segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Paraíso é a Origem de toda a Criação


O Paraíso é a Origem de toda a Criação 

Felicitações a todos pelo Culto do Início da primavera. Com imenso e profundo respeito, digo-lhes que o único e Supremo Deus está vivo dentro de cada um de nós e dentro de todas as existências. O propósito da Criação do Supremo Deus é fazer com que toda a humanidade retorne ao seu paraíso e renasça como seus verdadeiros filhos, para que o Paraíso Terrestre se estabeleça. 

O Messias Meishu-Sama consumou este propósito e renasceu. Unidos a ele, nós estamos recebendo a permissão de sermos criados e educados para que, junto com toda a humanidade, com todos os Antepassados e demais seres da Criação, possamos servir ao Supremo Deus. Hoje é o dia em que celebramos o início da Primavera. Renovando meu sentimento, agradeço de todo coração a permissão de poder louvar a Supremo Deus, que se encontra junto a Meishu-Sama, e de orar com todos SOS senhores para que a Vontade Divina seja concretizada. 

Estou muito feliz por saber que os messiânicos estão se empenhando na Prática do Sonen de Gratidão e das Pequenas Ações Altruístas para fazer com que o sonen que até hoje considerávamos ser nosso seja utilizado para o Supremo Deus e Meishu-Sama se manifestarem nele. Por meio da constância destas Práticas, todos estão se esforçando em partilhar a alegria de desejar a felicidade do próximo com o maior número de pessoas. Além disso, agradeço de coração a dedicação sincera de todos na Obra Divina de construção dos Solos Sagrados – Terra Divina (Hakone), Terra Celestial (Atami) e Terra da Tranqüilidade (Quioto), que são os protótipos do Paraíso Terrestre construídos por Meishu-Sama. 

Ao servir á Obra Divina de construção dos Solos Sagrados, ganhamos a convicção de que o Paraíso é o Solo Sagrado Eterno existe no centro dos nossos corações. Agradeço profundamente Meishu-Sama por estar cultivando em nós a consciência/ sentimento, que nos possibilitará habitar o Paraíso. A propósito, existe uma consciência que é a origem de todas as coisas. Nós a chamamos de Supremo Deus, que é a vida e a alma eternas. Meishu-Sama escreveu uma série de poemas intitulados “Louvarem a Deus”; Dentre eles, existe o seguinte: “Todos os seres que vivem neste mundo são abençoados por Deus”. 

Ou seja, ele reconheceu, dentro de si, que todas as criaturas estão sob as Bênçãos Divinas e, por meio deste poema, louvou o Supremo Deus. O Paraíso é a origem de toda a criação. Por esse motivo, os humanos e todos os demais seres formam uma existência uma com o Criador. No Paraíso original, fôramos um só corpo com Meishu-Sama e, junto com ele, estamos unidos á humanidade, aos nossos ancestrais e antepassados e a todas as existências. É por isso que, agora também, estamos unidos a Meishu-Sama, á humanidade, aos antepassados e aos demais seres. É por sermos unidos que temos a possibilidade, por intermédio de Meishu-Sama, retornar ao Supremo Deus, que nos concedeu a vida como filhos do seu espírito, ou seja, como Partículas Divinas, que nos confiou sua consciência, vida e alma eternas e que nos fez descer á terra, concedendo a cada um de nós a consciência chamada “eu”. 

Com o propósito de nos fazer retornar ao Paraíso e nos tornar aptos a habitá-lo, fazendo-nos renascer como seus verdadeiros filhos, o Supremo Deus esta desenvolvendo o Plano Divino de Salvação da humanidade e de construção do Paraíso Terrestre. Vivemos neste mundo, tendo que distinguir entre as atividades públicas é as atividades pessoais, ou seja, entre os assuntos da coletividade e os particulares. Entretanto, como tudo está inserido no Plano Divino chamado construção do Paraíso Terrestre, todas as nossas atividades, vistas pelo Supremo Deus, são públicas e pertencem ao âmbito da coletividade. 

Meishu-Sama afirmou que para o mundo se tornar um Paraíso primeiro precisamos analisar a menor unidade que o compõe, ou seja, o ser humano. Com isso, ele está nos ensinando que a salvação do indivíduo e da família está diretamente ligada á salvação do mundo. Sinto que não posso tratar assuntos particulares ou familiares apenas como assuntos pessoais. Preciso aceitar que eles estão intimamente relacionados a toda a humanidade, sendo mesmo um modelo; em outras palavras, uma representação em escala reduzida de tudo que acontece nela. O Supremo Deus, junto com Meishu-Sama, está atuando e utilizando todos nós, a todo o momento, para desenvolver seu Divino Plano, que é para a coletividade. 

Creio que, apesar de ter percebido isto, eu não estava aceitando, não estava reconhecendo bem a atuação clara do Supremo Deus dentro de mim. Não podemos permitir que as coisas se limitem ao campo da percepção. Uma vez percebida, precisamos aceitar a realidade dos fatos e fazer com que esta se manifeste em nosso pensamento, ou seja, não podemos nos esquecer de relatar ao Supremo Deus nosso reconhecimento. Reconhecera atuação do Supremo Deus e torná-la evidente no nosso pensamento são maneiras de louvá-lo. No entanto, mais do que reconhecer que o Supremo Deus estava atuando constantemente dentro de si, os seres humanos, até hoje, estiveram voltados para a busca das conveniências e satisfação pessoal, para o prevalecimento da sua justiça, dos seus “ismos” e de seus argumentos. Enfim, tenho a impressão de que viemos, o tempo todo, fazendo pedidos que priorizassem somente a nossa vontade. 

O Supremo Deus, que está junto a Meishu-Sama, perdoou a humanidade com seu amor imparcial e para recebê-la no seu Paraíso, realizou a transição da Era da Noite para a Era do Dia. O caminho da salvação, para a humanidade retorna ao Paraíso, já foi concluído por meio desta transição. Creio que a salvação depende de estarmos convictos ou não de sua conclusão. Não seria justamente pelo fato de este caminho estar pronto que é possível retornar ao Paraíso por meio da várias práticas de salvação, a começar pelo johrei? 

“Meishu-Sama invisível aos olhos humanos. O Plano Divino se realizou no Mundo Espiritual”. 

Estamos entrando, neste momento, numa etapa de formação e aperfeiçoamento apropriada á fase inédita que sucede á concluída transição da Era da noite para a Era do Dia. A luz dessa Nova Era que brilha intensamente, irradia-se do centro da consciência de cada ser humano, iluminando e purificando toda a nossa mente e corpo. O fato de problemas virem á tona em todas as partes do mundo e de ocorrerem incidentes á nossa volta, é decorrência da manifestação de Deus e da sua Luz. Esta ilumina e faz emergir aquilo que se encontra nos recônditos sombrios do nosso ser para que, então, ele possa nos receber no Paraíso, fonte de Luz. 

Em nosso dia a dia, somos levados a ver, ouvir ou sentir muitas coisas. Isto porque Deus está atuando e nos utilizando como instrumentos coletivos. Assim como na máxima: “Rogar a Deus em momentos difíceis”, sentimos vontade de orar com afinco pedindo auxílio apenas quando nos encontramos em dificuldade. Fazemos isso porque queremos eliminá-lo. Entretanto, será que Deus não estaria atuando, inclusive, nos momentos de sofrimento? Deus possui o poder da Grande Harmonia. 

Quando sofremos, não significa que Deus não está atuando. Na verdade, por meio do poder da Grande Harmonia, ele está justamente realizando seu propósito, enquanto harmoniza o bem e o mal. Não seria isto que nos está sendo ensinado? Meishu-Sama escreveu o seguinte poema: “Abram os olhos e vejam que, por trás da destruição, existe a Obra Divina e sua marreta da construção”. 

Este poema nos ensina que “destruição” e “criação” não trabalham separadamente: elas estão juntas, como a frente e o verso de uma moeda. Em meio a processos destrutivos que nos causam sofrimento, sempre encontramos também ações construtivas e benefícios. Por isso, quando estivermos preocupados e sofrendo devido aos mais variados tipos de problemas, como doenças, ao invés de tentarmos ser salvos do sofrimento, entregando somente aquilo que estamos percebendo como mau, o ideal é que encaminhemos e entreguemos a Deus nosso sentimento em relação á harmonia entre o bem e o mal que está sendo promovida por ele. 

Mesmo não compreendendo bem o profundo sentimento de Deus, o mais importante é reconhecer a atuação divina e ter o seguinte pensamento: “Eu estou sofrendo. Isto significa que o senhor estava me vendo e que, pelo perdão, está me estendendo a mão da salvação, não é mesmo?” O caminho da salvação já está concluído. Por esse motivo, é importante que pensemos: “Que eu tenha a permissão de retornar ao Paraíso junto com o maior número de pessoas e de seres. Que, sob a grande harmonia de Deus, eu possa ser utilizado em trabalhos que promovam a harmonia. Que eu possa ser útil!”. Se conseguirmos pensar dessa maneira, ao menos por um instante, com o encaminhamento e entrega desse sentimento, nossa existência terá sentido. Manifestar isso no nosso pensamento significa criar e educar nosso sentimento de servir á obra divina da Era do Dia, juntamente com todos os seres. 

Dentre as várias maneiras de servir existe a dedicação monetária, que consiste na oferta de dinheiro para Deus, como os donativos oferecidos para a construção dos Solos Sagrados. A propósito, o que o dinheiro significa para nós? Na época atual, não fazemos mais troca de produtos, como era o passado. Utilizamos o dinheiro, principalmente para movimentar a economia, e é ele que determina o “valor de tudo”. Formamos uma existência uma com todos os seres e não conseguimos viver sem as Bênçãos da Natureza e sem o dinheiro. Viemos utilizando todas as coisas e o dinheiro, como se ambos fossem propriedades nossas. Estipulamos um preço e praticamos o comércio livremente. No entanto, isto só é possível por que Deus permite. 

Todas as existências, incluindo o dinheiro, pertencem a Deus. Nós, que usufruímos livremente das coisas e do dinheiro, também pertencemos a Deus. Portanto, ofertar dinheiro, utilizando a palavra “donativo” significa, junto com o dinheiro, devolver a nós mesmos a Deus o verdadeiro dono de tudo. Sendo assim, aparentemente estamos oferecendo uma parte do dinheiro que por ele nos foi confiados. Entretanto, creio que estaríamos mais concordes com a Vontade Divina se realizássemos o donativo com o desejo de retornar ao Paraíso junto com toda a humanidade, com todos os antepassados e com todos os demais seres, entregando o “próprio eu” ao Supremo Deus, por intermédio de Meishu-Sama, que se encontra no centro da nossa consciência. 

Como eu disse, nós utilizamos a mente, o corpo, o dinheiro e todos os outros seres como se fossem propriedades nossas. Deus nos perdoou e, justamente por essa razão, a dedicação monetária é um meio pelo qual nós e tudo o que a nós está ligado seremos acolhidos. Por isso, poder servir por meio da dedicação monetária é também uma grandiosa Bênção Divina. E mais; O dinheiro que restou em nossas mãos também pertence a Deus nos foi confiado por ele. Por conseguinte, mesmo pensando em utilizá-lo para o nosso bem, é preciso ter o desejo de servirmos todos juntos, á Obra Divina e de unidos retornarmos ao Paraíso original. Utilizá-lo, deixando claro e evidente este sentimento, é o nosso papel, nossa formação enquanto seres que possuem “domicílio” no Paraíso e que servem como instrumentos coletivos. 

Para mim, o fato do o Supremo Deus estar nos criando e educando, por intermédio de Meishu-Sama, só pode ser fruto do seu profundo e imensurável amor. No mundo dos homens, quando os outros nos ignoram ou não ouvem nossas palavras, costumamos recriminá-los e sentir o desejo de lhes impor alguma punição. O Supremo Deus, todavia, mesmo conhecendo perfeitamente o espírito vaidoso do ser humano, que vem ignorando-o, perdoou-nos e sem nos exterminar, permitiu que clamássemos por seu nome e que utilizássemos palavras de Gratidão e de prece. Só posso pensar que isto acontece porque o Supremo Deus tem o forte desejo de nos criar e educar como seus verdadeiros filhos, para habitarmos o Paraíso. 

Como o amor do Supremo Deus é profundo! Meishu-Sama escreveu os seguintes Poemas: 

“Fico olhando a imensidão do céu, 

Refletindo comigo mesmo 

Sobre a “infinitude do sentimento de Deus”. 

“Incalculáveis são as Bênçãos Divinas 

Sua grandeza é maior que montanhas e sua 

Profundidade, maior “que a dos oceanos”. 

O Supremo Deus não é apenas o Pai que nos concedeu a Vida. Ele é também o Pai que está nos criando e educando com todo amor. Precisamos corresponder ao seu sentimento, para que ele se alegre conosco e está sua alegria possa ser partilhada entre todos os seres. Para tanto, vamos servir junto com Meishu-Sama. 

Encerro minhas palavras orando para que, como a brisa da nova primavera, o sopro da vida do Supremo Deus, que se encontra junto a Meishu-Sama, possa ser partilhado por todos os seres por intermédio dos senhores, trazendo-lhes uma nova vida. Oro, de coração, para que todos que servem dessa maneira possam, com coragem e esperança, viver seus dias com muita alegria. 

Muito Obrigado

Culto do início da Primavera 

Saudação de Kyoshu-Sama 
(Yoiti Okada – Líder Espiritual da IMM)
Templo Messiânico do Solo Sagrado de Atami/Japão
(04/02/2011) 



Fonte: Revista IZUNOME
N.40 – Abril/2011 
Igreja Messiânica Mundial do Brasil 







Viemos de Deus que é a nossa origem e para ele Voltaremos


Viemos de Deus que é a nossa origem e para ele Voltaremos 



Kyoshu-Sama, no Culto do mês de Fevereiro realizado no Solo Sagrado de Atami, nos transmitiu uma orientação importantíssima para a nossa Evolução e Elevação Espiritual. Ele disse: “Será que o caminho para nossa evolução não consistiria em nos lembrar do Mundo Celestial, que é a Fonte da Vida, e retornar á consciência original, ao invés de continuar no caminho que vem sendo trilhado pela humanidade até hoje?” Ouvindo as suas palavras, eu lembrei que sempre apareceram várias perguntas, eu lembrei que sempre apareceram várias perguntas que não tinham respostas, como: “Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?” Pensando bem, Kyoshu-Sama já respondeu a essas perguntas com base nos Ensinamentos de Meishu-Sama da seguinte forma:”Viemos de Deus, que é a nossa origem , e para ele voltaremos.” Isso significa que não se trata de um processo de evolução em linha reta, que parte de baixo para cima. Por exemplo, a própria ciência genética confirma que a evolução do corpo humano é o resultado de um processo que começou numa única célula e evoluiu até chegar num organismo complexo como o corpo humano. 

Bem, isso é a evolução do corpo físico que levou bilhões de anos: evoluiu da forma unicelular, passou pela forma de peixe, de macaco até chegar ao Homo Sapiens. Porém, do ponto de vista espiritualista, quando esse corpo físico durante a evolução, chegou à condição adequada, recebeu a Partícula Divina e se tornou um ser humano. Agora estão sendo comemorados os 200 anos do nascimento de Darwin, que anunciou a “Teoria da Evolução”. Os evolucionistas falam que o homem veio de uma única célula. Por outro lado, as criacionistas afirmam que tudo foi criado por Deus. Por isso, ambos sempre estão em conflito. Na verdade, dentro do criacionismo, existe o evolucionismo. 

Significa que do cruzamento dos dois é que nasceu o ser humano. É como se fosse o cruzamento do homem com a mulher, em que nasce o filho, ou o cruzamento da direita e da esquerda, que faz nascer o caminho do meio IZUNOME. Por isso, Kyoshu-Sama orientou que a evolução do ser humano é em forma de um ciclo: partiu de Deus, que assentou sua Partícula nos seres humanos, os quais, agora, evoluindo, evoluindo, têm de retornar a Deus, o ponto de origem de tudo. Assim como o que vem da terra retorna á terra, o que vem de Deus retorna a Deus. 

Quer dizer: O corpo físico é formado pelos alimentos que vêm da terra e quando morre volta para a terra. E a nossa alma que veio de Deus, tem de retornar a Deus. É isso que Kyoshu-Sama nos ensina. Isso responde ás perguntas: De onde viemos, e para onde vamos? Porém, há aquela pergunta; Quem somos? A resposta é: “Somos uma existência criada por Deus, que recebeu dele sua Partícula Divina para cumprir a missão de construir o Paraíso na Terra”. Para construir o Paraíso, é preciso tornar-se um homem paradisíaco. E para se tornar paradisíaco, é necessário evoluir no sentido de retornar a Deus! Como a nossa Partícula Divina que é a nossa alma, veio de Deus, Kyoshu-Sama sempre nos ensina: O Paraíso está dentro década um de nós, o Messias também está dentro de cada um de nós, o Messias também está dentro de nós. Mas, como podemos fazer para retornar a Deus? Em primeiro lugar, precisamos acreditar nisso e em seguida, nos esforçar para progredir e evoluir sempre. Em outras palavras, não conseguiremos retornar a Deus sem o esforço para progredir e nos elevar. Porém, há pessoas que pensam que não nasceram para progredir. 

Pensem que nasceram para gozar a vida. Quem coloca o objetivo de viver para gozar a vida sempre está reclamando, porque nunca está satisfeito. Por outro lado, quem tem o objetivo de progredir e retornar a Deus sempre procurando evoluir, conseguirá saborear a verdadeira felicidade, a cada degrau que subir. Existem coisas que atrapalham o nosso progresso espiritual, como preconceitos antigos e idéias fixas. Por exemplo: pensamentos de acomodação, do tipo: “Do jeito que estou para mim está tudo bem...” ou idéias negativas como: “Mesmo que eu queira me elevar, nunca vou conseguir”, limitam a nossa capacidade, mesmo antes de tentarmos fazer algo. Gostaria de contar uma experiência muito interessante que vive no início do meu trabalho de difusão aqui no Brasil. 

Havia uma senhora de 65 anos que dedicava na Igreja junto com o esposo, fazendo limpeza e dedicando na cozinha. Era uma pessoa maravilhosa, muito alegre. Mas, a comida que ela fazia, não era tão gostosa. Como eu era solteiro, comia todas as noites a refeição que ela preparava. Eu sempre falava para mim mesmo: “Não posso reclamar. Tenho de agradecer! Tenho de ter gratidão!” Mas não tinha jeito... Era muito difícil agradecer aquela comida: o arroz nunca estava bem cozido e o macarrão era todo quebrado em pedacinhos. Até o café não tinha gosto! Eu cheguei a pensar: “Que tipo de tempero ela usa na comida para ficar com esse gosto meio esquisito? “Até pensei que o problema estava no meu paladar. Certo dia, eu chamei o marido dela, agradeci por tudo o que eles faziam por mim e, meio sem jeito, aproveitei para perguntar sobre a comida que ela fazia: O senhor não acha que o arroz que sua esposa faz fica meio cru não? Ele respondeu: “Olha, Reverendo, eu não sei. Como só tenho um dente, não mastiga só engulo”. Pensei comigo mesmo: “Bom, dessa maneira não dá para saber mesmo...” Perguntei outra coisa: Mas, e o espaguete que ela faz? Sempre fica em pedacinhos? Sim. Por isso, só como o espaguete dela com colher. Certamente, ele sempre achou que a esposa fazia um espaguete especial para ele. Por fim, perguntei: O senhor acha que a comida dela é saborosa? Ele ficou calado, por algum tempo, olhando para o nada e depois olhou para os lados, para confirmar se não tinha ninguém escutando e falou baixinho: Reverendo! A comida dos outros é mais gostosa. E o senhor nunca reclamou? O senhor não é o marido? Por isso mesmo! Ela sempre fala o que quer, mas eu não posso falar o que quero aí sai briga! Eu não quero perder o único dente que sobrou por isso, não poso falar a verdade “... 

Mas o senhor tem de falar a verdade para ela melhorar. Eu já fiz isso, mas mim me arrependi era melhor ter ficado calado. Com pena dele e dela também, no dia seguinte, resolvi falar com ela: Olha a sua comida é boa, viu? Mas pode ficar mais gostosa, eu acho. A senhora não quer melhorar sua comida? Ela me olhou meio surpresa e falou: “Ué, o senhor acha que ainda preciso melhorar? Como eu sabia que ela amava muito Meishu-Sama, falei para ela sobre o Ensinamento “Sejam sempre homens do presente”: Até mesmo Meishu-Sama se esforçava para progredir: este mês, mais do que no mês passado. Este ano, mais que no ano anterior. Como nós somos membros de Meishu-Sama, nunca salvaremos outras pessoas sem praticar o que ele nos ensina! “Ela pensou, e disse: “Entendi! Vou me esforçar!” Então, chamei uma servidora que cozinhava muito bem e que fazia meu almoço e falei: “Aprenda com ela pode começar com o espaguete, que eu vou comer toda noite para ver como é que fica!”. 

Durante a semana, essa senhora fez espaguete para mim todas as noites. Na semana seguinte, ela aprendeu outra receita (lembro que era quiabo com camarão), fazendo o mesmo prato todos os dias da semana. Não foi nada fácil comer o mesmo prato todas as noites. Porém, depois de três meses aprendendo ela começou a fazer pratos deliciosos. Foi então que eu falei: Meus Parabéns! Sua comida está aprovada. Muito obrigado pelo seu esforço! Meishu-Sama também deve estar muito contente! Ela olhou para mim e disse: Reverendo! Sou eu quem precisa agradecer. Antes, eu não tinha paciência de ouvir a sugestão de outras pessoas. Achava que o meu jeito de fazer já estava bom. Graças á sua orientação e ao Ensinamento de Meishu-Sama, aprendi muitas receitas que estou fazendo também na minha casa. Meu marido, meus filhos e netos ficaram muito contentes e eu estou muito grata por isso. 

Vou continuar me esforçando para fazer pratos ainda mais gostosos para alegrar minha família e ao senhor também! Depois, eu perguntei para o marido como estava achando a comida dela, e ele me disse: Nossa, Reverendo, mudou muito nunca pensei que poderia melhorar tanto assim. Puxa! Eu perdi 50 anos de comida gostosa (eles já tinham 50 anos de casamento) E não foi só na comida, não. Ela começou até a me ouvir e se tornou uma esposa maravilhosa. Em apenas três meses, essa senhora conseguiu uma mudança radical em sua vida. Algo que ela não tinha conseguido antes, por causa de uma acomodação que tivera, até então. Eu acho que, talvez, quando ela aprendeu a fazer comida gostosa, aumentou também seu amor altruísta. Mas, de onde vêm esses pensamentos que impedem as pessoas de progredir? Como o ser humano é a soma de milhares de antepassados, certamente, existem muitos que estão acomodados no mundo espiritual, presos aos seus pontos de vista. Isso acontece porque muitos antepassados não tiveram a oportunidade de aprendera verdade como Meishu-Sama nos ensina. Não aprenderam a aceitar100% do amor de Deus e viveram ignorando a sua existência. Por isso deixaram acumular muitas nuvens espirituais, que são a origem da infelicidade. Com a chegada da Era da Luz, agora nos foi permitido tomar conhecimento da verdade transmitida por Meishu-Sama. 

Essas nuvens poderão ser dissipadas pela Luz do Messias, Meishu-Sama, através da ministração e do recebimento do johrei, da Leitura dos Ensinamentos e do servir á Obra Divina. E agora que temos a Prática do Sonen, que se completa com a Prática do Altruísmo, cabe a nós encaminhar todos esses Antepassados para que se elevem e retornem a Deus junto conosco. Essa é a nossa grande missão. O progresso, por menor que seja, é capaz de nos dar confiança e coragem para experimentar coisas novas. O progresso e a elevação não são apenas para o crescimento de um só indivíduo, por que ninguém se salva sozinho. 

Resumindo: O caminho para retornar a Deus é o caminho do esforço constante para progredir e se elevar. Será que deu para entender? Lembrem-se daquele ciclo: A Partícula Divina desceu de Deus e agora tem de retornar a Deus, ou seja, nascemos para progredir e nos elevar a fim de retornarmos a Deus. 

Então, vamos quebrar as nossas velhas cascas, para progredir sempre? 

Muito Obrigado e Boa missão a Todos! 


Fonte: Revista IZUNOME
N.14 – Março/2009
Solo Sagrado de Guarapiranga
Culto Mensal de Agradecimento
Rev. Tetsuo Watanabe
Site: www.messianica.org.br



EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN (ÁFRICA)


Chamo-me Colete Kalandissa, tenho 36 anos, resido no bairro Tshizahinga-II, em Saurimo. Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola no dia 11 de Maio 2010, por ocasião da visita missionária de uma senhora à província da Lunda-Sul. 
Estava sofrendo com doenças e dificuldades financeiras. Há três anos, padecia de reumatismo e dor de coluna. Já tinha recorrido a hospitais e várias casas de quimbandas, onde fui coagida a fazer um tratamento com cortes de lâminas nos pés durante três anos, mas não obtive a solução desejada. 

Assim fui encaminhada ao Núcleo de Tshizahinga-II, Lunda-Sul. Ao chegar à nave, fui recebida pelo plantonista, que me orientou a: receber 10 Johrei por dia; manter a Flor de Luz em casa; assistir aos Cultos; dedicar no Pólo Agrícola de Saurimo; fazer a Prática do Sonen, com donativo, e também o dízimo. 

Cumpri a orientação sem dificuldades e, passados 15 dias, o problema de saúde foi resolvido. Como gratidão, a responsável do Núcleo de Johrei Palanca Angalo orientou-me a materializar um donativo especial pela graça recebida. Como não dispunha de nenhum valor monetário, ela orientou-me a fazer um esforço máximo. Vendi um rádio novo que possuía e, com o valor, materializei o donativo. 

Uma semana depois, uma senhora que me devia dinheiro durante oito meses e já não tinha esperança de que ela pudesse me pagar, foi ao meu encontro e pagou 500 dólares. Em Janeiro de 2010, eu havia feito um acordo com ela de lhe emprestar uma quantia para ser devolvida no mês seguinte com juros de 500 dólares.

Após um mês, ela não me devolveu nem o dinheiro emprestado, muito menos os juros. Inconformada, passei a cobrar a dívida, situação que gerou um conflito entre nós. A responsável orientou-me a não cobrar mais e sim a dedicar. Feito isso, a devedora pagou o montante que eu havia lhe emprestado. Telefonei à responsável, que já se encontrava em Luanda, comunicando-lhe o sucedido e manifestei o desejo de peregrinar à Sede Central de África e ao Solo Sagrado de Cacuaco. 

Com o montante recebido da devedora, fui para Luanda, a fim de peregrinar aos locais de maior Luz. Continuei com as minhas dedicações lá, tendo peregrinado várias vezes à Sede Central de África e ao Solo Sagrado de Cacuaco. No último dia 9 de Setembro, no período da manhã, por orientação da responsável, encaminhei nove pessoas com a Flor de Luz à porta do Núcleo de Johrei. À tarde, em companhia da responsável, fomos até ao Johrei Center Maculosos com o objetivo de participarmos do Culto para a elevação dos nossos antepassados. Antes do Culto, dei continuidade à dedicação de encaminhamento com a Flor de Luz na porta do Johrei Center, e encaminhei mais oito pessoas, totalizando 17 nesse dia. 

No sábado, 11 de Setembro, foram dedicar no cemitério da Santa Ana. Depois da dedicação, sentada no quintal da casa da responsável, um membro me convidou para ir à nave, fazer Oração. Depois ele entregou-me o valor de sete mil Kwanza, dizendo: “É para a sua outorga”. Acrescentei outro valor, fiz o donativo de ingresso na fé e de outorga. Aprendi com essa experiência que, quando nos entregamos para servir na Obra Divina, o Supremo Deus sempre atende às nossas preces. E também que não devemos nos desesperar, precisamos confiar Nele e no Messias Meishu-Sama, tornando-nos primeiramente úteis ao próximo. 

Por permissão de Deus, cuido de duas casas de freqüentadores, já encaminhei vinte pessoas, faço os donativos corretamente, já fiz a Reflexão Profunda e tenho a Horta Caseira. O meu compromisso é participar da formação dos 100 mil membros convictos até Dezembro de 2010. 

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por me colocarem neste caminho da Salvação.

Muito Obrigada.


Colete Kalandissa 


Setembro/2010

Johrei Center NJ Palanca Angalo 
Igreja Messiânica Mundial de Angola 
África 







EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN (ÁFRICA)


Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique no dia 16 de Novembro de 2011, atraída pelas flores ao passar em frente ao portão. Desde 1998, padecia de tensão alta, que se manifestava através de dores de cabeça fortes e constantes; sentia o meu lado esquerdo paralisado e não conseguia fazer certos movimentos. Sofria também com maus sonhos. Quase todas as noites sonhavam com cobras ou que estava a afogar-me em alto mar com um homem me perseguindo. Outra coisa que acontecia freqüentemente em minha vida era que sempre que arranjava um emprego, trabalhava por pouco tempo e era mandada embora sem justa causa ou desistisse sem um motivo aparente. Além disso, toda vez que tentava fazer algum negócio, não obtinha bons resultados e, devido aos insucessos, acabava acumulando dívidas. Como não conseguia pagá-las, vivia sempre pressionada. Até que certa vez chegou a levar a minha filha e me ameaçar de morte como forma de me obrigar a pagar as dívidas. 

Para além desse sofrimento, passava por intensos conflitos com os meus familiares, porque eles diziam que eu era a causa de todo o sofrimento da família. Chegaram até a mandar-me embora de casa, dizendo que eu tinha de obedecer a vontade dos espíritos da família, ficando internada na casa de um curandeiro para tirar o curso de curandeirismo, pois todos os curandeiros que consultamos até então diziam que, para a minha vida melhorar, eu tinha que ser curandeiro e ter a minha própria palhota para fazer os trabalhos. Devido a esta situação, cheguei a ser internada por três anos na casa de três curandeiros diferentes, onde vivi momentos infernais, sendo muito maltratada. 

Com todo este sofrimento, freqüentemente sentia vontade de me suicidar. Certo dia comprou veneno com a intenção de quando chegar a casa me suicidar junto com os meus filhos, pensando que assim evitaria que eles ficassem a sofrer. 

Depois de comprar o veneno, precisava encontrar-me com alguém numa escolinha. Porém, antes de falar com a tal pessoa, vi as flores pelo portão da Igreja e decidi entrar para saber se estavam à venda, porque naquele momento senti forte vontade de adquiri-las. Quando entrei para perguntar, deparei-me com um antigo colega de escola, com quem conversei. Ele falou-me da Igreja e disse que ali eu encontraria a salvação. Nesse dia, senti um grande alívio que já não tinha há bastante tempo. Senti-me tão bem que quando voltei para casa esqueci de me suicidar junto com os meus filhos. 

No dia seguinte, as pessoas a quem devia pressionaram-me tanto que decidi ir à Igreja, onde recebi Johrei e fiz a Prática do Sonen. Com o recebimento do terceiro Johrei, as pessoas pararam de me ligar. Continuei a receber Johrei sem muita preocupação e fui orientada a cumprir com as práticas básicas: receber 10 Johrei por dia, cultuar os meus antepassados, manter a Flor de Luz em casa e distribuí-la, fazer o donativo diário e o dízimo, dedicar na limpeza do banheiro, encaminhar pessoas e fazer a horta caseira. 

Ao cumpri-las, tive algumas dificuldades, particularmente ao distribuir flores e encaminhar pessoas, porém esforcei em colocar as orientações em prática. Com uma semana de freqüência, comecei a purificar, sendo que as pessoas a quem devia pressionaram-me ainda mais. Fui orientada sobre a purificação e a importância de agradecê-la. Agradeci e continuei a dedicar. Após três semanas de freqüência à Igreja, comecei a notar mudanças em minha vida. Algumas pessoas que me pressionavam por causa das dívidas telefonaram-me dizendo que eu já não precisava mais pagá-las; outras me deram um prazo indeterminado para o pagamento. Assim, consegui saldar grande parte das dívidas e também ganhei a permissão de começar a trabalhar. 


A tensão alta, a paralisia no lado esquerdo e os maus sonhos passaram por completo. Atualmente, durmo tranquilamente, gozo de plena saúde, profunda paz de espírito e ganhei a esperança de viver, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Desta forma, fiz o meu donativo de agradecimento pelas graças recebidas e me tornei membro no dia 23 de Dezembro 2011 para contribuir na salvação das outras pessoas. 


Apesar das mudanças em minha vida e da freqüência à Igreja, o conflito familiar persistia porque os meus familiares não aceitavam a Igreja, o Johrei e muito menos a flor. Chegaram até a destruir a minha horta caseira por duas vezes, alegando que a Igreja era bastante supersticiosa. Diante desta purificação agradeci e intensifiquei a marcha à casa dos freqüentadores, debruçando-me na sua dor e sofrimento. Também tomei a decisão de peregrinar ao terreno de Marracuene. Assim o fiz com o sonen de contribuir para a salvação dos antepassados que se manifestavam através do conflito familiar pelo qual eu passava. 

No dia em que fui, passei toda a manhã no terreno de Marracuene a dedicar nas hortas, mexendo na terra, fiz a Prática do Sonen e o meu donativo de gratidão pela purificação. Voltando para casa, durante a noite sonhei com duas tias a agradecer a minha dedicação no terreno e a dizer que jamais eu devia deixar de peregrinar ao terreno de Marracuene, pois caso contrário eu sentiria o que é ficar presa no caixão por vários anos, como elas estavam antes de serem salvas. A partir desse dia, ganhei mais força para dedicar e pedi profundamente ao Messias Meishu-Sama que eu conseguisse encaminhar minha família.

No culto mensal passado, um irmão ofereceu-se para ir a minha casa fazer assistência religiosa. Sem receio, aceitei, entregando tudo nas mãos de Deus. Os meus familiares receberam a assistência religiosa de bom grado, juntos limpamos a minha casa, o prédio e colocamos Flores de Luz. Após a limpeza profunda, naturalmente, os meus familiares aceitaram receber Johrei e a Flor de Luz. Foi desta forma que eles despertaram, parando de falar mal da Igreja. Agora diariamente exigem que eu lhes ministre Johrei e ofereça a flor. Pelas graças recebidas, fiz o meu donativo de gratidão. 

Com esta experiência, aprendi que Meishu-Sama é realmente o Messias esperado pela humanidade e quando já não temos mais esperança de viver, Ele nos tira do fundo do poço. Aprendi também que o terreno de Marracuene é realmente um Solo Sagrado. 

O meu compromisso é participar na formação dos 100 mil membros convictos em África e encaminhar o maior número possível de pessoas à salvação. Já me cadastrei, encaminhei seis pessoas, cuido de duas casas e tenho uma horta caseira. Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama por conduzirem-me ao caminho da salvação. 


Muito Obrigada.

Olga Américo Macovele

Junho de 2012
Igreja Messiânica Mundial de Moçambique
África







quinta-feira, 8 de novembro de 2012

GRAVURAS JAPONESAS


Gravura Japonesa 

Hanga, traduzido literalmente, quer dizer "estampa" ou "gravura" através de chapa. No Ocidente a gravura japonesa ficou conhecida pelo nome genérico "Ukiyo-ê", ou desenhos do mundo flutuante. O Japão usa os dois termos concomitantemente: Hanga, referindo-se à técnica e Ukiyo-ê, referindo-se ao gênero. 

Origens 


Após a unificação do Japão, por volta de 1600, levada a cabo pelo Shogum Yeyassu Tokugawa e com o estabelecimento da nova capital, Edo (atual Tokyo), o país entrou em uma era de isolamento e com isso viu um período de tranqüilidade que iria durar cerca de 300 anos. A estabilidade política trouxe consigo paz e desenvolvimento.
 A nova capital borbulhava de gente, de todos os níveis sociais. O comércio prosperava e bairros inteiros dedicavam-se a diversões. A vida era vivida intensamente nos teatros, restaurantes, casas de chá e bairros reservados. Os habitantes de Edo chamavam esse modo de vida de "Mundo Flutuante". A filosofia então prevalecente era baseada na impermanência das coisas, onde nada é definitivo nem permanente; ou como o ditado "A vida de um samurai tem a duração de uma pétala de cerejeira”... Para retratar esse estilo de vida, os artistas da época, pintores, desenhistas e gravadores, juntos, num esforço comum, produziram desde o final do século XVII uma forma de obra de arte de baixo custo, destinada ao consumo de toda a população. Retrataram tudo aquilo que era caro a todos - as cenas do mundo flutuante - determinando assim o gênero "UKI" (flutuar); "YÔ" (mundo); "Ê" (desenho). 


Os Grandes Artistas e Suas Obras 


Foi a partir do século XVIII que artistas individuais importantes fizeram história. Torii KIYONAGA (1762/1815) desenhou a elegância e a beleza das mulheres, de corpo inteiro, e artistas do Teatro Kabuki em poses clássicas. Seguiu os passos de Shunshô (1726-1793) que também fez esse gênero, com linhas mais simples. 
Kitagawa UTAMARO (1753-1806), considerado o mestre dos mestres, apresentou grandes "gueixas", em retrato de meio-busto (Okubi-ê) e de corpo inteiro, dando especial destaque às atitudes "eróticas" de suas beldades. As expressões no rosto de suas mulheres são de sonho e irrealidade e fortemente carregadas de sensualidade. Junto com ele, e trabalhando "porta-a-porta" Eishi, Eisho, Eiri e Tchoki seguiram a mesma linha; são desse período as famosas cortesãs Hanaogi, Kassugano, Ohissa e Ossen. 
As gravuras desse tipo correspondiam, então, aos nossos atuais "posters" de "pin-up girls"... e a mesma conotação era dada às gravuras retratando os famosos atores de teatro Kabuki. 
No final do século XVIII aparece no cenário um artista misterioso de nome Toshussai SHARAKU (que produziu somente entre 1794 e 1795). Pouco se sabe da sua biografia. Teria sido um protegido do grande editor Tsutaya Juzaburo e, eventualmente, um samurai desempregado. As gravuras de Sharaku retratavam apenas atores de teatro Kabuki nas suas expressões mais fortes das peças que representavam e o realismo colocado nas expressões dos personagens. Chegou a chocar tanto os outros artistas como também o público que comprou suas gravuras. Como já foi dito, sua carreira foi curta e termina abruptamente, sem explicações. Suas gravuras são raríssimas e extremamente caras. O período que vai de 1800 a 1870 é de total desenvolvimento, onde se encontra o maior volume de estampas. Neste período (1825-1850) surgem também os dois grandes mestres da paisagem japonesa. 
O primeiro é Ando HIROSHIGUE (1797-1858), com sua obra prima "As 53 Estações da estrada de TOKAIDO" (estrada que ia desde Tokyo até Kyoto). Produziu também outras tantas séries de estampas de paisagens e lugares famosos do Japão. Em algumas instâncias foi chamado de "Poeta da Paisagem" e também de "Poeta da Chuva". 
Outro tão importante e não menos famoso foi Katsuchika HOKUSSAI (1760-1849), com sua obra prima "36 vistas do Monte Fuji" que inclui a mais famosa das estampas, a "Grande Onda" e outra também muito importante, o "Fuji Vermelho". Seus desenhos são extremamente arrojados e muitas vezes insólitos, com maravilhoso colorido. 
A partir de TOYOKUNI, surgem outros "Kuni": Kunissada I, Kunissada II, Kuniyoshi e Kunitchika. Todos fazem a mesma escola e basicamente têm o mesmo nível artístico. São freqüentes nesse momento e nessa escola, retratos de personagens históricos, heróis, atores, lutadores de Sumô, grandes cortesãs. Kuniyoshi especificamente destacou-se pelos trípticos mostrando batalhas de samurais. Suas figuras têm vida e movimento.  
A última grande estrela é YOSHITOSHI (1838/1892), com sua série mais famosa; "Os 100 aspectos da Lua". Os desenhos são de uma linha muito mais atrevida, as perspectivas e proporções diferentes e fora do comum. Um verdadeiro inovador, com um novo estilo, mas que manteve, porém, um grande interesse pelo desenho japonês. 
A Produção das Gravuras 


A produção requer a participação de várias pessoas; o artista original que vê e pinta a cena em forma de aquarela; o gravador, que irá gravar o desenho em blocos de madeira, um para cada cor usada, sendo esta a parte mais difícil e demorada; o impressor, que vai imprimir cada uma das folhas, quantas vezes forem as cores utilizadas, cuidando da pressão e da intensidade das cores; o editor, que contrata os trabalhos, age como diretor de produção, edita e distribui ao público. Em tese cada estampa traz informações completas: título da série, nome do local ou do personagem, nome do artista original, carimbos de data e de censura e o nome da Editora. 


Conclusão: 


O que foi em sua época uma arte destinada a um consumo popular veio a tornar-se objeto do mais alto conexionismo mundial, tendo em vista sua representatividade iconográfica, seu valor estético e artístico. O Hanga é um verdadeiro legado. 


































Nossos Antepassados querem ser úteis a Deus

Nossos Antepassados querem ser úteis a Deus 

Meishu-Sama ensinou que um dos caminhos para se fazer Difusão Mundial é começar pela agricultura natural. Quando se entende bem seu mecanismo de cuidar e respeitar o solo para se ter uma boa colheita, consegue-se também perceber a verdade da natureza. Dessa forma, fica mais fácil a compreensão da Filosofia de Meishu-Sama. 

Falando nisso, na semana que vem, estou partindo para a África para visitar Angola e Moçambique. O objetivo dessa viagem é participar do lançamento da pedra fundamental da primeira escola da Agricultura Natural no continente africano. Hoje, na África, mais de 27 mil Famílias já fazem a horta caseira com base nos ensinamentos de Meishu-Sama. E agora, com a construção dessa escola, queremos formar milhares de instrutores para ensinar a técnica agra florestal a todos os países africanos. 

Nosso desejo é levar a Salvação a toda África por meio da Agricultura Natural, erradicando a miséria, a doença e o conflito e ensinando cada família a se tornar auto-sustentável. Visamos igualmente o reflorestamento e á preservação do meio ambiente. Esse é o melhor meio de transmitir o Evangelho da Salvação de Meishu-Sama na África. Bem, estamos no mês de agosto e vamos começar nossa preparação para o Culto dos Antepassados em todo o Brasil. 

Nidai-Sama nos ensinou que um ponto importante que precisamos entender é que nossos antepassados não conseguem se elevar no Mundo espiritual, por si mesmos. Eles precisam de apoio de seus descendentes, que vivem no Mundo Material. E os antepassados sabem que, se os descendentes somarem méritos, sendo úteis a Deus, todos se tornará felizes. Assim eles nos enviam mensagens para que possamos despertar o mais rápido possível para esta verdade. E algumas vezes, essas mensagens vêm na forma de purificação na família. Outro dia, estava conversando com minha irmã mais velha, que é pedagoga. Durante toda sua vida, ela se dedicou á educação de crianças na cidade de Nagoya. Nessa conversa, ela me disse: Quando eu olho para você, fico feliz que você tenha seguido os passos do papai, e feito Difusão Mundial, sendo muito útil a Deus. 

“Olhe para mim, eu criei uma escola, trabalhei 50 anos como Pedagoga, e foi só isso acho que não fui tão útil a Deus, como você e papai, para merecer a felicidade que sinto hoje”. Então, eu disse a ela Eu não penso assim, não! Como Pedagoga, por longo tempo, você foi muito útil a Deus na formação de muitas pessoas. Mas olha você também foi muito útil na Obra Divina de Meishu-Sama, viu? Quando você era criança e teve Leucemia, papai pegou você no colo e a levou aos melhores Hospitais de Tóquio. Todos os médicos a desenganaram e ninguém deram esperança de cura. Até que então, um amigo do papai, sabendo desse problema, disse: Se você quiser, vou te levar para conhecer um grande Mestre chamado Mokiti Okada, que está curando qualquer tipo de doenças. Você quer tentar? Ele aceitou e foi conhecer Meishu-Sama. Nesse primeiro encontro, papão recebeu muitas orientações de Meishu-Sama e recebeu o Ohikari. 

Então, ele voltou para casa e ministrou muito johrei em você. Foi aí que aconteceu o milagre, você ficou curada de Leucemia e está bem até hoje, não é? Papai ficou impressionado com a força do johrei que ministrou e decidiu largar tudo e se tornar um discípulo de Meishu-Sama. Eu segui seus passos, tornei-me Ministro e fui para o Brasil fazer Difusão Pioneira. Logo no início da Difusão no Rio de Janeiro, trouxeram uma menina chamada Lucinha, que também tinha Leucemia e já tinha sido desenganada pelos médicos. Falaram que ela só tinha três meses de vida. Então, eu contei aos pais da menina que você ganhou o milagre da cura da Leucemia só com o johrei. Com isso, eles também decidiram confiar no johrei. 

Depois de dois meses recebendo johrei intensamente, a Lucinha ficou totalmente curada. Foi um grande milagre, que ficou conhecido em todo Brasil, porque saiu na Revista “O Cruzeiro”, que era muito famoso na época, com isso, muitos pessoas conheceram johrei. Além disso, todos os membros e freqüentadores que presenciaram o milagre ganharam mais confiança no johrei e aprenderam bastante sobre o processo de purificação. Isso também criou grande motivação em todos os pioneiros para difundir o johrei no Brasil e no Mundo. 

Graças á sua purificação de Leucemia, não só nossa família, mas muitas outras também tiveram a felicidade de se ligar a Meishu-Sama. Isso criou uma grande onda de expansão da Obra Divina, não só no Japão como no mundo inteiro. Por isso, você foi muito útil a Deus e a Meishu-Sama. Depois que expliquei tudo isso a minha irmã ela me disse: “Puxa vida! Será que eu fui tão útil assim?” E eu falei: “Foi sim! Sua purificação foi muito importante na Difusão Mundial”. Acredito que a purificação da minha irmã foi uma manifestação do desejo profundo dos meus antepassados em querer servir na Obra divina, pois foi graças a ela que meu pai e nossa família se ligaram a Meishu-Sama. Portanto, eu concluo que a missão de todas as famílias é concretizar a vontade dos seus antepassados de se tornarem úteis a Deus. 

Muitos dos senhores também tiveram a permissão de se ligar a Meishu-Sama devido a alguma purificação de doença, pobreza ou conflito, não foi? Eu pergunto: Será que todos se lembram da purificação que os levou a conhecer a igreja e ensinou os senhores a se tornarem úteis a Deus para mudar suas vidas? Se conseguirem agradecer aquela purificação, vão poder agradecer qualquer problema que tiverem hoje ou que poderá surgir mais tarde. Assim, conseguirão aceitar a purificação como amor de Deus e como mensagem dos Antepassados para despertarem para a importância da missão. Outra pergunta: Será que os senhores se lembram do primeiro johrei que receberam? Acho que todos sentem gratidão por aquela pessoa que encaminhou os senhores á igreja. Que ministrou o primeiro johrei não é? 

Se hoje sentimos alegria por conhecer Meishu-Sama, é porque lá atrás, existiu alguém que nos encaminhou, atendeu-nos, ministrou-nos johrei e se tornou o número um da nossa felicidade, não é? Contudo, será que cada um de nós está procurando tornar-se também o número um da felicidade de alguém, encaminhando, atendendo e ministrando johrei? Não sabemos o tamanho da Obra Divina que vai se apresentar depois de ministrarmos o primeiro johrei a alguém ou de encaminharmos uma pessoa até o Johrei Center. 

Se aquele amigo do meu pai não tivesse falado sobre o johrei, minha família não teria conhecido Meishu-Sama e certamente, eu não estaria aqui hoje. Por essa razão a partir de hoje até o Culto dos Antepassados, procurem ficar atentos, pois vão encontrar alguma pessoa sofrendo, esperando a Salvação. Na verdade, o sofrimento dessa pessoa é a manifestação da Vontade dos Antepassados dela, querendo que você estenda a mão da salvação, para tornar esse descendente útil a Deus. Se conseguirem ministrar johrei a essa pessoa, encaminhando-a para serem úteis a Deus, os antepassados dela ficarão muito felizes. 

Será que os senhores conseguem encaminhar pelo menos uma pessoa a tornar-se útil a Deus até o Culto dos Antepassados? Conseguem? Com essa decisão, seus antepassados também vão ficar muito felizes e, como todo amor, vão trabalhar junto com os senhores! 



Muito Obrigado e Boa Missão a Todos!



(Palestra do Revmo. Tetsuo Watanabe – Presidente Mundial da IMM)
Solo Sagrado de Guarapiranga – São Paulo/SP.
Em: 07/08/2011
Fonte: Revista IZUNOME
N. 44 / Agosto /2011













        




Se olhássemos as coisas colocando-nos ao menos uma vez de cabeça para baixo

Se olhássemos as coisas colocando-nos ao menos uma vez de cabeça para baixo 


Época em que a voz dos Deuses ecoava em nossos corações 


Logo após a orientação de Kyoshu-Sama, tomei conhecimento de um Livro escrito pelo Psicólogo Americano Julian Jaynes, intitulado “A origem da consciência no colapso da mente bicameral” (Tradução livre do título original. The Origen of consciousness in the breakdown of the bicameral mind). Nesta obra, Jaynes afirma que a consciência do ser humano teve origem há cerca de três mil anos. Antes disso, o que ele tinha era uma mente dividida em duas, denominada “mente bicameral”. De um lado, estava a que dava as ordens e era compreendida como “Deus” e, do outro, a mente que obedecia a ás ordens recebidas, denominada “ser humano”. Sem unidade entre os lados direito e esquerdo do cérebro, o ser humano vivia em obediência á voz dos Deuses, que era sussurrada no lado direito do cérebro. Depois da aquisição e do desenvolvimento da linguagem, mais precisamente da escrita, a mente bicameral entrou em colapso, dando origem á consciência. 

Ao longo da história, Deus deve ter enviado os grandes sábios e santos para suprir as imperfeições da nossa consciência. Durante as celebrações do culto do início da Primavera realizado nos dias 4, 5,6 e 7 de fevereiro de 1954, Meishu-Sama anunciou que, após três mil anos de exílio, um Deus muito correto e rigoroso, chamado Kunitoko-Tachi-no- Mikoto, havia retornado a este mundo,por volta do dia 03 de Fevereiro daquele ano (1954) para manifestar-se como o Grande Juiz e realizar o Juízo Final no plano material.Conta-se que, há três mil anos, o mundo era governado por este Deus, conhecido também como Ushitora-no-Konjin. Ele fora aprisionado e exilado (em determinado lugar da direção nordeste) porque as divindades que viviam sob sua autoridade queriam se vê livre dele. 

Tenho a impressão de que existe uma misteriosa “coincidência” entre o que Meishu-Sama disse sobre os três mil anos de aprisionamento do Deus Kunitoko-Tachi-no Mikoto e a teoria de Jaynes sobre os três mil anos de “silêncio” dos Deuses, em outras palavras, da perda da capacidade humana de ouvi-los. 


Para por fim aos três mil anos de Silêncio 


O ser humano já não ouvia mais a voz dos Deuses e, com sua imperfeita consciência, foi criando um mundo muito diferente de que era esperado. Na antiguidade, a doença, a pobreza e o conflito ocorriam em escalas menores. Hoje, tomaram proporções mundiais. Calamidades naturais é uma preocupação em todo o planeta. Vírus e bactérias nocivas atravessam mares e oceanos, contaminando várias partes do globo. A ambição indecorosa das grandes nações se transfigurou em conflitos bélicos e guerras econômicas, fazendo surgir uma legião de pessoas que padecem de severas doenças e pobreza. 

O físico Torahiko Terada advertiu há mais de cem anos: “Quanto mais à cultura avançar, mais rigorosas serão as calamidades”. Desta forma, os sentimentos, palavras e atos incorretos do homem civilizado, que não escuta a voz de Deus, provocam terríveis calamidades naturais, fazendo com que se percam muitas vidas. Durante a orientação citada no início deste artigo, Kyoshu-Sama afirmou ainda: Se reconhecermos que o julgamento terminou e que, junto com todos os seres, fomos perdoados por Deus e se, depois disso, retornarmos ao Paraíso que é a dimensão inicial poderemos, verdadeiramente, encerrar o “Juízo Final”. 

Ou seja, ele nos deixa claro que, por meio do empenho em aprofundar nossa confiança no infinito amor de Deus, que a tudo perdoou, conseguiremos alcançar a consciência que nos permite aceitar e receber este amor, possibilitando-nos, enfim, concluir o “Juízo Final”. E o momento é agora. Sinto que, três mil anos depois, Deus está promovendo uma grande mudança capaz de fazer surgir uma nova consciência, muito mais aprimorada do que aquela que emergiu na antiguidade. Conseguiremos ouvir novamente sua vez. 

Observando-se as mudanças da Natureza aprendemos mais sobre a mudança de Consciência 

Deveríamos almejar ter uma consciência da qual emana, ininterruptamente, a mais profunda gratidão pelo amor de Deus; um coração, totalmente preenchido pelos bons sentimentos, os quais podem ser compreendidos como a própria vontade de Deus. Sabemos, porém, que não se consegue chegar a tal ponto de um dia para o outro. Para atingirmos esse nível, é necessário que ocorram diversas “mudanças de consciência”, que purifiquemos e renovemos várias vezes, o nosso coração. No ensinamento “Transição da Noite para o Dia”, de 1947, Meishu-Sama afirma: “Temos o contraste entre o dia e a noite não só no espaço de um dia, mas também em intervalos de um, dez, cem, mil, milhares ou milhões de anos”. 

Nesta passagem, “dia” e “noite” não se referem aos períodos em que determinada faixa terrestre está sendo iluminada ou não pela luz do sol. Trata-se, pois de uma alusão a aspectos que se encontram em relação de correspondência e reciprocidade, ou seja, aspectos duais, como construção e destruição, yin e yang, vida e morte, bem e mal, alegria e sofrimento etc. A harmonia e a evolução de tudo o que há no Universo são garantidos por meio da constante oscilação entre um aspecto e outro. No ensinamento “Sejam Sempre Homens do Presente”, Meishu-Sama nos ensina este fato: Observemos a Natureza. Ela procura renovar-se e progredir constantemente, sem um minuto de interrupção. Ora, se tudo continua evoluindo, é natural que os homens também devam evoluir continuamente seguindo o exemplo da Natureza. Nesse sentido, eu mesmo faço esforço para elevar-me e progredir cada vez mais; este mês, mais do que no mês anterior; este ano, mais do que no ano passado. É indispensável o progresso do espírito, a elevação da individualidade. Portanto, devemos prosseguir passo a passo, pacientemente, visando á perfeição principalmente no que se refere á espiritualidade. Logo, assim como Meishu-Sama orienta neste ensinamento, gostaria que todos nós pudéssemos evoluir, renovando nosso sentimento e mentalidade cotidianamente. 

É preciso cuidar para que a Mente e o Coração não fiquem estagnados 

Bem, um ponto importante a ser observado para a renovação do sentimento e do modo de pensar é encarar as coisas como se estivéssemos de “cabeça para baixo”. A professora Miyako Yoshioka, filha de Meishu-Sama, relata sobre a maneira como seu pai gostava de analisar as coisas. Parece que Le sempre dizia: “Será que, se olhássemos as coisas colocando-nos, ao menos uma vez, de cabeça para baixo, não começaríamos a compreendê-los melhor? “Ela nos conta, ainda, que Meishu-Sama costumava dar os seguintes conselhos á família: 

Não podemos ficar presos ás mesmas coisas e idéias, é preciso mudar. Não seja cabeça-dura: A cabeça tem que ser “macia” como um pedaço de tofu. As pessoas que repetem sempre a mesma coisa e que quase nunca mudam de pensamento têm muitas toxinas na cabeça. Aqueles que conseguem mudar o próprio sonen, o modo de pensar são verdadeiramente inteligentes. Não devemos sentir nenhum rancor por aqueles que vêm para nos polir muito pelo contrário, devemos ter gratidão. Do topo de uma montanha, nós nos damos conta de quão pequena é a existência humana. A partir do momento em que uma pessoa começa a se julgar importante, tem início sua decadência. 

Depois de uma série de acontecimentos ruins, as coisas começam a melhorar. Ouçam até mesmo o que uma criança de três anos tem a dizer. Eu faço isso. As máximas acima nos falam da importância de nos livrarmos dos preconceitos e das idéias fixas. Há muitos ensinamentos que abordam este assunto: Dúvida, Daijo e Shojo (Amplo e Restrito) O que é limite, Espírito de “Izunome”, sejam sempre Homens do Presente, Egoísmo e Apego, Bom Senso, o Homem Depende de seu pensamento, Escravos das Tumbas, Teoria sobre os Efeitos Contrários e muitos outros. Enfim, é como se Meishu-Sama estivesse nos ensinando: Não permitam que sua mente e seu coração fiquem estagnados. Procurem observar as coisas a partir de diversos ângulos. Ajam sempre com a mente Alberta, de forma livre e desimpedida, aprendendo com os exemplos que a própria natureza nos dá. É “esta atitude mental que nos conduzirá naturalmente, á felicidade”. 

O Apego faz com que nos equivoquemos em relação á verdadeira natureza dos Fatos 



“A mescla da ambição desmedida e do apego destrói o corpo e a alma”. (Meishu-Sama) 


No passado, encontrei muitas pessoas que, por viverem apegados ás suas idéias e experiências, não conseguiam mudar a maneira de sentir e de pensar, e, por este motivo, viviam num sofrimento sem fim. Por exemplo: Diretores de Empresas que, presos somente á própria experiência e incapaz de adequar-se ao progresso do tempo, levaram suas firmes á bancarrota e deixaram funcionários na rua da amargura. Um pai que, tomado pela tristeza e pelo ódio, ficou completamente perturbado e acabou assassinando a família amada. 

Mães que, sem compreender o verdadeiro sentido da morte e se sentindo responsáveis pelo falecimento do filho, viviam em total desespero. Pais que, totalmente seguros de que estavam educando seus filhos de maneira perfeita, acabaram fazendo com que estes caíssem na marginalidade. Sogras que viviam sofrendo por estarem convencidas de que eram odiadas pelas noras. Mulheres que, por desejarem demais ser bem conceituadas, acabaram tornando-se depressivas. Mulheres que não conseguiam construir bons relacionamentos devido ao profundo sentimento autodestrutivo, que as fazia sentir-se horríveis. Homens presunçosos que se achavam melhores que todos e, em decorrência de tal atitude, foram desprezados e acabaram na solidão. 

Eu não conseguiria enumerar a quantidade de homens que vi perder oportunidades de ascensão porque julgavam que já tinham um currículo escolar suficientemente elevado e não se preocuparam em se aperfeiçoar, em aprender um pouco mais. Enfim, estes são apenas alguns exemplos dentre muitos. Eu ministrava johrei a essas pessoas e orava a Deus e a Meishu-Sama para que o coração delas fosse tocado e que elas pudessem ser libertadas daquele sentimento egocêntrico e tão preso ás aparências. Escutei, com toda atenção, cada uma dessas pessoas. Baseado nos Ensinamentos de Meishu-Sama tentei explicar a elas o significado da purificação, manifestação do amor de Deus, e a maneira correta de entender as coisas e de viver uma vida com verdadeira paz e segurança alicerçada a prática do amor altruísta. Desta forma essas pessoas em sua maioria, conseguiram libertar-se dos grilhões que as acorrentáveis da que eram antes da purificação. 

“Antes de tudo, tente colocar-se de cabeça para baixo” 

A “mudança de consciência”, de mentalidade, se mostra particularmente necessária quando nos deparamos com um problema. E quanto mais grave, quanto mais difícil ele for, menos enxergamos e mais somos tendenciosos. Além disso, preocupação gera mais preocupação, o que só faz aumentar o sofrimento assim funciona o coração humano. Devemos primeiramente tomar conhecimento desta característica de nosso sentimento e, depois, tentar mudar um pouquinho nossa maneira de ver as coisas. 

Por exemplo, quando alguém se interna para passar por alguma cirurgia é comum ficar ansioso e apreensivo. Contudo a preocupação diminuirá bastante se, em lugar disso, pensarmos: “Esta purificação é uma prova do amor de Deus, que a concedeu para meu crescimento. Deus utilizará o cirurgião como seu instrumento. Vou confiar e agradecer.” Entrego tudo nas mãos de Deus”. Além disso, acredito que, se nos dirigirmos aos médicos e enfermeiros, sempre com verdadeira gratidão, e dissermos: “Confio plenamente em vocês. “Estou em suas mãos”! O bem maior brotará em seus corações e isso fará com que tudo se encaminhe melhor. Aqueles que cuidam de pessoas que estão passando por purificação devem procurar entender o sentimento delas: chorar junto, ás vezes; animá-las em outras. De vez em quando, devem ficar calados para que a mudança de consciência dessas pessoas se realize de maneira tranqüila. 

Se elas desconhecem completamente o conceito de purificação, é melhor não disparar coisas do tipo: “Purificação é amor de Deus, você deve ter gratidão”. Se as pessoas que vivem com você não compreendem sua fé, procure refletir e auto-analisar: “Será que são eles mesmos que não estão entendendo a minha fé? Será que, ao contrário, não é a minha conduta que está provocando a aversão deles á fé que professo?” Tenho certeza de que tal reflexão levará a uma solução. Para quem reclama, por exemplo, dos filhos, que dão muito trabalho, ou da nora, que é desatenta, que tal rememorar o passado/ Se assim o fizer , é bem possível que se lembre que, quando criança, também deu trabalho ou que, quando se casou, também não sabia muita coisa. 

Com isso, certamente será mais fácil compreender o sentimento do outro e perdoá-lo. Conseguirá, até, aconselhar com mais amor. Há também os membros que se dedicam de corpo e alma á obra de Deus, pelo bem do próximo, e acabam se cansando. Sabemos que as pessoas que dedicam com fervor possuem um forte senso de responsabilidade. Assim, muitas vezes, aquele sentimento inicial, puro, de “quero ter a permissão” de dedicar, um dia acaba se transformando em “tenho” que dedicar, como se isso fosse uma pesada obrigação. Conseqüentemente, essas pessoas sofrem. Portanto, quando se sentir cansado, é bom mudar de ares: ler, viajar, apreciar obras de arte, enfim, fazer alguma coisa para renovar o sentimento e retomar as dedicações com prazer e alegria. É este estado de espírito que se encontra em concordância com a sagrada vontade de Meishu-Sama. 

Desta forma, chega a ser interessante o quanto o mundo muda só de modificarmos um pouquinho nossa maneira de ver as coisas. Entretanto, este é só o primeiro passo, o primeiro nível. A professora Miyako, filha de Meishu-Sama, nos conta que, quando o mestre observava algo, ele conseguia captá-lo de todos os ângulos, mesmo que estivesse observando-o apenas de frente: “Meishu-Sama conseguia ver o todo a partir da observação de um aspecto. Quando nos aproximávamos dele, tenhamos a sensação de que ele estava lendo tudo o que se passava dentro de nós. Por isso, talvez, nós nos tornávamos dóceis na sua presença. Ou seja, Meishu-Sama não assimilava as coisas somente de um ou dois ângulos. Ele captava sua essência, em todos os aspectos, de uma só vez, num instante. Quanto mais elevado o nível, maior se torna a capacidade de ver as coisas por diversos ângulos e variados olhares. Não ficando presos somente a uma maneira de olhar, tornamo-nos donos de um coração livre e generoso. 

O que é Garantido 

Bem, para finalizar, gostaria de citar uma história contada por Daisetsu Suzuki (1870/1966) um grande estudioso do budismo. Trata-se da lenda de um monstro, chamado Satore (que em japonês, significa também “Iluminação”, “Sabedoria”. Satori gostava de perturbar as pessoas. Ele conseguia ler a mente delas e vivia nas montanhas, no meio da floresta. Certo dia, um lenhador estava cortando madeira com seu machado quando Satori apareceu e começou a dar palpite em seu trabalho, insistindo para que este abandonasse o que fazia e o acompanhasse. 

O Lenhador, cansado de ser importunado, começou a pensar numa maneira de capturar Satori. Porém, como este conseguia ler a mente das pessoas, o lenhador não conseguia prendê-lo de maneira alguma. Já cansado, acabou desistindo desta impossível tarefa e voltou a se concentrar em seu trabalho. Ao levantar o machado para cortar a árvore, a lâmina escapou e atingiu Satori, que acabou morrendo. Moral da história: Quanto mais queremos alcançar com todo nosso esforço Iluminação, a Sabedoria mais nos afastou dela. Conscientes disso, devemos nos empenhar para fazer o que se apresenta diante de nós, pois quando conseguimos eliminar totalmente o apego, alcançamos a felicidade que tanto almejamos. 

A Iluminação não é algo que consigamos conquistar, apreender. Com base nos termos da nossa fé, poderíamos dizer que Iluminação é “ter um sentimento, uma mentalidade, que esteja de acordo com a Vontade de Divina”. Contudo, não conseguimos alcançar tal estado somente citando essa definição. O que devemos fazer é livrar-nos das idéias, fixas, viverem uma vida correta, como Meishu-Sama nos orienta, com seriedade e persistência e, acima de tudo, trilhar o caminho da fé com o coração e a mente abertos. Somente assim, receberemos a oportunidade que deus nos preparou para realizarmos a mudança de consciência que culmina em felicidade. 

Meishu-Sama nos ensina: “Não devemos exagerar na Fé. Não devemos definir tudo nem devemos deixar tudo vago. Não podemos nos entregar de corpo e alma em um primeiro momento e logo depois abandonar tudo. O ideal é ser constante. Devemos agir assim sempre”. 

(21/11/1935) 


         Orientação: Revmo. Tetsuo Watanabe
 (Presidente da Igreja Messiânica Mundial – IMM) 




Fonte: Revista IZUNOME
N. 52 – Abril / 2012 – São Paulo /SP.
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil