segunda-feira, 11 de maio de 2015

ESPIRITUALIDADE


 
Ser forte

Ser forte é amar alguém em silêncio;

Ser forte é irradiar felicidade quando se é infeliz;

Ser forte é tentar perdoar alguém que não merece perdão;

Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno;

Ser forte é manter-se calmo num momento de desespero;

Ser forte é demonstrar alegria quando não se sente;

Ser forte é sorrir quando se deseja chorar;

Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços;

Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos a sua angustia;

Ser forte é consolar quando se precisa de consolo;

Ser forte é ter fé naquilo que não se acredita;

Por isso mesmo diante da dura realidade e por mais dificil que a vida possa parecer:

AME-A e... SEJA FORTE!!!!

A palavra de duas letras mais egoista... EU
Evite-a.

A palavra de três letras mais venenosa... EGO.
Elimine-a.

A palavra de quatro letras mais usada... AMOR.
Pratique-o.

A palavra de seis letras mais rápida... FOFOCA.
Ignore-a.

A palavra de seis letras mais necessária... PERDÃO.
Aplique-o.

A palavra de três letras mais satisfatória... NÓS.
Use-a.

A palavra de nove letras mais agradável... HUMILDADE.
Aprenda-a .

A palavra de nove letras mais essencial... CONFIANÇA.
Tenha fé....

A palavra de cinco letras mais amorosa JESUS... 
SIGA-O, IMITE-O...


Autor: Desconhecido
Site: www.mensagemespirita.com.br





Não se deixe Desestimular 

No seu aprendizado diário, na caminhada necessária para a evolução, você encontra empeços variados ao longo do caminho, que parecem destinados a lhe desanimar no longo percurso.

Muitas vezes você encontra os chamados inimigos gratuitos, os amigos faladores que o deixam em situações difíceis.
Outras vezes se depara com enfermidades físicas, com as deficiências de caráter de tanta gente, o que lhe provoca profunda tristeza, pois são companheiros que não movem uma palha em seu favor, embora ocupem seu tempo sempre que encontram a mínima dificuldade.

Você tem à sua volta a inflação que cresce e os ganhos materiais que parecem não acompanhá-la, o que lhe faz pensar que quanto mais trabalha menos ganha e gasta mais.

Você costuma ver desmoronar os mais acalentados sonhos domésticos, sem se sentir no direito de fugir.

Desmoronam os anseios do cônjuge atencioso e afetuoso; dos filhos estudiosos, responsáveis, respeitosos; da família companheira capaz de suprir você de energias nas horas apertadas para o seu coração.

Como se não bastasse, ainda surge a indiferença que o faz sentir-se solitário no mundo, sem qualquer apoio ou sustentação moral.

Contudo, seja qual for a luta que lhe caiba, seja qual for o testemunho que tenha de enfrentar, não se deixe desestimular, não se permita o abatimento.

Você não é vítima da vida.

Encontra-se unicamente em processo de reeducação, tendo oportunidade de acertar-se com a vida que um dia desrespeitou em vários de seus aspectos.

Você que conhece Jesus, ou que um dia ouviu sobre a Lei de causa e efeito, deve raciocinar que o bem ou o mal semeado na vida, da vida será colhido, e o seu desconsolo ou o seu desalento em nada colaborará para a resolução dos seus problemas.

Você deverá, então, aprender a analisar melhor as situações pelas quais tenha que passar. Deverá aprender a perdoar, a compreender, a respeitar diferenças, a falar menos, a penetrar melhor as razões das coisas, a condenar menos, a ser mais indulgente.

O tempo implacável não pára. Assim, se você o aproveitar para aprender a crescer e ser feliz, ele o abençoará com expressiva claridade.

Caso o desperdice, recolhendo-se à maldição do desânimo ou à fuga, verdadeiramente terá lançado fora o mais expressivo tesouro que nos é oferecido pelo Criador, para que nos façamos ricos e felizes: o tempo.

Não se perca nas teias do desestímulo. Confie sempre em Deus, que lhe dá sempre o melhor, dando-lhe chances de brilhar e ser feliz.

Os obstáculos que surgem no seu caminho, não são para impedir seus passos, são desafios para serem superados.

Cada vez que você consegue vencer uma dificuldade, sai dela mais fortalecido e mais confiante.

Assim, não se deixe, jamais, desestimular em circunstância alguma, pois Deus confia no seu poder de vencer os impedimentos e vencer-se a si mesmo.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 10 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira 

Médium: Raul Teixeira 


ESPERANÇA E FÉ

Deus fala com Você


Eram aproximadamente 22 horas quando um jovem começou a dirigir-se para casa. Sentado no seu carro, ele começou a pedir: “Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecer-lhe”.
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho: “Pare e compre um galão de leite”.
Ele balançou a cabeça e falou alto: “Deus? É o Senhor?”. Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa. Porém, novamente, surgiu o pensamento: “Compre um galão de leite”.

O jovem pensou em Samuel e como ele não reconheceu a voz de Deus, e como Samuel correu para Eli.

Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil... Ele poderia também usar o leite.

O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa. Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido: “Vire naquela rua”. Isso é loucura... – pensou – e, passou direto pelo retorno.

Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.

Meio brincalhão, ele falou alto: “Muito bem, Deus. Eu farei”.

Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar. Ele brecou e olhou em volta. Era uma área mista de comércio e residência. Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança. Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estava escura, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.

Novamente, ele sentiu algo: “Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua”.

O jovem olhou a casa. Ele começou a abrir a porta, mas voltou a sentar-se. “Senhor, isso é loucura. Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?” Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.

Inicialmente, ele abriu a porta... “Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem. Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui”.

Ele atravessou a rua e tocou a campainha. Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança. A voz de um homem soou alto: “Quem está aí? O que você quer?”

A porta abriu-se, em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta. Ele desconhecido em pé na sua soleira. “O que é?” O jovem entregou-lhe o galão de leite. “Comprei isto para vocês”. O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.

A mulher pegou o leite e foi para a Cozinha. O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava. Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando: “Nós oramos. Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado. Não tínhamos mais leite para o nosso bebê. Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite”.

Sua esposa gritou lá da cozinha: “Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco... Você é um anjo?”

O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem.

Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face. Ele experimentou que Deus responde os pedidos.

Quanto tempo você leva para parar um pouquinho e ouvir Deus?


Autor: Desconhecido




Deus Faz

É verdade, na vida, Deus Faz

Mas você pode colaborar:

Só "Deus" pode criar

mas você pode valorizar o que Ele criou.

Só "Deus" pode dar a vida

mas você pode transmiti-la e respeitá-la.

Só "Deus" pode dar a saúde

mas você pode orientar e guiar.

Só "Deus" pode dar a fé

mas você pode dar o seu testemunho.

Só "Deus" pode infundir esperança

mas você pode restituir a confiança ao irmão.

Só "Deus" pode dar o amor

mas você pode ensinar o seu irmão a amar.

Só "Deus" pode dar a paz

mas você pode semear a união.

Só "Deus" pode dar a alegria

mas você pode sorrir a todos.

Só "Deus" pode dar a força

mas você pode apoiar quem desanimou.

Só "Deus" é o caminho

mas você pode indicá-lo aos outros.

Só "Deus" é a luz

mas você pode fazê-la brilhar

aos olhos dos seus irmãos.

Só "Deus" é a vida

mas você pode restituir aos outros

o desejo de viver.

Só "Deus" pode fazer milagres

mas você pode ser aquele que trouxe

os cinco pães e os dois peixes.

Só "Deus" pode fazer o que parece impossível

mas você pode fazer o possível.

Só "Deus" se basta a si mesmo

mas ele preferiu contar com você.


Autor: Desconhecido

LIÇÕES DE VIDA

Alguém está vendo Você

Certa vez, um homem resolveu invadir os campos de um vizinho para roubar um pouco de trigo. "Se eu tirar um pouco de cada campo, ninguém irá perceber", pensou. "Mas reunirei uma bela pilha de trigo." Então ele esperou pela noite mais negra, quando grossas nuvens cobriam a lua, e saiu às escondidas de casa, levando consigo sua filha mais nova.

– Filha – ele sussurrou – , fique de guarda para o caso de alguém aparecer.

O homem entrou silenciosamente no primeiro campo e começou a colheita. Logo depois, a criança gritou:

– Papai, alguém está vendo você!

O homem olhou em volta, sem ver ninguém; juntou então o trigo roubado e seguiu adiante para o segundo campo.

– Papai, alguém está vendo você! – gritou a criança de novo.

O homem parou e olhou em volta, mas não viu qualquer pessoa, por isso amarrou o trigo roubado e esgueirou para o último campo.

– Papai, alguém está vendo você! – gritou a criança novamente.

O homem parou a colheita, olhou para todos os lados e, mais uma vez, não viu pessoa alguma.

– Por que você fica dizendo que alguém está me vendo? – perguntou ele zangado. – Já olhei para todos os lados e não vejo ninguém.

– Papai – murmurou a criança – alguém está vendo você lá de cima.

Autor: William J.Bennett



A Menina e o Pássaro Encantado 

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades... 
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão. 

"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...". 

E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça. 

"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes." 

E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. 

Mas chegava sempre uma hora de tristeza. 

"- Tenho que ir", ele dizia. 

"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....". 

"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. 

- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar." 

Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada. 

"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz". Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. 

Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro. 

"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora..." 

A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola. 

"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...". 

"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar..."

E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia. 

"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...". 

E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos... 

"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..." 

Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar. 

Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama... 

E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: 

"- Quem sabe ele voltará amanhã..." 

E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro. 


Autor: Desconhecido



CHÁ - CULTURA JAPONESA

Chá – Cultura Japonesa

O chá é a bebida mais consumida no mundo e faz parte dos hábitos diários de vários povos. No Japão, o chá integrou-se de tal forma aos costumes e à vida diária que tornou-se sinônimo daquilo que no aroma e paladar sintetiza a essência local. Cristiane A. Sato, colaboradora do Cultura Japonesa e inveterada apreciadora de chás, explica neste artigo o que é o chá japonês, e como ele faz parte não apenas de hábitos cotidianos, mas também o grau de simbologia e significado que ele tem no comportamento social japonês.

O que é e de onde vem o chá?

Existem chás e “chás”. Um problema de nomenclatura dificulta distinguir uns dos outros (algo que será esclarecido mais adiante). No momento, o importante é reter a seguinte informação: o chá “comum” – o chá preto, que se compra nos supermercados em saquinhos individuais dentro de caixinhas de papel, ou em folhinhas secas soltas dentro de latinhas, são folhas de um arbusto originário da China, que produz flores parecidas com camélias. Por isso este arbusto tem o nome científico de Camellia sinensis, que em latim significa “camélia da China”. É basicamente dessa planta que vem a maioria dos tipos de chá propriamente ditos. A Camellia sinensis é o chá.


Há uma lenda chinesa diz que no ano de 2737 a.C. o imperador Shen Nung teria descoberto o chá de modo acidental. O imperador – um filósofo que por razões de higiene só bebia água fervida – estava descansando perto de uma árvore de chá quando algumas folhas caíram no recipiente em que ele havia posto água para ferver. Ao invés de tirar as folhas, ele as observou, viu que elas produziram uma infusão, decidiu prová-la, e achou a bebida saborosa e revitalizante. Assim, conta-se na China, é que foi “descoberto” o chá. Não há registros históricos ou provas de que tenha sido efetivamente desta forma ou de que foi o imperador Shen Nung o “descobridor” do chá, mas é fato que os chineses já produziam e bebiam chá desde a Antigüidade.

Uma das primeiras referências escritas sobre o chá data do século III a.C., quando um famoso médico chinês da época recomendou a um general que se sentia velho e deprimido que tomasse chá – o que indica que já na época conhecia-se as propriedades de aumento de concentração e vivacidade que o chá proporciona – e este general escreveu a um sobrinho pedindo que lhe arranjasse chá de boa qualidade. Registros indicam que na China antiga o chá não era propriamente cultivado em grandes plantações nem era uma bebida popular – era quase sempre preparado como tônico ou medicamento com folhas tiradas de arbustos selvagens. Nos séculos subseqüentes as propriedades do chá tornaram-se famosas e a procura pelo produto cresceu. Nos séculos IV e V d.C. já haviam grandes plantações no vale do Rio Yangtze (também chamado de Rio Amarelo) e haviam vários tipos de chá: dos refinados, que eram ofertados ao imperador como presente, aos populares. Há registros de que folhas de chá prensadas foram usadas em em 476 d.C. como moeda de troca com os turcos na fronteira ocidental da China.

O chá chega ao Japão 

O registro mais antigo sobre o chá no Japão data do ano de 729. Monges budistas tinham ido à China estudar por vários anos (neste período o contato oficial entre China e Japão era freqüente e monges budistas atuavam como emissários da corte). No retorno, trouxeram chá e o presentearam ao imperador Shōmu. Atribui-se ao monge Saichō, fundador da escola Tendai, a introdução do cultivo do chá no Japão no ano de 805. 

Diferentemente do que hoje se pode imaginar, o chá demorou a ser popularizado no Japão. Por volta do ano de 890, a corte imperial japonesa suspendeu as missões oficiais que enviava há dois séculos à China, e as relações entre ambos os países se deterioraram. Sendo um produto chinês, o chá parou de ser bebido na corte. Assim, durante muito tempo, o chá foi considerado um medicamento e reservado a poucos privilegiados. Apenas no século XII, por iniciativa do monge zen-budista Eisai, o chá começou a se tornar mais popular nos mosteiros entre os monges, que o tomavam porque isso os fazia permanecer acordados durante as longas sessões de zazen (meditação sentada). Outro monge budista da época, Myōe, iniciou o cultivo de arbustos de chá em Uji, região de Kyoto, para suprir os mosteiros (até hoje Uji é famosa região produtora de chá no Japão). 

O advento dos shōguns da Família Ashikaga a partir de 1336 mudou o modo pelo qual os japoneses viam o chá. Em especial o oitavo shōgun Ashikaga, Yoshimasa (1435-1490), um apreciador das coisas chinesas e do zen-budismo, gostava de chá e transformou o ato de tomá-lo num tipo de cerimônia, incentivando as classes guerreiras a adotar o hábito de beber chá. O exemplo do shōgun ajudou a espalhar o hábito do chá também na corte imperial e em outras ordens monásticas budistas, criando um grande público de apreciadores de chá no Japão. Mas foi o poderoso daimyō Hideyoshi Toyotomi (1536-1598) quem transformou o antes informal rito de beber chá numa verdadeira cerimônia – o chanoyu. 


Na China antiga houve rituais relacionados ao processo de se beber chá, mas que caíram em desuso com o correr do tempo. No Japão, entretanto, o costume de chá desenvolveu-se junto com as escolas e crenças budistas locais, o que levou o ato de beber chá a evoluir para uma cerimônia complicada e única. No século XVI destacou-se o poeta Jōō Takeno (1502-1555), mestre de cerimônia do chá que inventou vários utensílios – alguns ainda hoje usados no chanoyu – e que foi professor de outro importante mestre, Sen no Rikyū (1522-1591) a quem se atribui a criação do chashitsu – a “casinha” onde se executa a performance da Cerimônia do Chá. Em função do chanoyu, uma forma específica de arte se desenvolveu no Japão, que influenciou as artes decorativas e utilitárias como a cerâmica, a laca, a arquitetura e o paisagismo de jardins. 

No período Edo (1603-1867) o hábito do chá espalhou-se entre os ricos comerciantes e não demorou muito para também cair no gosto das pessoas mais simples, tornando-se desde então um hábito efetivamente popular. Nessa época o Japão passou por um longo período de isolamento, com os portos fechados a navios estrangeiros, levando o país a desenvolver uma cultura muito própria. Isso também fez com que o chá no Japão fosse cultivado, colhido e processado de um modo diferente do resto do mundo, o que deu à bebida um sabor peculiar e característico. 
Chás e “chás” 

Se chá é a bebida que vem da planta Camellia sinensis, você deve estar se perguntando: “e os outros chás, como o chá de camomila e o chá de erva doce”? 

Aqui precisamos fazer uma pausa para explicar uma questão de nomenclatura. 

Em chinês escrito – e em japonês também – o chá, o da Camellia sinensis, é representado pelo seguinte ideograma: 
茶 

Esse ideograma é lido em mandarim e em japonês como “tchá”, e no dialeto amoy, falado na região de Fujian na China – uma das principais regiões produtoras de chá do mundo – como “tê”. 

O chá chegou à Europa ocidental através de carregamentos vindos da Ásia, e dependendo do dialeto falado nos portos chineses que exportavam o chá, a palavra incorporou-se aos idiomas ocidentais com um som similar ao de sua origem. Assim, o “tê” da região de Fujian virou o thé francês, o te italiano, o tea inglês e oTee alemão. Os portugueses adquiriam o chá em Macau, colônia portuguesa na China onde se falava o dialeto cantonês, que se parece com o mandarim, e assim o “tchá” falado por eles virou o nosso chá. 

Na Europa ocidental não havia o chá propriamente dito – por isso importava-se e até hoje importa-se o produto. Mas haviam outras ervas e frutas locais das quais se podiam produzir infusões, como a hortelã, a camomila, a erva doce, a maçã, a pera e frutinhas vermelhas como amoras e morangos, que obviamente têm sabor e propriedades diferentes da Camellia sinensis. Mas como o processo de se obter a bebida é o mesmo – ferver uma planta em água – tudo quanto é tipo de infusão em água quente passou a ser popularmente chamado de “chá”. Assim, as infusões herbais e as infusões de frutas, embora não fossem de chá propriamente ditas, também passaram a ser chamadas de “chá”. 

Não se trata de uma questão meramente lingüística. O chá, o da Camellia sinensis, possui cafeína – um estimulante da atividade cardiovascular e da circulação sangüínea – mas diferentemente da cafeína do café, que é rapidamente absorvida pelo corpo, a cafeína do chá é absorvida de forma mais lenta. A cafeína em si não é prejudicial à saúde – muito ao contrário, é bastante recomendada desde que não tomada em excesso. E é curioso observar que tamanha é a complexidade da composição química da Camellia sinensis, que é impressionante constatar a variedade de sabores e aromas que um só tipo de planta pode gerar. As infusões herbais em geral não têm cafeína, não possuem um leque de sabor e aroma tão variado quanto o chá, e via de regra são adocicadas e suaves (mas há, decerto, infusões amargas bastante populares como a de boldo e do mate). 

Existe uma “dica” lingüística que nos permite diferenciar um chá de uma infusão herbal. Nas infusões herbais, a palavra “chá” é sempre seguida da expressão “de alguma coisa”. Por isso nas embalagens lê-se “chá de camomila”, “chá de boldo”, “chá de maçã”, etc. O mate é um caso à parte (embora muitos achem que o mate é chá, ele é uma erva diferente, e o correto é não usar nas embalagens de mate a palavra “chá”: mate é só “mate”). 

Os chás, os derivados da Camellia sinensis, são descritos por tipo ou apelidados de acordo com sua origem, e nas embalagens não se usa a expressão “de”. Assim, o chá pode ser descrito pelo tipo como “chá verde”, “chá oolong” (fala-se “úlon”) ou “chá preto”. Tipos de chá que foram apelidados em função da origem são, por exemplo, “chá assam”, “chá darjeeling”, “chá nilgiri” (nomes de regiões da Índia). Existem também algumas misturas (chás de tipos diferentes misturados entre si e/ou com elementos aromatizantes) como “English Breakfast” e “Earl Grey”. 

Apenas para se ter uma idéia da variedade de chás e de infusões herbais e de frutas existentes, a Mariage Frères, renomada casa francesa especializada em chás desde 1854, trabalha com 300 tipos de chás e infusões do mundo inteiro. 
Chá correndo nas veias 

Lafcadio Hearn, jornalista e escritor americano, foi para o Japão em 1889 para escrever sobre o país. Acabou naturalizando-se japonês, casou-se com uma japonesa, adotou um nome japonês – Yakumo Koizumi – e lá viveu até morrer em 1904. Em seus primeiros escritos, Hearn descrevia os japoneses como “um povo de bebedores de chá”. Ele demonstrava espanto com a freqüência com que as pessoas em geral tomavam chá no país – dependendo da pessoa, de quatro a uma dúzia de vezes ao dia (os ingleses, também famosos pelo hábito de beber chá, quando muito o faziam três vezes ao dia). E demonstrava curiosidade e alguma dificuldade em entender a relação que os japoneses têm com a bebida. Hearn descreveu um encontro que teve com um amigo japonês, que o convidou para ir a sua casa para tomar um chá. Ao chegar à casa do amigo, sentaram-se a uma mesa baixa no quarto de tatamis, próximos à janela, e ficaram sem dizer nada um ao outro por quase uma hora, apenas bebendo chá e vendo a vida passar. Coisa estranha.Ao se despedir do amigo, Hearn temeu ter sido desagradável ou pouco educado por ter permanecido quieto durante o encontro, dado sua condição de recém-chegado ao país e limitações com o idioma, e achou curioso quando o amigo lhe disse que aquele tinha sido um bom encontro, e que gostaria que ele voltasse na semana seguinte. Posteriormente, quando seu vocabulário melhorou, Hearn comentou com o amigo: “Mas não pudemos conversar”. “Ao contrário, foi uma ótima conversa”, respondeu o amigo. De modo resumido, foi assim que ele descreveu um curioso hábito japonês: as conversas silenciosas através do chá. 

Japoneses, de fato, bebem muito chá. Diferentemente dos brasileiros em geral, que vêem o chá mais como um tipo de medicamento homeopático, os japoneses vêem o chá como os brasileiros vêem o cafezinho. Bebem chá porque gostam de seu sabor, e não porque o chá faz bem à saúde – isso é secundário. Foi pelo hábito que o chá foi incorporado ao cotidiano nipônico. 

O chá é simbolo de cortesia e hospitalidade entre os japoneses. Servir aos visitantes uma tacinha de chá quente, ou um copo de chá gelado nos dias quentes, é uma regra de etiqueta universal entre os japoneses em casa, nos escritórios e nos restaurantes tipicos. O bom visitante não recusa o chá, nem vai embora sem sequer prová-lo. Em algumas celebrações familiares servem-se os chás de melhor qualidade, como na primeira refeição do Ano Novo e aos visitantes no shogatsumikan (tangerina japonesa) com as pernas sob um kotatsu(mesa baixa com saia acolchoada e aquecimento) – um costume aconchegante e saboroso que ajuda a prevenir a gripe. Chá é sempre servido a todos ao final de missas fúnebres no rito budista. Mesmo em costumes importados, o chá está presente – nesses casos, o chá preto, “sinônimo” de ocidente. É comum os japoneses comemorarem festas de aniversário e Natal com chá, bolo e sanduíches de pepino. Mas o chá para os japoneses é também, como o próprio Lafcadio Hearn deve ter aprendido, um meio de comunicação e um objeto de veneração. Permitam-me citar um caso particular que ilustra como ocorre uma “conversa silenciosa através do chá”. (período de comemorações do Ano Novo). Um hábito típico de inverno é tomar chá comendo 

Em 1998 meu avô, em fase terminal de câncer, teve de ser internado e passei seus últimos dias com ele. Embora fosse uma situação gravíssima, ele estava lúcido e permanecia boa parte do dia acordado. Levei tudo que pude para que ele se sentisse confortável no hospital: roupas, produtos de higiene pessoal, travesseiros, um edredom, chá verde de boa qualidade e toda a parafernália (conjunto de bule e copos de porcelana, bandeja de laca e uma garrafa elétrica japonesa que ferve e mantém a água aquecida). 



Numa tarde um senhor de idade, cunhado de meu avô, veio visitá-lo. Eles se cumprimentaram e enquanto se acomodavam fiz um chazinho e servi como de costume. Meu avô sentou-se na cama, o senhor sentou-se numa cadeira de frente para ele, e eu me sentei num sofá encostado à parede. Mas assim que começaram a tomar chá, pararam de se falar. Achei estranho, pois como havia tempos que ambos não se encontravam, pensei que iriam querer bater papo… mas nada. Às vezes se olhavam, para em seguida olhar para o copo nas mãos, na altura do colo, e beber um golinho – e fazer isso de novo, e de novo. Interrompi esse silêncio ritmado só uma vez, para perguntar se queriam mais chá. Murmuraram que não, indicando que estavam bem. E voltaram a ficar quietos, bebericando o chá que restava nos copos, enquanto olhavam para a janela e ouviam o vento frio passar lá fora. 

Comecei a perceber que havia um princípio, um “código” por trás daquele comportamento, e que ambos o compreendiam. Havia uma conversa em andamento, mas sem o uso de palavras: as expressões de seus rostos e gestos sutis, como a postura semi-formal de como se sentaram, o modo se segurar os copinhos nas mãos, o ritmo ao beber e olhares que não se encontram. Percebi que eles estavam se despedindo, e que o chá era parte daquele “código”. É estranho, mas se tivessem dito algo, não teria sido tão comovente. Me senti uma “grossa” por tê-los interrompido. Relatar isso não parece grande coisa, mas imagine-se ficar naquela situação por 5 minutos. É difícil. No total, aquela visita silenciosa durou mais de 20 minutos. 

De repente, o senhor curvou a cabeça, dando a entender que ele tinha que ir. Ele trocou algumas palavras com meu avô, e se foi. Eu nunca havia me dado conta de como o simples silêncio e a contemplação num dos momentos mais duros porém inevitável da existência incomodava meu ocidentalizado e ruidoso modo de agir e pensar. Aquela visita me ensinou coisas que dificilmente eu aprenderia de outra maneira. Meu avô faleceu 3 dias após esse encontro. Ele, que durante a vida muito me ensinou sobre herança cultural sendo apenas ele mesmo, em seus últimos dias ainda foi capaz de me ensinar mais, encarnando a postura corajosa, digna e serena diante da morte tida como ideal pelos japoneses. E passei a compreender a dificuldade que Lafcadio Hearn sentia ao tentar explicar a profunda relação cotidiana que os japoneses têm com o chá. 
Os chás japoneses 


A Camellia sinensis é uma plantinha sensível. No Japão planta-se chá em várias regiões – em especial da região central da ilha de Honshu para o sul, pois nessas regiões o clima tende a ser mais quente e úmido. No Japão o chá é plantado em longas e organizadas fileiras, e quando os arbustos ficam carregados de folhas a paisagem se cobre de “gomos” cor verde-bandeira. A colheita começa na primavera, e as folhas são colhidas à mão, com a ajuda de uma tesoura manual ou elétrica. Logo que é tirada do arbusto, a folha de chá entra em pro cesso de fermentação – em poucos dias a folha muda do verde vivo para castanho – e de acordo com o grau de fermentação, o sabor do chá muda. Quando se fala em chá verde não se quer dizer que a cor do chá é necessariamente verde, mas sim que esse tipo de chá não é fermentado (os chás do tipo oolong são semi-fermentados, e os chás pretos são os bem fermentados). Todos os chás típicos do Japão são verdes, o que quer dizer que o processamento das folhas é feito rapidamente, para evitar o processo de fermentação natural. O que dá aos chás japoneses seu sabor característico é o fato de que as folhas são passadas no vapor, o que evita a oxidação, preserva a cor natural da folha e um sabor suave de fundo amargo. Em seguida, as folhas são enroladas, desidratadas e posteriormente picadas ou moídas, transformando-se no chá que compramos nas lojas. Nenhum dos chás japoneses são tomados com leite ou creamer (líquido ou pó para neutralizar o fundo amargo de cafés e chás pretos). 
Os chás tipicamente japoneses: 
Gyokuro – conhecido como “orvalho precioso” ou “jóia do chá verde”, é o chá da mais alta qualidade e produz um néctar amarelo vivo, muito aromático, pouco amargo e com traços adocicados. As folhas, mesmo desidratadas, são de um verde vivo devido a cuidados especiais antes mesmo da colheita (os arbustos para a produção do gyokurocha são cobertos com telas para evitar o sol direto, e o chá é produzido com os brotos das folhas, que são mais tenras que as folhas mais desenvolvidas). Esses cuidados fazem com que ogyokurocha seja muito caro, e ele é servido apenas em ocasiões especiais, tanto quanto os saquês de alta qualidade. 

Matcha – é o chá usado nas Cerimônias do Chá, que também é tomado em ocasiões informais e servido em casas de chá estilo tradicional. É um chá bem diferente dos produzidos no resto do mundo porque ele é em pó (a própria folha do chá é transformada num pó bem fino e bem verde). Assim, enquanto nos demais chás o néctar é resultado de uma infusão de folhas desidratadas e picadas de chá, no matcha a folha inteira transformada em pó é dissolvida em água quente. Para se preparar o matcha é necessário bater o pó com um pincel de bambu misturando-se a água aos poucos numa tigela, formando um líquido verde, de aparência densa, e espumante. É um chá extremamente amargo (o que o torna um pouco difícil de bebê-lo puro) e por isso, quando se quer tomá-lo em uma ocasião qualquer que não numa Cerimônia do Chá, come-se um doce junto (são recomendados os doces tradicionais de mochi com recheio de feijão azuki). Adoçar o matcha com um pouco de açúcar ou adoçante é algo que é mal visto pelos apreciadores tradicionalistas, mas há muita gente que o toma adoçado. O sabor único do matcha adoçado é tão popular entre os japoneses que ele vem sendo bastante usado em balas, doces, mousses, bolos e sorvetes. 

Sencha – chá de qualidade média, é feito com as folhas do auge da safra (80% da produção de chá do Japão destina-se ao sencha, que é uma preferência nacional). Ele produz um néctar amarelo, de sabor levemente amargo e aromático. Trata-se de um chá equilibrado, de sabor agradável, tomado várias vezes ao dia em casa e comumente servido nos escritórios e restaurantes. Há uma grande variedade de marcas e preços desencha, mas como a qualidade média do chá é boa, dificilmente se erra na compra. 

Bancha – também conhecido como “chá de colheita tardia”, ele é feito com as folhas do final da safra, maiores e um pouco duras. Era antigamente considerado o chá mais popular e barato, por produzir um néctar amarelo claro de sabor mais fraco que osencha. O sabor mais discreto do bancha o tornou o preferido de idosos e crianças, e isso fez com que este tipo de chá fosse revalorizado nos últimos anos no Japão. 

Kukicha – é o bancha picado com galhinhos das folhas. Possui as mesmas características do bancha. 

Houjicha – é chá verde japonês torrado. O houjicha foi inventado em 1920 por um comerciante de chá de Kyoto, e existem duas versões sobre como esse chá surgiu. A primeira é a de que o dito comerciante tinha um estoque de folhas de chá velhas, decidiu torrá-las para aproveitá-las e criou um novo sabor de chá. Na segunda, ohoujicha surgiu de forma menos intencional, quando o armazém do comerciante sofreu um incêndio. Por ser torrado, o néctar do houjicha é castanho claro, de sabor fraco, do qual se sente um pouco do aroma de torradinho. 

Genmaicha – Genmai significa “arroz integral”. É uma mistura curiosa: bancha com grãos de arroz torrados e pipoquinhas de arroz. O resultado é um chá verde com um leve aroma torrado e ligeiro sabor salgado, que dá a impressão de se “beber pipoca”. É um chá interessante, apreciado mesmo por aqueles que não gostam muito de chá. Aliás, o genmaicha combina bem com pipoca numa tarde chuvosa em frente à tevê. 

Mugicha – Embora tenha o ideograma de “chá” no nome, trata-se de uma infusão de cevada. Muito popular no Japão, o mugicha é bastante consumido gelado no verão. Seu sabor é refrescante, leve, com discreto fundo amargo. Não contém cafeína e ajuda o corpo a se manter equilibradamente hidratado quando o clima está muito quente. 

Chazuke – Tem nome de chá, mas é um prato salgado muito popular no Japão – e um modo peculiar de se tomar chá. Trata-se de uma porção de gohan (arroz branco japonês cozido) servida em um chawan (tigela grande para beber chá), à qual se acrescenta uma mistura pronta de temperos e chá verde quente. O resultado é um ensopado de arroz com chá saboroso, comido diretamente da própria tigela com a ajuda dehashis (palitinhos para se servir). De acordo com a etiqueta japonesa – aplicada inclusive na Cerimônia do Chá – toma-se o chazuke fazendo-se barulho. 

Observação: o sencha, o bancha, o kukicha e o houjicha são tomados sem ser adoçados, a qualquer hora, durante ou após as refeições. São bons para acompanhar sushis (há restaurantes no Japão que só servem chá e saquê para acompanhar sushis, e há gourmets tradicionalistas que acham que sushi com cerveja ou refrigerante é um crime gastronômico), mas também são tomados com salgadinhos, biscoitos e doces. São recomendados biscoitos típicos, como os norimaki senbei (biscoito de arroz com um toque de molho de soja envolto em folha de alga marinha) e os yuki no yane (“telhado de neve”, biscoito de arroz levemente salgado com uma cobertura de açúcar), e doces como manju (bolinhos de massa assada com recheio de feijão azuki) e dorayaki (panquequinhas com recheio de feijão azuki). 










CAÍ DE UMA ÁRVORE MAS FUI SALVO

Caí de uma Árvore, mas fui Salvo 

Foi na época em que as entrevistas se realizavam em Shimizu-chô. Acredito, portanto, que este fato tenha se passado em 1949. Certa dia , sob a orientação de Meishu-Sama, eu estava podando árvores do jardim. De seus aposentos, no segundo andar, Meishu-Sama dizia: “Suba naquele galho mais acima; corte o galho do lado direito”etc.

De repente um galho se quebou e eu caí de cabeça para baixo. O chão era pavimentado sde concreto, mas felizmente caí em cima do telhado do banheiro. Meu braço ficou bastante machucado; graças , porém ao johrei de Meishu-sama, sarou completamente. No momento em que caí da árvore, Meihu-Sama veio correndo, o rosto pálido de susto. Geralmente ele era forte mas naquele momento estava bastante preocupado e me perguntava: “Como é? Está bem?” Durante um mês recebi diariamente johrei de Meishu-Sama e recuperei-me por completo. Já restabelecido, pensei em voltar a dedicar-me aos serviços do jardim, mas Meishu-Sama não me permitiu mais fazer aquela dedicação. Ouvi dizer que, mesmo enquanto eu dormia ou descansava, Meishu-Sama se preocupava muito comigo, fazendo sempre perguntas sobre o meu estado aos outros dedicantes.

(Um servidor) – Pág.90/91

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
(Tradução aprovada pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil)
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O. A  - Vol.III
2. Edição/Julho/ 1986 – São Paulo/SP.




 
Se a pessoa quer receber johrei ela deve solicitar

Naquela época(1942 ou 1943) eu me encontrava em condições físicas tão lastimáveis que , se não recebesse johrei de Meishu-Sama todas as vezes em que havia entrevista, eu sofria insuportavelmente. Entretanto, como ele estava sempre atarefadíssimo, eu fazia cerimônia, para não incomodá-lo. Com isso, piorava a tal ponto que não conseguindo mais aguentar, era obrigado a recorrer a ele.

Então Meishu-Sama me dizia: “Foi bastante penoso olhar para você. Eu pensava comigo mesmo: agora ele vai pedir, vai solicitar johrei. Mas você não pedia. Dizem que fazer cerimônia é pecado. Não posso oferecer-me para ministrar-lhe johrei. Para a pessoa receber johrei ela deve solicitar. Por isso se você não pedir não há condições para receber”. E continuou: “Se fosse somente o seu corpo, não teria importância; porém, agora Deus está trabalahndo através dele. Caso lhe aconteça alguma coisa e você vá para o Mundo Espiritual, não calcula quantos transtornos causará a Deus. Um dos motivos é que o seu corpo é como um cartaz; por isso não há necessidade nenhuma de fazer cerimônia.Você precisa receber johrei, caso contrário, você me causará problemas”.

Essas foram as santas palavras que Meishu-Sama me disse. Houve uam época em que Meishu-Sama tinha entrevista com seus discípulos nos jardins do Solar da Montanha do Leste. Aí, também, ele dizia aos outros servidores: “Arranjem uma cadeira para ele; ele tem dificuldade de permanecer em pé”. Com essas palavras, fazia com que sempre se arrumasse uma cadeira para mim. Dessa forma, podemos dizer que Meishu-Sama realmente compreendia o sofrimento dos outros. Ele sempre me tratou bem. Sendo assim, em mim despertou, naturalmente, o sentimento de que, se fosse por Meishu-Sama, eu faria qualquer coisa.

(Um Ministro) – Pág. 92/93


Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
(Tradução aprovada pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil)
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O. A  - Vol.III
2. Edição/Julho/ 1986 – São Paulo/SP.


COM O JOHREI A QUANTIDADE DE SANGUE AUMENTA BASTANTE

Com o johrei, a quantidade de sangue aumenta bastante 

Certa vez, um servidor desmaiou na escadaria do Hekiun-sô, por causa de anemia. Ouvi dizer que, tomando conhecimento do fato, Meishu-Sama veio correndo, e quase carregando-o no colo, ministrou-lhe johrei. Quando voltou a si, o servidor viu Meishu-Sama debruçado sobre ele, ministrando-lhe johrei e dizendo-lhe: “Ah! Recuperou os sentidos? Que bom! Fiz-lhe transfusão de sangue”. Essa pessoa, cujo desmaio fora motivado por anemia, recuperou-se totalmente com o johrei de Meishu-Sama. 

Lembro-me que uma vez ouvi de Meishu-Sama: “Com o johrei, a quantidade de sangue aumenta”,de modo que entendo perfeitamente o que aconteceu naquela ocasião. Quando um servidor cometia algum engano ou falha, Meishu-Sama nunca o repreendia diretamente, recomendado-lhe que prestasse mais atenção; simplesmente lhe dizia: “sua cabeça está em purificação. Vou ministrar-lhe johrei”. E realmente ministrava. Até esse momento a pessoa não havia percebido o que lhe estava acontecendo, mas após receber johrei conscientizava-se de que sua cabeça efetivamente não estava funcionando bem. Depois disso, não cometia mais enganos. Assim, Meishu-Sama ministrava johrei em quaisquer circunstâncias.

Shibutyo – (Um Dirigente do Templo – Filial)
Pág. 87/88

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
(Tradução aprovada pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil)
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O. A  - Vol.III
2. Edição/Julho/ 1986 – São Paulo/SP.






Ministrando johrei com Seriedade 

Logo que me tornei messiânico, meu filho recebeu uma purificação parecida com cólera. Assustada, por tratar-se de uma purificação muito severa, apressei-me em levá-lo até Meishu-Sama. Vendo meu filho, Meishu-Sama disse: “Ele está muito mal. Se a senhora tivesse demorado um pouco mais ele não conseguiria sobreviver. “E começou a ministrar johrei no menino com grande seriedade. 

Finalmente, depois de algum tempo, meu filho começou a dizer: “Mamãe, mamãe” Meishu-Sama então falou: “Agora não há mais perigo. Que canseira! Deixe-me repousar um pouco”. Dizendo isso, começou a fumar um cigarro, como se estivesse saboreando intensamente. Ao observar a postura de Meishu-Sama, durante a ministração de johrei em meu filho, senti por ele uma profunda gratidão e respeito.

(Um Ministro) – Pág. 89

Fonte: Reminiscências sobre Meishu-Sama
(Tradução aprovada pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil)
Edição da Fundação Mokiti Okada – M.O. A  - Vol.III
2. Edição/Julho/ 1986 – São Paulo/SP.


EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)

Bom Dia a Todos!

Meu nome é Heluana Magalhães Rossi Macedo, tenho 32 anos, e sou membro há um ano e nove meses do Johrei Center Marieta – Área Campinas – SP. 

Hoje gostaria de compartilhar com todos, a importância da pratica do Johrei e dos ensinamentos de Meishu-Sama na minha vida e de minha família.Sou técnica em radiologia e conheci a Igreja quando me mudei para Campinas. Minha mãe, que reside na cidade de Muzambinho – MG, veio passar uns dias comigo.

Ela sofria há dez anos com depressão e tomava em média quatro remédios antidepressivos. Sua autoestima estava muito baixa, não tinha mais animo pra vida, além de ter fortes efeitos colaterais, devido aos remédios, como dores de estômago e insônia.No novo trabalho, conversando com uma colega, comentei que minha mãe estava em minha casa naqueles dias e contei-lhe sobre seus problemas de saúde.

Essa colega é messiânica e falou-me do Johrei; disse que se eu pudesse levar minha mãe à Igreja para receber essa oração, certamente ela se sentiria melhor.Apesar de não conhecer nada sobre a religião messiânica, no mesmo dia, segui seu conselho e fomos ao Johrei Center.

Ao chegar, fomos muito bem recebidas pelos missionários. Durante o recebimento do Johrei, minha mãe sentiu um peso muito grande em suas costas e logo após um forte alivio. Eu adorei receber a oração e senti uma paz muito boa. Em seguida fomos atendidas pelo ministro responsável.Ao saber das purificações de minha mãe, o ministro já acionou a unidade mais próxima da residência dela e solicitou assistência religiosa. Disse que era fundamental ela receber Johrei diariamente.

Desse modo, minha mãe ao retornar para sua casa, teve a permissão de receber Johrei todos os dias durante três meses. Essa assistência religiosa foi possível graças a um membro que acabara de mudar para Muzambinho, pois nessa cidade não havia unidade religiosa.Esse senhor foi muito atencioso no acompanhamento! Além de ministrar-lhe Johrei, ele explicava sobre os Ensinamentos de Meishu-Sama para minha mãe.

Com isso, ela começou a sentir vontade de viver novamente e, gradualmente, foi se fortalecendo e melhorando a cada dia.Assim, passando a ter pequenas noções sobre a Igreja graças aos ensinamentos, começou a refletir sobre seus sentimentos negativos e sobre a Lei de Causa e Efeito.Eu, também comecei a receber Johrei diariamente. Meu comportamento era sempre agitado, impaciente, inclusive no meu trabalho, pois não conseguia ouvir os pacientes e isso me incomodava muito.Aos poucos fui me sentindo tão bem que, reconhecendo os reflexos positivos que o Johrei estava gerando em mim e na minha mãe, vi a chance de me encontrar espiritualmente na Religião Messiânica.

Desse modo, após dois meses recebendo Johrei, despertei para ingressar na Fé Messiânica, pois senti também grande desejo de ministrar a Luz Divina para as pessoas, principalmente aos pacientes que atendia na clínica em que trabalho.Então, participei das aulas de Primeiras Noções Messiânicas e em julho de 2013 recebi o Ohikari (Medalha da Luz Divina).

Após me tornar membro desejando aprender mais sobre a Filosofia, soube dos programas de formação da Igreja que servem para aprofundar os nossos conhecimentos e comecei a participar.

A cada aula, ganhava compreensão da missão do ser humano e despertei para desenvolver as práticas espiritualistas e altruístas.Descobri a importância de estudar e praticar os Ensinamentos de Meishu-Sama para progredir espiritual e materialmente, podendo assim ajudar muitas outras pessoas.Como lamuriava muito, o primeiro ensinamento que pratiquei foi, “O homem depende do seu Pensamento”, onde, após cada leitura, me empenhava para mudar meu modo de pensar e agir.

Também, assim que acordava, passei a pedir permissão para ser útil a Deus e a noite agradecia pelo dia que havia passado e as oportunidades que tive para ministrar Johrei e conduzir pessoas à Igreja.

Enfim, meu comportamento foi mudando e hoje sou mais calma e atenciosa com meus pacientes. Meu esposo vem me apoiando bastante na minha missão, me acompanhando no Johrei Center e até minha filha de seis anos já recebeu o Shoko (medalha de proteção para crianças).

Minha mãe conseguiu se libertar dos medicamentos, recebeu alta médica e se sente muito melhor do que antes. Com esse milagre, despertou para ser uma pessoa útil a Obra Divina e no mês de dezembro de 2013 se tornou membro da Igreja Messiânica.Hoje, ela ministra Johrei em suas amigas, em meu pai e em minha irmã e está comprometida em difundir a Igreja Messiânica em sua cidade, juntamente com aquele senhor messiânico que lhe deu toda assistência e acompanhamento.

Graças a sua mudança, teve a permissão de encaminhar meu pai, que se tornou messiânico em julho do ano passado.Por meio dessa purificação de minha mãe, tive a oportunidade de receber Johrei e conhecer os Ensinamentos de Meishu-Sama. Graças a isso, minha vida se transformou por completo.Hoje em qualquer dificuldade que eu tenha, imediatamente consulto os ensinamentos e, assim, minha compreensão sobre todas as coisas se tornam mais claras e tenho mais bom senso no meu modo de agir.

Eu creio que minha missão é aprender mais a cada dia e assim poder transmitir a verdade contida nos Ensinamentos, para que muitas pessoas possam evoluir na fé e se tornem felizes como sou hoje.

Sou muito grata a todos os ministros e missionários que me acompanharam para que minha alma fosse despertada pela Luz do Johrei e veem me ensinando a me aperfeiçoar na fé por meio dos ensinamentos.

Muito Obrigado Meishu-Sama! 

Muito Obrigada a Todos!

Heluana Magalhães Rossi Macedo

Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga/SP
05/05/2015




EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)


Bom Dia a Todos! 

Meu nome é Rubiana Pilatti Trentin, sou messiânica há dois anos e dedico no Johrei Center Centro Cívico, Área Curitiba. Hoje, gostaria de compartilhar com todos a transformação ocorrida na minha vida, quando conheci a Igreja Messiânica e o Sagrado Johrei. 

Desde criança, com aproximadamente seis anos de idade, após a separação de meus pais, eu comecei a apresentar sintomas de depressão. Uma tristeza profunda tomava conta do meu coração e, ao chegar na adolescência, aos 14 anos comecei a ingerir bebida alcoólica. 

Com o passar do tempo, a depressão se tornou mais intensa e comecei a apresentar crises de pânico, fobias e várias doenças como: enxaqueca, sinusite, insônia, dores de estômago, distúrbio alimentar,dores no pescoço que irradiavam para os braços e paralisavam meus dedos, além de, lapso de memória e déficit de atenção, o que me impediam de desenvolver com qualidade meus estudos. 

Aos 16 anos fui procurar um psiquiatra. Iniciei um tratamento que resultou na ingestão de seis a oito tipos de antidepressivos diariamente e, pelo menos duas vezes por semana, nas crises mais fortes, acabava indo para o hospital tomar medicamentos intravenosos à base de calmantes fortíssimos. 

Aos 18 anos, deparei-me com uma gravidez não planejada; porém, foi graças ao nascimento da Eduarda, que passei a buscar um caminho para superar os sofrimentos pelo qual passava. Frequentei várias religiões, filosofias e seitas, mas em nenhuma eu obtive o conforto e a força de que precisava. 

Minha mãe, não sabendo mais o que fazer diante das crises que eu tinha, contou a uma amiga o meu sofrimento e esta a orientou que me levasse para receber Johrei. Assim sendo, em setembro de 2011, fomos ao Johrei Center pela primeira vez. Já no primeiro Johrei, senti esperança de ser curada e de ter encontrado finalmente o caminho que tanto procurava. Conversei com a missionária que me atendeu e, seguindo a orientação inicial de receber 30 Johrei, esforçava-me para ir à igreja mesmo com muita dificuldade devido às crises,.. 

Minha mãe, vendo meu empenho, despertou para ministrar Johrei e, em novembro de 2011, recebeu o Ohikari (medalha da Luz Divina). Com muito amor, ministrou-me seu primeiro Johrei e, depois, passou a praticá-lo diariamente. Durante este período, graças a Meishu-Sama e ao Johrei, minha vida começou a mudar.Passei a entender os propósitos de Deus em minha vida. Iniciei a leitura dos ensinamentos e comecei a compreender as causas de tudo que estava vivendo. 

Com isso, despertei para dedicar nas atividades da Igreja, pois o Johrei me fez perceber que eu tinha a missão de servir a Deus. Este sentimento me motivou a receber o Ohikari e, em março de 2012, tornei-me membro da Igreja Messiânica. A partir daí, intensifiquei minhas dedicações e entendi que somos instrumentos de Deus para a concretização do Paraíso Terrestre. 

Entretanto, apesar de me sentir mais forte e confiante, ainda não conseguia me libertar totalmente das crises e dos remédios. Certo dia, tive uma crise de pânico e fui atendida pela missionária que me acompanhava e por dois ministros que me ministraram Johrei. 

O Ministro responsável olhou-me nos olhos e disse: “Não se preocupe, fique calma, agradeça e confie, porque você está passando por um processo de limpeza”. Após me sentir melhor, refleti e tive a compreensão de que me libertaria dos sintomas da depressão. 

Naquele momento, realmente eu senti que as impurezas ingeridas estavam sendo eliminadas e, com o coração agradecido, disse ao ministro que eu iria enfrentar esse processo com o Johrei e servindo à Obra Divina como instrumento de Meishu-Sama. Depois de dois anos que recebi meu primeiro Johrei, afirmo que estou curada da depressão. Não uso mais nenhuma medicação e não tenho vestígios de qualquer dor e sofrimento que um dia eu senti. E isso só foi possível, graças ao Johrei e à permissão de receber o Ohikari para também ministrar Johrei às pessoas. Desse modo, passei para o lado daqueles que são úteis a Deus e ao próximo. 

Hoje, vivo com muita alegria e tenho perspectiva de vida. Sou advogada e minha vontade de viver e servir é grandioso. Por essa razão, me comprometi, através da minha experiência de fé, a levar esperança às pessoas que hoje não enxergam uma luz no fim do túnel, com o desejo de que encontrem a verdadeira felicidade. Desde o último Culto do Paraíso, em junho de 2013, tive a permissão de encaminhar 14 pessoas que estão frequentando a Igreja Messiânica e já tiveram mudanças em suas vidas. Quatro delas já tiveram a permissão de tornarem membros da Igreja. 

Neste sagrado altar, quero dizer a todos, que aquela tristeza infinita que tomava conta do meu coração, deu lugar a uma felicidade intensa e constante. Essa felicidade representa o sentimento de imensa gratidão aos meus pais que me deram a vida, à minha mãe – pioneira da salvação e a número um na minha felicidade – à querida filha Eduarda, que me despertou para lutar pela vida, e a todos que contribuíram para o fortalecimento de minha fé. 

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus antepassados pela transição vivida e pela permissão em servir à Obra Divina, por intermédio do Johrei. 

Muito Obrigada! 

Rubiana Pilatti Trentin,

Culto Mensal de Agradecimento 
Solo Sagrado de Guarapiranga/SP.
01/03/2014