domingo, 4 de outubro de 2015

ESPIRITUALIDADE

Ansiedade e Fé

Não vos inquieteis com o amanhã porque o amanhã trará seus próprios cuidados. Basta a cada dia o seu mal. As aves do céu não semeiam nem ceifam e vosso Pai Celestial as alimenta. Olhai os lírios dos campos...

Você já se percebeu ansioso por algum fato, em alguma situação?

É normal que, em determinados momentos da vida, sintamos esse excesso de expectativa, uma vontade de acelerar o tempo, de que as coisas se concluam, aconteçam.
Entretanto, você já imaginou o que aconteceria se esses momentos se sucedessem com grande frequência?
O que ocorreria se substituíssemos uma preocupação solucionada por outra, logo em seguida, com o mesmo nível de expectativa?Não raro, alguns de nós agimos dessa forma.

Vamos acumulando momentos de ansiedade, renovando-os, mantendo-nos em um estado ansioso perene, constante.Como essa situação emocional não é a adequada, não é a desejada para o cotidiano do organismo, este sofre com o contínuo bombardeio desse temperamento ansioso.

Sempre se constituirá em prejuízo ao nosso organismo a excessiva preocupação e cuidados que registremos para pessoas, acontecimentos ou coisas.A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação. É a exteriorização do inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do cotidiano.

Não podemos controlar todas as variáveis da vida.Sempre haverá situações que escapam do nosso alcance, do nosso controle.Nesses momentos, nos quais fizemos tudo o que nos cabia, nos quais utilizamos de todos os recursos possíveis, cabe-nos apenas aguardar os desígnios da vida.

Será nesse exato momento que agirá a nossa fé.Construída no entendimento de que Deus provê todas as nossas necessidades, e de que tudo que nos ocorre está sob os auspícios divinos, a fé nos tranquiliza e acalma na dificuldade.Essa fé, antídoto da ansiedade, não nasce no nosso emocional.

Ela é trabalhada na razão, na compreensão da presença de Deus em nossas vidas, e na certeza do Seu amparo amoroso. Ensinando-nos a trabalhar nossa ansiedade, Jesus, terapeuta maior, nos provoca inúmeras reflexões:

Não vos inquieteis com o amanhã porque o amanhã trará seus próprios cuidados.

Basta a cada dia o seu mal.

As aves do céu não semeiam nem ceifam e vosso Pai Celestial as alimenta.

Olhai os lírios dos campos…

Se nos permitirmos meditar em torno dessas propostas de Jesus, nosso olhar perante a vida se modificará.

A ansiedade cederá espaço para a fé.

A confiança na Providência Divina, o entendimento de que não estamos sós, ganhará espaço em nossa intimidade.

A certeza de que Deus nos provê as necessidades passa a substituir o sentimento de ansiedade, quando não o de medo e insegurança perante a vida.Dessa forma, se nos percebermos por demais ansiosos, busquemos a meditação, a reflexão profunda nos ensinamentos de Jesus, e na nossa relação com Deus.

Utilizemos a oração para nos amparar na construção da fé raciocinada, da compreensão da vida, da confiança em Deus.Assim agindo, aos poucos, as dúvidas e incertezas diminuirão, e as veremos como processo natural da nossa existência na Terra.

Finalmente, quando formos surpreendidos pela ansiedade excessiva, após fazer o que nos cabe, entreguemos nossas preocupações e medos ao Pai, e Ele saberá como melhor conduzir todas as questões.





TENHA FÉ EM SUA PRÓPRIA FÉ

Tenha fé em sua própria fé.
Tenha fé suficiente para mover montanhas.
A idéia é estranha? Provavelmente sim, para muitas pessoas:
no entanto Jesus ensinou-a.
As pessoas estão sempre dizendo que desejariam ter mais fé,
porque poderiam obter resultados melhores.
É preciso entender, no entanto, que essa atitude é negativa.
É o mesmo que afirmar, embora indiretamente, que sua fé é pobre,
e você sabe o que isso significa.
Jesus disse que um mínimo de fé, como um grão de mostarda,
é suficiente. Se você tem fé suficiente para orar,
terá fé suficiente para começar. Se não tivesse fé, não estaria orando.
Tenha fé em sua própria fé, e isso, por si só,
irá fazê-la crescer cada vez mais até que a obra seja feita.




ESPERANÇA E FÉ

VIDA DE PLENO AMOR E HARMONIA 

No sentido literal da palavra, Fé é como o próprio fogo – não como a brasa, mas como um fogo capaz de assar ou cozinhar qualquer alimento. Procure acender um pequeno fogo e, se preciso for, dê início a essa chama com uma pequena brasa avermelhada capaz de queimar a sua mão. Dê a esse fogo o alimento necessário. Dê-lhe lenha, gravetos, combustíveis etc. Certamente verá um fogo intenso, suficiente para fazer a água borbulhar. Deixe a água por alguns minutos e verá que irá ferver e até mesmo transbordar da vasilha em que estiver contida.

A Fé verdadeira é como o fogo em chamas que, em muitos casos, tem início com uma pequena fagulha, ou mesmo um pequeno palito de fósforo, o que poderá ser a ajuda, ou o socorro de alguém em seu favor. A Fé verdadeira, já ardente, é aquela que, quando corretamente alimentada com os gravetos e combustíveis da vida, poderá fazer queimar dentro de você, ferver o seu Interior e até mesmo transbordar do seu ser, a vasilha que a contiver.

Essa Fé é a fórmula capaz de curar enfermos, de trazer prosperidade e conquistas financeiras, de operar milagres, de manter uma família unida, e de proporcionar felicidade e uma vida de pleno amor e harmonia.

Moisés e a Água

Moisés, no deserto, durante a fuga do povo judeu do Egito, encontrou água entre as rochas e saciou a sede daquele povo. Com certeza, Moisés não bateu simplesmente seu cajado sobre a rocha e, como se tivesse uma varinha de condão, fez a água verter. Isso pode ser interpretado de outra forma. Como creio que alguns milagres nos ocorrem freqüentemente, também acredito que saiu água daquelas rochas, mas não antes do povo começar a quebrá-la até o ponto onde puderam abrir caminho para que a água jorrasse. Deus apenas mostrou a Moisés que ali havia água e Moisés obedeceu, o povo obedeceu.

Lembre-se: ” Tudo o que buscas já está ao seu alcance, mas provavelmente os teus olhos procuraram muito além do horizonte”.

Os caminhos para as nossas realizações são infinitos. Portanto, estenda agora as tuas mãos. Não amanhã, mas agora, neste exato momento!

Abrace tudo o que é seu e usufrua esses inúmeros benefícios a partir de agora.




COMO ANDA NOSSA CONFIANÇA EM DEUS

As cirurgias em crianças pequenas deixam todos, mas, principalmente, os pais, com o coração na mão.
Entregar a vida de um amado seu nas mãos de um estranho, é uma tarefa das mais doloridas. 
Num momento ele está ali com você, brincando, abraçando, se divertindo, sem saber o que o espera adiante. Logo mais, está numa maca hospitalar, desacordado – anestesia geral. 

Talvez seja a primeira lição de desapego que a vida dê aos pais. E foi assim com aquela menininha de três anos. Chegou no hospital, serelepe, às sete horas da manhã, como se fosse um dia normal de brincadeiras. 

Como a maioria das crianças, ela não gostava muito das consultas médicas em que o doutor ou doutora ficava revirando-a de cima para baixo, de baixo para cima, cutucando aqui, medindo isso, medindo aquilo. 

Se pensasse como adulto, certamente perguntaria: Como esses médicos encontram tantos orifícios em mim para colocar esses instrumentos estranhos e gelados? Então, quando viu seu pediatra, todo paramentado, de máscara, touca, jaleco, percebeu que algo estranho estava acontecendo. Encolheu-se, olhou para a mãe e o ficou encarando. 

Os pais, que a haviam preparado há alguns dias, explicando o que iria acontecer, voltaram a dizer, com palavras simples, que aquele tio iria ajudá-la a respirar melhor, a ficar menos doente. Não mentiram, nem enganaram a criança, dizendo que não iria doer. Sabendo do pós-operatório, sofrido para os pequenos, explicaram que estariam ao lado dela quando voltasse a acordar, e que a dor iria passar. 

E lá foi a mãe, carregando a menina até a cama cirúrgica onde seria sedada. O receio seria a reação dela quando desse conta de que estava num centro cirúrgico.Porém, ela surpreendeu a todos. Deitou-se calmamente. No ambiente havia outros profissionais e, quando lhe colocaram a máscara com o sedativo, ela ergueu os olhos, abriu um sorriso enorme e, então, cerrou as pálpebras. Mais tarde, o anestesista residente, encantado, dirigiu-se à mãe e relatou: Que anjinho. Nunca ganhei um sorriso tão verdadeiro assim Ela confiou neles. Ela confiou nos pais. Ela confiou. 

Como anda nossa confiança em Deus? 

Será que enxergamos o Criador como esse médico experiente que sabe o que faz, a quem entregamos nossas vidas? Às vezes, o entendemos da mesma forma que uma criança de três anos entende o conhecimento de um profissional de décadas de experiência quase nada. E isso é perfeitamente normal. Essa criança vai crescer e um dia vai compreendê-lo melhor. Mas enquanto não o compreende, pois não o conhece, ela tem os pais para lhe dizer: Pode confiar. Ela tem os pais para lhe mostrar a verdade do que vai acontecer, a verdade adaptada à sua realidade. 

É assim conosco, é assim com a verdadeira religião, a que nos liga ao Criador através do sentimento e da razão. O sorriso da fé é a certeza de que tudo que nos acontece é para nosso bem, gostemos ou não, seja agradável ou não. A fé nos dá uma visão mais ampla sobre a existência. Ela nos tira da caverna e começa a nos mostrar a luz lá de fora. 

Site: www.portalangels.com/poder-da-fe





LIÇÕES DE VIDA

O BOSQUE 


Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.

Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.

Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho! O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pelas quais aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.

Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...

Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar. Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil.

Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos. Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe. 

Autor: Desconhecido




O AMULETO

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio, que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, que fechou e entregou ao granjeiro, dizendo : "Leva esta caixa por todos os lados da sua granja, três vezes ao dia, durante um ano."

Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem alimentar. E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros.

A partir daí, todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para o outro, com com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.

Ao final do ano, voltou a encontrar o sábio e lhe disse : "Deixa esta caixa comigo por mais um ano; minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto."

O sábio riu e, abrindo a caixa, disse :

- "Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida."

No papel havia escrito a seguinte frase :

"Se queres que as coisas melhorem deves acompanhá-las constantemente". 

Autor: Desconhecido



PELA ALEGRIA DE VIVER

PELA ALEGRIA DE VIVER 


Senhor, eu gostaria de declarar-te que amo a vida, que para mim é belo e é consentida; gostaria de dizer-te da minha felicidade, por isso eu venho louvar quando outros estão a blasfemar. Quero agradecer falar-te que para mim a vida tem um significado de amor. Muito obrigado, Senhor pelo que me deste, pelo que me dás, pelo pão, pela paz. 

Pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza, olhos que fitam o céu, a terra e o mar, que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil, que se detêm na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil. Muito obrigado, senhor, porque eu posso ver meu amor, mas diante da minha visão,pelos cegos eu te formulo uma oração, porque eu sei que depois de se debaterem na escuridão, de andarem na multidão, de tropeçarem na solidão no teu reino ele também enxergarão.

Muito obrigado, pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro a melodia dos vento nos ramos do salgueiro, ea as lágrimas que choram pelos olhos do mundo inteiro: Ouvidos que ouvem a música do povo, que desce do morro á praça, a cantar, a melodia dos imortais, que agente ouve uma vez, enão esquece nunca mais. A vez melodia, canora, e melancólica do mundo inteiro.

Pela minha faculdade de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor,eles voltarão a sentir. Muito obrigado pela minha voz, mas também pela tua voz, pela voz que amo, que canta, que ilumina, que instrui, que educa, que legisla, pela voz que o teu nome profere com sentida emoção. Por isso eu te faço uma oração porém, me lembrando daqueles que vivem na ofasia e não falam de noite, nem de dia, eu te quero rogar por eles, porque eu sei que depois dessa dor no seu reino de amor, também cantarão.

Muito obrigado pelas minhas mãos, principalmente pelas mãos que aram que trabalham que semeiam, que agasalham, mãos de amor, mãos de ternura, mãos que libertam da amargura, mãos de caridade, de solidariedade, mãos que estreitam mãos de psicografias, de cirurgias, mãos de sinfonias. Pelas maõs dos adeuses, que limpam feridas, que enxugam lágrimas das vidas que atendem a velhice e a dor, o desamor pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio, semreceio, e pelos pés que me levam a andar, sem reclamar, muito obrigado, Senhor, porque eu me posso movimentar.

Diante do meu corpo perfeito eu te quero louvar, porque eu vejo na terra infelizes, aleijados, amputados, marcados,paralisados, que não podem andar. Oro por eles e rogo comiseração, porque eu sei que, depois desta expiação, na outra encarnação, eles também bailarão. Muito obrigado, por fim pelo meu lar é tão maravilhoso ter um lar e não é importante se esse lar é uma mansão, ou uma tapera, um ninho, ou uma casa no caminho, um grabato de dor; um bangalô, ou seja lá o que for.

Mas é importante que dentro dele existia a figura do amor; do amor de mãe ou e pai, da esposa ou de marido, de filho ou de irmão, a presença de um amigo, de alguém que nos dê a mão, pelo menos a companhia de um cão, porque é muito doloroso viver na solidão. Mas se eu a ninguém tiver para me amar nem um teto para me agasalhar, ou uma cama para me deitar, nem aí eu reclamarei nem maldirei, porque eu tenho a ti e te quero dizer: Obrigado Senhor, porque eu nasci, muito obrigado, porque eu creio em ti, pelo teu amor, educando-nos para a plenitude do ser.

 Muito Obrigado Senhor!

Fonte: Livro: Entrevista e Lições

(Divaldo Pereira Franco)

1.Edição – 1 ao 5 milheiro/1999
Editora Espírita Paulo de Tarso – Goiânia
CIP. Brasil – Catalogação na Fonte
(Biblioteca Municipal “Marieta Telles Machado”)








CARTAS E EXPERIÊNCIAS DE FÉ

CARTAS E EXPERIÊNCIAS DE FÉ

Certa noite, antes de iniciar minha dedicação anotando o que Meishu-Sama ditava, li para ele a carta enviada por uma senhora que estava internada no sanatório de tuberculose, em Miyazaki. Na carta ela dizia que havia lido, numa revista semanal, um artigo sobre o diálogo entre Meishu-Sama e o Sr. Mussei Tokugawa. Tomando conhecimento da nossa igreja através daquele artigo, também desejava ser salva.

Meishu-Sama ficou com muita pena dela e ele próprio redigiu-lhe uma resposta bastante amável e cortês. Ao mesmo tempo, disse para mim: “Telefone para a Casa de Difusão mais próxima e tome providências para que imediatamente um Ministro vá visitar essa senhora”. Como já era de madrugada, respondi-lhe: “Telefonarei amanhã, logo cedo”. Ele, porém, falou: “Amanhã não! Agora!” Assim, á uma hora da madrugada, pedi uma ligação á telefonista. Somente ás duas horas a ligação foi completada, e Meishu-Sama ficou esperando até essa hora.

Pelo telefone ele deu várias orientações: especificou a região onde se deveria ministrar johrei, quantas vezes seria necessário ministrá-lo e até forneceu uma dieta que deveria ser seguida pela doente. Só depois disso é que ele foi deitar. Depois de uns quatro ou cinco dias, preocupado como se fosse um caso pessoal, ele perguntou:”O que será que aconteceu? Será que ela melhorou? Ainda não deram nenhuma noticia dela?” Tempos depois, quando soube que aquela senhora havia tido alta do hospital e que estava frequentando a igreja com muita saúde, Meishu-Sama ficou felícissimo. “Que bom! Que bom!” exclamou ele.

Houve também uma ocasião em que eu lhe fiz a leitura da Experiência de Fé relatada por um membro que tinha esquecido uma bolsa dentro da condução, a qual lhe fora devolvida tempos depois, em perfeito estado. A senhora que a encontrou, através de um cartão de visitas que havia dentro da referida bolsa, tomou conhecimento do seu endereço. Enviou-lhe, então, uma carta avisando-o de que o objeto se achava em seu poder e dizendo-lhe que podia ir buscá-lo.

Acreditando ter recebido uma graça, ele imediatamente se dirigiu ao endereço fornecido. Chegando lá, deparou com uma triste situação: a senhora que achara a bolsa não tinha pai nem mãe e vivia com um irmão e uma irmã doentes, que estavam de cama; ela é quem arcava com a manutenção da casa. O membro que fez esse relato não comentava muito sobre a doença dos irmãos daquela senhor; apenas fazia a menção á graça de ter recuperado o objeto. Meishu-Sama, ao término da leitura disse: “Foi muito bom essa pessoa ter recuperado a bolsa, mas o que foi que aconteceu aos dois irmãos que estavam acamados? Porque ela não lhes ministrou johrei e não lhes falou nada sobre a Igreja Messiânica Mundial? Comunique-se com o apresentador dessa experiência. Se for confirmada que nada disso foi feito, ela não poderá ser publicada no jornal “Eiko”. E, dependendo da resposta, envie aquelas pessoas doentes o Ohikari. Estou penalizado com sua situação”.


(Um Servidor) – Pág. (117/119)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução aprovada pela Igreja Messiãnica Mundial do Brasil
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O.A – 2. Edição/Julho/86
Volume: III – São Paulo/SP.




DEUS NÃO DEIXA DE ATENDER AOS PEDIDOS DE MEISHU-SAMA

Em 1948 ou 1949, minha esposa sofreu uma violenta purificação. Ela estava com eclampsia(acesso de convulsões, geralmente seguido de coma) encontrando-se em estado muito grave, e eu não sabia se ela conseguiria sobreviver até o dia seguinte. 

Por meio de um telegrama, pedi proteção a Meishu-Sama. Depois disso, houve uma grande melhora no estado de saúde da minha esposa, de modo que enviei a ele um novo telegrama, desta vez de agradecimento. Entretanto, uma semana depois, ela tornou a piorar terrivelmente, parecendo que morreria de um momento para outro. Pensei que havia chegado a hora da despedida; não obstante resolvi fazer outro pedido e graça.

Em seguida, fiquei á cabeceira de minha esposa, tomando-lhe o pulso constantemente. Num dado momento, ele ficou parado por mais de dez minutos. Eu entoei a oração Amatsu-Norito com todo o sentimento, e meus seis filhos se reuniram todos á cabeceira da mãe e começaram a chorar, dizendo: “Mamãe já morreu”: Com muito esforço, sentindo uma enorme tristeza eu apenas conseguir dizer: “Não chorem, sua mãe vai para um lugar muito bom”. Nesse instante, segurando o pulso de minha esposa, senti que ele voltou a palpitar. Abrindo os olhos ela perguntou: “onde estou?” Eu lhe respondi que estava em casa. 

Ela perguntou-me novamente“. Que casa? Você está em sua casa, respondi-lhe. Com uma fisionomia de grande desconsolo, ela disse: Por que me chamou? Eu estava caminhando por um lindo campo, em direção a um Palácio, e me sentia imensamente feliz. Como todos vocês me chamavam, virei-me para trás, o que foi uma grande pena.

Depois disso, ela recuperou-se completamente. Passado um mês fomos até Shimizu, para agradecer a Meishu-Sama, o qual disse á minha esposa: “Vou lhe ministrar johrei”. Observando-lhe atentamente a aparência, acrescentou:”Agora está tudo bem. Não há mais perigo. Quando recebi o seu segundo telegrama, fiquei realmente apreensivo. Julguei que era um caso muito grave e fiz um pedido especial a Deus”. Ao ouvir estas palavras, não pude conter as lágrimas de emoção e até perdi a fala. Pensei comigo mesmo: “Deus sempre atende aos pedidos de Meishu-Sama. Por isso devemos nos apoiar unicamente nele. Certamente Deus há de ouvir nossos pedidos através de Meishu-Sama”.


Shibutyo- (Um Dirigente do Templo Filial) – Pág. (120/121)


Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução aprovada pela Igreja Messiãnica Mundial do Brasil
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O.A – 2. Edição/Julho/86
Volume: III – São Paulo/SP.



O JOHREI NO PRINCÍPIO DA OBRA DIVINA

O JOHREI NO PRINCÍPIO DA OBRA DIVINA


Quando Meishu-Sama começou a Obra Divina, o johrei não era praticado como agora, levantando-se diretamente a mão. Era transmitido sob a forma de tratamento, dando-se aos membros um leque.
Nesses leques Meishu-Sama escrevia frases as mais diversas, como por exemplo: “O leque que cura qualquer tipo de doença”; “O leque da cura de todas as doenças”,” A Força Divina do Izunomê” etc.

Havia ocasiões em que se faziam tratamentos á distância, dando-se aos doentes papeletas com Cânticos Divinos escritos por Meishu-Sama.
Nos Cânticos, ás vezes ele introduzia os nomes das pessoas que estavam sofrendo de algum mal. Esses escritos eram infalíveis: todos ficavam completamente curados.


(Um Servidor) – Pág. (114)

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução aprovada pela Igreja Messiãnica Mundial do Brasil
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O.A – 2. Edição/Julho/86
Volume: III – São Paulo/SP.




UMA SIMPLES EXPRESSÃO: "QUE BOM NÃO É?

O fato que se segue ocorreu no dia 28 de setembro de 1945, justamente no dia do almoço que iria ser oferecido a Meishu-Sama. Pela nossa igreja(Naquela época, cada igreja costumava programar um almoço no qual ele era recepcionado como convidado). 

Eu fui até Hiratsuka fazer compras para o referido almoço. Com muita dificuldade, encontrei dois frangos: comprei-os e fui diretamente para Hakone. Logo que cheguei, fui tomar banho mas ao terminar, senti de repente um mal-estar violento, chegando a desfalecer.

Um dos dedicantes que ali se encontrava comunicou o fato a Meishu-Sama, e ele veio imediatamente para ministrar-me johrei. Nesse momento, perguntei-lhe:”será que me acontecem essas coisas porque tenho muitos pecados?” Ele me respondeu carinhosamente:”Você tem permissão para estar vivo.” Não precisa preocupar-se. Tudo isso é espiritual. Todas as doenças são assim. Para receber o Perdão Divino, é necessário a pessoa se esforçar bastante. 

Esforce-se nos Serviços de Deus. Em seguida corrigiu sua postura e entoou claramente a oração Amatsu-Norito. Era a primeira vez que ele entoava após a instituição da liberdade religiosa, com o término da guerra. Tomadas se surpresa, as pessoas que se encontravam ao redor ajoelharam-se incontinente. No exato momento em que a oração terminou, a dor e o mal-estar que eu estava sentindo no estômago sumiram como por encanto. Quando eu disse a Meishu-Sama que o mal-estar havia passado, ele respondeu alegremente: “Que bom, não é? Os seus pecados foram perdoados”. 

(Um Ministro) – Pág. (115/116)    

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
Tradução aprovada pela Igreja Messiãnica Mundial do Brasil
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O.A – 2. Edição/Julho/86
Volume: III – São Paulo/SP.


EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)

Bom dia a Todos!

Tornei-me membro da Igreja Messiânica Mundial em Santos há 13 anos e, atualmente, dedico no Johrei Center São José dos Pinhais, ligado à Área Curitiba. Hoje, gostaria de compartilhar com todos a transformação ocorrida em minha vida graças ao sagrado Johrei.

Desde o início de 2000, não era feliz com minha aparência. Estava com excesso de peso, me sentia feia e, devido ao fácil acesso que eu tinha a medicamentos por trabalhar em um hospital como técnica em enfermagem, comecei a ingerir mais de 10 comprimidos por dia para emagrecer. Com isso, fui tendo muitos problemas de saúde, como gastrite aguda e quedas constantes de cabelo, as quais me fizeram ficar careca. Assim, com minha autoestima muito baixa, não estava em condições de continuar no emprego e passei a apresentar sintomas de depressão: não saía mais da cama e apresentava lapsos constantes de memória.

Meu esposo e meus filhos sofriam comigo e não reconheciam a mulher, que, antes, era alegre e extremamente ativa, e que a cada dia se tornava triste, debilitada e depressiva. Assim sendo, meu marido resolveu levar-me ao endocrinologista, que diagnosticou distúrbios psicológicos e que eu deveria ser internada para tratar meu vício por remédios.

Os lapsos de memória tornaram-se mais frequentes, e faltava-me equilíbrio emocional. Se eu ficasse sozinha, meus familiares temiam que ocorresse alguma tragédia, como, por exemplo, tirar minha vida. Foi naquele momento, em janeiro de 2002, que minha mãe foi cuidar de mim, de meu lar e meus filhos, já que meu marido precisava trabalhar e não podia dar a atenção de que eu necessitava.

Os meses foram se passando, e minha memória estava cada vez mais afetada, a ponto de não reconhecer mais a minha família. Além disso, não conseguia mais ingerir alimentos sólidos e tomava somente líquidos com o auxílio de um canudo. Cheguei ao ponto de não ter força nem para fazer assepsia corporal. Eu estava afastada de qualquer religião havia dois anos, pois me encontrava descrente de tudo. E, apesar de meu esposo e minha mãe já serem messiânicos, eu não aceitava receber Johrei em hipótese nenhuma.

Porém, em meados de abril de 2002, perdi a memória completamente e desmaiei em casa. Minha mãe e meu marido levaram-me ao Johrei Center imediatamente. Quando abri os olhos, não sabia onde estava; apenas sentia uma luz muito forte, escutava meus familiares chorando, em especial minha mãe, que rogava a Meishu-Sama que me ajudasse. Retornei à consciência e percebi que estava diante do altar recebendo meu primeiro Johrei com a ministra responsável. Passara-se cerca de uma hora, e senti uma emoção muito forte, como se estivesse renascendo.

Ainda bastante fraca, perante o Altar, a ministra, os membros e minha família fizeram oração para mim. Foi neste momento que despertei para a vida e passei a valorizá-la e agradecer com toda a sinceridade. Voltei a reconhecer toda a minha família e o amor que eles sentiam por mim. Olhava para a foto de Meishu-Sama e não conseguia parar de chorar e pedir perdão a Deus por toda minha ingratidão para com a vida. Naquele mesmo dia, quando voltei a casa, reconheci o milagre de Deus por meio do Johrei e da oração, pois, depois de muitos anos, senti vontade de viver!

No dia seguinte, já passei a receber Johrei de meus familiares em casa e, no terceiro dia, já fui ao Johrei Center para conhecer melhor a Igreja Messiânica e os ensinamentos de Meishu-Sama e também para receber a maravilhosa luz do Johrei, que se expandira pelo meu corpo e minha alma. No mesmo mês, assisti às aulas de Princípios Messiânicos, pois queria ser útil à Obra Divina, levar a luz do Johrei às pessoas e dar vida à minha nova vida. Assim, no final daquele mês de abril de 2002, tive a permissão de receber o Ohikari (Medalha da Luz Divina).Desde as primeiras semanas como membro, passei a ministrar 30 Johrei todos os dias, para manifestar minha gratidão a Deus e Meishu-Sama.

Na segunda semana após minha outorga e compreendendo o processo purificador, eu já tinha uma lista de pessoas em purificação, pelas quais orava diariamente diante do Altar do Johrei Center.Comecei a fazer visitas aos seus lares e graças ao Johrei passei a conduzir essas pessoas para a Igreja onde as atendia e acompanhava-as até o ingresso na fé.

Com esta dedicação, presenciei muitos milagres. Uma das primeiras pessoas que acompanhei, foi uma senhora que tentara suicidar-se várias vezes e, em cinco meses, recebendo Johrei, ela desistiu totalmente desse intento e se tornou messiânica.

Acompanhei-a por quatro anos e tive a permissão de vê-la tornar-se uma grande missionária. Hoje, ela é assistente de ministro, dedica na Liturgia e é muito feliz! Em quase 13 anos de trajetória missionária, tive a permissão de continuar atendendo frequentadores, tendo a alegria de acompanhar e ser a pioneira na salvação de mais de 50 pessoas. Entre estas, pude conduzir meus cunhados, minha sogra, irmãos e sobrinhos. Atualmente dedico como assistente de família e cuido de 35 famílias.

Realmente, não consigo imaginar minha vida sem Meishu-Sama e o Johrei. Foi graças a eles que minha vida foi transformada e hoje, além da boa saúde que disponho, com toda gratidão posso afirmar que meu lar é um Paraíso.

Com todo amor, agradeço a Deus e a Meishu-Sama por ter sido salva e me tornado um instrumento útil à Obra Divina, edificando minha fé por meio da prática do Johrei.

Muito Obrigada!

Elaine Silva Penedo

14/06/2015
Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga/SP.



EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)


Bom dia a Todos! 

Meu nome é Danilo Meidas Pinheiro, sou messiânico há dez anos e dedico no Johrei Center de Presidente Prudente como assistente de família e coordenador do Programa Horta em Casa e Vida Saudável. 

Gostaria de compartilhar com todos o grande aprendizado e convicção que venho adquirindo com respeito à importante coluna de salvação que é a Agricultura Natural .sou técnico agrícola e agricultor há 12 anos. Durante oito, oito anos, usei o método convencional e, há quatro, pratico a Agricultura Natural. Hoje, sou certificado pelo Ministério da Agricultura como produtor orgânico. 

Contudo, cresci sendo orientado de que a maneira correta de se produzir alimentos consistia em adicionar bastante esterco ao solo para ter um bom preparo; adubar em grande quantidade e pulverizar bastante agrotóxico para controle de pragas, até mesmo se elas não estiverem presentes na lavoura, como forma preventiva. Trabalho com o meu pai, que no ano de 2003, iniciou o cultivo na nossa propriedade e sempre manteve a forma convencional, incentivando-me a usar os produtos químicos em grande quantidade. 

No início, obtivemos êxito, mas com o passar dos anos, as pragas e doenças aumentaram consideravelmente a ponto de destruir grande parte da produção. Buscávamos orientações com engenheiros-agrônomos, que indicavam produtos químicos cada vez mais fortes para o controle dessas pragas. Recordo que, uma vez, usamos um produto tão forte que até os pássaros da horta morreram. Vivíamos um intenso conflito familiar e estávamos endividados. Mesmo sendo messiânico e tendo acesso aos Ensinamentos de Meishu-Sama, principalmente no que se refere à Agricultura Natural, não pensava ser possível produzir sem os agroquímicos. 

Em 2010, foi formada uma equipe de Agricultura Natural no Johrei Center, e o ministro responsável me convidou para dedicar. Junto ao ministro responsável pela Agricultura Natural de nossa área, fizemos no Centro de Aprimoramento uma pequena demonstração de como a horta pode ser feita no lar, com vasos suspensos, no chão etc. Isso causou grande admiração nos membros e frequentadores e até de pessoas que passavam pela rua ao verem que é possível produzir em qualquer espaço. 

Realizamos várias atividades, e o ministro orientava a preparar o solo com material vegetal, como restos de folhas, capim triturado para que ele recuperasse a vitalidade. Entretanto, no meu sitio, eu não conseguia seguir as orientações e acabava jogando esterco no restante da horta. No fundo, eu não tinha certeza de que uma “hortinha em casa” – era assim como eu estava entendendo – pudesse proporcionar tantas transformações na vida das pessoas. 

Em uma visita do responsável de área ao Centro de Aprimoramento, ele me convidou para uma conversa. Assim fazendo, ficamos um dia em reunião em que relatei tudo o que estava passando. Então, ele me disse: “A Agricultura Natural na região de Presidente Prudente depende de você”. 

Essas palavras me tocaram profundamente. Assim sendo, entrei em contato com a Fundação Mokiti Okada para receber assistência técnica e iniciamos os trabalhos em meados de janeiro de 2012. O interessante foi perceber que tudo o que nos era ensinado, o ministro já havia me orientado e eu não dera o devido valor. Decidi ser obediente e, desde o primeiro cultivo, já vimos grande diferença na produção. O sabor das verduras mudou, e as pragas diminuíram consideravelmente. Meu pai e eu ficamos surpresos com o resultado instantâneo. Aprofundei meus estudos nos Ensinamentos sobre Agricultura Natural e, ao coloca-los em prática, percebia, a cada dia, sua veracidade no campo, além de passar a entender o verdadeiro significado da horta caseira. 

Passei a desenvolver um amor à natureza jamais experimentado, pois até então, eu a via como algo que existe apenas para servir ao homem. Meu pai já aceitava a Agricultura Natural por ver que realmente dava certo. Dessa forma, tracei como objetivo receber a certificação orgânica, algo que via muito distante de mim. Empenhei-me em levar a verdade sobre a agricultura através da horta caseira e, junto à Fundação Mokiti Okada, implantamos o Projeto Horta na Escola que, atualmente, está em 20 escolas de Presidente Prudente, abrangendo 3.100 praticantes, entre crianças e adolescentes. 

Em janeiro de 2013, meu pai e eu perdemos nosso maior ponto de vendas e começamos a acumular dívidas. Por conta disso, fui a mais de seis supermercados da cidade oferecer nossos produtos, mas todas as portas se fecharam. Mesmo assim, mantive a certificação como meta e, apesar de todas as dificuldades, nunca perdi a convicção de que esse era o caminho a ser seguido. Esforcei-me também para cumprir minha missão como messiânico, ministrando Johrei e servindo em meus plantões semanais no Johrei Center. 

Em julho de 2013, conseguimos a tão sonhada certificação, o que foi motivo de muita alegria. Desde então, as portas se abriram. Hoje, comercializamos diariamente nossos produtos junto a nove supermercados da cidade, desfrutando de uma exclusividade jamais obtida. Um dos estabelecimentos solicitou o fornecimento para sua rede, que é de mais de quarenta lojas. 

Nossas famílias estão prósperas e felizes. Eu e minha esposa realizamos o grande sonho de sermos pais e, em janeiro de 2014, nasceu nossa querida filha Isadora. 

Devo ressaltar que meu maior milagre foi entender e sentir Deus através da Agricultura Natural, pois consegui reconhecer quantos erros meus antepassados agricultores e eu cometemos ao sujar a terra com tanto veneno, não respeitando sua força e natureza. Hoje consigo sentir gratidão pelas pragas, que, de forma branda, cumprem sua missão de remover os tóxicos ainda contidos nas plantas. A cada novo plantio, renovo meu sentimento de gratidão a Deus e ao solo. Sempre que abasteço uma gôndola nos supermercados com meus produtos, peço a Deus que, através de um simples maço de alface, possa ser despertada a partícula Divina de cada indivíduo que o consumir e que sua família possa ser feliz. 

Hoje, meu Pai e eu trabalhamos com alegria e gratidão. Sou muito feliz, pois sinto estar no caminho certo para meu renascimento nesta vida como um verdadeiro agricultor. 

Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama a permissão de vivenciar este renascimento. 

Muito Obrigado! 

Danilo Meidas Pinheiro 

02/08/2015 
Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga/SP.