quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Sentimento com que devemos Sufragar os Espíritos dos Ancestrais


Culto aos Antepassados

O Sentimento com que devemos Sufragar os Espíritos dos Ancestrais
Acreditamos ou não na existência de Deus, comemoramos o nascimento de um novo ser e sofremos com a perda de outro. Este sentimento é comum a todos os seres humanos. A figura da mãe aconchegando seu filho enternece o coração de qualquer pessoa. 

Desde tempos remotos, seja no Ocidente ou no Oriente, essa imagem, usada como tema de quadros e esculturas, mostra nos como traz alegria o nascimento de uma criança e como os pais depositam nos filhos as suas esperanças, idealizando-lhes o destino. Se o nascimento de uma criança nos causa alegria, a perda de um ente querido nos causa tristeza. Suas lembranças envolvem o pensamento dos que ficam; estes supõem ouvir sua voz; um objeto de seu uso lembra seus dias, faz com que as pessoas o recordem com incontida saudade, e é comum o pensamento: “Que bom seria se estivesse vivo”! Segundo a Mitologia Grega Orfeu, músico, poeta e cantor lamentava tanto a morte de sua esposa que, querendo-a de volta foi ao seu encontro. 

A mitologia japonesa conta a história de um poeta que também amava demais sua esposa e depositou todo o seu sentimento e pesar neste poema: ”Toda vez que contemplo a ameixeira que plantaste com tanto amor, lágrimas escorrem a sufocar-me o coração”. Assim, quem quer que tenha perdido um ente amado cônjuge, pais ou filhos passam por uma dor tão profunda, que transpõe o tempo e o espaço. Entretanto uma vez tendo recebido a vida, o homem tem de morrer; é uma predestinação á qual ele não pode escapar. Ele sabe disso, mas não consegue esconder a sua natural tristeza em face da morte. 

Sobre o sentimento e a maneira de sufragar os Espíritos dos Ancestrais, Meishu-Sama nos ensina que o Culto realizado de coração alegra os espíritos, ao passo que o formal não; e que é importante realizá-lo ser realizado com magnificência, e com a máxima sinceridade, mas de acordo com a posição social de quem o realiza. Os budistas costumam praticar boas ações em prol da pessoa que se foi, realizando, em seu lugar, o que ela desejava realizar em vida, mas não conseguiu, ou que começou, mas não pode terminar. Entre essas boas ações, podemos citar o apoio dado á construção de templos, a doação de objetos e dinheiros á igreja, esforço em vivificar as qualidades do falecido através de práticas virtuosas. 

Atualmente, porém esses atos assumem, muitas vezes, um sentido puramente saudosista, tornando-se uma simples oportunidade para relembrar o passado. Um concerto antigo considerava que a vida e a morte pertenciam a mundos diferentes e que esta nos separava totalmente dos ancestrais. Entretanto, coisas misteriosas acontecem á nossa volta as quais não confirmam isso: um antepassado nos aparece em sonho; nosso filho consegue um emprego no aniversário do falecimento de um parente; pensamos numa determinada pessoa e a encontramos na condução. Experiências semelhantes estão sempre ocorrendo. Não teria esses acontecimentos algum significado? 

Certamente, pelo respeito aos nossos parentes e ás pessoas com as quais nós nos relacionávamos, realizamos com gratidão o sufrágio de seus espíritos. Mas a vontade dos ancestrais se manifesta invisivelmente em nosso mundo através de acontecimentos que ultrapassam os limites do natural; com isso sem dúvida, eles querem transmitir-nos alguma coisa. Sendo assim, precisamos conhecer o verdadeiro significado da vida e da morte, e a relação entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual. 


Através dos Sufrágios os Ancestrais elevam sua posição no Mundo Espiritual 


Mesmo antes do surgimento das religiões tradicionais, o homem tem cercado seus ancestrais de profunda consideração. Somente os que não têm fé e nada sabem sobre o assunto é que se negam a aceitar esse vínculo com os ancestrais, deixando de refletir mais detidamente sobre a organização do universo. 

Na época atual, o sufrágio aos mortos é um costume muito enraizado na sociedade; porém como as pessoas que o entendem em profundidade são em menor número, é provável que, na maioria das vezes, ele tenha um caráter meramente formal ou saudosista. Os Japoneses têm o hábito de sufragar os espíritos não apenas pelo sentimento de amor, carinho e respeito, mas acreditando que o sufrágio feito de todo coração evita sofrimento para os ancestrais e os ajuda a viver em paz e felicidade. 

Na China e na Índia, também existe este conceito sobre os ancestrais. Na China, segundo o pensamento “Ko-o” (sentimento de amor, respeito e dedicação aos pais) que caracteriza a doutrina de Confúcio, devemos servir aos nossos pais não só durante sua existência terrena, mas também quando estiverem no Mundo Espiritual; por isso, o Ofício Religioso de Assentamento e Sagração dos Ancestrais é considerado muito importante. Na Índia, segundo o pensamento “Tyu-in”, os pais ao morrerem, ficam num Mundo Nebuloso, interregno entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual, só depois que os filhos realizam o Ofício Religioso de Assentamento e Sagração dos Ancestrais é que eles se tornam Ancestrais. 

Meishu-Sama nos fala sobre este assunto: “Se os parentes, amigos e conhecidos lhes oferecem Cultos após a morte, Cultos feitos de coração, com toda a sinceridade ou somam méritos e virtudes praticando o bem, fazendo feliz o próximo, a purificação do espírito desencarnado será acelerada. Por essa razão, a dedicação aos pais, a fidelidade ao cônjuge etc.; aqui no Mundo Material, revestem-se de grande significado mesmo após a sua morte, e eles ficam muito contentes com os cultos feitos em sua memória. 

Os ancestrais esperam que seus descendentes pratiquem boas ações e sufraguem seus espíritos. Todavia, se os descendentes não se esforçarem muitas vezes, eles podem aparecer-lhes em sonho para transmitir-lhes suas dificuldades, ou então, fazem acontecer fatos estranhos para mostrar que estão sofrendo e comunicar seus desejos. Todas as coisas existentes no mundo têm espírito e unidos pelos chamados elos espirituais, influenciam-se mutuamente. É estes elos que, mesmo depois da morte, unem os habitantes do Mundo Espiritual ás pessoas deste mundo fazendo com que ambos se relacionem permanentemente. A elevação do espírito é algo que os olhos humanos não podem perceber. Existem grandes diferenças entre aqueles que na vida acumularam virtudes, recebe de Deus magníficas vestes, bela moradia e alimentos fartos, tornando-se habitante do Plano Superior, ao passo que o espírito que acumulou muitas máculas, não tem liberdade, ficando confinado no local do seu aprimoramento. 

Não podemos afirmar que, dentre os novos inúmeros ancestrais, não haja os que sofrem no Plano Inferior. Eles, obviamente, desejam elevar-se mais rapidamente e atingir um nível melhor. Por obra de Deus e dos nossos ancestrais é que estamos agora neste mundo, manifestando a ambos nossa profunda gratidão, estaremos correspondendo aos seus desejos. Essa é a missão do homem a qual não deve limitar-se aos nossos pais, mas estenderem-se aos nossos avôs, bisavós e assim por diante. Vejamos com detalhes, qual deve ser a nossa parte para correspondermos no desejo de nossos ancestrais. 

Meishu-Sama nos ensinou que o Mundo Espiritual é também o mundo da vontade e do pensamento. Assim, mantendo um sentimento correto, devemos em primeiro lugar, oferecer aos nossos ancestrais um culto no seu aniversário de falecimento e outros, como o Culto em Sufrágio dos espíritos, e fazer com todo amor as orações diárias no lar. Quando oramos juntos, pela beleza do espírito das palavras da oração proferida estamos purificando os ancestrais e a nós mesmos, que a entoamos. Mesmo sem o corpo físico, eles se alegram com os alimentos que lhes oferecemos, os quais representam a expressão do nosso amor; mas precisamos ter sempre em mente que isso só não basta para expressarmos todo o nosso sentimento. 

É de primordial importância termos a Imagem da Luz Divina em nosso lar, a qual possibilita graças não só para nós como também para nossos ancestrais, e do Altar dos Ancestrais. Procedendo assim, eles ficarão muito mais felizes, recebendo poderosa luz. Eles desejam que abracemos uma religião de verdadeiro poder; que, através da oração a Deus, recebamos luz e que, seguindo os ensinamentos recebidos e esforçando-nos na Prática do Amor Altruísta, nos purifiquemos e levemos nosso espírito. Através dos elos espirituais, nossa elevação se refletirá sobre nossos ancestrais e estarão a um nível mais elevado. 


Os Sufrágios permitem aos Ancestrais servir no Mundo Espiritual 


O ancestral que esta em nível inferior no Mundo espiritual antes de se esforçar para servir na obra de Deus, pensa primeira em ser salvo e, por esse motivo, fica apegado aos descendentes. Aquele que habita o Plano Superior no Mundo espiritual, está em plena atividade na obra de Deus, que é a obra de salvação. Quando o ancestral se eleva e passa a trabalhar com mais afinco, mais nos auxilia em nossas atividades deste mundo; o nosso servir dá bons frutos e contribui eficazmente para a realização do Plano de Deus. Vemos aí a importância de sufragar os espíritos dos ancestrais. 


Os Ancestrais nos Protegem 


No Ensinamento intitulado “Os Três Espíritos do Homem”, Meishu-Sama nos explica a função exercida pelos ancestrais. Além desses dois espíritos: Primordial e Secundário existe o Espírito Guardião. É o espírito de um ancestral. Quando uma pessoa nasce, é escolhido entre seus ancestrais um espírito que recebe a missão de guardá-la. É muito freqüente, diante de um perigo, o homem se salvar miraculosamente, sendo avisado em sonho ou tendo um pressentimento. Isso é trabalho do Espírito Guardião. No caso de querer graças através da fé, Deus atua por intermédio do Espírito Guardião. Os antigos provérbios: “A verdadeira sinceridade se transmite ao céu” ou: “A sinceridade se transmite a Deus, “significa a concessão das Graças Divinas através do Espírito Guardião. 

Assim, os ancestrais escolhidos como Espíritos Guardiões ficam junto aos descendentes, protegendo-os contra os perigos e procurando fazer com que eles levem uma vida correta. Exemplos como estes são comuns: uma pessoa que ia pegar um trem destinado a sofrer um acidente, lembra-se de que precisa telefonar, desce na próxima estação e sai ilesa. Outra, pensando em abrir uma loja e recebe proposta ajuda provém da interferência do Espírito Guardião. O Espírito Guardião, purificando-se e galgando níveis mais elevados no Mundo Espiritual, terá mais facilidade para nos proteger e nos encaminhar corretamente; estando num nível inferior, mesmo que o deseje, não terá forças para tanto. 

Tudo o que fazemos pensando nos nossos ancestrais, proporciona a elevação de seu nível espiritual, e o nível mais alto lhes dá maior força para nos proteger. Esse trabalho em conjunto dentro da Obra Divina reverterá em felicidade para nós e para eles. Se tudo ocorre primeiro no Mundo Espiritual é lógico que a nossa felicidade e o nosso êxito na missão que temos de cumprir no Mundo Material, são reflexos do trabalho realizado por nossos ancestrais no Mundo Espiritual. 

Portanto, é incorreto pensar em nossa felicidade esquecendo-nos deles. Eles amam seus familiares e estão ansiando pela nossa felicidade. Se obtivermos Bênçãos Divinas, bem como a nossa elevação Espiritual e Material graças aos ancestrais, quer dizer que estamos sempre juntos. É certo que o nosso servir e a nossa participação nos cultos também são realizados em conjunto com eles, isto é o Mundo Espiritual e o Material é como espelho, podendo-se dizer que tanto eles como nós temos um destino único e igual. Os ancestrais nos protegem e nós, orando por eles, nos elevamos; o nosso lar é salvo e, melhorando o nosso destino, podemos ser mais úteis na missão de construirmos o Paraíso Terrestre. 


Santuário dos Ancestrais 


A Igreja Messiânica Mundial estabeleceu o Santuário dos Antepassados no Solo Sagrado do Japão. No Brasil, construímos o Santuário dos Antepassados no Solo Sagrado, inaugurado em 1995, para que os ancestrais dos membros que já realizaram o Ofício Religioso de Assentamento e Sagração dos Ancestrais possa viver feliz no Mundo espiritual, recebendo a luz protetora de Deus. 

Até hoje, foram assentados mais de um milhão de ancestrais, incluindo a própria família do fundador da igreja; as famílias dos messiânicos pioneiros, os ancestrais dos membros tiveram ligação. No Santuário dos Ancestrais, são realizados respeitosamente, ofícios diários acompanhados de oferendas, além dos diversos ofícios mensais. Todos os anos, juntamente com o Culto Mensal do mês de julho, a igreja realiza o Culto dos Antepassados no Solo Sagrado do Japão e, no Brasil no dia 02 de Novembro. No Japão, acumulado com o Culto Mensal de Agosto, é realizado o Culto pela Paz mundial e o Ofício Religioso em Sufrágio das Vítimas de Guerra que, em nome da Paz, ofereceram suas preciosas vidas pelo bem de sua pátria e de seu povo. 



Fonte: Livro/ Sorei- Saishi (Culto aos Antepassados)
Edição: Fundação Mokiti Okada – M.O. A
1edição/Novembro/1997 – São Paulo/SP. 

Site: www.messianica.org.br
(Igreja Messiânica Mundial do Brasil)




Sorei-Saishi – Culto aos Antepassados 


(Passo a Passo) 

Como surgiu o Sorei-Saishi

*Na época de Meishu-Sama, o Culto aos Antepassados era realizado diante do Butsudan (Oratório Budista dos Antepassados). 

*Após a ascensão de Meishu-Sama, o Culto aos Antepassados Membros, passou a ser realizado no Nikoden, em Hakone. 

*Contudo, cada vez que se realizava esse Culto, o estado de ânimo e a saúde de Nidai-Sama se alteravam. 

* Ela então intuiu, que após o Culto, muitos espíritos não iam embora e se assentavam sobre ela, causando-lhe alterações. 

* Em decorrência disso, passou a ficar clara a necessidade de se construir, o Santuário dos Antepassados, onde eles pudessem se assentar. 

*Em Outubro de 1958, o (Soreisha) foi concluído e nele passou a ser realizado o Culto aos Antepassados. 

*Mais tarde, foi construído um novo (Soreisha) no Solo Sagrado do Brasil. 

*Atualmente, os Cultos solicitados pelos Membros do Brasil, são realizados tanto no Santuário dos Antepassados de Guarapiranga como no Santuário dos Antepassados de Atami (Japão). 


Assentamento 


*Preencher a Ficha das linhagens familiares. 

*Apresentar a Ficha preenchida ao Sorei Saishi, que definirá quais as linhagens que devem ser cultuados. 

*Em seguida o Sorei – Saishi prepara a Tabela Anual de Cultos. 

*A Tabela tem por finalidade distribuir as Linhagens Familiares ao longo do ano, de forma a cultuar apenas uma linhagem em cada mês. 

*Devem ser assentados no Sorei-Saishi, somente os espíritos dos parentes mais próximos. 

Avós (Extensivo aos do Cônjuge) Pais/Sogros, Irmãos, Filhos/Netos 

*É importante manter o Sorei-Saishi compacto. 

*Caso contrário, a realização dos Cultos Subseqüentes se tornará um peso para o Membro. 


Shinrei-Saishi 


Assentamento de Espíritos de Pessoas Recém-Falecidas 

*O assentamento dos Espíritos de Pessoas Recém-Falecidas, deve ser solicitado imediatamente após a ocorrência do falecimento e enviado a Sede Central via fax. 

* Na Sede Central, o pedido é processado e enviado ao Solo Sagrado, que providencia o imediato assentamento do Espírito. 

Além de assentar o Espírito, a Sede Central também prepara os pedidos para os Ofícios religiosos de 10, 20, 30,40 e 50 dias de falecimento. 

*Após o Ofício Religioso de 50 dias de falecimento, o Espírito já está na condição de Antepassado. 

*Portanto o Ofício Religioso de 100 dias de falecimento, não está incluído no Shinrei-Saishi. Ele deve ser solicitado pelo membro, com o título de Nensai de 100 dias. 


Cultos Subseqüentes 


*As linhagens selecionadas na Ficha das Linhagens familiares devem ser cultuados anual, ente, sempre no mês constante na: Tabela Anual de Cultos. 

*Os Espíritos devem ser cultuados apenas nos aniversários que corresponderem a um Nensai (100dd,1, 2, 3, 4,5,10,15,20,30,40,50 e a cada 50 anos). 

*Podem ser realizados Cultos para Espíritos fora das datas de Nensai, sempre que o Membro solicitar o Culto com atraso. 

*Neste caso, o Nensai atrasados transforma-se em Ireissai. 

* De uma forma geral os Ireissai de Espírito poderão sempre ser aceitos desde que haja um motivo que o justifique. 

*Mas não podemos esquecer, que devemos nos desapegar dos Espíritos dos nossos Antepassados, para que eles possam bem cumprir suas missões no Mundo Espiritual. 


Gratidão 


*Todos os Membros com Sorei-Saishi, devem ter em suas casas uma cópia da Tabela Anual de Cultos. 

*Ao Início de cada mês, a Tabela deve ser consultada, observando se quais os Cultos que devem ser realizados. 

*Determinado o Espírito ou Linhagem que será Cultuado, é preciso que o Membro se prepare para realizar o Culto. 

*A preparação consiste em imaginar o Espírito, imaginando um presente que o fizesse feliz. 

*Tudo se passa como se o Espírito estivesse vivo e fossemos convidados para uma festa comemorando seu aniversário. 

*Basta agora então ir ao comércio e apressar o valor do Presente. 

*Finalmente com o valor do Presente no bolso, dirigir-se ao Sorei-Saishi e solicitar a Emissão do Pedido de Culto. 

*Logo após ter sido solicitado o Culto, colocar a importância relativa ao valor do presente no Envelope de gratidão do Sorei e depositá-lo na urna. 

*Ao colocar a Gratidão na urna, imaginar o Espírito e lembrar que aquela gratidão representa o presente que escolhemos. 

*A Gratidão serve também para arcar os custos de manutenção da equipe que oficia os Cultos no Solo Sagrado e os custos dos diversos tipos de alimento que são oferecidos durante os cultos. 




Fonte: Liturgia da Igreja Messiânica Mundial do Brasil 

(Setor do Sorei-Saishi) 








VAMOS NOS TORNAR PIONEIROS DA SALVAÇÃO

Vamos nos tornar Pioneiros da Salvação 


Feliz Ano-Novo a Todos! 

Sob a proteção de Deus e Meishu-Sama, envolvido pelas orações da Terceira Líder Espiritual Sandai-Sama e agraciado com as orientações do nosso Líder espiritual Kyoshu-Sama, gostaria de agradecer, junto com todos os senhores a permissão de receber o novo ano com muita alegria no coração. 

Gostaria também de agradecer todos os senhores pelas dedicações repletos de amor que ofereceram ao longo do ano que findou, e também, novamente, solicitar o mesmo empenho e amor nas dedicações neste ano que acaba de nascer. Na ocasião do grande terremoto seguido de Tsunami na região nordeste do Japão, todos os messiânicos se esforçaram em várias atividades de ajuda humanitária, inclusive por meio de doações monetárias, o que gerou muitos depoimentos de gratidão por parte das vitimas dessa grande tragédia. Meu desejo é que esse empenho continue. 

No ano que passou, o mundo viveu momentos difíceis: o Japão sofreu com o grande terremoto seguido de um gigantesco Tsunami que culminou com o acidente nuclear de Fukushima; no Brasil e na Tailândia, o povo sofreu com as grandes enchentes; a zona do euro sofreu com a crise financeira, o Oriente Médio viveu momentos de muita tensão. Todos desejam a tão sonhada felicidade, mas a realidade mostra que a humanidade vive num mundo em que, a qualquer momento, qualquer um pode se deparar com um acidente, um infortúnio ou uma pode se deparar com um acidente, um infortúnio ou uma catástrofe que, até então, nem imaginava passar. Felizmente, nós messiânicos somos agraciados com Ensinamentos que mostram a importância de nos esforçarmos para nos elevar espiritualmente, aumentar a nossa aura e somar méritos, por meio da ministração do Johrei, da prática da agricultura natural e do consumo de alimentos saudáveis, bem como participando de atividades artísticas, o que nos permite diminuir consideravelmente qualquer infortúnio que venha aparecer em nossa vida. 

Há um poema de Nidai-Sama que diz: “Aquele que ama o mundo e ajuda seu semelhante, aonde quer que vá sempre será protegido por Deus”. Com base nisso, eu acho que a proteção que recebemos de Deus, depende muito do quanto estamos nos esforçando na prática do amor altruísta no nosso cotidiano. Quando Meishu-Sama nos ensinou as três formas de salvar, que são o johrei, a agricultura e alimentação natural, e o belo, seu desejo era o seguinte: “Pratiquem isso e salvem o maior número de pessoas que estejam sofrendo”. Essa era a manifestação do seu grande amor! Assim, vamos abraçar esse desejo de Meishu-Sama, participando ativamente da prática das três formas de salvação baseadas no amor altruísta, objetivando nos tornar “pioneiros da salvação” para que surjam muitas pessoas que foram salvas por Meishu-Sama. 

Sobre o Johrei e a Alimentação Natural 

Desde o acidente nuclear de Fukushima, os problemas com a contaminação por radioatividade vêm se agravando. Em relação a isso, uma das estratégias que tem sido ensinada á população é a importância de se evitar alimentos que tenham alta quantidade de radioatividade e consumir aqueles com capacidade antioxidante para aumentar a imunidade. Outra informação que vem sendo propagada é que a radioatividade deforma o DNA e aumenta o risco de aparecimento do câncer principalmente em gestante, bebes e crianças em fase de crescimento. 

A contaminação por radioatividade é um grave problema relacionado á saúde e á perpetuação da humanidade. Por isso, todos nós precisamos estar bem conscientes de que ao johrei e a agricultura natural são as melhores formas de aumentar a imunidade (força natural de recuperação), tão importante neste momento para a humanidade, e divulgar essa verdade para as pessoas ao seu redor, semeando a felicidade. 

Sobre a Agricultura Natural 

A agricultura natural está se expandindo por vários países. Na África, por exemplo, mais de 67 mil messiânicos já praticam esse método agrícola. Especialmente em Angola, eles estão focados em se tornar o celeiro da África com o intuito de erradicar a fome do continente. O governo já fez doações que ultrapassam 2.700 hectares de terra para a prática da agricultura natural, e os messiânicos estão tratando o solo e, até agora, já transformaram o equivalente a 200 campos de futebol em terra produtiva. 

Além disso, estão se empenhando na formação de elementos humanos, recebendo estagiários vindos de países vizinhos a estudar e se especializar em agricultura natural. Eles já estão construindo uma Escola Técnica com projeto de passar para uma Faculdade de Engenharia Agrícola. Outro projeto relacionado á agricultura natural desenvolvido na África e a horta comunitária, que está sendo aplicados em creches, escolas, hospitais, quartéis e presídios. A horta caseira também está recebendo muita adesão e já chega a amais de 36 mil o número de famílias messiânicas praticantes que plantam mão só para ser consumo, mas também para distribuir aos vizinhos, tendo dessa forma, a oportunidade de lhes ministrar johrei. Com isso, até um hospital criou uma sala especial para as pessoas virem receber johrei, aumentando ainda mais a Difusão dos Ensinamentos nesses locais. 

A força motriz da expansão da agricultura natural está na forte crença de que plantando pelo método da agricultura natural se colhe a felicidade. O praticante da horta caseira que agradece pelas Dádivas vindas da luz do sol, da água e do solo, acreditando que tudo foi criado por Deus, consegue colher produtos de alta qualidade. E ele sempre vai querer compartilhar essa alegria com outras pessoas. Quando morava no bairro de kaminogue, em Tóquio, Meishu-Sama, mesmo não sendo agricultor, preparou o solo num canto de seu quintal de sua casa e ali começou a desenvolver a agricultura natural. Gostaria que todos também se espelhassem nessa postura de Meishu-Sama e procurassem viver essa mesma experiência de “plantar a felicidade” utilizando os espaços livres do quintal ou mesmo a varanda, para expandir a alegria ao seu redor. 

Sobre a Arte 

Neste ano, o Museu de Belas-Artes de Atami completou 30 anos de existência. Quando vieram participar dos Cultos no Solo Sagrado, visitem o museu e apreciem as muitas obras de arte ali expostas. Nessa oportunidade, procurem captar o sentimento de Meishu-Sama quando propôs a construção de museus de belas-artes. Ele nos ensina que, ao nos deleitarmos com a arte, sem perceber, também estamos nos polindo. Está é uma bênção da arte! Mesmo atarefado com a Obra Divina, Meishu-Sama sempre encontrava tempo para apreciar obras de arte, escreveu poemas, fazer ikebanas, bem como criar projetos paisagísticos e arquitetônicos. 

Essa postura nos transmite a impressão de que ele fazia as coisas com muita alegria. Hoje, nós também vivemos um cotidiano muito corrido, e quanto mais atribuído for o nosso dia a dia, mais deveríamos ter, em nossos corações, o mesmo sentimento de Meishu-Sama quando compôs o poema: “As pessoas não sabem a alegria que sinto quando vivifico em meu quarto uma camélia que colhi no jardim”. Ou seja, mesmo que estejamos atarefados, precisamos vivenciar o belo buscando nossa elevação espiritual com o coração repleto de alegria. Neste ano, vamos comemorar o centésimo trigésimo natalício de Meishu-Sama e o qüinquagésimo ano de falecimento de Nidai-Sama. Em abril, está prevista a conclusão das obras de ampliação e da construção da casa de chá do Shunju-an do Solo Sagrado de Kyoto. E, em junho, teremos a finalização das reformas que estão sendo feitas no Palácio de Cristal, em Atami. 

Meishu-Sama nos ensinou que, durante a transição da Era da Noite para a Era do Dia no mundo espiritual, a destruição e a construção iriam avançar simultaneamente. Mesmo que estejamos vivendo momentos de severas provações, gostaria de unificar nosso sentimento em torno das orientações de Kyoshu-Sama e de avançar nossa obra de construção da Era do Dia com muita alegria e satisfação dentro de nossos corações. 

Encerro minha saudação de Ano-Novo, firmando esse compromisso com Deus e Meishu-Sama! 


Saudação de Ano Novo
Revmo. Tetsuo Watanabe (Presidente Mundial da IMM)
(01 de Janeiro de 2012)



Fonte: Revista IZUNOME
N.49 – Janeiro/2012 – São Paulo/SP
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial


Contos e Lendas


"Céu e Inferno" 



Um dia, enquanto caminha pela rua, uma mulher de sucesso, Diretora de Recursos Humanos, é tragicamente atropelada por um caminhão e morre. Sua alma chega ao Paraíso e se encontra, na entrada, com São Pedro, em carne e osso. 

Bem-vinda ao Paraíso, diz São Pedro. 

Antes que você se acomode, parece que temos um problema. Você vai perceber que é muito raro um diretor chegar aqui e não estamos seguros do que fazer com você. 

* Não tem problema, deixe-me entrar. 

* Bom, eu gostaria, mas tenho ordens do Superior. 

O que faremos é fazer com que você passe um dia no inferno e outro no Paraíso, e então poderá escolher onde passar a eternidade. 

* Então, já está decidido. 

Prefiro ficar no Paraíso, diz a mulher. 

* Sinto muito, mas temos nossas regras. 

E, assim, São Pedro acompanha a Diretora ao elevador e desce, desce, desce até o inferno. 

As portas se abrem e aparece um verde campo de golfe. 

Mais distante um belo Clube. Lá estão todos os seus amigos, colegas diretores que trabalharam com ela, todos em trajes de festa e muito felizes. Correm para cumprimentá-la, beijam-na e se lembram dos bons tempos. Jogam uma agradável partida de golfe, mais tarde jantam juntos num clube muito bonito e se divertem contando piadas e dançando. 

O Diabo, então, era um anfitrião de primeira classe, elegante, charmoso, muito educado e divertido.
Ela se sente de tal maneira bem que, antes que se dê conta, já é hora der ir embora. Todos lhe apertam as mãos e se despedem enquanto ela entra no elevador. 

O elevador sobe, sobe, sobe, e ela se vê novamente na porta do Paraíso, onde São Pedro a espera. 

* Agora é a hora de visitar o céu. 

Assim, nas 24 horas seguintes, a mulher se diverte pulando de nuvem em nuvem, tocando harpa e cantando. É tudo tão bonito e tão sereno, que, quando percebe, as 24 horas se passaram e São Pedro vai buscá-la. 

* Então, passou um dia no inferno e outro no Paraíso. Agora você deve escolher sua eternidade. 

A mulher pensa um pouco e responde: 

Senhor, o Paraíso é maravilhoso, mas penso que me senti melhor no inferno, com todos os meus amigos e aquela intensa vida social. 

Assim, São Pedro a acompanha até o elevador, que outra vez desce, desce, desce, até o inferno. 

Quando as portas do elevador se abrem ela depara com um deserto, inóspito, sujo, cheio de desgraças e coisas ruins. Vê todos os seus amigos, vestidos com trapos, trabalhando como escravos, aguilhoados por diabos inferiores, que estão recolhendo as desgraças e colocando-as dentro de bolsas pretas. O Diabo se aproxima e conduz a mulher pelo braço, com brutalidade. 

* Não entendo - balbucia a mulher. - Ontem eu estava aqui e havia um campo de golfe, um Clube, comemos lagosta e caviar, dançamos e nos divertimos muito. Agora tudo o que existe é um deserto cheio de lixo e todos os meus amigos parecem uns miseráveis. 

O Diabo olha para ela e sorri: 

* Ontem estávamos te contratando. Hoje você faz parte da equipe.

Fonte: Autor desconhecido





O SOL E O VENTO" 


O Sol e o Vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte e o vento disse:
- Provarei que sou o mais forte.
Vê aquele Velho que vem lá embaixo com um capote?
Aposto como posso fazer com que ele tire o capote mais depressa do que você.
O Sol recolheu-se atrás de uma nuvem e o Vento soprou até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava, mais o Velho segurava o capote junto a si.
Finalmente o Vento acalmou-se e desistiu de soprar.
Então o Sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para o Velho.
Imediatamente ele esfregou o rosto e tirou o capote.
O Sol disse então ao Vento que a Gentileza e a Amizade eram sempre mais fortes que a Fúria e a Força 

Fonte: Autor desconhecido







Sufragar os Antepassados é um caminho rápido para a Felicidade

Sufragar os Antepassados é um caminho rápido para a Felicidade 

Fomos trazidos à vida neste mundo por duas pessoas: nosso pai e nossa mãe. Estes, por sua vez, nasceram de nossos quatro avôs, que são frutos de nossas oito bisavós. Se fizermos um levantamento da nossa árvore genealógica, veremos que, até a décima geração, temos 1.214 antepassados, considerando somente aqueles que se encontram na linhagem de filiação direta, ou seja, pais e filhos. Se contarmos até a vigésima geração, este número sobe para um milhão e cinqüenta mil e, se formos até a trigésima, descobriremos que temos mais de um bilhão de antepassados ligados a nós. 

Se compararmos a estrutura da nossa vida a uma planta, podemos dizer que os antepassados são as raízes, e os descendentes, o caule, as folhas, as fl ores e frutos. É graças à água e aos nutrientes, que as raízes extraem do solo e enviam ao caule, galhos e folhas, que temos belas fl ores e bons frutos, isto é, que alcançamos a felicidade. Logo, o papel das raízes é fundamental. 

Sorei-Saishi e Orações de Agradecimento

O que fazer para melhorar o trabalho das raízes e de que maneira isto se relaciona com a felicidade dos descendentes? Primeiramente, na Igreja Messiânica, temos o sorei-saishi, que é o ofício religioso de assentamento e sagração dos antepassados. Seu significado consiste na abertura do caminho da salvação, que conduzirá os antepassados ao Paraíso por meio do sufrágio dos mesmos no Solo Sagrado, onde Deus se assenta. Nidai-Sama costumava dizer que, quando cultuamos nossos antepassados, é como se uma escada fosse estendida ao tão esperado Paraíso. Portanto, é natural que eles se alegrem com o caminho que lhes permitirá tal escalada. 

Por meio do sorei-saishi, que representa a própria luz da esperança, os antepassados recebem qualificação para se elevar e, com esperança, buscar o aperfeiçoamento no Mundo Espiritual. A entronização da Imagem da Luz Divina e da morada dos antepassados (Mitamaya) no lar possibilita que a relação entre Deus, os antepassados e o homem tenha seu equilíbrio e ordem restabelecidos, deixando os antepassados muito felizes. Isto por que o restabelecimento da ordem faz com que as Graças Divinas sejam recebidas mais facilmente. Encaminhar e entregar a Deus o sofrimento dos antepassados em segundo lugar tem a Prática do Sonen. Dentre o incontável número de antepassados que possuímos, é possível que vários tenham morrido em meio a muitos sofrimentos, os quais podem se transmitir aos descendentes de diversas formas como doença, pobreza e conflIto. Reconhecemos estes sofrimentos como mensagens dos nossos antepassados. Por esse motivo, é importante que os encaminhemos e os entreguemos nas mãos de Meishu-Sama, nosso salvador, para que sejam purificados. Assim, à medida que tais sofrimentos vão sendo purificados e atenuados, o mesmo acontecerá com os descendentes, que conseguirão trilhar o caminho da felicidade. É como nos ensina Meishu-Sama: “Somos a síntese de um número incontável de antepassados.” Como estes e os descendentes se encontram intimamente ligados, influenciam-se mutuamente. 

Luz e Elevação para os Antepassados 

Em terceiro lugar, devemos praticar constantemente o bem, visando à felicidade das pessoas. Nidai-Sama ensina que a soma de ações virtuosas em prol das pessoas faz com que nós nos elevemos e, conseqüentemente, nossos antepassados evoluem no Mundo Espiritual. Dessa forma, a prática de atos meritórios é muito importante e está diretamente ligada ao cuidado com os antepassados, com sua salvação e elevação. Portanto, se, como descendentes, vivermos conscientes desta verdade e nos tornarmos seres humanos úteis à sociedade e às pessoas, amando nosso próximo e sendo solidários certamente. Isto contribuirá bastante para a elevação espiritual de nossos antepassados. 

Por meio das três Práticas que acabamos de apresentar, Antepassados e Descendentes ganham a permissão de se elevarem e de trilharem o caminho da Felicidade. Sua Prática diária e sincera nos conduz a níveis cada vez mais altos de Felicidade. 



Fonte: Revista IZUNOME
N.58-Outubro/2012 / SP.
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil 



Todos os Messiânicos devem se tornar divulgadores do Bem

Todos os Messiânicos devem se tornar Divulgadores do Bem 



Bom Dia a Todos! 

Estão passando bem? 

Em fevereiro não pude vir ao Brasil, porque estive acompanhando Kyoshu-Sama em sua primeira viagem missionária á Tailândia. Lá no Solo Sagrado de Saraburi, reuniram-se mais de 30 mil messiânicos, que ouviram a orientação de Kyoshu-Sama num ambiente de muita fé e alegria. 

Kyoshu-Sama mandou um grande abraço a todos os senhores! Bem, cheguei à semana passada no Brasil e já participei de dois eventos: A cerimônia de Colação de Grau dos Formandos da Faculdade Messiânica e a Conferência Nacional Johvem. Ouvi também, muito relatórios sobre as atividades que os senhores estão desenvolvendo. Soube que todos estão se empenhando para se tornar o número um da felicidade de uma pessoa, não é? Com isso, está aumentando cada vez mais o número de pioneiros da salvação em todo o Brasil. Meus Parabéns! 

Hoje, eu queria falar sobre um ponto muito interessante. Quando comecei a trabalhar na Difusão Pioneira, sofri muito com as fofocas... Como existem fofoqueiros! Há pessoas que gostam de ouvir uma fofoquinha, não acham? É lógico que não é o caso dos senhores. Porém, existe fofoqueiro de plantão até rede de fofocas, um esperando o outro falar de alguém, para depois repassar para o outro. Fofoca é assim: se uma pessoa fala mal da outra, quem ouve sempre acrescenta alguma coisa. Esse peixinho da fofoca vai crescendo, crescendo, até ficar do tamanho de uma baleia. Não é assim? Então, para purificar essas fofocas que andam por aí, hoje eu gostaria de pedir que todos os messiânicos também se tornassem grandes fofoqueiros! 

Mas não podem ser fofoqueiros comuns, não precisamos tornar-se fofoqueiros do bem, que espalham coisas boas de outras pessoas. Pensem um pouco: se alguém vem falar mal de outra pessoa, a gente não se sente bem, não é? Podemos pensar: “Se esta pessoa fala mal de todo mundo, acho que vai falar mal de mim também pelas minhas costas. Não posso confiar numa pessoa assim”. O que precisamos fazer é deixá-la falar. Ouça bastante e depois fale: “Olha, pode ser que essa pessoa seja assim, mas também existe outro lado, positivo. Por exemplo, ele é chato, mas tem um coração muito bom”. 

Aí o fofoqueiro vai ficar desarmado. E ainda: Você pode virar o jogo e ele começar a pensar: “Puxa, se ele consegue encontrar pontos positivos em outras pessoas, deve também achar algum ponto positivo em mim. Quero ser amigo dele!” Assim, ganhamos a confiança do fofoqueiro. É assim que funciona a fofoca do bem: encontrar pontos positivos em alguém e contar ás outras pessoas. Esta prática até vai se tornar uma virtude oculta. Por exemplo, o pai pode comentar com o filho, depois do almoço: “Viu como a comida que a mamãe fez estava gostosa? Ela cozinha muito bem, não acha? A mãe, ouvindo isso, vai ficar feliz e motivada. 

Ou então, contar a um funcionário: “Olha, o seu chefe me disse que está gostando muito do seu trabalho”. Ouvindo isso as críticas que ele tem em relação ao chefe vão diminuir e ele também vai passar a se dedicar mais ao trabalho, para ganhar mais confiança é assim que o ambiente espiritual do lar ou do trabalho vai melhorar. Isso é a fofoca do bem. Para descobrir um ponto positivo de alguém, eu tenho uma experiência que vivi 40 anos atrás que gostaria de relatar aos senhores. 

Um missionário veio me falar: “Sensei, tem um membro que estou acompanhando que só tem ponto negativo. Eu digo a ele: “Você tem que melhorar isso, tem que melhorar aquilo”, mas ele nunca melhora o que vou fazer com ele?” Então, eu peguei um Oshibori e respondi: “Esta vendo este Oshibori? Essa parte maior que você está vendo é a parte negativa dele. Você está preso só nesta parte maior. Essa parte menos é a parte positiva dele, que você quase não vê, não repara. Mas, se puxar essa parte menor, ela vai ficando maior e a outra parte que estava maior vai ficando menor, ou seja, quando puxa a parte positiva ela fica maior, e a parte negativa ao mesmo tempo, vai ficando menor, não é? Então, é isso que tem que fazer: puxar a parte positiva e, automaticamente, a negativa vai sumir”. Ele perguntou: “Mas como eu faço para puxar a parte positiva?” Respondi: “Simples! Primeiro tem que descobrir e reconhecer algum ponto positivo nele. Depois, faça em elogio, mesmo que esse ponto seja pequeno. 

É assim que “se puxa a parte positiva”. Um mês depois, esse missionário veio falar comigo de novo: “Sensei, aconteceu uma coisa inacreditável! Sabe aquela pessoa que só tinha defeitos e não prestava para nada? Então, eu procurei praticar o que o senhor me ensinou. Olhei, observei e consegui descobrir um pontinho positivo nele. Reconheci isso, e depois, elogiei esse ponto dele. Nossa! Ele mudou da água para o vinho! Em um mês, mudou completamente”. Quando ouvi isso, fiquei muito feliz! Na verdade, ninguém muda da água para o vinho em apenas um mês. É muito difícil! O que aconteceu? Não foi aquele membro que mudou: foi o ponto de vista do missionário, quando começou a procurar um ponto positivo naquele membro. 

Assim, para puxar o positivo, precisa primeira descobrir, depois reconhecer e, então elogiar. Sem descobrir o ponto positivo e sem reconhecê-lo, não vai dar certo. Por que se só elogiamos da boca para fora, vira puxa-saquismo ou deboche. Quem consegue descobrir um ponto positivo em alguém e reconhece isso, encontra as palavras certas para elogiar. Não pode elogiar de qualquer jeito. É importante saber que, quando puxamos um ponto negativo de alguém, estamos puxando também nosso próprio ponto negativo. Por outro lado, quando puxamos o ponto positivo, estamos puxando nosso próprio ponto positivo. 

É a mesma coisa: Meishu-Sama ensina que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Ou seja, positivo e negativo gera negativo tudo depende do seu sonen! Se todos os dias cada um dos senhores descobrirem um ponto positivo de uma pessoa reconhecer isso e depois elogiar, um mês vou mudar todo o ambiente espiritual de onde você estiver, vai transformar o seu lar, o seu johrei Center, o seu local de trabalho, tudo á sua volta! Está é a melhor maneira de educar os filhos, por exemplo. Se pegar só o ponto negativo da criança, não vai melhorar nada. 

Pense: “Ele também tem algum ponto positivo”. É preciso descobrir esse ponto, reconhecê-lo e começar a elogiar. Aí, com certeza, o filho vai melhorar! Isso também é um dos treinamentos para ganhar condição para se tornar um Pioneiro da Salvação, o número um da felicidade de uma pessoa!.



 Então, vamos fazer essa Prática? 







Muito Obrigado 

Boa missão a todos! 


Saudação do Revmo. Tetsuo Watanabe
(Presidente Mundial da IMM) – Solo Sagrado de Guarapiranga/SP.
01 de Maio /2012



Fonte: Revista Izunome
N.53-Maio/2012 – São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Site: www.messianica.org.br





EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(BRASIL)



Bom-dia a Todos! 

Meu nome é Geralda Gonçalves Andrade Watanabe, pertenço ao Núcleo de Johrei Barreiro, ligado ao Johrei Center Contagem, Minas Gerais. Hoje gostaria de contar a todos como reconheci a relação que temos com nossos antepassados. Desde 2008, sofria com dores na coluna, nefrite e tendinite. Tinha dificuldades para andar, dor no corpo não dormia bem e fazia uso de vários medicamentos. 

Fui perdendo a alegria de viver e acabei entrando em depressão. Com a partida inesperada do meu marido, em 2010, os sintomas se agravaram ao ponto de precisar de ajuda até para tomar banho. Assim, permaneci com esse sofrimento durante dois anos, até que, neste ano, aconteceu um fato que mudou minha vida. No mês de abril, mesmo sentindo mal estar, fui receber minha aposentadoria. Ao sair do banco, decidi passar na casa de minha mãe. 
Sem perceber, desci no ponto de ônibus errado, e chateada, entrei na primeira rua que vi. Ao passar em frente a uma casa avistei uma jovem com a mão levantada em direção à outra pessoa. Aquela cena chamou minha atenção e resolvi entrar. Ali era um Núcleo de Johrei. Fui recebida com muito carinho e já no primeiro Johrei, senti uma energia tão grande me envolver que, entusiasmada, trouxe minha irmã ao núcleo no mesmo dia. 
Comecei a receber johrei, duas vezes por semana e a ler os ensinamentos. Além disso, recebi uma orientação do responsável do núcleo sobre a existência do mundo espiritual. Explicou-me que somos a soma de nossos antepassados e que eles se manifestam através de nossos pensamentos e sentimentos. E que nossa missão com eles, é encaminhá-los, por meio da Prática do Sonen, para serem purificados e salvos por Meishu-Sama. Naquele momento, percebi o quanto estava enganada, pois achava que tudo acabava com a morte. Fiquei muito feliz com tudo que ouvia, pois finalmente minha alma havia se identificado com aquela orientação tão profunda. 

Procurei saber as histórias de meus antepassados, e fui descobrindo que muitos de meus sintomas eram iguais aos deles. Passei então a fazer a Prática do Sonen de encaminhamento para cada um. Em maio, com apenas um mês recebendo Johrei e fazendo a Prática do Sonen, as dores no corpo, a depressão, a tendinite e a nefrite sumiram. Parei de tomar os remédios e me sinto saudável. 

Em gratidão a Deus e Meishu-Sama por esses milagres, eu e minha irmã, recebemos a Luz Divina, no ultimo dia 30 de junho. Desde então, com muita felicidade, venho levando a Luz do Johrei para filhos, noras, netos e bisnetos. 
Como preparação para o Culto às Almas dos Antepassados, estou preparando meu donativo de gratidão.E, com o desejo de ser o número um na felicidade de outras pessoas, encaminhei uma amiga que se prepara para o ingresso na fé e que também já encaminhou mais três pessoas. A minha vida mudou tanto, em tão pouco tempo, que tenho dentro de mim a certeza de que nasci de novo nesta vida. 

Por isso, estar hoje aqui neste altar, aos 67 anos de idade, com disposição e alegria, fazendo esse relato é um milagre tão grande que não há palavras que consigam transmitir o que estou sentindo. 

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus Antepassados essa nova vida que recebi.


Muito Obrigada. 

Geralda Gonçalves Andrade Watanabe 



Culto Mensal de Agradecimento
06 de Outubro de 2012
Solo Sagrado de Guarapiranga/SP.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

OSHO - Místico Polêmico

 
 OSHO - Místico Polêmico

A Trajetória de Rajneesh, hoje mais conhecido como Osho, é repleta de controvérsias. Para os seguidores, ele foi certamente o maior místico do século XX, mas as ações do seu grupo envolveram até mesmo um atentado terrorista nos Estados Unidos. 

Osho já foi chamado de Bhagwan Shree Rajneesh e, antes disso, Chandra Mohan Jain, nome que recebeu ao nascer em 11 de Dezembro de 1931, em Kuchwada, Índia. Falecido em 1990, é considerado entre as mais influentes líderes espirituais do século XX, ainda hoje com inúmeros seguidores e defensores apaixonados de suas idéias. Deixou um número significativo de obras, e muitas outras têm sido publicadas após sua morte. Mas é impossível falar de Osho Rajneesh sem falar das controvérsias sem falar das controvérsias em que se envolveu e dos ataques que sofreram segundo seus defensores por ameaçar os líderes religiosos já estabelecidos com suas idéias revolucionárias e inovadoras, ou segundo outros por se aproveitar de sua posição de destaque na comunidade espiritual para obter imensa fortuna. 

Essa revolução ou inovação pode ser entendida pela postura de Osho diante do que comumente se entende por espiritualidade. No livro Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto, ele diz que nunca foi espiritual no sentido de muitas pessoas entendem essa palavra. “Nunca freqüentei Templos ou Igrejas; nunca li as Escrituras ou segui certas práticas para encontrar a verdade; nunca rendi Culto a Deus ou dirigi uma prece a Deus”. Osho explica que para ele, a espiritualidade precisa de uma individualidade honesta, que não permite qualquer tipo de dependência. Assim não é de se estranhar que sofresse ataques. Qualquer sistema religioso, espiritual ou de busca interna que dispense os chamados “intermediários” com a divindade passam a ser mal vistos por aqueles sistemas que defendem essa intermediação.

Rebeldia 

Para alguns conhecedores de sua vida, a trajetória que o levou a ser conhecido no mundo inteiro começou aos catorze anos. Outros, no entanto, entendem que sua infância foi um período importante, uma vez que passou os primeiros sete anos de vida com seus avôs, que lhe deram uma liberdade incomum para crianças de modo que ele pode desenvolver uma forma peculiar e particular de pensar sobre o mundo, a vida e a morte. 
Com a morte do avô, em 1938, ele passou a viver com os pais e, segundo dizem, tornou-se uma espécie de rebelde. Nunca teve o interesse em ir á escola, que considerava o pior lugar do mundo. Osho disse que os primeiros sete anos são os mais importantes da vida, definindo o restante da existência. Por vivê-los nessa intensa liberdade de pensamento e ação, quando voltou a viver com os pais , já vivia por sua conta. 

A segurança de suas respostas para o seu pai, a recusa em ir para a escola e a profundidade de seus pensamentos aos sete anos de idade são evidências que, para aqueles que adotam uma postura contrária á importância de Osho, o místico forjou, falsificando sua própria história, falando posteriormente de acontecimentos inexistentes ou exagerando-os. No entanto, essa reivindicação dificilmente pode ser comprovada, e ele não seria o primeiro místico com um histórico de sabedoria precoce. 

A forma pela qual ele chegou á iluminação é um tanto controversa. Uns afirmam que, aos catorze anos, ele começou a atingi-la, experimentando-a cada vez mais com a meditação; outros dizem , em 1947, uma grande amiga de sua infância morreu, fazendo com que ele entrasse em depressão e tivesse problemas de saúde, saindo dessa situação para a iluminação. Entretanto, em sua autobiografia, Osho não cita essa amizade de infância; pelo contrário, afirma categoricamente que jamais teve qualquer amizade em sua infância, pois não se interessava pelas brincadeiras e jogos das demais crianças. “Nunca brinquei com criança alguma”, ele disse. “Jamais encontrei um modo de me comunicar com as crianças de minha idade”. 


A Iluminação

Osho diz que chegou á iluminação aos 21 anos. O último ano antes da iluminação foi extraordinário, segundo o místico. Ele se sentia rodeado pelo vazio, sem contato com o mundo, sendo arrastado cada vez mais para longe das pessoas: ele se encontrava no estado conhecido como “não – mente”, algo parecido com a loucura. 
Na verdade, a loucura estará sempre próxima, uma vez que se trata de um caminho do qual não se pode mais voltar, por que o caminho não está mais lá, e não se pode ir adiante, pois está tudo escuro. Se a pessoa se desviar do caminho, explica Osho, ela simplesmente enlouquecerá. “Eu fui simplesmente lançado dentro de mim mesmo. Era um vazio, e o vazio leva a pessoa á loucura. No entanto, o vazio é a única porta para Deus”. 

E a iluminação chegou, segundo ele, com uma “retumbante gargalhada”. Na verdade, ele explica que riu quando percebeu “O completo absurdo que é a tentativa de se iluminar. A coisa toda é ridícula porque nós nascemos iluminados, e perseguir algo que já existe é absurdo”. Assim, para Rajneesh, o dia de sua iluminação foi simplesmente o dia em que ele percebeu que não há nada para ser obtido, lugar algum para ir e nada para ser feito. Essa iluminação está relacionada com o estado de “não- ego”. Rajneesh disse que o fenômeno do ego, do eu, não é uma coisa, mas um processo. Assim, ele só existe porque conseguir alguma coisa; e ego, portanto consiste de desejos e nada, além disso.

Quando se está no presente, e não no futuro, o ego começa a desaparecer. Ele chegou á conclusão de que, para se chegar á iluminação, não é possível seguir um líder. “É por isso que eu digo que pessoas como Jesus, Moisés, Maomé e Krishma que afirmam: “Apenas creiam e me sigam” nada sabe sobre a iluminação, ele disse. Não é de se estranhar que Rajneesh Osho tinha entrado em choque com as demais religiões. Da mesma forma, aqueles que o atacam costumam citar essa postura de Rajneesh como o ponto de maior contradição, uma vez que ele reuniu milhares de seguidores á sua volta. 

Estudante e Professor 

Ele passou a fase seguinte de sua vida como estudante na Universidade de Sagar, graduando-se em filosofia. Ao contrário do que ocorria em seus tempos de escola, Osho disse ter gostado bastante de sua experiência na Universidade, independente das pessoas estarem a favor, contra ou indiferentes a ele. A experiência foi válida especialmente quando, a seguir ele se tornou professor na Faculdade de Sânscrito de Raipur, em 1957. No ano seguinte ou três anos amai tarde, segundo algumas fontes, foi lecionar filosofia na Universidade de Jabalpur. Os anos 60, conhecidos pela “Revolução Hipper”, também foram marcados pela invasão de pensamentos orientais no ocidente, com inúmeros místicos e gurus influenciando personalidades importantes da época. A noção do “sexo livre”, tão comum entre os jovens da época, também foi ponto de discórdia na fala e na prática de Rajneesh.

No início da década, ele já estava percorrendo a Índia e dando Palestras sobre assuntos controversos segundo alguns historiadores simplesmente para fomentar a discussão, e não necessariamente por acreditar no que dizia. A “partir de 1968, ele começa a instituir uma série de campos de meditação”, que tinha como objetivo liberar emoções reprimidas e tornar o ser humano alerta.

Também em 1968, ele fala sobre a energia primal e divina do sexo entendendo que os sentimentos sexuais não deveriam ser reprimidos. É verdade que, nessa época, não se tratava exatamente de um ponto de vista novo, uma vez que os jovens os Estados Unidos e da Europa já vinham seguindo essa regra há alguns anos. Algumas pessoas dizem que os campos de meditação começaram em 1964, especialmente com homens de negócio ricos de Bombaim e suas famílias. Seu primeiro discípulo teria sido uma mulher de uma dessas famílias conhecida posteriormente como Ma Yoga Laxmi. Ela iria se tornar sua secretária em 1970 e cuidaria de todos os negócios materiais de Rajneesh. 


Bhagwan

O titulo de Bhagwan (o abençoado) surgiu em 1970, época em que ele começou a iniciar as pessoas no neo-sânias, um caminho envolvendo meditação, autoconhecimento e expansão da consciência e do amor. Diz-se também que foi somente ao se intitular Bhagwan Shree Rajneesh que ele começou a falar sobre sua “iluminação”, ocorrida anos antes. Em 1974, é inaugurado o Ashram em Puna, e Osho começa a falar cada vez menos com os discípulos individualmente. O ashram tornou-se um dos mais conhecidos e procurados do mundo, especialmente por ocidentais, e a fama de Rajneesh espalhou-se pelo planeta. No final da década, o ashram já tinha cerca de 600 pessoas; contudo começou a ter problemas com a sociedade de Puna, com acusações de abusos sexuais, tráficos de drogas por parte dos discípulos e rumores negativos sobre as terapias utilizadas.


Rajneesh solicitou residência permanente nos EUA, mas seu pedido foi recusado. Os discípulos dizem que uma das razões foi seu voto de silêncio; mas fontes do governo norte americano afirmam que, ao entrar no país com o intuito de ser tratado de um problema na coluna, ele estava fornecendo falsa informação, uma vez que já tinha em mente estabelecer-se lá.


Problemas Legais 

No início dos anos 80 a comunidade começa a sofrer alguns processos, especialmente no que dizia respeito ás leis de uso da terra no Oregan. Os defensores de Rajneesh entendem que grande parte desse ataque deveu-se exclusivamente ao fato da maioria da população do estado ser cristã. No entanto, os problemas legais ampliaram-se quando os discípulos começaram a construir na cidade vizinha de Antílopes; os cidadões e promotores públicos entenderam que os discípulos estavam querendo tomar conta da cidade, e negaram permissão para mais construção. 

Os sannyasin buscadores espirituais que renunciam ao mundo, termo que Rajneesh usava no sentido do discípulo que permanece no mundo acabaram sendo a maioria no conselho da cidade. As ações legais de um lado e de outro criaram uma tensão entre os sannyasin e a população da região, e Sheila parecia botar fogo na situação fazendo aparições inflamadas na televisão. 

Terrorismo e Dispersão

As eleições de 1984, no condado de Wasco, região á qual pertencia á comunidade e a cidade, foram marcadas por incidentes violentos. Foi nessa época que ocorreu o que as autoridades chamam de “o único incidente comprovado de bioterrorismo contra os Estados Unidos”, pelo menos até os recentes ataques com antraz. Os seguidores de Rajneesh pretendiam vencer as eleições e, para tanto, espalharam a bactéria da salmonela em restaurantes, com o objetivo de adoecer o maior número possível de eleitores. Mais de 700 pessoas foram afetadas. 


Rajneesh voltou a dar Palestras Públicas em 1985, o mesmo ano em que Sheila e outros líderes deixaram a comunidade a foram para a Europa. Os seguidores afirmam que a série de atos ilegais cometidos por esse grupo tornou-se conhecida de Rajneesh tinha conhecimento de muitos de suas ações, senão de todas. De qualquer forma, Sheila passou a ser considerada a culpada de envenenar o médico e o dentista de Rajneesh, além do promotor do condado de Jefferson, de desviar fundos da comunidade e grampear telefones.

No mesmo ano, o líder espiritual anunciou que a seita tinha sido nada mais do que uma invenção de Sheila, e que ele jamais se disse um líder religioso. Posteriormente, Sheila foi presa na Alemanha e indiciada em tentativa de assassinato. Condenada, ficou presa por dois anos e meio, e foi solta por bom comportamento. Rajneesh foi preso na Carolina do Norte. Concordou em pagar uma multa de US$400mil, e teve de deixar o país em cinco dias, não podendo retornar aos EUA num prazo de cinco anos. Deixando o país num jato particular, foi para Manali, na Índia. Lá, as autoridades também pediram que ele deixasse o país, e Rajneesh iniciou uma perambulação pelo mundo, sendo deportado de 21 países. 


Ele retornou ao seu ashram original em Puna, em 1987. Numa data não muito bem especificada, ele mudou seu nome para Osho que, segundo algumas fontes, são derivadas da expressão “experiência oceânica”, criada por William James. Outras fontes dizem que o nome Osho Rajneesh é um termo budista que significa “aquele em quem o céu despeja flores”, que ele teria adotado em 1988, após afirmar que o título Bhagwan era apenas uma piada. Osho faleceu em 1990, e os rumores sobre a causa foram os mais variados: AIDS, Envenenamento, Problemas no coração. 


No final de 1987, permaneceu Osho sete semanas doente, sem responder a qualquer tratamento, e diz-se que foi diagnosticado envenenamento por tálio. Osho disse acreditar que o governo dos EUA o havia envenenado durante os doze dias em que foi mantido preso, em 1985. Segundo as informações hoje os seguidores de Rajneesh conhecido apenas como Osho têm como líder o Swami Prem Jayesh, nome adotado por Michael William O’ Byrne, e a organização, a Osho International Foundation, mantém cerca de vinte centros de meditação em vários países, além de publicar livros sobre sua obra. Como quase todas as figuras controversas, Osho desperta posicionamentos opostos, ás vezes bastante radicais: os que seguem, cegamente, e os que atacam indiscriminadamente. Não há dúvida de que, em muito do que ele falou existem pensamentos interessantes que merecem mais do que uma atenção superficial. 

(Alex Alprim)


Fonte: Revista Sexto Sentido N.31
Editora Mythos – São Paulo/SP.
Site: www.mythoseditora.com.br

Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto
Autor: Osho - Editora: Cultrix
Palavras de um Homem do Silêncio
Autor: Osho – Editora: Gente
Meu Caminho
Autor: Osho – Editora: Ícone






Alegria é a sua Natureza (Osho)

The Sadhana Sutra – Discourse n.1 





Amado Osho, como eu posso livrar-me do sofrimento? 
Todo mundo passa a sua vida em busca de uma coisa: como livrar-se do sofrimento? Como obter felicidade e alegria? Você quer buscar alegria, mas o que você pagará por isso? O que você dará em troca daquilo que conseguiu?

Se um homem der um passo que seja, ele terá que deixar o pedaço da terra sobre o qual ele estava em pé. Somente assim ele poderá ir adiante. Não haverá qualquer progresso neste mundo se nós não quisermos abrir mão de alguma coisa. Sem sacrificar-se você não conseguirá dar nem mesmo um passo. Se as suas mãos estão cheias de lama, de seixos e de pedras e você quer diamantes, você terá que abandonar as pedras. Para agarrar o objetivo desejado, as suas mãos deverão estar vazias. Você deverá deixar as coisas inúteis. 

Não tenha medo: eu não lhe direi para renunciar á sua riqueza, mesmo porque ninguém tem riqueza alguma, ninguém mesmo. Neste mundo, até o mais rico dos homens é um mendigo. Ninguém tem riqueza. Existem dois tipos de mendigos: um é o mendigo pobre e o outro é o mendigo rico, mas ambos são mendigos. Até agora, eu nunca vi um homem rico. Existem muitas pessoas que possuem dinheiro, mas elas não são ricas, elas também estão na corrida para agarrar o máximo que elas puderem, do mesmo jeito como faz o mais pobre dentre os homens pobres. Como um pedinte que segura tudo o que tiver com as mãos bem apertadas, também o homem que tem o maior dos cofres segura com as mãos apertadas tudo o que ele tiver. A avareza deles é a mesma e assim a pobreza deles também é a mesma. 

Você não tem riqueza. Ninguém a tem. Por isso eu não insisto que você tenha que abandoná-la. Como você pode deixar alguma coisa que você não tem? Eu não lhe digo para desistir da sua vida- você nem mesmo tem isso. Como você pode ter alguma coisa, se nem mesmo tem consciência dela? E a cada momento você fica tremendo de medo da morte. Se você fosse a própria vida, por que você estaria com medo da morte? A vida na tem morte alguma. Como a vida pode tornar-se morte? Mas você está tremendo de medo da morte. A cada momento a morte está rodando você. Você está tentando se salvar por qualquer caminho possível, para que você não desapareça, para que você não morra, para que você na chegue a um fim. Mesmo a vida, você não a tem. É por isso que eu não irei lhe pedir para desistir da sua vida. Como você pode dar alguma coisa que você não tem? 

Eu só irei pedir aquilo que você tiver. E eu irei pedir aquilo que todos têm. Assim como eu disse que a busca de todo mundo é por alegria, também existe algo que todos têm em abundância: o sofrimento. Você tem uma quantidade suficiente de sofrimento, mais do que você precisa. Por muitas vidas você nada mais tem colecionado a não serem sofrimentos. Você colecionou pilhas disso. Mesmo o Monte Everest parecerá pequeno se for comparado com as pilhas de problemas que você tem colecionado. Esse é o trabalho de suas muitas vidas; você nada tem ganhado, exceto problemas. Mesmo agora você os está ganhando.


Eu gostaria que você largasse seus problemas, renunciasse aos seus problemas. Ninguém jamais pediu os seus problemas, mas eu estou pedindo. E se você puder desistir de seus problemas, aí o caminho para a alegria poderá ser aberto. E se você conseguir abandonar os seus problemas, você irá perceber que aquilo que você pensava ser problema nada mais era que ilusão. E os seus problemas não o estavam segurando; você é que os estava segurando. Mas uma vez que você os deixe ir, você irá saber então quem estava segurando quem. 

Você está sempre perguntando como conseguir livrar-se do sofrimento. Perguntando assim, parece que o sofrimento o está segurando e você quer livrar-se dele. Se o sofrimento estivesse lhe segurando, então não seria possível você se livrar dele, porque a posse não estaria em suas mãos, mas nas mãos do sofrimento. Você seria impotente. E se depois de tantas vidas ainda não conseguiu tornar-se livre, então como conseguir tornar-se livre agora? 

Eu digo a você que o sofrimento não o está segurando; você é que está segurando o sofrimento. E se você puder fazer uns experimentos, aceitando o que eu estou dizendo, você irá compreender por si mesmo. E não apenas você compreenderá isso, mas você irá experimentar uma entrega; você saberá como o sofrimento pode ser abandonado. E quando tornar-se bom na arte de abandonar o sofrimento, você irá perceber o que estava arrastando consigo. E ninguém, a não ser você, era responsável por isso. Por qualquer coisa que você tenha experienciado como sofrimento, nenhuma outra pessoa pode ser responsabilizada. Esse era o seu desejo: Você queria sofrer. Tudo o que nós desejarmos Serpa permitido. E tudo o que você é, é o fruto dos seus desejos. Nem deus é responsável, nem a sorte; ninguém tem motivo algum para lhe causar problemas. 

A verdade é que a existência está sempre querendo fazer você ficar alegre. Toda essa existência quer que a sua vida se torne um festival. Porque quando você está infeliz, você também sai atirando infelicidade por toda a sua volta. Quando você está infeliz, o mau cheiro de suas feridas alcança toda a existência. E quando você está infeliz, a existência também sente dor. Todo esse mundo sente dor quando você está infeliz e sente alegria quando você está alegre. A existência não deseja que você deva ser infeliz. Isso seria suicídio para a própria existência. Mas você está infeliz e para se tornar infeliz você teve que fazer toda sorte de arranjos. E enquanto isso não for destruído, você não será capaz de abrir os seus olhos para a felicidade. 

Quais são os seus arranjos? Que arranjo o homem faz para estocar os seus problemas? Como ele os coleciona? Compreenda isso um pouco e talvez fique mais fácil para você deixá-los. Uma criancinha quer chorar. Os psicólogos dizem que a ação de chorar da criança e a ação de vomitar. Sempre que uma tensão cresce dentro de uma criança, ela ao chorar, atira para fora as suas tensões. Você foi uma criancinha. Uma criancinha está com fome e não estão ilhe dando o leite na hora certa. É por isso que ela está chorando, e porque ela encheu-se de tensão. E isso é necessário para liberar a sua tensão para fora. Ela irá chorar, a tensão será liberdade e ela se sentirá mais leve. 

Mas nós ensinamos criança a não chorar. Nós tentamos todas as maneiras para impedi-la de chorar. Nós colocamos brinquedos em suas mãos para que ela se esqueça; nós colocamos alguma coisa artificial em sua boca, ou colocamos o seu polegar em sua boca de modo que ela confunda isso com o seio de sua mãe e esqueça-se da fome. Nós começamos a balançá-lo para lá e para cá para que sua atenção se disperse e ela não chore. Nós tentamos tudo para não deixá-la chorar. Aquela tensão que poderia ter sido liberada pelo choro, não é liberada e vai sendo guardada. Desse jeito nós deixamos que isso fosse se acumulando. Quem sabe quantas dores e angústias cada pessoa tem acumulado? Ela senta-se sobre essa coleção empilhada. 

Quem sabe quantas tensões você acumulou? Você não tem chorado nem dado gargalhadas com seu coração totalmente presente. E por que você não chorou, alguma coisa ficou presa dentro de você. Você não tem ficado totalmente com raiva, nem tem perdoado completamente alguém. Você tornou-se uma pessoa pela metade. Os seus ramos querem se abrir, mas eles não são capazes disto. As folhas querem brotar para todos os lados, mas elas não são capazes disto. A sua árvore ficou atrofiada. O nome dessa dor acumulada, dessa dor não liberada, é inferno. E você segue arrastando esse inferno ao seu redor.


Eu o chamei aqui para que o seu inferno possa ser jogado fora, e você pode jogá-lo fora. Neste Campo de Meditação, você deve tornar-se como uma criancinha. Você deve esquecer que foi aculturado, que foi muito educado, que você ocupa uma posição elevada, que você conseguiu riquezas, que você é respeitado na cidade. Abandone tudo isso. Torne-se como um bebê recém-nascido, que não tem qualquer reputação, não tem educação, nem posição, nem riqueza, nem qualquer auto-respeito. Se você quiser salvar a sua estima, a sua posição, então, por favor, saia daqui o mais rápido possível, e nem mesmo olhe para trás. Eu nada tenho a fazer com você ou com o seu auto-respeito, conhecimentos, reputação. Para sua segurança, vá embora, não fique aqui.

Eu estou aqui para aqueles que são capazes de tornarem-se simples como uma criança, e somente assim eu posso fazer alguma coisa. Porque somente ás crianças pode-se ensinar alguma coisa. Somente as crianças podem ser mudadas, e uma revolução pode ocorrer apenas nas vidas das crianças. Nos experimentos de meditação que acontecerão aqui, vomite, atire para fora todo sofrimento que você tiver em seu coração. Se você tiver raiva, atire-a para o céu, se você tiver violência, atire-a para o céu. Você não tem que ser violento com ninguém, simplesmente libere a violência para o céu aberto. Problemas, dores, culpas; qualquer coisa que estiver dentro tem que ser jogada para fora. Você tem que atirá-las tão totalmente quanto for possível. Use toda a sua energia de modo que qualquer problema que estiver dentro seja trazido à consciência. 

Você deve compreender que enquanto você não ficar consciente da dor escondida no seu inconsciente, ela não o deixará, ela permanecerá escondida. Exponha-a, traga-a para a consciência. Puxe-a para fora, onde quer que ela esteja escondida na escuridão interna, traga-a para a luz. Algumas coisas morrem com a luz. Se você puxar para fora da terra às raízes de uma árvore, elas morrerão. Elas necessitam da escuridão, elas vivem na escuridão, na escuridão está a vida delas. Assim como as raízes, o sofrimento também vive na escuridão. Exponha os seus sofrimentos e você descobrirá, eles morreram. Se você continuar escondendo-os dentro de si, eles irão permanecer seus companheiros constantes por muitas vidas. A infelicidade tem que ser expressa.

Compreenda uma coisa mais: foi de fora que você pegou as dores e as trouxe para dentro de si. Por favor, volte com elas para o lado de fora. A dor não é interna; todas as dores são trazidas do lado de fora. Quando você nasceu, qual era a natureza do seu ser? Não havia dor: a dor trazida de fora. Se um homem o maltratou e fez você ficar infeliz, o maltrato foi trazido de fora. Agora, você irá acumular essa dor do lado de dentro, deixará que ela cresça, irá reprimi-la, assim ela se expandirá e envenenará toda e qualquer célula do seu corpo. Você se tornará um homem infeliz. Você traz a dor de fora. Ela não está em sua natureza. É por isso que eu lhe digo que você pode livrar-se da dor. Você não consegue se livrar da natureza, daquilo que é a fonte do sentir. Você pode livrar-se apenas daquilo que não é seu. Não há jeito de você livrar-se daquilo que é seu.

A dor tem que ser jogada fora. Durante esses próximos dias, quanto mais você puder jogar, jogue. E na medida em que você for jogando fora, irá crescer a sua compreensão que isso era uma loucura estranha que você estava cultivando. Isso poderia ter sido jogado fora naturalmente, estava em suas mãos, mas, desnecessariamente, você se bloqueou. E a segunda coisa: na medida em que você joga fora a dor, que a envia de volta para fora, de onde ela veio, a alegria começa a brotar dentro de você. 

“A Alegria está dentro. Ninguém a traz de fora. Ela não vem de fora, ela é a sua natureza, ela é você. Ela está escondida dentro, ela é a sua alma. Se for jogado fora lixo que veio de fora e que tem sido acumulada, então a alma interna começará a expandir, começará a crescer. Você começa a ver a sua luz e a ouvir a sua dança, você começa a mergulhar na música mais interna.

Mas isso só acontece se você liberar o lixo de modo que o céu interior possa se estabelecer, algum espaço criado. Então aquele espaço que está escondido dentro pode expandir-se. A dor deve ser expressa para que aquela alegria possa expandir-se internamente. E quando a alegria começa a expandir-se, é necessário compreender também a segunda coisa. Se você reprimir a dor, ela cresce. Se a dor é reprimida ela cresce, se você a expressar, ela diminui. Com a alegria ocorre totalmente o oposto: se você reprimir a alegria, ela diminui; se você a expressar ela aumenta. Assim a primeira coisa é isso: que você tem que jogar fora a dor, porque ela diminui sendo expressa. Não a reprimia, pois ela cresce com a repressão. E quando você tiver a primeira visão da alegria que vem de dentro, então a expresse porque quanto mais você expressar a alegria, mais ela aumenta internamente e camadas frescas começam a crescer. 

Isso é exatamente igual, quando você fica tirando água de um poço: nova água de fontes frescas encherá o poço. A fonte da alegria está dentro, assim não tenha medo de que ela irá diminuir por você expressá-la. A dor fica reduzida ao expressá-la, porque a sua fonte não está dentro. Ela foi trazida de fora, assim se você a expressar, ela ficará reduzida. Se você quiser enganchar-se na dor, então tenha isso em sua mente: nunca a jogue fora. Se você quiser aumentar o seu sofrimento e isso é o que você está fazendo e parece que muitas pessoas estão fazendo então nunca expresse seu sofrimento, nunca o manifeste. Se lágrimas estiverem jorrando, então as engula, se você sentir raiva, reprima isso. Se qualquer problema estiver brotando internamente reprima isso. Ele irá aumentar. Você se tornará um grande inferno.

Se você quiser reduzir a dor, então a deixe acontecer; se você quiser aumentar a alegria, então a deixe acontecer, porque a alegria está dentro e novas camadas continuarão se revelando. E na medida em que você segue deixando a alegria acontecer você começará a ter mais vislumbres de pura alegria.

A alegria aumenta ao ser compartilhado.

A dor tem que ser liberada. E quando você começa a ter vislumbres de alegria, eles também têm que ser liberados. Você tem que se tornar como uma criancinha, que não tem qualquer preocupação a respeito do passado, nem qualquer questão a respeito do futuro, que nem mesmo sabe o que os outros estão passando a seu respeito. 

Somente então acontecerá aquilo para o que eu o chamei aqui, e aquela jornada na qual eu gostaria que você fosse bem suavemente. Um pouco de coragem é requerida, e então, os tesouros de alegria não estarão longe. Um pouco de coragem é requerida e você poderá abandonar o seu inferno exatamente como um homem que se sujou na rua e volta para casa para tomar um banho e a sujeira é lavada. Da mesma maneira, a meditação é o banho e a dor é a sujeira. “Assim como depois do banho a sujeira foi lavada e você se sente fresco, da mesma forma você terá um vislumbre, sentindo dentro de si a felicidade e alegria que é a sua natureza”.


Tradução: Sw. Bodhi Champak
Fonte: Revista Osho Times, Nov/1995