi feito de maneira que não podemos ser felizes sozinhos.

Para Finalizar

Desde o final do ano passado, venho incentivando a busca no sentido de os senhores se tornarem “pioneiros da salvação”. Gostaria, portanto, que combinassem isso com o empenho para alcançar “a nobreza de uma pessoa de fé”, por meio da busca da própria elevação, tema tratado aqui. Seja quando for, seja onde for – não podemos perder nenhuma oportunidade. Naturalmente, a ministração do Johrei também é essencial. Contudo, se vemos no ministrante um modelo de felicidade, o Johrei não se limitará ao momento da ministração em si. Mesmo que pensemos que nossa personalidade não é suficientemente elevados para encaminhar o próximo ou que não nos consideremos paradisíacos, que consigamos, pelo menos, ligar a pessoa a alguém que tenha essa força, pois, afinal de contas, aquele que faz o papel de ponte também é um “pioneiro da salvação”.

Nossa missão é fazer o próximo feliz. Acredito que a melhor maneira de cumprirmos nossa missão é vivendo e tornando real uma vida que nos leve à felicidade, transmitindo isso através de nossa postura para que, juntos, trilhemos o caminho da elevação. Para isso, devemos polir cada vez mais nossa felicidade e ganhar a permissão de nos elevarmos e de nos tornarmos pessoas que, quando nos olharem, pensem: “Ah, eu gostaria de ser como ele, de viver como ele...” Tenho certeza de que este empenho fará com que nossa espiritualidade se eleve e consiga transformar nossa vida em algo Belo e Sublime.





Encontros com o Revmo. Tetsuo Watanabe
(Presidente da Igreja Messiânica Mundial – IMM)
(Orientação Publicada na Revista IZUNOME /Japão)
N.92 – ano: 2012 

Fonte: Revista IZUNOME 
Edição N.57 – Setembro /2012
Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Site: www.messianica.org.br

O Supremo Deus governa cada instante da nossa Vida


O Supremo Deus governa cada instante da nossa Vida


Felicitações a todos pelo Culto do Natalício de Meishu-Sama! Com imenso e profundo respeito, digo-lhes que o Supremo Deus está vivo e que todos os seres criados recebem dele o sopro da vida e levam uma existência com entusiasmo. Foi ele que gerou todas as coisas. Sem exceção, somos todos seus filhos.
Na dimensão chamada vida, o objetivo da criação e fazer de nós, verdadeiros filhos, messias que realmente conhecem e servem ao Pai da vida. Para a realização deste propósito, acredito que o Supremo Deus preparou todas as partículas divinas no Mundo Celestial, utilizando o espírito da palavra chamada messias, e deixou-as unidas a ele. Por conseguinte, nós, seres humanos, portadores da partícula do espírito do Supremo Deus, recebemos o divino propósito de nascer novamente como seus verdadeiros filhos. Sem reconhecer que o Supremo Deus é o Pai da nossa vida e da vida de todas as coisas, a humanidade ignorou-o e permaneceu no mundo da noite, coberto pela escuridão. 

O Supremo Deus, com seu infinito amor, perdoou a humanidade e, realizando uma grande mudança, chamada “Transição da Noite para o Dia”, recebeu a todos nós no mundo do dia, totalmente novo, em que brilha radiante luz. O mundo criado pelo Supremo Deus, tanto o céu como a terra, está envolto em luz e profundamente preenchido por sua alegria. Como o Supremo Deus nos ama, ele nos guia, o tempo todo, para que sua alegria se torne nossa. Meishu-Sama percebeu dentro de si a realização do grande perdão chamado “Transição da Noite para o Dia”, passou a servir tal como ordenava a Vontade Divina e chegou á convicção de que renascera como uma existência uma com o Supremo Deus. É por isso que digo: Messias Meishu-Sama, verdadeiro filho do Supremo Deus, sustentáculo a ser herdado e transmitido por nós e por nossos descendentes.

Unidos a este Meishu-Sama, estamos sendo criados junto com toda a humanidade, antepassados e demais seres para nascermos novamente. Agradeço do fundo do coração a permissão de podermos louvar o Supremo Deus, que se encontra junto a Meishu-Sama, e de podermos orar para que o propósito Divino se realize. Agradeço aos messiânicos o empenho em aprender e praticar, diariamente os ensinamentos de Meishu-Sama visando ao aperfeiçoamento individual e á transformação do seu meio em paraíso exercitando, diligentemente, o amor altruísta a partir de pequenas práticas. Por meio dos aprendizados adquiridos a partir das inúmeras experiências vividas na prática do dia a dia, os senhores estão aprofundando a relação de reciprocidade com Meishu-Sama e fortalecendo e tornando cada vez mais consistente a ligação que os une ao Supremo Deus. E isso tem têm sido um grande estímulo e alegria para mim. Também agradeço de todo coração, o empenho de todos na construção do Solo Sagrado o protótipo do Paraíso Terrestre.

A esse respeito, no Solo Sagrado de Atami foi iniciada a obra de restauração do Palácio de Cristal a última edificação feita por Meishu-Sama em sua vida terrena. Ela é muito significativa e motivo de grande alegria, pois representa uma nova etapa na construção do Solo Sagrado. Ao mesmo tempo em que estou orando para que as obras de restauração sejam concluídas sem obstáculos, gostaria de lembrar as palavras de Meishu-Sama que refletem seu sentimento por este prédio: “O Palácio de Cristal não pertence exclusivamente a nós. Desejo que um maior número de pessoas se deleite com este lugar apreciando daqui a maravilhosa vista da natureza concedida por Deus”. Oro para que, com a conclusão dessa restauração, todos aqueles que visitarem o Palácio de Cristal possam sentir alívio e tranqüilidade em seus corações. Da mesma maneira que as obras de restauração do Palácio de cristal começarão as obras de conclusão do Shunjû-na, a vila Primavera- Outono, do Solo Sagrado de Quioto. 

O contato de um grande número de pessoas com a beleza o vigor emanados do Solo Sagrado fará com que, sem se darem conta, elas se recordem do Solo Sagrado eterno que existe dentro de seus corações e se sintam revigoradas. Meishu-Sama certamente ficará muito feliz ao ver isto acontecer. Desejo que essa alegria de Meishu-Sama se torne a nossa alegria e a de todos os seres. Precisamos dedicar com gratidão e esperança, como se fôssemos seus braços e pernas, na Obra Divina de construção do Solo Sagrado. 

O primeiro poema do culto de hoje foi:

“Eu, apenas eu, recebi do Supremo Deus a missão de salvar o mundo”.
Creio que Meishu-Sama compôs um poema como este porque chegou á convicção de que se encontrava na posição de servir ao Supremo Deus, cumprindo sua missão enquanto partícula divina, ou seja, na posição de salvador. Gostaria agora de refletir sobre qual seria nossa relação com Meishu-Sama, que afirmou ser o único que recebeu está missão. Acredito que nós estamos incluídos na idéia do “apenas eu” de Meishu-Sama. Ao mesmo tempo, ele, que disse “apenas eu”, encontra-se no centro da consciência de cada um de nós. Isto é o que significa estar unido a Meishu-Sama num só corpo. Dentre outros poemas que expressam seu sentimento, Meishu-Sama escreveu: 

“Cumprindo o designo de Deus, eu, no momento Presente
 Estou salvando todos os seres “viventes”. 

A expressão “momento presente”, á qual Meishu-Sama se refere, seria distinta do “momento presente” quer estamos vivendo? O tempo chamado eternidade pertence ao Supremo Deus. Nela, ele uniu e governa o “momento presente” de Meishu-Sama e o “momento presente” de cada um de nós. Ele governa cada instante da nossa vida. Todos os acontecimentos, tanto os do passado quanto os do futuro que se aproxima, estão ligados ao momento presente de cada um e, no centro dessa noção de “momento presente” se encontram Meishu-Sama e o Supremo Deus. 
Se conseguirmos encaminhar e entregar todas as coisas, inclusive o passado e o futuro, no centro do “momento presente”, não conseguirão perdoar e salvar a nós mesmos, servindo á obra que traz perdão e salvação para todos? É fundamental não nós perdermos do ponto central da nossa consciência e estarmos cientes de que, por meio da expressão “eu, no momento presente”, utilizada por Meishu-Sama, o Supremo Deus está nos fazendo lembrar que estamos unidos a ele e que, mesmo não sendo perfeitos, enquanto partículas do seu espírito constituíram o eixo central que, junto com Meishu-Sama, serve na posição de salvar.
Dessa maneira, enquanto partícula do espírito do Supremo Deus encontrou na posição de servi-lo. Contudo, não é só isso: recebemos um corpo que acompanha nossa consciência/sentimento. 

O segundo poema do culto de hoje diz:

“Pensando na felicidade de ter sido salvo, empenho-me, de coração em retribuir a graça que me foi concedida”.

Quando penso na felicidade de ter sido salvo, empenho-me de corpo e alma para retribuir essa graça. Mais do que isso, não consigo ficar sem fazê-lo. Será que este não seria o significado desse salmo? Este poema me faz pensar que, por meio dele Meishu-Sama está expondo seu mais sincero sentimento enquanto pessoa posicionada do lado de ser salva, como portadora da partícula divina que não consegue mais viver sem servir á Obra de Deus de compartilhar esta salvação com um maior número de seres. Por essa razão, quando Meishu-Sama afirma que somos a síntese de incontáveis antepassados, creio que ele está se referindo ao indivíduo que serve ao Supremo Deus na posição de receber a salvação junto com todos os seres. Será que não recebemos o corpo material, que acompanha nossa imatura e imperfeita consciência/sentimento, para que possamos junto com toda a humanidade, com todos os antepassados, enfim com todos os seres, servir á divina tarefa de agradecer as graças, receber e compartilhar a salvação? Nosso dever mais importante, como seres que receberam a partícula divina, é servir sem nos esquecermos de que devemos fazê-lo junto com todos os outros.

Desse modo, trazemos em nós, simultaneamente, duas posições. A de quem se encontra na condição de salvar e a de quem se encontra, junto com todos os seres, na condição de ser salvo. Isto significa que cada um de nós é dotado de um eixo vertical central; e no plano horizontal de largura. A forma “su” desenhada por Meishu-Sama expressa essas duas posições que trazemos. O ponto no centro do círculo representa o ponto que se encontra no centro da nossa consciência e simboliza nossa posição de salvadores, por sermos partícula do espírito do Supremo Deus.  

O círculo em torno do ponto simboliza nossa posição de recebedores da salvação junto com todos os seres, pois somos também recipientes (da partícula divina). Podemos dizer que este círculo representa o corpo material que traz consigo nossa consciência/sentimento. Estas duas posições não são distintas, são unas. O Supremo Deus preparou partículas do seu espírito chamados alma e criou o corpo físico junto com a consciência/sentimento como o recipiente que recebe e abriga sua partícula, utilizando ambos, corpo e alma, como se fossem uma coisa só. Não existimos, neste exato instante, graças á união do corpo e da alma? É por isso que podemos servir á atuação do izunome o centro que uniu o vertical e o horizontal.

Meishu-Sama também escreveu o seguinte poema:

“Sou homem e não sou homem
Sou Deus e não sou Deus
Fico a refletir sobre “mim mesmo”.


Creio que o sentimento expresso por ele neste poema é resultado da sua compreensão acerca das duas posições que existiam dentro dele. Meishu-Sama serviu humildemente ao Supremo Deus e, até hoje, continua nos guiando de acordo com a Vontade Divina, porque conseguiu perceber estas duas posições dentro de si. O Supremo Deus as utiliza como se fossem uma só: a de salvar, que é inerente á partícula divina, e a de ser salvo, que é intrínseca ao recipiente dessa partícula. Com relação a isso, gostaria de refletir 

sobre o terceiro poema do culto de hoje: 

“A fé pode ser resumida em uma única palavra: Makoto”.
Qual “seria a melhor maneira de compreendermos o significado da expressão: resumida em uma única palavra: makoto”? O Supremo Deus, por intermédio de Meishu-Sama, está nos mostrando sua existência e semeando em nós o sentimento de fé. A Fé é algo que recebemos do Supremo Deus. Cada um de nós, por meio dos Ensinamentos de Meishu-Sama, despertou para o sentimento de fé que sempre existiu dentro de nós. E estes ensinamentos se constituem por meio das palavras. As palavras existem junto com as idéias e vice-versa.

Quando digo “palavras”, estou me referindo também aqueles que contêm idéias que não podem ser expressas por meio da voz, da escrita etc. As palavras possuem espírito. A origem e o centro do espírito das palavras é o próprio Supremo Deus. Será que, em última instância, Meishu-Sama não teria utilizado a palavra makoto para se referir ao Supremo Deus e representá-lo?

Dessa maneira, por intermédio dos ensinamentos de Meishu-Sama, ou seja, pelo espírito das palavras, que pertencem ao Supremo Deus, estamos sendo unidos a ele. As palavras são do Supremo Deus. No entanto, até hoje, cada um de nós as utilizava como se nos pertencessem e, por meio deles, viemos empenhando-nos para compreender os ensinamentos, pregá-los e convencer o outro. Creio que, se tivermos percebido que estávamos utilizando as palavras como se elas nos pertencessem, devemos comunicar nosso sentimento a Meishu-Sama, pedir-lhe perdão e restituí-los ao Supremo Deus. Como todas as coisas e as circunstâncias existem junto com as palavras, “devolver as palavras ao Supremo Deus” significa retornar para junto dele. Será que não precisamos devolver as palavras ao Supremo Deus para que, a partir de agora, ele as utilize como sua própria palavra e, pelos ensinamentos de Meishu-Sama, possa expandir nossa compreensão e conhecimento? Será que não devemos orar desejando que as práticas diárias, desenvolvidas com base nos ensinamentos, tenham energia e correspondam á vontade do Supremo Deus?

Meishu-Sama também escreveu o seguinte poema:

“Certamente será amado por Deus aquele que se empenha fervorosamente, carregando consigo uma grande esperança”.
Para mim, ter uma “grande esperança” significa conseguir ter a esperança de que, seja como for, se tornará um verdadeiro filho de Deus, que consegue manter o sentimento/pensamento ligado a ele, pois sabe que dele recebeu a vida como filho, mesmo que seja, hoje, um grande teimoso, um pobre de espírito ou um grande sofredor. Foi para isso que Deus, com seu grandioso perdão, uniu cada um de nós a Meishu-Sama. Agradecendo por estarmos sendo criados e educados  por meio de inúmeras experiências, gostaria  de poder servir juntamente com todos os senhores sem nos envaidecermos ou nos menosprezarmos, mas levando uma grande esperança no coração.

O Culto do Natalício de Meishu-Sama, realizado hoje, é uma importante cerimônia litúrgica de encerramento deste ano. Creio que, na celebração do seu Natalício, nenhum presente poderia alegrar mais a Meishu-Sama do que nós mesmos, exatamente como somos. Se reconhecermos sinceramente que Deus é o Pai da nossa vida e comunicarmos, sem relatar, este fato a Meishu-Sama, que foi quem nos fez compreender isso, estará inteiramente presentes dentro do sentimento comunicado. Para Meishu-Sama, seria uma grande alegria receber de nós este presente.

Encerro minhas palavras orando para que, por intermédio dos senhores, as bênçãos que se encontram junto ao Messias Meishu-Sama possam ser compartilhadas com a humanidade e todos os demais seres. Oro também para que o novo ano, que estamos para adentrar, seja um ano repleto de esperança tranqüilidade e radiante luz.

Agradeço de todo meu coração por poder louvar ao Supremo Deus que está vivo por toda eternidade junto com todos os senhores.

Muito Obrigado!



Culto do Natalício de Meishu-Sama
Orientação de kyoshu-Sama (Yoiti Okada – Líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial – IMM).
Templo Messiânico do Solo Sagrado de Atami /Japão
22/23 de Dezembro 2010



Fonte: Revista Izunome
N.38- Fevereiro/2011 – São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – (IMMB)


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Astrologia Chinesa das Noves Constelações


Astrologia Chinesa das Nove Constelações


Na China, a astrologia é uma ciência milenar que atingiu formas e métodos bastante diferentes dos conhecidos pela astrologia ocidental. Na China, ela assumiu diferentes formas e métodos, utilizados pelos antigos sábios.
Na China existe um conjunto de conhecimentos astrológicos que segue em várias direções, indo desde o mapeamento dos planetas e constelações no céu noturno e das suas influências até a criação de uma astrologia completamente mística e desvinculada das estrelas, enxergando o céu apenas como um portal para as energias celestiais. 

Os Chineses desenvolveram um estudo profundo em relação a tudo que se referia á compreensão dos eventos celestiais. Eles acreditavam que, ao compreendê-los melhor, poderiam mudar e transformar os acontecimentos da esfera terrestre. Essa seria a visão oriental de proposição hermética, na qual o microcosmo (Homem) pode ser entendido a partir do estudo do macrocosmo (Astrologia – céu). Esse estudo gerou importantes conseqüências que chegaram até os estudiosos ocidentais contemporâneos, visto que i interesse dos chineses pelo céu resultou num extenso catálogo de estrelas e eventos siderais: ao longo de sua história foram registrados inúmeros eventos estelares, desde explosões de supernovas e novos (estrelas que, no fim de sua vida estelar, explodem , gerando grande luminosidade), até inúmeros cometas e meteoros, todos catalogados por eles em suas observações. 

A obsessão pela esfera celeste gerou tal busca e estudo, que os chineses obtiveram um considerável grau de precisão em suas observações dos eventos siderais. Devido a essa precisão, por volta do século VI a.c, portanto, séculos antes dos astrônomos ocidentais os estudiosos da corte imperial chinesa já dispunham para estudos em dias nublados de um planetário movido e engrenagens e usando força mecânica (humana ou animal). Embora ainda apresentasse alguns erros, permitia uma precisão que só foi alcançada no ocidente em meados do séc. XIX. Ao observarem os movimentos estrelares, buscando correlações entre estes e a terra, encontraram uma peculiaridade na Constelação Ursa M(Constelação famosa por apontar sempre para o norte e por ter sido usada como base para a construção da grande Pirâmide de Gizé). Os chineses concluíram que existia um movimento aparente entre as estrelas da constelação e a terra, fazendo com que a cada ano uma delas, aparentemente, aponte em direção ao nosso planeta. 



A partir dessa observação, eles desenvolveram uma metodologia matemática para definir qual estrela apontava para a terra a cada ano, e iniciaram um estudo para determinar se existiria alguma relação entre essas estrelas e o homem. Após anos de trabalho concluíram que de acordo com as estrelas anuais existiam nove tipos humanos. A análise das características das pessoas referente a cada uma das estrelas demonstrou que elas estavam ligadas diretamente aos cinco elementos chineses, e também aos ciclos do yin e yang, o que permitia analisar os ciclos energéticos de forma precisa. Assim, nascia o sistema conhecido como “Astrologia das Nove Constelações” ou “Astrologia das Nove Estrelas”.  
Esse sistema ganhou uma grande importância as se unir ao estudo das energias ambientais, conhecido como “Feng-Shui”, pois a partir de então permitiu determinar quais eram os ciclos favoráveis e desfavoráveis para cada uma das “estrelas anuais” e assim ser usado para fazer previsões mais exatas. Dessa união nasceu a Escola da Bússola, a qual determina, por meio dessa astrologia, as quatro direções favoráveis e desfavoráveis usadas nessa linha de Feng-Shui, permitindo uma harmonização personalizada das energias.

As Nove Estrelas    

O sistema das nove estrelas, também conhecido como “dos Nove Palácios” tem ligação direta com as trigramas do I ching, na disposição do Céu Posterior, segundo foi levantado pelo Astrônomo Zhang Heng (Dinastia Han, de 206 a.c a 221 d. c) Como já havia sido observado pelos Astrólogos chineses, havia uma relação entre as estrelas, os cinco elementos e os fluxos de Yin e Yang, e as trigramas do Céu Posterior estão dispostos de forma a espelhar essa sistematização. 


O curioso desse mapa, desenvolvido pelo Rei Wen (aproximadamente 1000 a. c), é que embora fosse uma parte importante do estudo do Feng-Shui e do I Ching, até então não possuía qualquer ligação com a astrologia. Os astrônomos determinaram a forma pela qual as estrelas se movem no mapa com a passagem dos anos e descobriram que, em alguns casos, as suas posições relativas podiam provocar sorte ou problemas, e deduziram os ciclos em que essas situações ocorriam. Esses ciclos podem ser aplicados não só a pessoas, mas também a nações inteiras, dessa forma ajudando a desenvolver estratégias para empresas e outros setores da economia de acordo com as conjunturas locais e globais. Isso é comprovado pelo crescente uso da astrologia das nove estrelas em conjunto com o Feng-Shui e várias empresas e em determinadas corretoras de ações em Hong-Kong para suas aplicações na bolsa de valores. 
O cálculo das estrelas pessoais é simples e exige pouco conhecimento matemático. Ma precisamos ter em mente um aspecto importante para os chineses. No estudo da astrologia das nove constelações para o mesmo ano, homens e mulheres têm estrelas diferentes. Segundo a antiga filosofia chinesa, as energias das estrelas mudam conforme o sexo de cada pessoa.

O Significado de cada Estrela

Cada estrela tem um significado único e com diversas interligações com os vários aspectos da antiga sabedoria chinesa. Esse estudo é extenso e dinâmico, mas aqui vamos nos ater a uma breve descrição de personalidade de cada estrela pessoal ao elemento ao qual é ligado, e ás cores mais usadas no Feng-Shui. 


1* Elemento: Água, cor: escura – Quem está ligado a essa estrela possui uma calma aparente, mas sua mente vive num mundo emocional intenso e que segue por caminhos ás vezes inesperados. Possui uma natureza fértil, ainda que por vezes lhe faltasses o ímpeto da ação, que transforme a sua intensa atividade mental em algo prático. Pode haver também uma tendência ao distanciamento em várias áreas de sua vida; nesse caso, pode desenvolver uma dedicação excessiva ao trabalho, o que pode acarretar em problemas emocionais e psicossomáticos. 

2* Elemento: Terra, cor: tons de rosa – É uma pessoa de natureza receptiva e que usa suas energias para servir de apoio ás pessoas. Usa sua percepção clara da realidade para trazer a união ao mundo em que vive e, quando não consegue isso, sente-se frustrado, podendo desenvolver certa amargura pela vida em uma idade mais avançada. Deve começar a desenvolver um maior senso de ousadia, buscando gerar sua própria luz e não apenas refletir a luz dos outros. 

3* Elemento: madeira, cor: verde – É domo de uma mente ágil e imprevisível, e vive gerando surpresas, principalmente quando resolve desenvolver seus próprios projetos. Contudo, é necessário aprender que a vida exige flexibilidade e paciência. Não arrisque suas finanças em investimentos duvidosos, pois pode ter grandes perdas. Use sua energia para desenvolver a solidez. Seu raciocínio rápido permite compreender outras pessoas e uni-los em torno de suas idéias. Sendo assim, procure seguir profissões em que possa colocar essa qualidade a serviço de uma equipe. 

4*Elemento: madeira, cor: vinho – Seus pensamentos fluem como o vento e podem ir bem longe. Isso faz com que tenha uma natureza que o leva aos mais diferentes caminhos: ficar parado em um mesmo lugar por muito tempo não faz parte de suas idéias mais freqüentes. Logo que começa a colocar seus pensamentos em ação, fica inquieto, querendo partir em outras direções. Por isso precisa aprender a terminar aquilo que começa. Tem a necessidade de estar em uma grande variedade de projetos, e pode até se dar bem trabalhando como autônomo ou prestando serviços em várias áreas. Sua saúde poderá ser afetada se não der vazão ás suas energias e procurar seguir uma vida cheia de regras e controles.

5* - Aqui não existem significados para qualquer dos sexos. Caso seja mulher, deverá ler o significado referente ao número oito; caso seja homem, deverá ler o referente ao número dois. 

6* Elemento: metal, cor: pastéis e tons de cinza – Possui a capacidade de ser a pessoa certa na hora certa, ajudando as pessoas a realizarem as suas tarefas de forma mais exata e objetiva, graças á sua capacidade de perceber os reais potenciais de cada um. É franco e ás vezes isso pode lhe causar alguns problemas. Assim, é bom aprender que o silêncio poderá ser útil algumas vezes. Deve desenvolver a capacidade de ouvir as pessoas, pois nem sempre elas querem a sua ajuda: deve permitir que elas errem e acertem por si mesmas e lembrar-se de ensinar, porém deixando que elas sigam seus próprios rumos. Embora se mostre forte, tem uma carência afetiva que pode levar a desenvolver dores de cabeça constantes.
7* Elemento: metal, cor: branca – É alegre e habilidoso no trato com as pessoas, possuindo grande capacidade em observar as situações e enxergar as melhores saídas para os problemas. Deve buscar ligar suas atividades a ramos de atividade que usem de sua criatividade e nas quais possa colocar o seu apurado senso artístico em ação. Para desenvolver a sua vida pessoal e espiritual, deve criar á sua volta um ambiente amistoso e saudável. Tem talento para atuar em áreas que exijam criatividade e trabalho em equipe: a mesmice não é com eles. Na saúde deve tomar cuidado com ambientes fechados e pouco ventilados, e não guardar os sentimentos para si, pois poderá desenvolver problemas ligados á boca e língua.

8* Elemento: Terra, cor: azul – (principalmente o índigo). Possui uma grande força e vitalidade. É introspectivo e precisa da solidão e do silêncio para ultrapassar os problemas e dificuldades que possa ter no dia-a-dia. Prefere os trabalhos em que possa se empenhar e mostrar o quanto é capaz de fazer sozinho: ás vezes age como um soldado solitário. Preocupa-se demais e esquece-se de deixar as coisas acontecerem naturalmente. Tem uma grande capacidade de suportar a pressão, além de ter um pensamento organizado e intuitivo, que deve usar a seu favor. Deve cuidar de compartilhar com os outros o seu mundo interior, o que o livrará das pressões que sente e, assim, poderá viver de forma plena os seus desejos e paixões. 

9* Elemento: fogo, cor: vermelha e dourada- Tem um gosto refinado e possui um senso de liderança natural, mas que ás vezes pode ser ofuscado por olhar apenas para as aparências. Tem um dom artístico e sabe comunicar claramente suas idéias, e sabe ouvir o que os outros têm a dizer. Possui uma forte intuição, mas também é movido por uma atitude impulsiva que pode causar algumas situações embaraçosas. Curioso, é atraído pelo que as pessoas consideram impossíveis e difíceis. Vive testando seus limites e isso lhe garante pontos profissionais, mas também uma boa quantidade de problemas, pois tende a negligenciar a si próprio, colocando em risco sua saúde. Lida melhor com profissões que exijam arrojo e o deixe livre para criar.
                                         
Astrologia Chinesa do Amor 


 Autor: (Alex Alprim)


Fonte: Revista /Sexto sentido
N. 30 – Maio/2002
Mythos Editora – São Paulo/SP.
Site: www.mythoseditora.com.br

A Astrologia Chinesa das Nove Constelações
Astrologia Tradicional do I Ching
(Manual Prático)
Autor: Gerard Edde – Editora Pensamento


O Feng-Shui da Personalidade
Descubra o seu tipo de Ch’i
Autor: Roland Rottenfusser
Editora Pensamento
Pág. (34/37)


Contos e Lendas


A Folha

Era uma vez uma folha, que crescera muito. A parte intermediária era larga e forte, as cinco pontas eram firmes e afiladas. Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande, perto do topo de uma árvore alta. A Folha estava cercada por centenas de outras folhas, iguais a ela. Ou pelo menos assim parecia. Mas não demorou muito para que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore. 
Alfredo era a folha mais próxima. Mário era a folha à sua direita. Clara era a linda folha por cima. Todos haviam crescido juntos. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, esquentar indolentemente ao sol do verão, a se lavar na chuva fresca. Mas Daniel era seu melhor amigo. Era a folha maior no galho e parecia que estava lá antes de qualquer outra. A Folha achava que Daniel era também o mais sábio. Foi Daniel quem lhe contou que eram parte de uma árvore. 
Foi Daniel quem explicou que estavam crescendo num parque público. Foi Daniel quem revelou que a árvore tinha raízes fortes, escondidas na terra lá embaixo. Foi Daniel quem falou dos passarinhos que vinham pousar no galho e cantar pela manhã. Foi Daniel quem contou sobre o sol, a lua, as estrelas e as estações. A primavera passou. E o verão também. Fred adorava ser uma folha. Amava o seu galho, os amigos, o seu lugar bem alto no céu, o vento que o sacudia, os raios do sol que o esquentavam, a lua que o cobria de sombras suaves. 

O verão fora excepcionalmente ameno. Os dias quentes e compridos eram agradáveis, as noites suaves eram serenas e povoadas por sonhos. Muitas pessoas foram ao parque naquele verão. E sentavam sob as árvores. Daniel contou à Folha que proporcionar sombra era um dos propósitos das árvores. - O que é um propósito? - perguntou a Folha. - Uma razão para existir - respondeu Daniel. - Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão para existir. Proporcionar sombra aos velhinhos que procuram escapar do calor de suas casas é uma razão para existir. 

A Folha tinha um encanto todo especial pelos velhinhos. Sentavam em silêncio na relva fresca, mal se mexiam. E quando conversavam eram aos sussurros, sobre os tempos passados. As crianças também eram divertidas, embora às vezes abrissem buracos na casa da árvore ou esculpissem seus nomes. Mesmo assim, era divertido observar as crianças. Mas o verão da Folha não demorou a passar. E chegou ao fim numa noite de outubro. 

A Folha nunca sentira tanto frio. Todas as outras folhas estremeceram com o frio. Ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante se derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol.. Mais uma vez, foi Daniel quem explicou que haviam experimentado a primeira geada, o sinal que era outono e que o inverno viria em breve. 
Quase que imediatamente, toda a árvore, mais do que isso, todo o parque, se transformou num esplendor de cores. Quase não restava qualquer folha verde. Alfredo se tornou um amarelo intenso. Mário adquiriu um laranja brilhante. Clara virou um vermelho ardente. Daniel estava púrpura. E a Folha ficou vermelha, dourada e azul. Todos estavam lindos. 
A Folha e seus amigos converteram a árvore num arco-íris. - Por que ficamos com cores diferentes, se estamos na mesma árvore? - perguntou a Folha. - Cada um de nós é diferente. Tivemos experiências diferentes. Recebemos o sol de maneira diferente. Projetamos a sombra de maneira diferente. Por que não teríamos cores diferentes? Foi Daniel, como sempre, quem falou. E Daniel contou ainda que aquela estação maravilhosa se chamava outono. E um dia aconteceu uma coisa estranha. 


A mesma brisa que, no passado, os fazia dançar começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo. Todas as folhas ficaram assustadas. - O que está acontecendo? - perguntaram umas às outras, aos sussurros. - É isso que acontece no outono - explicou Daniel - É o momento em que as folhas mudam de casa. Algumas pessoas chamam isso de morrer. - E todos nós vamos morrer?- perguntou Folha - Vamos sim - respondeu Daniel 
- tudo morre. Grande ou pequeno, fraco ou forte, tudo morre. Primeiro cumprimos a nossa missão. 

Experimentamos o sol e a lua, o vento e a chuva. Aprendemos a dançar e a rir. E, depois morremos. 
- Eu não vou morrer! - exclamou Folha, com determinação - Você vai, Daniel? - Vou sim... Quando chegar meu momento. - E quando será isso??? 
- Ninguém sabe com certeza. - respondeu Daniel A Folha notou que as outras folhas continuavam a cair. E pensou: "Deve ser o momento delas." Ela viu que algumas folhas reagiam ao vento, outras simplesmente se entregavam e caíam suavemente Não demorou muito para que a árvore estivesse quase despida. - Tenho medo de morrer. - disse Folha a Daniel - Não sei o que tem lá embaixo. 
- Todos temos medo do que não conhecemos. Isso é natural. - disse Daniel para animá-la - Mas você não teve medo quando a primavera se transformou em verão. E também não teve medo quando o verão se transformou em outono. Eram mudanças naturais. Por que deveria estar com medo da estação da morte? - A árvore também morre? - perguntou - Para onde vamos quando morrermos? - Ninguém sabe com certeza... É o grande mistério. - Voltaremos na primavera? - Talvez não, mas a Vida voltará. 
- Então qual é a razão para tudo isso? - insistiu a Folha - Por que viemos pra cá, se no fim teríamos de cair e morrer? Daniel respondeu no seu jeito calmo de sempre: - Pelo sol e pela lua. Pelos tempos felizes que passamos juntos. Pela sombra, pelos velhinhos, pelas crianças. Pelas cores do outono, pelas estações. Não é razão suficiente? Ao final daquela tarde, na claridade dourada do crepúsculo, Daniel se foi. E caiu a flutuar. Parecia sorrir enquanto caía. - Adeus por enquanto. 
- disse ele à Folha. 

E depois, Folha ficou sozinha, a única folha que restava no galho. A primeira neve caiu na manhã seguinte. Era macia, branca e suave. Mas era muito fria. Quase não houve sol naquele dia... E foi um dia muito curto. A Folha se descobriu a perder a cor, a ficar cada vez mais frágil. Havia sempre frio e a neve passava sobre ela. E quando amanheceu veio vento que arrancou a Folha de seu galho.Não doeu. Ela sentiu que flutuava no ar, muito serena. E, enquanto caía, ela viu a árvore inteira pela primeira vez. Como era forte e firme! Teve a certeza de que a árvore viveria por muito tempo, compreendeu que fora parte de sua vida. E isso deixou-a orgulhosa. A Folha pousou num monte de neve. Estava macio, até mesmo aconchegante. Naquela nova posição, Folha estava mais confortável do que jamais se sentira. 

Ela fechou os olhos e adormeceu. Não sabia que a primavera se seguiria ao inverno, que a neve se derreteria e viraria água. Não sabia que a folha que fora, seca e aparentemente inútil, se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte. E, principalmente, não sabia que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas de primavera. 


Autor: Léo Buscaglia






A Importância do Perdão


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte o seu pé no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. 

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritada:

- Pai está com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.

Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. 

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?

- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você.

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.


Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;

Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;

Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;

Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;

Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.



Fonte: Autor Desconhecido
Foto da Capa: arrependimento
Fonte: Sabedoria Divina / Facebook




Cinquentenário da Ascensão de Nidai-Sama

Cinquentenário da Ascensão de Nidai-Sama 


Ao rememorar os passos e feitos meritórios da Segunda Líder Espiritual da IMM, vamos descobrir os tesouros que ela nos deixou. No dia 24 de janeiro de 1962, após sete anos servindo como a sucessora do Trono de Kyoshu, Nidai-Sama passava para o mundo espiritual, deixando para os messiânicos do mundo inteiro um grande legado que ainda hoje faz parte das práticas da fé que realizamos em nosso cotidiano. 

Yoshi Okada, a quem chamamos respeitosamente de Nidai-Sama, foi a Segunda Líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial. Após a ascensão de Meishu-Sama em 10 de fevereiro de 1955, ela com grande amor de mãe e sua fé inabalável, conduziu os messiânicos, que estavam profundamente tristes e, de certo modo, desapontados com a perda de seu grande mestre. Nidai-Sama deu continuidade á obra Divina tendo Meishu-Sama como modelo, estabelecendo a visão sobre Deus, sobre o johrei e sobre os Antepassados. Empenhou-se tanto na construção do santuário Messiânico quanto nos visitas missionários por todas as regiões do Japão, executando muitos trabalhos importantes. Essas realizações resultaram na edificação de um alicerce sólido da igreja, em apenas sete anos. 

No dia 24 de janeiro deste ano, completaram-se os 50anos da ascensão de Nidai-Sama. Rememorando seus feitos meritórios, cada um de nós deve se esforçar na edificação de uma fé com sentimento renovado, relembrando sua postura de literalmente, “doar a própria vida” á Obra Divina e de servir de exemplo, tomando sempre a iniciativa de prática dos Ensinamentos de Meishu-Sama. 

Nidai - Sama consolidou um Alicerce sólido para a nossa Igreja 

Ela nos orientou a praticar os Ensinamentos de Meishu-Sama. Yoshi Okada (Nidai-Sama Segunda líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial). Nasceu em 04 de Janeiro de 1897, na cidade de Nagoya, Japão. A partir do segundo ano do ensino fundamental, passou a morar com a tia em Tóquio. Os estudos do ensino médio foram no Colégio Provincial Dar-echi de Tóquio, exclusivo para moças, onde se formou. Em 1919, casou-se com Meishu-Sama, com a missão de acompanhá-lo em sua missão divina, desempenhando papéis importantes, como a de ser a grande companheira em todos os momentos de alegria e de tristeza, ouvindo-o e opinando. Por outro lado, enquanto dona de casa cuidou da família com todo amor. 

Em 1954, depois que Meishu-Sama entrou em severa purificação Nidai-Sama iniciou seu aprimoramento sobre a difícil missão divina que estaria por vir e, após a ascensão do Mestre em fevereiro de 1955, assumiu o Trono de Líder Espiritual. 

Se houver três pessoas de Fé Verdadeira já está bom 

Meishu-”Sama nos deixou grandes objetivos, como a “Construção do Paraíso Terrestre” e a Salvação da Humanidade”. Entretanto, muitos fiéis que se esqueceram desses objetivos e apenas acreditavam na imortalidade de Meishu-Sama, por ocasião da sua ascensão, não conseguiram se refizer do choque e acabaram se afastando da Fé. 

Foi em meio a essa situação que Nidai-Sama deu início ao estabelecimento da visão sobre Deus, que é a base da fé messiânica. Ela orientou que Meishu-Sama, por ter recebido do Deus Supremo a missão de construir o Paraíso Terrestre, doravante continuara a executá-la do mundo celestial. E acrescentou: “Mesmo que eu fique sozinho, não importa. Meu desejo é caminhar sempre com Deus vivendo alinhada com a fé correta”; “Se houver três pessoas de fé verdadeira já está bom”; “Se existirem algumas pessoas que, junto comigo, vão se entregar de corpo e alma a essa doutrina, não precisarei de muita gente. Podem ser apenas dez ou vinte pessoas, mas nunca será pouco”. 

Essa declaração foi feita ao longo de sua visita missionária realizada com muito fervor, de Norte a Sul do Japão, de Hokkaido a Kyushu. Ela também explanou a todos os messiânicos o significado da fé messiânica e a missão da nossa igreja. Entretanto, entre 1955 e 1956, alguns Reverendos influentes da Igreja acabaram optando por se desligar na Igreja Messiânica, levando consigo seus seguidores. Na mesma época, muitos diretores da Igreja passaram para o mundo espiritual, como o Reverendo Sosai Shibui, fatos que ocasionaram um grande êxodo de messiânicos. Houve momentos em que o número de fiéis ligados á Igreja Messiânica chegou a ficar abaixo de 50 mil. 



Congresso Mundial das Religiões Nidai-Sama, então, focou na reativação da linha de frente da difusão. Em pouco tempo, recuperou grande parte dos messiânicos que tinham se afastado das atividades. Além disso, ela mantinha um discurso forte em relação ao tema PAZ: “Neste momento em que a paz mundial se vê ameaçada, se a Igreja Messiânica não puder contribuir em nada nesse sentido, podemos considerar que ela perdeu seu valor como religião”. Nidai-Sama defendia a necessidade de se eliminar de dentro da Igreja, tanto a passividade em relação á sociedade quanto a postura do “exclusivismo”, ou seja, a crença de que “só nós somos os certos, os outros não”,pensamento muito comum no mundo das religiões. Por essa razão, afirmava: “Se a nossa Igreja se tornar uma religião que só pensa nela mesma, é melhor que seja extinta”. Dessa forma, apressou-se em formar o maior número possível de pessoas que quisessem ficar ao lado de Deus.

Assim, ela fomentou a realização do Congresso Mundial das Religiões, que foi realizado em Atami, Japão, em agosto de 1955, tendo como base a orientação de Meishu-Sama: “A ofensiva pela paz significa a união das religiões do mundo inteiro. É iniciar um grande movimento para comover e unir os religiosos”. Além disso, ela incentivou o colhimento de assinaturas para o abaixo assinado que pedia o fim dos testes atômicos promovidos pelos Estados Unidos e pela União Soviética, foi simpatizante do Movimento Federalista Mundial e promoveu a difusão do Esperanto






Fonte: Revista Izunome
N.52 – Abril /2012 – São Paulo/SP
Igreja Messiânica Mundial do Brasil

Site: www.messianica.org.br






Uma das primeiras iniciativas de Nidai-Sama, ao assumir o Trono de Kyoshu, foi estabelecer uma nova visão acerca do johrei, que na época, era visto com restrições. 


Estabelecimento da visão sobre o Johrei 


Devido á disseminação da visão tradicional sobre o johrei, a Igreja Messiânica foi muito mal interpretada pelas autoridades e pelas pessoas de fora da Igreja sendo considerada uma religião que recusa o tratamento médico chegando a ponto de ser impedida de realizar suas atividades principais. Isso levou Nidai-Sama a apresentar a todos os messiânicos uma nova visão acerca do johrei, para que não se gerassem mais transtornos para o mundo das religiões. 

Ela definiu o johrei como o ato da materialização do sentimento mais nobre de Meishu-Sama de querer salvar a humanidade. O johrei não tinha como objetivo somente a cura das doenças, mas também visava revelar a existência de Deus e ser a principal ferramenta que promoverá a construção do Paraíso Terrestre. Além disso, Nidai-Sama institucionalizou que a fé começa e termina com oração e que o ponto principal é que a oração deve ser praticada com ordem e disciplina. Ela enfatizou que orar com fervor e voltou seu coração com sinceridade para Deus são atos maravilhosos e corretos. 

A fim de que o johrei fosse compreendido a fundo, Nidai-Sama realizou aprimoramentos para os Ministros, nos quais ela mesma deu inúmeras orientações. Também convidou cientistas da religião para palestrar, a fim de desenvolver o senso comum desses missionários perante a sociedade. E mais: esclareceu o verdadeiro significado dos cultos e definiu a forma de realizar o cerimonial litúrgico e o registro dos ancestrais e antepassados. Em 1958, no Solo Sagrado de Hakone, foi realizado o Culto aos Antepassados, por ocasião da conclusão da construção do Santuário dos Antepassados. 

Além disso, para fortalecer o vínculo de cooperação entre as Igrejas Regionais, que na época, possuíam personalidade jurídica independente, foi criado o setor de ensino em cada Igreja regional para funcionar como extensão do departamento de ensino da Sede Geral. Com essa implantação, ampliou-se o intercâmbio entre os jovens das várias Igrejas. Em 1959, formou-se a Associação de Jovens da Igreja Messiânica. 


Construir é Ordem Suprema de Deus 


A construção do Santuário Messiânico, no Solo Sagrado de Atami é a obra sublime realizada em vida por Nidai-Sama. Em 1956, ela assim se expressou: “O altar existente hoje no Templo Messiânico é um altar provisório. Sendo um altar provisório, significa que a força de Deus também é provisória”. Somente quando o altar definitivo for construído é que Deus manifestará toda sua força original. A “missão atribuída á Igreja Messiânica terá seu nível elevado e as bênçãos divinas aumentarão”. 

Quando Nidai-Sama proferiu essas palavras, não havia passado muito tempo desde a ascensão de Meishu-Sama, período em que as atividades de expansão estavam paradas e a vontade de dedicar dos fiéis havia diminuído. Mas Nidai-Sama estimulou os executivos e diretores da Igreja dizendo: “Independentemente do que aconteça, até que o desejo de Meishu-Sama esteja concretizado, precisamos ter a coragem de executá-lo, mesmo que passemos por dificuldades. 

A construção do santuário é uma ordem Suprema de Deus. Se nos empenharmos com harmonia e orações, conseguiremos, se não começarmos a agir!”Enfim, as obras de construção começaram, mas o capital era insuficiente. As minas Minakami e Guero, que Meishu-Sama administrava nas províncias de Gunma e Guifu, respectivamente, foram vendidas, assim como o terreno do Zuisenkyo, localizadas na cidade de Atami. Mesmo assim, no final do ano de 1956, o capital estava com um déficit de um milhão e quinhentos mil ienes. Os diretores colocaram dinheiro do próprio bolso para cobrir esse déficit e implantaram o plano de corte de despesas, simplificando ao máximo os serviços administrativos e repensando a contratação de novos funcionários para o ano seguinte. 




Fonte: Revista Izunome
N.53 – Maio /2012- São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Site: www.messianica.org.br







Vencendo o próprio limite 


Em suas viagens missionárias, Nidai-Sama explicava aos membros a linha principal da fé messiânica e a importância da construção desse Santuário. Com sua voz agradável e harmoniosa, ela cada vez mais conquistava os fiéis e dava-lhes forte motivação para se engajarem nas dedicações. Muitas vezes, sua palestra chegava há durar duas horas e, mesmo depois de retornar ao aposento, ficava até de madrugada revisando a palestra do dia seguinte. 

Por ocasião de suas visitas missionárias, nem sempre tinha tempo suficiente para descansar, mas ela não se importava nem mesmo em perder as noites de sono. Se, dentre as pessoas que vinham se despedir dela, encontrasse alguém em estado de purificação, Nidai-Sama logo levantava a mão e ministrava-lhe Johrei ali mesmo, com a maior naturalidade. Caso alguém se aproximasse para apertar-lhe a mão, logo estendia a sua e, sorrindo, dizia: “Se recebeu a Luz por meio desta minha visita, não a guarde só para você, divida-a com outras pessoas.” 

Cinqüentenário da Ascensão Nidai-Sama durante viagem missionária e palestrando para Ministros e Missionários. 

Em janeiro de 1958, foi criada uma subcomissão voltada para elaborar os projetos da construção do Santuário do Templo Messiânico (vide Revista Izunome nº 53), que foram apresentados, finalmente, por ocasião do Culto de Outono, realizado no mês de outubro do mesmo ano. 

Em outubro de 1961, finalmente a construção do Santuário do Templo Messiânico foi concluída e, de suas cerimônias de inauguração, participaram mais de cem mil pessoas. Contudo, devido aos trabalhos intensos, a saúde de Nidai-Sama já estava no seu limite. Logo após a inauguração, um dedicante que servia ao seu lado disse-lhe: “Agora, a senhora precisa descansar...”, ao que ela respondeu bem calma: 


“Olha, se eu tivesse descansado um ano atrás, ainda valeria à pena, mas agora já é tarde...”. “Um ano atrás” corresponde exatamente a um momento crucial, em que a construção entrava na sua fase mais importante. Nidai-Sama sabia que essa obra fora uma determinação dada pelo Supremo Deus e, portanto, ela se preocupava bastante para que a construção não se atrasasse um segundo sequer. Até sua ascensão, Nidai-Sama se empenhou ativamente No Culto de Ano-Novo de 1962, com a saúde bem debilitada, Nidai-Sama descansava no Hekiun-so. 


Residência Oficial do Líder Espiritual 


Ao se aproximar o momento da cerimônia, pediu ajuda à dedicante que servia ao seu lado para pôr a vestimenta adequada ao culto e adentrou a sala do Altar. Após um tempo ali dentro, saiu e disse aos servidores: “Ministrei Johrei em direção ao Templo Messiânico. Assim, todas as pessoas que vieram ao culto receberam a Luz Divina.” Menos de um mês depois do culto, na noite de 23 de janeiro, seu estado se agravou de repente e, na madrugada do dia 24, às 02h15, partiu para o mundo espiritual aos 65 anos de idade. 

Após sua ascensão, Nidai-Sama recebeu o nome divino de “Amatsu Matama Yoshimino Mikoto” (Deusa celestial da Verdade, do Bem e da Beleza). No dia 28 de janeiro, em meio à profunda tristeza, foi realizado o Culto de Ascensão, no Templo Messiânico. Poema de Nidai-Sama: 

Até o dia em que irei me encontrar com 

O saudoso Meishu-Sama precisa deixar construído, 

Solidamente, o alicerce do Paraíso Terrestre. 

No final desse ano, o número de messiânicos havia chegado a 205.000 pessoas. 

Polimento recíproco entre o bem e o mal 

Quando os dedicantes que serviam ao seu lado 

ficavam preocupados com algum problema que surgia, Nidai-Sama dizia: “Tenham paciência por cinco anos. Certamente, no final desses cinco anos, o problema estará resolvido.” 

Ela era assim. Sua personalidade era extremamente paradisíaca, otimista, mas também brincalhona e tinha o coração puro como o de uma criança. 

Á sua volta pairava sempre uma tranqüilidade, suave como a brisa da primavera. Costuma-se dizer que, para o amor de mãe, quanto mais feio é o filho, mais bonito lhe parece. Era com esse amor que Nidai-Sama acolhia as pessoas malquistas trazendo-as para perto de si e tratando-as carinhosamente. Nidai-Sama sempre observava as pessoas com sentimento amplo e dizia: “Mesmo que uma pessoa tenha muitos defeitos, se acharmos nela um ponto positivo e depositarmos o nosso amor nesse ponto, ela crescerá a olhos vistos.” Ela também afirmava que deve haver um “polimento recíproco entre o bem e o mal”, ou seja, que todas as pessoas, tanto as do bem quanto o do mal, polindo-se reciprocamente, poderão ir juntas para o paraíso. Ela possuía um amplo sentimento, raro em uma pessoa comum. 

“Aquele que conseguiu se conscientizar plenamente da verdadeira missão da nossa Igreja consegue encaminhar as pessoas com facilidade.” “Há pessoas que ainda duvidam da chegada do Juízo Final, mas isso é lamentável, pois, com certeza, ele vai acontecer.” “A virtude oculta é importante. Mas seria melhor ainda, se o mundo todo começasse a praticá-la.” Estas eram suas palavras, ensinadas por meio de sua própria postura. 

Atualmente, nosso objetivo é nos tornarmos “pioneiros da salvação”, tendo como tarefa a expansão do altruísmo e o sentimento de gratidão em nosso cotidiano. 

Para tanto, precisamos relembrar as palavras de Nidai-Sama: “A essência da fé é formar pessoas e salvar a humanidade. Se não nos elevarmos a esse nível de compreensão, não conseguiremos obter a verdadeira força”, as 

Quais devem ser gravadas em nossos corações. Igualmente, para conseguirmos terminar a construção do Solo Sagrado, precisamos aprender com a nossa alma, a fé ardente que Nidai-Sama depositou na construção do Santuário do Templo Messiânico. 






Fonte: Revista Izunome
N.54 / Junho de 2012 / São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil



O estabelecimento incansável no exercício de sua missão como líder espiritual dos messiânicos após a ascensão de Meishu-Sama, Nidai-Sama costumava ressaltar em suas orientações que somente quando são transpostos para a prática é que os Ensinamentos de Meishu-Sama se tornam vivos dentro de nós e a fé ganha vida. 

Manifestem o poder da criação para salvar o mundo atual, primeiramente, é preciso entender o modo de atuação do homem contemporâneo e o seu sentimento. Sem dúvida, não devemos nos deixar levar, mas é necessário conhecê-los. É importante assimilar de tudo enquanto se é jovem e trabalhar com seriedade, aproveitando a vigor da juventude. A pessoa que mais sonhar e realizar, serão uma vencedora. Às vezes, o fracasso acontece, mas creio que é melhor arriscar do que não fazer nada com medo de não ter êxito. Não estou dizendo, porém, que é bom agir de qualquer maneira, sem um planejamento. É preciso pensar bem e agir com determinação. Entretanto, pensar demais impede a tomada de decisão, e a pessoa acaba se tornando não empreendedora. Por essa razão, é preciso fi car alerta para não exceder o limite. Devem-se ouvir atentamente as experiências dos outros e tê-las como referência no momento da prática. A prática vivifica o Ensinamento. Não preciso dizer que a leitura dos Ensinamentos é uma prática importante. É como receber Johrei por meio da visão e da audição. 

Contudo, não basta lê-los constantemente e achar que os conhece bem. Só quando são praticados é que se tornam vivos e a fé ganha vida. A prática do Johrei deve se ligar à construção do Paraíso Terrestre; caso contrário, ela não faz sentido. Se os ministros apenas ministrarem Johrei e não ensinarem a importância da dedicação, estarão se apossando indevidamente dos méritos divinos e se tornarão pecadores no Paraíso. 

Já que estamos falando sobre o Johrei, quero acrescentar que, de uma forma bem ampla, ele é uma oração. Naturalmente, conhecer o ponto vital na sua ministração também é, em parte, importante. Contudo, ater-se à busca do ponto vital e da técnica pode levar ao esquecimento da oração, que é o principal, correndo-se o risco de o Johrei tornar-se um mero ato para curar doenças. Portanto, enfatizo aqui a importância da oração. 

O nascimento da nossa Igreja e seu significado tem origem na vontade divina de eliminar o sofrimento do mundo e concretizar o Paraíso Terrestre. Para tanto, Deus escolheu Meishu-Sama e nos concedeu o Johrei, que é a manifestação do Seu imenso amor. Sendo assim, precisamos entender que a base dos Ensinamentos bem como a fonte do poder divino são o Supremo Deus, Miroku Oomikami. Em nossa Igreja, o grande amor de Deus que se manifesta no ato simples do Johrei permite que qualquer pessoa opere milagres. É possível que isto não exista em outras religiões, o que reforça a importância da missão da nossa Igreja. Portanto, é preciso estar muito bem preparado e dedicar ao máximo. 

Deus é amor e o amor é à base de tudo. Por outro lado, Deus também é sabedoria. Por intermédio do amor de Deus, toda a vida existente no mundo é preservada, e percebemos que, pela sabedoria divina, é realizada a ordem, as leis e os ciclos. Dessa forma, podemos imaginar como é o amor e a sabedoria de Deus. Ao servirmos ao grandioso Deus, de sabedoria e amor absolutos, recebemos dele inteligência da percepção verdadeira (tie shokaku) e o poder da purificação, o que nos deixa sem palavras para expressar a paz de espírito e a felicidade que sentimos. 

A felicidade de conhecer o caminho da Verdade Pode dizer também que Deus é o caminho. Todas as coisas existentes no universo se fazem por meio do caminho, e até mesmo o ser humano tem um a ser seguido. Durante longo tempo, esse caminho foi desvirtuado e acabou destruído pelo homem, que se esqueceu de Deus. Então, seguindo o plano divino, entes celestiais se manifestam para estabelecer na Terra uma nova trajetória, construir pontes para o Paraíso e salvar a humanidade à beira da extinção, conduzindo-a ao makoto e à reconstrução do mundo. 

Quando lembramos a história de Adão e Eva, que desobedeceram à ordem de Deus e foram expulsos do Paraíso, vemos que ela se encaixa, perfeitamente, no mundo atual. Mesmo que digamos que se trata de um mundo civilizado, este, na verdade, desenvolveu-se apenas no aspecto material, e o espiritual permaneceu estagnado. Um exemplo disto é a bomba atômica, que, nas mãos do ser humano de espírito atrasado, é o que existe de mais perigoso. Por esse motivo, é urgente de verdadeiros princípios morais no mundo. Todos os dias oraram incansavelmente pelo bem do mundo e pela paz entre as pessoas. Porém, uma vez tomado pelo egoísmo, o espírito do ser humano dificilmente desperta. Para tanto, fazer necessário algo extraordinário, 

O que não é fácil. Haver ou não alguma coisa que o desperte, depende do bem e dos maus presentes na pessoa. Por isso, aqueles que estão no caminho precisam, ainda mais, tomar a frente, purificar o coração, refletir sobre suas atitudes e, antecipando-se à chegada do mundo de grandiosa Luz, concretizar o Paraíso em toda parte. 

Corrigir o sentimento do homem é, sem dúvida, a base para consertar o mundo. Para tanto, o mais importante, em nossa opinião, é provar a existência de Deus aos ateus e materialistas e agir fundamentando-se no altruísmo e na bondade. 

Além disso, se temos gratidão para com as graças recebidas de Deus, este sentimento deve ser manifestado em forma de ações que o demonstrem. Sendo assim, a dedicação é a companheira inseparável dos que têm fé, pois, por meio dela, somos conduzidos a 

Uma fé ainda mais consistente e elevada. Da mesma forma, sem percebermos, acumularemos virtudes e, quanto mais acumularmos estas, mais agraciados seremos materialmente, a ponto disto se estender aos nossos descendentes. Tendo conhecimento deste princípio, qualquer um consegue dedicar com tranqüilidade para o bem das pessoas e do mundo. Por desconhecer este princípio, o homem contemporâneo só pensa em levar vantagem, mesmo que para isso tenha que ferir os outros ou corromper o mundo, atraindo infortúnios e sofrimentos, inclusive para si. Pensando bem, não existe nada mais prejudicial do que o egoísmo, mas são poucas as pessoas que percebem este fato. 

Por meio dos Ensinamentos, o caminho para a concretização da Verdade foi concedido aos fiéis desta Igreja, o que é motivo da maior felicidade. Portanto, vamos compartilhá-la com todas as pessoas do mundo e, dando-nos as mãos, construir o mais rápido possível o Paraíso Terrestre, nossa casa. 





Fonte: Revista Izunome
N.55/ Julho/2012/São Paulo/SP.
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil






Conduzida por Nidai-Sama Por Rev. Mitiko Yamane (in memoriam) – conselheira da Igreja Messiânica Mundial. 

Se eu tivesse que descrever Nidai-Sama em poucas palavras, diria que ela era o símbolo da empatia e da generosidade; da verdade, do bem e do belo; do amor e da oração. Diria, ainda, que ela tinha muita força de vontade. Enfim, era a própria Nidai-Sama (Yoshi Okada). Personificação do amor e do bem. 

As pessoas que a conheceram irão se lembrar de seu rosto cheinho e tranqüilo, do sorriso carinhoso com que se aproximava de nós, de sua bela voz e da vibração espiritual de suas palavras. Ela não gostava que as coisas fossem feitas de qualquer maneira, sem compromisso ou sem responsabilidade. Preocupava se, unicamente, em praticar o bem e em amar sem distinção; era gentil, calorosa e, ao mesmo tempo, rigorosa. Nós nos sentíamos à vontade para buscar sua orientação e apoio, pois sabíamos que ela nos ouviria sobre qualquer assunto. Não seria esse o estado de espírito da verdadeira paz e segurança? Nidai-Sama possuía a nobreza própria de uma líder religiosa. Falar de uma pessoa do seu nível não é tarefa fácil. Vou tentar fazê-lo, relatando alguns episódios que vivi junto a ela; mas, desde já, desculpo-me por não conseguir me expressar da maneira como ela realmente merece. 

Por ocasião de uma visita missionária a Hiroshima, quando o trem parou na estação de Onomiti, um pioneiro no cultivo de tangerinas pelo método da Agricultura Natural, da cidade de Seto Tajima, entrou no vagão em que estávamos. Ao cumprimentar Nidai-Sama, esta tirou as luvas e apertou, delicadamente, a mão áspera desse agricultor e, fazendo-lhe um carinho, disse amavelmente: “Então, é esta mão que planta aquelas tangerinas deliciosas? Por favor, cuide de sua saúde e continue se empenhando nesse trabalho.” O agricultor ficou impressionado e deveras emocionado. Todos os anos, ele oferecia tangerinas realmente saborosas a Nidai-Sama. Durante esta mesma visita, certa noite, quando se encontrava hospedada numa pousada em Miyajima, sugeriu a Nidai-Sama que se recolhesse mais cedo, pois ela parecia cansada devido à intensa programação. Nesse momento, fui comunicada que o chefe de uma associação de intercâmbio de Hiroshima se encontrava na recepção, solicitando uma entrevista com Nidai-Sama. Eu já ia recusando o pedido, quando Nidai-Sama ouviu e disse que não haveria problema em recebê-lo. Foi uma correria, pois não estávamos preparados para aquela visita. Mesmo assim, ela se desdobrou para oferecer uma lembrança ao visitante inesperado: pintou algumas tigelas de chá e o presenteou com as mesmas.

Em outra ocasião, não me recordo exatamente em que ano foi, aconteceu o seguinte: Nidai-Sama me orientou a ir até Okinawa para ver como estavam os dois ministros de lá. Perguntei-lhe sobre o que eu deveria lhes dizer e ela me respondeu: “Não diga nada. Apenas observe a situação, pois, no momento certo, Deus dará a você sabedoria. 

Não é preciso usar “nenhum artifício.” Assim, parti para Okinawa com alegria e paz de espírito. Quando retornei, relatei tudo detalhadamente a Nidai-Sama, que disse: “Vamos levar sonhos às crianças de Okinawa. Por favor, compre livros para elas”, e me entregou um envelope com dinheiro. Certo dia, repentinamente, Nidai-Sama olhou para mim e disse: “Nossa Igreja é pequena, mas é repleta de bons membros. Por isso, você vai entregar sua vida à Obra Divina comigo, não vai?” Confesso que levei um susto. 

Naquela época, tínhamos tomado conhecimento de que uma de nossas igrejas estava realizando reuniões mal-intencionadas para mim e disse: “Nossa Igreja é pequena, mas é repleta de bons membros. Por isso, você vai entregar sua vida à Obra Divina comigo, não vai?” Confesso que levei um susto. 

Naquela época,, tínhamos tomado conhecimento de que uma de nossas igrejas estava realizando reuniões mal-intencionadas na 

Casa dos membros. Com o intuito de pedir perdão a Nidai-Sama em nome dessas pessoas, fui ao seu encontro algumas vezes, mas 

ela não aceitou. Então, certo dia, perguntei-lhe: “Será que eu posso fazer um apelo aos membros, sem me dirigir aos ministros?” Ela respondeu sorridente: “Se alguém quiser ir, deixe que vá; é como se fosse um presente que estamos oferecendo.” Fiquei impressionada com sua fé e determinação, crescendo em mim o desejo de sés na casa dos membros. Com o intuito de pedir perdão a Nidai-Sama em nome dessas pessoas, fui ao seu encontro algumas vezes, mas ela não aceitou. Então, certo dia, perguntei-lhe: “Será que eu posso fazer um apelo aos membros, sem me dirigir aos ministros?” Ela respondeu sorridente: “Se alguém quiser ir, deixe que vá; é como se fosse um presente que estamos oferecendo.” Fiquei impressionada com sua fé e determinação, crescendo em mim o desejo de segui-la. Ao mesmo tempo, senti um aperto no coração devido à minha pequenez e falta de sabedoria ao julgar o que deveria estar se passando em seu coração. Não me lembro do que lhe disse naquele momento; hoje, recordando os fatos, eu vejo que ela já havia perdoado as pessoas que tinham saído da nossa Igreja, conforme ela escreveu em um de seus poemas: Ao compreendermos o amor de Deus, percebemos que, neste mundo, não existem inimigos ou aliados. Sei que não fui tão útil quanto gostaria e, até hoje, procuro me basear em outro poema de Nidai-Sama, fazendo dele um alimento diário para minhas reflexões: Como poderei eu salvar alguém, se é tão difícil corrigir meus próprios erros e imperfeições? Só me resta orar. 

Com Nidai-Sama, aprendi a importância da oração e começo todos os anos repetindo para mim mesma suas palavras ano passado são passados. Este ano é um novo ano. É preciso servir à Obra Divina com sentimento renovado e sem arrependimentos. Eu vivia fazendo reflexões sobre o que significa realmente ser obediente a Deus. A este respeito, meu falecido marido chamava minha atenção: “O que você está aprendendo com Nidai-Sama? Aprenda o máximo que puder.” De fato, ao lado dela, recebi valiosas orientações, até mais do que merecia e lhe sou imensamente grata. (trecho extraído Jornal Shinsei nº 159, publicado em 21 de fevereiro de 1997). 





Fonte: Revista Izunome
N.56/Agosto/2012/São Paulo/SP
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil 
Foto: Nidai -Sama - (Johrei Center Macapá / Facebook)