segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Astrologia Chinesa das Noves Constelações


Astrologia Chinesa das Nove Constelações


Na China, a astrologia é uma ciência milenar que atingiu formas e métodos bastante diferentes dos conhecidos pela astrologia ocidental. Na China, ela assumiu diferentes formas e métodos, utilizados pelos antigos sábios.
Na China existe um conjunto de conhecimentos astrológicos que segue em várias direções, indo desde o mapeamento dos planetas e constelações no céu noturno e das suas influências até a criação de uma astrologia completamente mística e desvinculada das estrelas, enxergando o céu apenas como um portal para as energias celestiais. 

Os Chineses desenvolveram um estudo profundo em relação a tudo que se referia á compreensão dos eventos celestiais. Eles acreditavam que, ao compreendê-los melhor, poderiam mudar e transformar os acontecimentos da esfera terrestre. Essa seria a visão oriental de proposição hermética, na qual o microcosmo (Homem) pode ser entendido a partir do estudo do macrocosmo (Astrologia – céu). Esse estudo gerou importantes conseqüências que chegaram até os estudiosos ocidentais contemporâneos, visto que i interesse dos chineses pelo céu resultou num extenso catálogo de estrelas e eventos siderais: ao longo de sua história foram registrados inúmeros eventos estelares, desde explosões de supernovas e novos (estrelas que, no fim de sua vida estelar, explodem , gerando grande luminosidade), até inúmeros cometas e meteoros, todos catalogados por eles em suas observações. 

A obsessão pela esfera celeste gerou tal busca e estudo, que os chineses obtiveram um considerável grau de precisão em suas observações dos eventos siderais. Devido a essa precisão, por volta do século VI a.c, portanto, séculos antes dos astrônomos ocidentais os estudiosos da corte imperial chinesa já dispunham para estudos em dias nublados de um planetário movido e engrenagens e usando força mecânica (humana ou animal). Embora ainda apresentasse alguns erros, permitia uma precisão que só foi alcançada no ocidente em meados do séc. XIX. Ao observarem os movimentos estrelares, buscando correlações entre estes e a terra, encontraram uma peculiaridade na Constelação Ursa M(Constelação famosa por apontar sempre para o norte e por ter sido usada como base para a construção da grande Pirâmide de Gizé). Os chineses concluíram que existia um movimento aparente entre as estrelas da constelação e a terra, fazendo com que a cada ano uma delas, aparentemente, aponte em direção ao nosso planeta. 



A partir dessa observação, eles desenvolveram uma metodologia matemática para definir qual estrela apontava para a terra a cada ano, e iniciaram um estudo para determinar se existiria alguma relação entre essas estrelas e o homem. Após anos de trabalho concluíram que de acordo com as estrelas anuais existiam nove tipos humanos. A análise das características das pessoas referente a cada uma das estrelas demonstrou que elas estavam ligadas diretamente aos cinco elementos chineses, e também aos ciclos do yin e yang, o que permitia analisar os ciclos energéticos de forma precisa. Assim, nascia o sistema conhecido como “Astrologia das Nove Constelações” ou “Astrologia das Nove Estrelas”.  
Esse sistema ganhou uma grande importância as se unir ao estudo das energias ambientais, conhecido como “Feng-Shui”, pois a partir de então permitiu determinar quais eram os ciclos favoráveis e desfavoráveis para cada uma das “estrelas anuais” e assim ser usado para fazer previsões mais exatas. Dessa união nasceu a Escola da Bússola, a qual determina, por meio dessa astrologia, as quatro direções favoráveis e desfavoráveis usadas nessa linha de Feng-Shui, permitindo uma harmonização personalizada das energias.

As Nove Estrelas    

O sistema das nove estrelas, também conhecido como “dos Nove Palácios” tem ligação direta com as trigramas do I ching, na disposição do Céu Posterior, segundo foi levantado pelo Astrônomo Zhang Heng (Dinastia Han, de 206 a.c a 221 d. c) Como já havia sido observado pelos Astrólogos chineses, havia uma relação entre as estrelas, os cinco elementos e os fluxos de Yin e Yang, e as trigramas do Céu Posterior estão dispostos de forma a espelhar essa sistematização. 


O curioso desse mapa, desenvolvido pelo Rei Wen (aproximadamente 1000 a. c), é que embora fosse uma parte importante do estudo do Feng-Shui e do I Ching, até então não possuía qualquer ligação com a astrologia. Os astrônomos determinaram a forma pela qual as estrelas se movem no mapa com a passagem dos anos e descobriram que, em alguns casos, as suas posições relativas podiam provocar sorte ou problemas, e deduziram os ciclos em que essas situações ocorriam. Esses ciclos podem ser aplicados não só a pessoas, mas também a nações inteiras, dessa forma ajudando a desenvolver estratégias para empresas e outros setores da economia de acordo com as conjunturas locais e globais. Isso é comprovado pelo crescente uso da astrologia das nove estrelas em conjunto com o Feng-Shui e várias empresas e em determinadas corretoras de ações em Hong-Kong para suas aplicações na bolsa de valores. 
O cálculo das estrelas pessoais é simples e exige pouco conhecimento matemático. Ma precisamos ter em mente um aspecto importante para os chineses. No estudo da astrologia das nove constelações para o mesmo ano, homens e mulheres têm estrelas diferentes. Segundo a antiga filosofia chinesa, as energias das estrelas mudam conforme o sexo de cada pessoa.

O Significado de cada Estrela

Cada estrela tem um significado único e com diversas interligações com os vários aspectos da antiga sabedoria chinesa. Esse estudo é extenso e dinâmico, mas aqui vamos nos ater a uma breve descrição de personalidade de cada estrela pessoal ao elemento ao qual é ligado, e ás cores mais usadas no Feng-Shui. 


1* Elemento: Água, cor: escura – Quem está ligado a essa estrela possui uma calma aparente, mas sua mente vive num mundo emocional intenso e que segue por caminhos ás vezes inesperados. Possui uma natureza fértil, ainda que por vezes lhe faltasses o ímpeto da ação, que transforme a sua intensa atividade mental em algo prático. Pode haver também uma tendência ao distanciamento em várias áreas de sua vida; nesse caso, pode desenvolver uma dedicação excessiva ao trabalho, o que pode acarretar em problemas emocionais e psicossomáticos. 

2* Elemento: Terra, cor: tons de rosa – É uma pessoa de natureza receptiva e que usa suas energias para servir de apoio ás pessoas. Usa sua percepção clara da realidade para trazer a união ao mundo em que vive e, quando não consegue isso, sente-se frustrado, podendo desenvolver certa amargura pela vida em uma idade mais avançada. Deve começar a desenvolver um maior senso de ousadia, buscando gerar sua própria luz e não apenas refletir a luz dos outros. 

3* Elemento: madeira, cor: verde – É domo de uma mente ágil e imprevisível, e vive gerando surpresas, principalmente quando resolve desenvolver seus próprios projetos. Contudo, é necessário aprender que a vida exige flexibilidade e paciência. Não arrisque suas finanças em investimentos duvidosos, pois pode ter grandes perdas. Use sua energia para desenvolver a solidez. Seu raciocínio rápido permite compreender outras pessoas e uni-los em torno de suas idéias. Sendo assim, procure seguir profissões em que possa colocar essa qualidade a serviço de uma equipe. 

4*Elemento: madeira, cor: vinho – Seus pensamentos fluem como o vento e podem ir bem longe. Isso faz com que tenha uma natureza que o leva aos mais diferentes caminhos: ficar parado em um mesmo lugar por muito tempo não faz parte de suas idéias mais freqüentes. Logo que começa a colocar seus pensamentos em ação, fica inquieto, querendo partir em outras direções. Por isso precisa aprender a terminar aquilo que começa. Tem a necessidade de estar em uma grande variedade de projetos, e pode até se dar bem trabalhando como autônomo ou prestando serviços em várias áreas. Sua saúde poderá ser afetada se não der vazão ás suas energias e procurar seguir uma vida cheia de regras e controles.

5* - Aqui não existem significados para qualquer dos sexos. Caso seja mulher, deverá ler o significado referente ao número oito; caso seja homem, deverá ler o referente ao número dois. 

6* Elemento: metal, cor: pastéis e tons de cinza – Possui a capacidade de ser a pessoa certa na hora certa, ajudando as pessoas a realizarem as suas tarefas de forma mais exata e objetiva, graças á sua capacidade de perceber os reais potenciais de cada um. É franco e ás vezes isso pode lhe causar alguns problemas. Assim, é bom aprender que o silêncio poderá ser útil algumas vezes. Deve desenvolver a capacidade de ouvir as pessoas, pois nem sempre elas querem a sua ajuda: deve permitir que elas errem e acertem por si mesmas e lembrar-se de ensinar, porém deixando que elas sigam seus próprios rumos. Embora se mostre forte, tem uma carência afetiva que pode levar a desenvolver dores de cabeça constantes.
7* Elemento: metal, cor: branca – É alegre e habilidoso no trato com as pessoas, possuindo grande capacidade em observar as situações e enxergar as melhores saídas para os problemas. Deve buscar ligar suas atividades a ramos de atividade que usem de sua criatividade e nas quais possa colocar o seu apurado senso artístico em ação. Para desenvolver a sua vida pessoal e espiritual, deve criar á sua volta um ambiente amistoso e saudável. Tem talento para atuar em áreas que exijam criatividade e trabalho em equipe: a mesmice não é com eles. Na saúde deve tomar cuidado com ambientes fechados e pouco ventilados, e não guardar os sentimentos para si, pois poderá desenvolver problemas ligados á boca e língua.

8* Elemento: Terra, cor: azul – (principalmente o índigo). Possui uma grande força e vitalidade. É introspectivo e precisa da solidão e do silêncio para ultrapassar os problemas e dificuldades que possa ter no dia-a-dia. Prefere os trabalhos em que possa se empenhar e mostrar o quanto é capaz de fazer sozinho: ás vezes age como um soldado solitário. Preocupa-se demais e esquece-se de deixar as coisas acontecerem naturalmente. Tem uma grande capacidade de suportar a pressão, além de ter um pensamento organizado e intuitivo, que deve usar a seu favor. Deve cuidar de compartilhar com os outros o seu mundo interior, o que o livrará das pressões que sente e, assim, poderá viver de forma plena os seus desejos e paixões. 

9* Elemento: fogo, cor: vermelha e dourada- Tem um gosto refinado e possui um senso de liderança natural, mas que ás vezes pode ser ofuscado por olhar apenas para as aparências. Tem um dom artístico e sabe comunicar claramente suas idéias, e sabe ouvir o que os outros têm a dizer. Possui uma forte intuição, mas também é movido por uma atitude impulsiva que pode causar algumas situações embaraçosas. Curioso, é atraído pelo que as pessoas consideram impossíveis e difíceis. Vive testando seus limites e isso lhe garante pontos profissionais, mas também uma boa quantidade de problemas, pois tende a negligenciar a si próprio, colocando em risco sua saúde. Lida melhor com profissões que exijam arrojo e o deixe livre para criar.
                                         
Astrologia Chinesa do Amor 


 Autor: (Alex Alprim)


Fonte: Revista /Sexto sentido
N. 30 – Maio/2002
Mythos Editora – São Paulo/SP.
Site: www.mythoseditora.com.br

A Astrologia Chinesa das Nove Constelações
Astrologia Tradicional do I Ching
(Manual Prático)
Autor: Gerard Edde – Editora Pensamento


O Feng-Shui da Personalidade
Descubra o seu tipo de Ch’i
Autor: Roland Rottenfusser
Editora Pensamento
Pág. (34/37)


Contos e Lendas


A Folha

Era uma vez uma folha, que crescera muito. A parte intermediária era larga e forte, as cinco pontas eram firmes e afiladas. Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande, perto do topo de uma árvore alta. A Folha estava cercada por centenas de outras folhas, iguais a ela. Ou pelo menos assim parecia. Mas não demorou muito para que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore. 
Alfredo era a folha mais próxima. Mário era a folha à sua direita. Clara era a linda folha por cima. Todos haviam crescido juntos. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, esquentar indolentemente ao sol do verão, a se lavar na chuva fresca. Mas Daniel era seu melhor amigo. Era a folha maior no galho e parecia que estava lá antes de qualquer outra. A Folha achava que Daniel era também o mais sábio. Foi Daniel quem lhe contou que eram parte de uma árvore. 
Foi Daniel quem explicou que estavam crescendo num parque público. Foi Daniel quem revelou que a árvore tinha raízes fortes, escondidas na terra lá embaixo. Foi Daniel quem falou dos passarinhos que vinham pousar no galho e cantar pela manhã. Foi Daniel quem contou sobre o sol, a lua, as estrelas e as estações. A primavera passou. E o verão também. Fred adorava ser uma folha. Amava o seu galho, os amigos, o seu lugar bem alto no céu, o vento que o sacudia, os raios do sol que o esquentavam, a lua que o cobria de sombras suaves. 

O verão fora excepcionalmente ameno. Os dias quentes e compridos eram agradáveis, as noites suaves eram serenas e povoadas por sonhos. Muitas pessoas foram ao parque naquele verão. E sentavam sob as árvores. Daniel contou à Folha que proporcionar sombra era um dos propósitos das árvores. - O que é um propósito? - perguntou a Folha. - Uma razão para existir - respondeu Daniel. - Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão para existir. Proporcionar sombra aos velhinhos que procuram escapar do calor de suas casas é uma razão para existir. 

A Folha tinha um encanto todo especial pelos velhinhos. Sentavam em silêncio na relva fresca, mal se mexiam. E quando conversavam eram aos sussurros, sobre os tempos passados. As crianças também eram divertidas, embora às vezes abrissem buracos na casa da árvore ou esculpissem seus nomes. Mesmo assim, era divertido observar as crianças. Mas o verão da Folha não demorou a passar. E chegou ao fim numa noite de outubro. 

A Folha nunca sentira tanto frio. Todas as outras folhas estremeceram com o frio. Ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante se derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol.. Mais uma vez, foi Daniel quem explicou que haviam experimentado a primeira geada, o sinal que era outono e que o inverno viria em breve. 
Quase que imediatamente, toda a árvore, mais do que isso, todo o parque, se transformou num esplendor de cores. Quase não restava qualquer folha verde. Alfredo se tornou um amarelo intenso. Mário adquiriu um laranja brilhante. Clara virou um vermelho ardente. Daniel estava púrpura. E a Folha ficou vermelha, dourada e azul. Todos estavam lindos. 
A Folha e seus amigos converteram a árvore num arco-íris. - Por que ficamos com cores diferentes, se estamos na mesma árvore? - perguntou a Folha. - Cada um de nós é diferente. Tivemos experiências diferentes. Recebemos o sol de maneira diferente. Projetamos a sombra de maneira diferente. Por que não teríamos cores diferentes? Foi Daniel, como sempre, quem falou. E Daniel contou ainda que aquela estação maravilhosa se chamava outono. E um dia aconteceu uma coisa estranha. 


A mesma brisa que, no passado, os fazia dançar começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo. Todas as folhas ficaram assustadas. - O que está acontecendo? - perguntaram umas às outras, aos sussurros. - É isso que acontece no outono - explicou Daniel - É o momento em que as folhas mudam de casa. Algumas pessoas chamam isso de morrer. - E todos nós vamos morrer?- perguntou Folha - Vamos sim - respondeu Daniel 
- tudo morre. Grande ou pequeno, fraco ou forte, tudo morre. Primeiro cumprimos a nossa missão. 

Experimentamos o sol e a lua, o vento e a chuva. Aprendemos a dançar e a rir. E, depois morremos. 
- Eu não vou morrer! - exclamou Folha, com determinação - Você vai, Daniel? - Vou sim... Quando chegar meu momento. - E quando será isso??? 
- Ninguém sabe com certeza. - respondeu Daniel A Folha notou que as outras folhas continuavam a cair. E pensou: "Deve ser o momento delas." Ela viu que algumas folhas reagiam ao vento, outras simplesmente se entregavam e caíam suavemente Não demorou muito para que a árvore estivesse quase despida. - Tenho medo de morrer. - disse Folha a Daniel - Não sei o que tem lá embaixo. 
- Todos temos medo do que não conhecemos. Isso é natural. - disse Daniel para animá-la - Mas você não teve medo quando a primavera se transformou em verão. E também não teve medo quando o verão se transformou em outono. Eram mudanças naturais. Por que deveria estar com medo da estação da morte? - A árvore também morre? - perguntou - Para onde vamos quando morrermos? - Ninguém sabe com certeza... É o grande mistério. - Voltaremos na primavera? - Talvez não, mas a Vida voltará. 
- Então qual é a razão para tudo isso? - insistiu a Folha - Por que viemos pra cá, se no fim teríamos de cair e morrer? Daniel respondeu no seu jeito calmo de sempre: - Pelo sol e pela lua. Pelos tempos felizes que passamos juntos. Pela sombra, pelos velhinhos, pelas crianças. Pelas cores do outono, pelas estações. Não é razão suficiente? Ao final daquela tarde, na claridade dourada do crepúsculo, Daniel se foi. E caiu a flutuar. Parecia sorrir enquanto caía. - Adeus por enquanto. 
- disse ele à Folha. 

E depois, Folha ficou sozinha, a única folha que restava no galho. A primeira neve caiu na manhã seguinte. Era macia, branca e suave. Mas era muito fria. Quase não houve sol naquele dia... E foi um dia muito curto. A Folha se descobriu a perder a cor, a ficar cada vez mais frágil. Havia sempre frio e a neve passava sobre ela. E quando amanheceu veio vento que arrancou a Folha de seu galho.Não doeu. Ela sentiu que flutuava no ar, muito serena. E, enquanto caía, ela viu a árvore inteira pela primeira vez. Como era forte e firme! Teve a certeza de que a árvore viveria por muito tempo, compreendeu que fora parte de sua vida. E isso deixou-a orgulhosa. A Folha pousou num monte de neve. Estava macio, até mesmo aconchegante. Naquela nova posição, Folha estava mais confortável do que jamais se sentira. 

Ela fechou os olhos e adormeceu. Não sabia que a primavera se seguiria ao inverno, que a neve se derreteria e viraria água. Não sabia que a folha que fora, seca e aparentemente inútil, se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte. E, principalmente, não sabia que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas de primavera. 


Autor: Léo Buscaglia






A Importância do Perdão


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte o seu pé no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. 

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritada:

- Pai está com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.

Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. 

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?

- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você.

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.


Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;

Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;

Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;

Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;

Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.



Fonte: Autor Desconhecido
Foto da Capa: arrependimento
Fonte: Sabedoria Divina / Facebook




Cinquentenário da Ascensão de Nidai-Sama

Cinquentenário da Ascensão de Nidai-Sama 


Ao rememorar os passos e feitos meritórios da Segunda Líder Espiritual da IMM, vamos descobrir os tesouros que ela nos deixou. No dia 24 de janeiro de 1962, após sete anos servindo como a sucessora do Trono de Kyoshu, Nidai-Sama passava para o mundo espiritual, deixando para os messiânicos do mundo inteiro um grande legado que ainda hoje faz parte das práticas da fé que realizamos em nosso cotidiano. 

Yoshi Okada, a quem chamamos respeitosamente de Nidai-Sama, foi a Segunda Líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial. Após a ascensão de Meishu-Sama em 10 de fevereiro de 1955, ela com grande amor de mãe e sua fé inabalável, conduziu os messiânicos, que estavam profundamente tristes e, de certo modo, desapontados com a perda de seu grande mestre. Nidai-Sama deu continuidade á obra Divina tendo Meishu-Sama como modelo, estabelecendo a visão sobre Deus, sobre o johrei e sobre os Antepassados. Empenhou-se tanto na construção do santuário Messiânico quanto nos visitas missionários por todas as regiões do Japão, executando muitos trabalhos importantes. Essas realizações resultaram na edificação de um alicerce sólido da igreja, em apenas sete anos. 

No dia 24 de janeiro deste ano, completaram-se os 50anos da ascensão de Nidai-Sama. Rememorando seus feitos meritórios, cada um de nós deve se esforçar na edificação de uma fé com sentimento renovado, relembrando sua postura de literalmente, “doar a própria vida” á Obra Divina e de servir de exemplo, tomando sempre a iniciativa de prática dos Ensinamentos de Meishu-Sama. 

Nidai - Sama consolidou um Alicerce sólido para a nossa Igreja 

Ela nos orientou a praticar os Ensinamentos de Meishu-Sama. Yoshi Okada (Nidai-Sama Segunda líder Espiritual da Igreja Messiânica Mundial). Nasceu em 04 de Janeiro de 1897, na cidade de Nagoya, Japão. A partir do segundo ano do ensino fundamental, passou a morar com a tia em Tóquio. Os estudos do ensino médio foram no Colégio Provincial Dar-echi de Tóquio, exclusivo para moças, onde se formou. Em 1919, casou-se com Meishu-Sama, com a missão de acompanhá-lo em sua missão divina, desempenhando papéis importantes, como a de ser a grande companheira em todos os momentos de alegria e de tristeza, ouvindo-o e opinando. Por outro lado, enquanto dona de casa cuidou da família com todo amor. 

Em 1954, depois que Meishu-Sama entrou em severa purificação Nidai-Sama iniciou seu aprimoramento sobre a difícil missão divina que estaria por vir e, após a ascensão do Mestre em fevereiro de 1955, assumiu o Trono de Líder Espiritual. 

Se houver três pessoas de Fé Verdadeira já está bom 

Meishu-”Sama nos deixou grandes objetivos, como a “Construção do Paraíso Terrestre” e a Salvação da Humanidade”. Entretanto, muitos fiéis que se esqueceram desses objetivos e apenas acreditavam na imortalidade de Meishu-Sama, por ocasião da sua ascensão, não conseguiram se refizer do choque e acabaram se afastando da Fé. 

Foi em meio a essa situação que Nidai-Sama deu início ao estabelecimento da visão sobre Deus, que é a base da fé messiânica. Ela orientou que Meishu-Sama, por ter recebido do Deus Supremo a missão de construir o Paraíso Terrestre, doravante continuara a executá-la do mundo celestial. E acrescentou: “Mesmo que eu fique sozinho, não importa. Meu desejo é caminhar sempre com Deus vivendo alinhada com a fé correta”; “Se houver três pessoas de fé verdadeira já está bom”; “Se existirem algumas pessoas que, junto comigo, vão se entregar de corpo e alma a essa doutrina, não precisarei de muita gente. Podem ser apenas dez ou vinte pessoas, mas nunca será pouco”. 

Essa declaração foi feita ao longo de sua visita missionária realizada com muito fervor, de Norte a Sul do Japão, de Hokkaido a Kyushu. Ela também explanou a todos os messiânicos o significado da fé messiânica e a missão da nossa igreja. Entretanto, entre 1955 e 1956, alguns Reverendos influentes da Igreja acabaram optando por se desligar na Igreja Messiânica, levando consigo seus seguidores. Na mesma época, muitos diretores da Igreja passaram para o mundo espiritual, como o Reverendo Sosai Shibui, fatos que ocasionaram um grande êxodo de messiânicos. Houve momentos em que o número de fiéis ligados á Igreja Messiânica chegou a ficar abaixo de 50 mil. 



Congresso Mundial das Religiões Nidai-Sama, então, focou na reativação da linha de frente da difusão. Em pouco tempo, recuperou grande parte dos messiânicos que tinham se afastado das atividades. Além disso, ela mantinha um discurso forte em relação ao tema PAZ: “Neste momento em que a paz mundial se vê ameaçada, se a Igreja Messiânica não puder contribuir em nada nesse sentido, podemos considerar que ela perdeu seu valor como religião”. Nidai-Sama defendia a necessidade de se eliminar de dentro da Igreja, tanto a passividade em relação á sociedade quanto a postura do “exclusivismo”, ou seja, a crença de que “só nós somos os certos, os outros não”,pensamento muito comum no mundo das religiões. Por essa razão, afirmava: “Se a nossa Igreja se tornar uma religião que só pensa nela mesma, é melhor que seja extinta”. Dessa forma, apressou-se em formar o maior número possível de pessoas que quisessem ficar ao lado de Deus.

Assim, ela fomentou a realização do Congresso Mundial das Religiões, que foi realizado em Atami, Japão, em agosto de 1955, tendo como base a orientação de Meishu-Sama: “A ofensiva pela paz significa a união das religiões do mundo inteiro. É iniciar um grande movimento para comover e unir os religiosos”. Além disso, ela incentivou o colhimento de assinaturas para o abaixo assinado que pedia o fim dos testes atômicos promovidos pelos Estados Unidos e pela União Soviética, foi simpatizante do Movimento Federalista Mundial e promoveu a difusão do Esperanto






Fonte: Revista Izunome
N.52 – Abril /2012 – São Paulo/SP
Igreja Messiânica Mundial do Brasil

Site: www.messianica.org.br






Uma das primeiras iniciativas de Nidai-Sama, ao assumir o Trono de Kyoshu, foi estabelecer uma nova visão acerca do johrei, que na época, era visto com restrições. 


Estabelecimento da visão sobre o Johrei 


Devido á disseminação da visão tradicional sobre o johrei, a Igreja Messiânica foi muito mal interpretada pelas autoridades e pelas pessoas de fora da Igreja sendo considerada uma religião que recusa o tratamento médico chegando a ponto de ser impedida de realizar suas atividades principais. Isso levou Nidai-Sama a apresentar a todos os messiânicos uma nova visão acerca do johrei, para que não se gerassem mais transtornos para o mundo das religiões. 

Ela definiu o johrei como o ato da materialização do sentimento mais nobre de Meishu-Sama de querer salvar a humanidade. O johrei não tinha como objetivo somente a cura das doenças, mas também visava revelar a existência de Deus e ser a principal ferramenta que promoverá a construção do Paraíso Terrestre. Além disso, Nidai-Sama institucionalizou que a fé começa e termina com oração e que o ponto principal é que a oração deve ser praticada com ordem e disciplina. Ela enfatizou que orar com fervor e voltou seu coração com sinceridade para Deus são atos maravilhosos e corretos. 

A fim de que o johrei fosse compreendido a fundo, Nidai-Sama realizou aprimoramentos para os Ministros, nos quais ela mesma deu inúmeras orientações. Também convidou cientistas da religião para palestrar, a fim de desenvolver o senso comum desses missionários perante a sociedade. E mais: esclareceu o verdadeiro significado dos cultos e definiu a forma de realizar o cerimonial litúrgico e o registro dos ancestrais e antepassados. Em 1958, no Solo Sagrado de Hakone, foi realizado o Culto aos Antepassados, por ocasião da conclusão da construção do Santuário dos Antepassados. 

Além disso, para fortalecer o vínculo de cooperação entre as Igrejas Regionais, que na época, possuíam personalidade jurídica independente, foi criado o setor de ensino em cada Igreja regional para funcionar como extensão do departamento de ensino da Sede Geral. Com essa implantação, ampliou-se o intercâmbio entre os jovens das várias Igrejas. Em 1959, formou-se a Associação de Jovens da Igreja Messiânica. 


Construir é Ordem Suprema de Deus 


A construção do Santuário Messiânico, no Solo Sagrado de Atami é a obra sublime realizada em vida por Nidai-Sama. Em 1956, ela assim se expressou: “O altar existente hoje no Templo Messiânico é um altar provisório. Sendo um altar provisório, significa que a força de Deus também é provisória”. Somente quando o altar definitivo for construído é que Deus manifestará toda sua força original. A “missão atribuída á Igreja Messiânica terá seu nível elevado e as bênçãos divinas aumentarão”. 

Quando Nidai-Sama proferiu essas palavras, não havia passado muito tempo desde a ascensão de Meishu-Sama, período em que as atividades de expansão estavam paradas e a vontade de dedicar dos fiéis havia diminuído. Mas Nidai-Sama estimulou os executivos e diretores da Igreja dizendo: “Independentemente do que aconteça, até que o desejo de Meishu-Sama esteja concretizado, precisamos ter a coragem de executá-lo, mesmo que passemos por dificuldades. 

A construção do santuário é uma ordem Suprema de Deus. Se nos empenharmos com harmonia e orações, conseguiremos, se não começarmos a agir!”Enfim, as obras de construção começaram, mas o capital era insuficiente. As minas Minakami e Guero, que Meishu-Sama administrava nas províncias de Gunma e Guifu, respectivamente, foram vendidas, assim como o terreno do Zuisenkyo, localizadas na cidade de Atami. Mesmo assim, no final do ano de 1956, o capital estava com um déficit de um milhão e quinhentos mil ienes. Os diretores colocaram dinheiro do próprio bolso para cobrir esse déficit e implantaram o plano de corte de despesas, simplificando ao máximo os serviços administrativos e repensando a contratação de novos funcionários para o ano seguinte. 




Fonte: Revista Izunome
N.53 – Maio /2012- São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil
Site: www.messianica.org.br







Vencendo o próprio limite 


Em suas viagens missionárias, Nidai-Sama explicava aos membros a linha principal da fé messiânica e a importância da construção desse Santuário. Com sua voz agradável e harmoniosa, ela cada vez mais conquistava os fiéis e dava-lhes forte motivação para se engajarem nas dedicações. Muitas vezes, sua palestra chegava há durar duas horas e, mesmo depois de retornar ao aposento, ficava até de madrugada revisando a palestra do dia seguinte. 

Por ocasião de suas visitas missionárias, nem sempre tinha tempo suficiente para descansar, mas ela não se importava nem mesmo em perder as noites de sono. Se, dentre as pessoas que vinham se despedir dela, encontrasse alguém em estado de purificação, Nidai-Sama logo levantava a mão e ministrava-lhe Johrei ali mesmo, com a maior naturalidade. Caso alguém se aproximasse para apertar-lhe a mão, logo estendia a sua e, sorrindo, dizia: “Se recebeu a Luz por meio desta minha visita, não a guarde só para você, divida-a com outras pessoas.” 

Cinqüentenário da Ascensão Nidai-Sama durante viagem missionária e palestrando para Ministros e Missionários. 

Em janeiro de 1958, foi criada uma subcomissão voltada para elaborar os projetos da construção do Santuário do Templo Messiânico (vide Revista Izunome nº 53), que foram apresentados, finalmente, por ocasião do Culto de Outono, realizado no mês de outubro do mesmo ano. 

Em outubro de 1961, finalmente a construção do Santuário do Templo Messiânico foi concluída e, de suas cerimônias de inauguração, participaram mais de cem mil pessoas. Contudo, devido aos trabalhos intensos, a saúde de Nidai-Sama já estava no seu limite. Logo após a inauguração, um dedicante que servia ao seu lado disse-lhe: “Agora, a senhora precisa descansar...”, ao que ela respondeu bem calma: 


“Olha, se eu tivesse descansado um ano atrás, ainda valeria à pena, mas agora já é tarde...”. “Um ano atrás” corresponde exatamente a um momento crucial, em que a construção entrava na sua fase mais importante. Nidai-Sama sabia que essa obra fora uma determinação dada pelo Supremo Deus e, portanto, ela se preocupava bastante para que a construção não se atrasasse um segundo sequer. Até sua ascensão, Nidai-Sama se empenhou ativamente No Culto de Ano-Novo de 1962, com a saúde bem debilitada, Nidai-Sama descansava no Hekiun-so. 


Residência Oficial do Líder Espiritual 


Ao se aproximar o momento da cerimônia, pediu ajuda à dedicante que servia ao seu lado para pôr a vestimenta adequada ao culto e adentrou a sala do Altar. Após um tempo ali dentro, saiu e disse aos servidores: “Ministrei Johrei em direção ao Templo Messiânico. Assim, todas as pessoas que vieram ao culto receberam a Luz Divina.” Menos de um mês depois do culto, na noite de 23 de janeiro, seu estado se agravou de repente e, na madrugada do dia 24, às 02h15, partiu para o mundo espiritual aos 65 anos de idade. 

Após sua ascensão, Nidai-Sama recebeu o nome divino de “Amatsu Matama Yoshimino Mikoto” (Deusa celestial da Verdade, do Bem e da Beleza). No dia 28 de janeiro, em meio à profunda tristeza, foi realizado o Culto de Ascensão, no Templo Messiânico. Poema de Nidai-Sama: 

Até o dia em que irei me encontrar com 

O saudoso Meishu-Sama precisa deixar construído, 

Solidamente, o alicerce do Paraíso Terrestre. 

No final desse ano, o número de messiânicos havia chegado a 205.000 pessoas. 

Polimento recíproco entre o bem e o mal 

Quando os dedicantes que serviam ao seu lado 

ficavam preocupados com algum problema que surgia, Nidai-Sama dizia: “Tenham paciência por cinco anos. Certamente, no final desses cinco anos, o problema estará resolvido.” 

Ela era assim. Sua personalidade era extremamente paradisíaca, otimista, mas também brincalhona e tinha o coração puro como o de uma criança. 

Á sua volta pairava sempre uma tranqüilidade, suave como a brisa da primavera. Costuma-se dizer que, para o amor de mãe, quanto mais feio é o filho, mais bonito lhe parece. Era com esse amor que Nidai-Sama acolhia as pessoas malquistas trazendo-as para perto de si e tratando-as carinhosamente. Nidai-Sama sempre observava as pessoas com sentimento amplo e dizia: “Mesmo que uma pessoa tenha muitos defeitos, se acharmos nela um ponto positivo e depositarmos o nosso amor nesse ponto, ela crescerá a olhos vistos.” Ela também afirmava que deve haver um “polimento recíproco entre o bem e o mal”, ou seja, que todas as pessoas, tanto as do bem quanto o do mal, polindo-se reciprocamente, poderão ir juntas para o paraíso. Ela possuía um amplo sentimento, raro em uma pessoa comum. 

“Aquele que conseguiu se conscientizar plenamente da verdadeira missão da nossa Igreja consegue encaminhar as pessoas com facilidade.” “Há pessoas que ainda duvidam da chegada do Juízo Final, mas isso é lamentável, pois, com certeza, ele vai acontecer.” “A virtude oculta é importante. Mas seria melhor ainda, se o mundo todo começasse a praticá-la.” Estas eram suas palavras, ensinadas por meio de sua própria postura. 

Atualmente, nosso objetivo é nos tornarmos “pioneiros da salvação”, tendo como tarefa a expansão do altruísmo e o sentimento de gratidão em nosso cotidiano. 

Para tanto, precisamos relembrar as palavras de Nidai-Sama: “A essência da fé é formar pessoas e salvar a humanidade. Se não nos elevarmos a esse nível de compreensão, não conseguiremos obter a verdadeira força”, as 

Quais devem ser gravadas em nossos corações. Igualmente, para conseguirmos terminar a construção do Solo Sagrado, precisamos aprender com a nossa alma, a fé ardente que Nidai-Sama depositou na construção do Santuário do Templo Messiânico. 






Fonte: Revista Izunome
N.54 / Junho de 2012 / São Paulo/SP.
Igreja Messiânica Mundial do Brasil



O estabelecimento incansável no exercício de sua missão como líder espiritual dos messiânicos após a ascensão de Meishu-Sama, Nidai-Sama costumava ressaltar em suas orientações que somente quando são transpostos para a prática é que os Ensinamentos de Meishu-Sama se tornam vivos dentro de nós e a fé ganha vida. 

Manifestem o poder da criação para salvar o mundo atual, primeiramente, é preciso entender o modo de atuação do homem contemporâneo e o seu sentimento. Sem dúvida, não devemos nos deixar levar, mas é necessário conhecê-los. É importante assimilar de tudo enquanto se é jovem e trabalhar com seriedade, aproveitando a vigor da juventude. A pessoa que mais sonhar e realizar, serão uma vencedora. Às vezes, o fracasso acontece, mas creio que é melhor arriscar do que não fazer nada com medo de não ter êxito. Não estou dizendo, porém, que é bom agir de qualquer maneira, sem um planejamento. É preciso pensar bem e agir com determinação. Entretanto, pensar demais impede a tomada de decisão, e a pessoa acaba se tornando não empreendedora. Por essa razão, é preciso fi car alerta para não exceder o limite. Devem-se ouvir atentamente as experiências dos outros e tê-las como referência no momento da prática. A prática vivifica o Ensinamento. Não preciso dizer que a leitura dos Ensinamentos é uma prática importante. É como receber Johrei por meio da visão e da audição. 

Contudo, não basta lê-los constantemente e achar que os conhece bem. Só quando são praticados é que se tornam vivos e a fé ganha vida. A prática do Johrei deve se ligar à construção do Paraíso Terrestre; caso contrário, ela não faz sentido. Se os ministros apenas ministrarem Johrei e não ensinarem a importância da dedicação, estarão se apossando indevidamente dos méritos divinos e se tornarão pecadores no Paraíso. 

Já que estamos falando sobre o Johrei, quero acrescentar que, de uma forma bem ampla, ele é uma oração. Naturalmente, conhecer o ponto vital na sua ministração também é, em parte, importante. Contudo, ater-se à busca do ponto vital e da técnica pode levar ao esquecimento da oração, que é o principal, correndo-se o risco de o Johrei tornar-se um mero ato para curar doenças. Portanto, enfatizo aqui a importância da oração. 

O nascimento da nossa Igreja e seu significado tem origem na vontade divina de eliminar o sofrimento do mundo e concretizar o Paraíso Terrestre. Para tanto, Deus escolheu Meishu-Sama e nos concedeu o Johrei, que é a manifestação do Seu imenso amor. Sendo assim, precisamos entender que a base dos Ensinamentos bem como a fonte do poder divino são o Supremo Deus, Miroku Oomikami. Em nossa Igreja, o grande amor de Deus que se manifesta no ato simples do Johrei permite que qualquer pessoa opere milagres. É possível que isto não exista em outras religiões, o que reforça a importância da missão da nossa Igreja. Portanto, é preciso estar muito bem preparado e dedicar ao máximo. 

Deus é amor e o amor é à base de tudo. Por outro lado, Deus também é sabedoria. Por intermédio do amor de Deus, toda a vida existente no mundo é preservada, e percebemos que, pela sabedoria divina, é realizada a ordem, as leis e os ciclos. Dessa forma, podemos imaginar como é o amor e a sabedoria de Deus. Ao servirmos ao grandioso Deus, de sabedoria e amor absolutos, recebemos dele inteligência da percepção verdadeira (tie shokaku) e o poder da purificação, o que nos deixa sem palavras para expressar a paz de espírito e a felicidade que sentimos. 

A felicidade de conhecer o caminho da Verdade Pode dizer também que Deus é o caminho. Todas as coisas existentes no universo se fazem por meio do caminho, e até mesmo o ser humano tem um a ser seguido. Durante longo tempo, esse caminho foi desvirtuado e acabou destruído pelo homem, que se esqueceu de Deus. Então, seguindo o plano divino, entes celestiais se manifestam para estabelecer na Terra uma nova trajetória, construir pontes para o Paraíso e salvar a humanidade à beira da extinção, conduzindo-a ao makoto e à reconstrução do mundo. 

Quando lembramos a história de Adão e Eva, que desobedeceram à ordem de Deus e foram expulsos do Paraíso, vemos que ela se encaixa, perfeitamente, no mundo atual. Mesmo que digamos que se trata de um mundo civilizado, este, na verdade, desenvolveu-se apenas no aspecto material, e o espiritual permaneceu estagnado. Um exemplo disto é a bomba atômica, que, nas mãos do ser humano de espírito atrasado, é o que existe de mais perigoso. Por esse motivo, é urgente de verdadeiros princípios morais no mundo. Todos os dias oraram incansavelmente pelo bem do mundo e pela paz entre as pessoas. Porém, uma vez tomado pelo egoísmo, o espírito do ser humano dificilmente desperta. Para tanto, fazer necessário algo extraordinário, 

O que não é fácil. Haver ou não alguma coisa que o desperte, depende do bem e dos maus presentes na pessoa. Por isso, aqueles que estão no caminho precisam, ainda mais, tomar a frente, purificar o coração, refletir sobre suas atitudes e, antecipando-se à chegada do mundo de grandiosa Luz, concretizar o Paraíso em toda parte. 

Corrigir o sentimento do homem é, sem dúvida, a base para consertar o mundo. Para tanto, o mais importante, em nossa opinião, é provar a existência de Deus aos ateus e materialistas e agir fundamentando-se no altruísmo e na bondade. 

Além disso, se temos gratidão para com as graças recebidas de Deus, este sentimento deve ser manifestado em forma de ações que o demonstrem. Sendo assim, a dedicação é a companheira inseparável dos que têm fé, pois, por meio dela, somos conduzidos a 

Uma fé ainda mais consistente e elevada. Da mesma forma, sem percebermos, acumularemos virtudes e, quanto mais acumularmos estas, mais agraciados seremos materialmente, a ponto disto se estender aos nossos descendentes. Tendo conhecimento deste princípio, qualquer um consegue dedicar com tranqüilidade para o bem das pessoas e do mundo. Por desconhecer este princípio, o homem contemporâneo só pensa em levar vantagem, mesmo que para isso tenha que ferir os outros ou corromper o mundo, atraindo infortúnios e sofrimentos, inclusive para si. Pensando bem, não existe nada mais prejudicial do que o egoísmo, mas são poucas as pessoas que percebem este fato. 

Por meio dos Ensinamentos, o caminho para a concretização da Verdade foi concedido aos fiéis desta Igreja, o que é motivo da maior felicidade. Portanto, vamos compartilhá-la com todas as pessoas do mundo e, dando-nos as mãos, construir o mais rápido possível o Paraíso Terrestre, nossa casa. 





Fonte: Revista Izunome
N.55/ Julho/2012/São Paulo/SP.
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil






Conduzida por Nidai-Sama Por Rev. Mitiko Yamane (in memoriam) – conselheira da Igreja Messiânica Mundial. 

Se eu tivesse que descrever Nidai-Sama em poucas palavras, diria que ela era o símbolo da empatia e da generosidade; da verdade, do bem e do belo; do amor e da oração. Diria, ainda, que ela tinha muita força de vontade. Enfim, era a própria Nidai-Sama (Yoshi Okada). Personificação do amor e do bem. 

As pessoas que a conheceram irão se lembrar de seu rosto cheinho e tranqüilo, do sorriso carinhoso com que se aproximava de nós, de sua bela voz e da vibração espiritual de suas palavras. Ela não gostava que as coisas fossem feitas de qualquer maneira, sem compromisso ou sem responsabilidade. Preocupava se, unicamente, em praticar o bem e em amar sem distinção; era gentil, calorosa e, ao mesmo tempo, rigorosa. Nós nos sentíamos à vontade para buscar sua orientação e apoio, pois sabíamos que ela nos ouviria sobre qualquer assunto. Não seria esse o estado de espírito da verdadeira paz e segurança? Nidai-Sama possuía a nobreza própria de uma líder religiosa. Falar de uma pessoa do seu nível não é tarefa fácil. Vou tentar fazê-lo, relatando alguns episódios que vivi junto a ela; mas, desde já, desculpo-me por não conseguir me expressar da maneira como ela realmente merece. 

Por ocasião de uma visita missionária a Hiroshima, quando o trem parou na estação de Onomiti, um pioneiro no cultivo de tangerinas pelo método da Agricultura Natural, da cidade de Seto Tajima, entrou no vagão em que estávamos. Ao cumprimentar Nidai-Sama, esta tirou as luvas e apertou, delicadamente, a mão áspera desse agricultor e, fazendo-lhe um carinho, disse amavelmente: “Então, é esta mão que planta aquelas tangerinas deliciosas? Por favor, cuide de sua saúde e continue se empenhando nesse trabalho.” O agricultor ficou impressionado e deveras emocionado. Todos os anos, ele oferecia tangerinas realmente saborosas a Nidai-Sama. Durante esta mesma visita, certa noite, quando se encontrava hospedada numa pousada em Miyajima, sugeriu a Nidai-Sama que se recolhesse mais cedo, pois ela parecia cansada devido à intensa programação. Nesse momento, fui comunicada que o chefe de uma associação de intercâmbio de Hiroshima se encontrava na recepção, solicitando uma entrevista com Nidai-Sama. Eu já ia recusando o pedido, quando Nidai-Sama ouviu e disse que não haveria problema em recebê-lo. Foi uma correria, pois não estávamos preparados para aquela visita. Mesmo assim, ela se desdobrou para oferecer uma lembrança ao visitante inesperado: pintou algumas tigelas de chá e o presenteou com as mesmas.

Em outra ocasião, não me recordo exatamente em que ano foi, aconteceu o seguinte: Nidai-Sama me orientou a ir até Okinawa para ver como estavam os dois ministros de lá. Perguntei-lhe sobre o que eu deveria lhes dizer e ela me respondeu: “Não diga nada. Apenas observe a situação, pois, no momento certo, Deus dará a você sabedoria. 

Não é preciso usar “nenhum artifício.” Assim, parti para Okinawa com alegria e paz de espírito. Quando retornei, relatei tudo detalhadamente a Nidai-Sama, que disse: “Vamos levar sonhos às crianças de Okinawa. Por favor, compre livros para elas”, e me entregou um envelope com dinheiro. Certo dia, repentinamente, Nidai-Sama olhou para mim e disse: “Nossa Igreja é pequena, mas é repleta de bons membros. Por isso, você vai entregar sua vida à Obra Divina comigo, não vai?” Confesso que levei um susto. 

Naquela época, tínhamos tomado conhecimento de que uma de nossas igrejas estava realizando reuniões mal-intencionadas para mim e disse: “Nossa Igreja é pequena, mas é repleta de bons membros. Por isso, você vai entregar sua vida à Obra Divina comigo, não vai?” Confesso que levei um susto. 

Naquela época,, tínhamos tomado conhecimento de que uma de nossas igrejas estava realizando reuniões mal-intencionadas na 

Casa dos membros. Com o intuito de pedir perdão a Nidai-Sama em nome dessas pessoas, fui ao seu encontro algumas vezes, mas 

ela não aceitou. Então, certo dia, perguntei-lhe: “Será que eu posso fazer um apelo aos membros, sem me dirigir aos ministros?” Ela respondeu sorridente: “Se alguém quiser ir, deixe que vá; é como se fosse um presente que estamos oferecendo.” Fiquei impressionada com sua fé e determinação, crescendo em mim o desejo de sés na casa dos membros. Com o intuito de pedir perdão a Nidai-Sama em nome dessas pessoas, fui ao seu encontro algumas vezes, mas ela não aceitou. Então, certo dia, perguntei-lhe: “Será que eu posso fazer um apelo aos membros, sem me dirigir aos ministros?” Ela respondeu sorridente: “Se alguém quiser ir, deixe que vá; é como se fosse um presente que estamos oferecendo.” Fiquei impressionada com sua fé e determinação, crescendo em mim o desejo de segui-la. Ao mesmo tempo, senti um aperto no coração devido à minha pequenez e falta de sabedoria ao julgar o que deveria estar se passando em seu coração. Não me lembro do que lhe disse naquele momento; hoje, recordando os fatos, eu vejo que ela já havia perdoado as pessoas que tinham saído da nossa Igreja, conforme ela escreveu em um de seus poemas: Ao compreendermos o amor de Deus, percebemos que, neste mundo, não existem inimigos ou aliados. Sei que não fui tão útil quanto gostaria e, até hoje, procuro me basear em outro poema de Nidai-Sama, fazendo dele um alimento diário para minhas reflexões: Como poderei eu salvar alguém, se é tão difícil corrigir meus próprios erros e imperfeições? Só me resta orar. 

Com Nidai-Sama, aprendi a importância da oração e começo todos os anos repetindo para mim mesma suas palavras ano passado são passados. Este ano é um novo ano. É preciso servir à Obra Divina com sentimento renovado e sem arrependimentos. Eu vivia fazendo reflexões sobre o que significa realmente ser obediente a Deus. A este respeito, meu falecido marido chamava minha atenção: “O que você está aprendendo com Nidai-Sama? Aprenda o máximo que puder.” De fato, ao lado dela, recebi valiosas orientações, até mais do que merecia e lhe sou imensamente grata. (trecho extraído Jornal Shinsei nº 159, publicado em 21 de fevereiro de 1997). 





Fonte: Revista Izunome
N.56/Agosto/2012/São Paulo/SP
Site: www.messianica.org.br
Igreja Messiânica Mundial do Brasil 
Foto: Nidai -Sama - (Johrei Center Macapá / Facebook)








Como Conquistar a Felicidade Duradoura


A FELICIDADE DENTRO DA VISÃO MESSIÂNICA


“Todo ser humano precisa saber que a maior felicidade que se pode sentir na vida é aquela que a gente saboreia quando consegue, verdadeiramente, fizer a felicidade de alguém”.
                                                             (Mokiti Okada/ Meishu-Sama)

Num dos ensinamentos do fundador do Movimento Messiânico, Mestre Mokiti Okada, existe um trecho em que ele faz a seguinte afirmação: “Deus alegra-se quando o homem é feliz”. Portanto, o fato do ser humano levar uma vida harmoniosa e agradável corresponde inteiramente á Vontade Divina. Se o mundo estivesse de acordo com essa vontade, já seria um verdadeiro Paraíso. Mas, então, por que sofremos tanto nesta terra onde deveria estar estabelecido um mundo de saúde, paz e prosperidade? Por que tanta dor e tristeza? Por que tanta infelicidade? 

Na verdade, é o próprio homem a origem de tudo isso, porque ele veio se distanciando de Deus, na exata proporção em que transgrediu, desrespeitou e se afastou da Lei da Natureza, em virtude do seu excessivo materialismo e egoísmo. A filosofia messiânica orienta que o homem deve mirar-se no exemplo da natureza, que é regida por um conjunto de leis. Esta filosofia, observando a mesma natureza, nos mostra que tudo no universo tem espírito e sentimento, portanto pulsa e respira. 

E a respiração é um movimento duplo que compreende dois atos distintos: o ato de inspirar e o ato de expirar. Imagine o leitor o que aconteceria a um homem que vivesse só inspirando? Certamente, de tanto inspirar, ele morreria sufocado pelo próprio ar. Para viver, é preciso também expirar. Esse movimento inspirar e expirar pode ser comparado as fases da vida do homem: a fase de receber e a fase de doar. Por isso, é uma grande verdade aquele pensamento religioso que se tornou popular: “É dando que se recebi”. Dessa forma, a fase de inspiração pode ser comparada ao período da infância. Qualquer criança só consegue crescer e viver ganhando amor. 

Ela recebe a energia da vida por meio do amor que recebe do pai ou da mãe, ou de alguém que a cuida. Por isso, é lógico que nessa fase ela seja egoísta. Será que o leitor já viu alguma criancinha preocupar-se em não chorar para respeitar o cansaço da mãe? Não existe criança assim. Quando esta com fome, ela chora, gritam, esperneia até ser atendida e saciada na sua vontade. Depois de alguns anos, chega um momento em que a criança, começa a mudar sua característica. É a fase da pré-adolescência para a adolescência, quando surge o interesse em possuir e cuidar de um bichinho de estimação. Sua natureza física também começa a se modificar. 

A menina torna-se moça e ganha a capacidade de ser Mãe, e o menino de tornar-se Pai. Surge o interesse pelo sexo oposto, o despertar para o namoro. Nasce a paixão pelo ídolo. Essa mudança determina que chegue o momento de ganhar a energia da vida não mais pelo ato de receber, mas sim, pelo ato de dar amor a alguém. É dando amor que ela passa a ganhar a energia para viver. Dar amor significa tornar-se uma pessoa útil que consiga servir ao próximo e á sociedade. Infelizmente, como se desconhece essa verdade, as crianças não são orientadas para essa nova fase da vida. O pensamento comum é que amar é continuar dando tudo ou satisfazendo tudo o que a criança deseja ou pede. 


(Ideograma Felicidade)

E ela acaba sufocada por receber amor e proteção. Ela fica fraca, egoísta e inútil de tanto ser mimada. Na verdade, existe em toda criança o desejo latente de servir. Porém, quando ela dá os primeiros sinais de demonstração desta vontade, o egoísmo dos pais não estimula a manifestação dessa espontaneidade. Muitas vezes, pior eles até impedem. Por exemplo: mesmo que a criança ainda não tenha segurança, experimente pedir a ela que traga uma xícara de cafezinho. Certamente, pode ser que, por falta de equilíbrio, ela quebre a xícara ou derrame um pouco de café e acabe sujando o chão. E,quando enfim o cafezinho chegar, pode ser que seja bem menos que a metade da xícara. Nessa hora, mesmo que tenha restado somente um gole, ao invés de reclamar ou repreendê-la por ter derramado o café ou sujado o chão, experimente dizer: “Obrigado, meu filho”! ou “Obrigada, filhinha querida, que gostoso!”. Você vai ser surpreender com o sorriso de alegria que imediatamente brota no rosto da criança. Esse sorriso é a expressão do sabor da felicidade que ela está sentindo em ter conseguido servir e ser útil. 

Peça a ela que faça outras vezes, e assim, pouco a pouco, vai se ensinando aos filhos o sabor de ser altruísta, estimulando aquele desejo de ser útil a criança possui guardada dentro de si. A capacidade de servir não é uma simples opção; é certamente uma necessidade do ser humano. Sabemos que a verdadeira educação começa nos primeiros anos de vida. Desde essa época, a criança precisa ser orientada para sentir o sabor de dividir, de compartilhar e de servir. Infelizmente, existem muitas pessoas que não compreendem essa necessidade. Acham que ser feliz é conquistar tudo para si. Algumas chegam ao ponto de prejudicar ou até fazer os outros sofrerem na busca da própria “Felicidade”. 

Dessa forma, um dia elas também acabam sufocadas pelo próprio ar que respiraram. Por isso, a filosofia de Mokiti Okada preocupa-se em conduzir as pessoas para a consciência dessa verdade tão simples: O homem deve seguir o exemplo da natureza, tornando-se útil a Deus e ao seu semelhante, praticando o altruísmo e respeitando o espírito e sentimento que existem em tudo e em todos. Quem consegue dedicar a sua vida dando amor ao próximo é que consegue sentir o sabor do altruísmo. E o altruísmo é que nos conduz á verdadeira auto-realização. Não existe outro caminho para se alcançar a felicidade. 





Fonte: Revista do Novo Milênio 
(Sexto Sentido/ Ano. 1 – N.12 – Junho/2000)
Mythos Editora
www.mythoseditora.com.br
Págs.(28/29)




EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN (JAPÃO)



Bom dia a todos!

Meu nome é Maria Kazuko Itakura Hashimoto. Conheço a Igreja Messiânica Mundial desde os meus 10 anos de idade, mas só vim a me tornar membro há oito anos. Hoje, gostaria de relatar aos senhores, a experiência que eu vivi recentemente, através de um exame médico. No mês de julho deste ano, fiz um exame de mamografia gratuito, concedido pela prefeitura. Mais ou menos 2 semanas após fazer o exame, recebi o resultado e constatei que havia algo de estranho no meu seio direito. Câncer! Foi a primeira coisa que me veio em mente. Fiquei desesperada e muito assustada! Quando o meu filho retornou do serviço, ligou para o Ministro e eu expliquei o que havia acontecido. Em seguida, ele me orientou que fizesse a Oração Amatsu Norito todos os dias pela manhã, e, de noite, a Oração Zenguen Zanji e que também recebesse Johrei intensivo. Ao receber as orientações, comecei a praticá-las obedientemente, recebendo Johrei intensivo todos os dias através do meu filho e da minha nora. 

Na segunda feira, já estávamos de férias. Então, fui ao Hospital Municipal de Toyohashi para fazer novos exames. Fiz novamente a mamografia, mas, também me foi solicitado um exame de raios-X e uma ultra-sonografia. Foi então confirmado pelos exames que eu tinha realmente uma mancha branca, de aproximadamente um cm, e que a possibilidade de ser um câncer era de 70%. 

Diante deste resultado, tive que fazer uma curetagem do líquido desta mancha, para saber se este era benigno ou maligno. O médico então me foi bem sincero e direto, me dizendo que se o resultado fosse maligno, eu teria que fazer um MRI (Exame de Ressonância Magnética), pois, também não podia descartar a hipótese de já estar espalhado pelo meu corpo todo. O problema é que o resultado só iria sair na próxima segunda-feira, ou seja, uma semana depois. 

Diante de tudo isso, fiquei nervosa, comecei a tremer e a sentir meu coração cada vez mais acelerado. O médico, percebendo que o meu estado emocional ficara bastante abalado, tentou me acalmar dizendo para não me preocupar porque hoje em dia já existe cura para câncer, uma vez que ainda esta no início. Mesmo assim, saí do consultório médico inconformada. Estava assustada e muito preocupada com a hipótese de que aquela mancha já poderia estar espalhada pelo meu corpo. Achava que já não havia mais solução! Liguei para o Ministro responsável e relatei tudo o que o médico havia me falado, ao que ele me disse para não me preocupar e continuar seguindo as suas orientações. 

Aproveitando o feriado de agosto, vim algumas vezes ao Johrei Center, recebi Johrei do Ministro e também de alguns membros que aqui estavam dedicando. Tive também nesta mesma semana, a permissão de poder dedicar no Solo Sagrado de Atami, na Outorga de Ohikari dos Estudantes, a convite de dois membros. Fiquei muito feliz de poder, pela primeira vez, dedicar no Solo Sagrado de Atami e de representar toda a minha família, juntamente com todos os meus antepassados. Na semana seguinte, fui ao hospital para saber o resultado do exame, mas, novamente, tive de fazer uma curetagem do líquido, com uma agulha bem mais grossa que a anterior, pois, a agulha que utilizaram da vez passada era muito fina e os resultados daquele exame não conseguiram detectar nada. Pediram-me então para que eu retornasse na semana seguinte, me deixando novamente apavorada e preocupada. 

Retornando para casa, me lembrei de uma conversa que eu tive com o Ministro, após o Culto Mensal de Gratidão do mês de agosto, onde, enquanto escrevia-me uma mensagem com o que eu deveria imaginar durante o recebimento do Johrei, ele me disse haver sentido, naquele instante, que os meus antepassados estavam muito felizes. Ao lembrar-me de tal fato, fiquei mais tranqüila e senti em meu peito uma enorme gratidão por estar sendo utilizada por Deus. 

Fizemos, então, em família, uma Oração de Entrega a Deus, com o sentimento de que todos os antepassados ligados aquela purificação fossem conduzidos por Meishu-Sama ao Paraíso e que todos eles recebessem a permissão de serem perdoados, purificados, salvos e renascidos como verdadeiros Filhos do Sopro Deus. Agradecemos também a permissão que todos nós estávamos tendo de poder ser utilizados pelo Supremo Deus na Obra Divina. No dia marcado, retornei ao hospital e, para a minha surpresa, o médico disse para não me preocupar porque não era nada grave. Por mais que a mancha ainda continue, sinto-me muito feliz e aliviada por saber que dos 70% de chance de ser câncer que o doutor havia confirmado, hoje nada mais é do que apenas uma mancha. Eu e minha família tivemos a grande permissão de participar do Culto Mensal de Gratidão em Atami no dia 1 de setembro. Assim, pudemos fazer a Oração de agradecimento perante o Altar do Solo Sagrado, junto com a carta de agradecimento a Deus e ao Messias Meishu-Sama, e com o Donativo de Gratidão Especial de esforço máximo pela graça recebida. 

Agradeço do fundo do coração ao Supremo Deus e a Meishu-Sama por seu amor para comigo, ao Ministro pelas orientações, atenção e carinho, à minha família e a todos os senhores que me apoiaram e me deram forças. 


Meishu-Sama, Arigatou Gozaimasu! 

Muito Obrigado a todos! 

Maria Kazuko Itakura Hashimoto 

Johrei Center Eikoh Hamamatsu/Japão
Hamamatsu, 09 de setembro de 2012.







EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN (ÁFRICA)



Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique no dia 16 de Novembro de 2011, atraída pelas flores ao passar em frente ao portão. Desde 1998, padecia de tensão alta, que se manifestava através de dores de cabeça fortes e constantes; sentia o meu lado esquerdo paralisado e não conseguia fazer certos movimentos. Sofria também com maus sonhos. Quase toda a noite sonhava com cobras ou que estava a afogar-me em alto mar com um homem me perseguindo. Outra coisa que acontecia freqüentemente em minha vida era que sempre que arranjava um emprego, trabalhava por pouco tempo e era mandada embora sem justa causa ou desistisse sem um motivo aparente. Além disso, toda vez que tentava fazer algum negócio, não obtinha bons resultados e, devido aos insucessos, acabava acumulando dívidas. Como não conseguia pagá-las, vivia sempre pressionada. Até que certa vez chegou a levar a minha filha e me ameaçar de morte como forma de me obrigar a pagar as dívidas. 

Para além desse sofrimento, passava por intensos conflitos com os meus familiares, porque eles diziam que eu era a causa de todo o sofrimento da família. Chegaram até a mandar-me embora de casa, dizendo que eu tinha de obedecer a vontade dos espíritos da família, ficando internada na casa de um curandeiro para tirar o curso de curandeirismo, pois todos os curandeiros que consultamos até então diziam que, para a minha vida melhorar, eu tinha que ser curandeiro e ter a minha própria palhota para fazer os trabalhos. Devido a esta situação, cheguei a ser internada por três anos na casa de três curandeiros diferentes, onde vivi momentos infernais, sendo muito maltratada. 

Com todo este sofrimento, freqüentemente sentia vontade de me suicidar. Certo dia comprou veneno com a intenção de quando chegar em casa me suicidar junto com os meus filhos, pensando que assim evitaria que eles ficassem a sofrer. 

Depois de comprar o veneno, precisava encontrar-me com alguém numa escolinha. Porém, antes de falar com a tal pessoa, vi as flores pelo portão da Igreja e decidi entrar para saber se estavam à venda, porque naquele momento senti forte vontade de adquiri-las. Quando entrei para perguntar, deparei-me com um antigo colega de escola, com quem conversei. Ele falou-me da Igreja e disse que ali eu encontraria a salvação. 

Nesse dia, senti um grande alívio que já não tinha há bastante tempo. Senti-me tão bem que quando voltei para casa esqueci me suicidar junto com os meus filhos. No dia seguinte, as pessoas a quem devia pressionaram-me tanto que decidi ir à Igreja, onde recebi Johrei e fiz a Prática do Sonen. Com o recebimento do terceiro Johrei, as pessoas pararam de me ligar. Continuei a receber Johrei sem muita preocupação e fui orientada a cumprir com as práticas básicas: receber 10 Johrei por dia, cultuar os meus antepassados, manter a Flor de Luz em casa e distribui-la, fazer o donativo diário e o dízimo, dedicar na limpeza do banheiro, encaminhar pessoas e fazer a horta caseira. 

Ao cumpri-las, tive algumas dificuldades, particularmente ao distribuir flores e encaminhar pessoas, porém esforcei em colocar as orientações em prática. Com uma semana de freqüência, comecei a purificar, sendo que as pessoas a quem devia pressionaram-me ainda mais. Fui orientada sobre a purificação e a importância de agradecê-la. Agradeci e continuei a dedicar. 
Após três semanas de freqüência à Igreja, comecei a notar mudanças em minha vida. Algumas pessoas que me pressionavam por causa das dívidas telefonaram-me dizendo que eu já não precisava mais pagá-las; outras me deram um prazo indeterminado para o pagamento. Assim, consegui saldar grande parte das dívidas e também ganhei a permissão de começar a trabalhar. 

A tensão alta, a paralisia no lado esquerdo e os maus sonhos passaram por completo. Atualmente, durmo tranquilamente, gozo de plena saúde, profunda paz de espírito e ganhei a esperança de viver, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Desta forma, fiz o meu donativo de agradecimento pelas graças recebidas e me tornei membro no dia 23 de Dezembro 2011 para contribuir na salvação das outras pessoas. 



Apesar das mudanças em minha vida e da freqüência à Igreja, o conflito familiar persistia porque os meus familiares não aceitavam a Igreja, o Johrei e muito menos a flor. Chegaram até a destruir a minha horta caseira por duas vezes, alegando que a Igreja era bastante supersticiosa. Diante desta purificação agradeci e intensifiquei a marcha à casa dos freqüentadores, debruçando-me na sua dor e sofrimento. Também tomei a decisão de peregrinar ao terreno de Marracuene. Assim o fiz com o Sonen de contribuir para a salvação dos antepassados que se manifestavam através do conflito familiar pelo qual eu passava. 

No dia em que fui, passei toda a manhã no terreno de Marracuene a dedicar nas hortas, mexendo na terra, fiz a Prática do Sonen e o meu donativo de gratidão pela purificação. Voltando para casa, durante a noite sonhei com duas tias a agradecer a minha dedicação no terreno e a dizer que jamais eu devia deixar de peregrinar ao terreno de Marracuene, pois caso contrário eu sentiria o que é ficar presa no caixão por vários anos, como elas estavam antes de serem salvas. 

A partir desse dia, ganhei mais força para dedicar e pedi profundamente ao Messias Meishu-Sama que eu conseguisse encaminhar minha família. No culto mensal passado, um irmão ofereceu-se para ir a minha casa fazer assistência religiosa. Sem receio, aceitei, entregando tudo nas mãos de Deus. Os meus familiares receberam a assistência religiosa de bom grado, juntos limpamos a minha casa, o prédio e colocamos Flores de Luz. Após a limpeza profunda, naturalmente, os meus familiares aceitaram receber Johrei e a Flor de Luz. Foi desta forma que eles despertaram, parando de falar mal da Igreja. Agora diariamente exigem que eu lhes ministre Johrei e ofereça a flor. Pelas graças recebidas, fiz o meu donativo de gratidão. 

Com esta experiência, aprendi que Meishu-Sama é realmente o Messias esperado pela humanidade e quando já não temos mais esperança de viver, Ele nos tira do fundo do poço. Aprendi também que o terreno de Marracuene é realmente um Solo Sagrado. 

O meu compromisso é participar na formação dos 100 mil membros convictos em África e encaminhar o maior número possível de pessoas à salvação. Já me cadastrei, encaminhei seis pessoas, cuido de duas casas e tenho uma horta caseira. Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama por conduzirem-me ao caminho da salvação. 


Muito obrigada! 

Olga Américo Macovele 

Junho/ 2012 
Johrei Center: Igreja Messiânica Mundial de Moçambique 
África




EXPERIÊNCIA DE FÉ COM A PRÁTICA DO SONEN

EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN(JAPÃO)


Bom dia a todos! 


Meu nome é Lilian Yuka Hayachi. Sou membro da Igreja há 13 anos. É a primeira vez que relato uma experiência de fé. Não porque não recebia graças, e sim, porque acostumada a elas sempre pedia, e raramente agradecia. Era egoísta, mimada, e meu egoísmo e ingratidão eram tantos, que acabei perdendo a permissão de utilizar o Ohikari. Foi um choque para mim, mas mesmo assim não despertei, pelo contrário, acabei por me afastar da fé messiânica, por longos cinco anos em que me afundei, cada vez mais, com sérios conflitos, com depressão e desanimada com minha vida. 

Era tudo uma purificação, mas não a aceitava, achava que Meishu-Sama não gostava de mim. Eu julgava Meishu-Sama, pensava na minha cabecinha egoísta que Ele virou as costas para mim. E também viraria para Ele. E cada vez mais caminhou para um beco sem saída, a depressão aprofundou, e eu só queria morrer. A mudança em minha vida deve-se a uma amiga freqüentadora, que me convidou para vir junto com ela, para o Culto Mensal do Johrei Center Eikoh Hamamatsu. No mês de dezembro do ano passado, essa amiga foi convidada por um membro, que a conheci no dia do Culto. 

Comecei a despertar ao receber a Luz do Culto, e vi na programação sobre o Culto do Ano Novo, dia 1° de janeiro, no Solo Sagrado de Atami. Esse membro convidou-me para participarmos do Culto do Ano Novo, mas eu fiquei na dúvida, ainda receosa, e tomei a firme decisão de participar. E tudo mudou. Voltei a dedicar, e tive a maravilhosa permissão de receber um novo Ohikari em março deste ano. Comecei a compreender tudo o que se passou em minha vida E fiquei muito envergonhada com as minhas atitudes. E senti uma enorme gratidão, pois durante todo esse tempo, Meishu-Sama estava cuidando de mim, estava me aprimorando, me educando e esperando o tempo certo para me trazer de volta. Eu reconheço que renasci, e não tenho palavras para expressar a minha gratidão. E falando em gratidão, ainda estou aprimorando sobre isso.

Eu morava em Iwata, estava sem emprego, sem seguro desemprego, quase sem alimentos, numa situação difícil. Fui despejada, pois não tinha o dinheiro para o aluguel. Busquei orientação com o Ministro Responsável, pois não queria voltar a que era antes, revoltada e sem esperanças. Desesperada, eu havia entregado tudo para Meishu-Sama, e foi nosso Messias quem me orientou, através do Ministro, pois na semana seguinte, eu consegui um trabalho e uma nova casa, perto do Johrei Center, que dá para vir a pé. Como fiquei feliz. Senti a atuação de Meishu-Sama em tudo. Hoje agradeço pelo alimento que tenho a mesa, pois cheguei a não ter. Pelas pessoas maravilhosas que me cercam. Por tudo!

Espero me empenhar ao máximo, na Salvação a Humanidade, como servidora, como instrumento do Messias Meishu-Sama, para fazer as pessoas felizes. Agradeço do fundo do coração ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, pela minha nova vida. Agradeço ao Ministro Responsável, por todas as orientações que estão me tornando uma pessoa melhor. E também a membro que dedicou, conduzindo-me novamente ao caminho da verdadeira felicidade.




Muito obrigada a todos pelo carinho e atenção!


Lilian Yuka Hayachi

Johrei Center Eikoh Hamamatsu / Japão
Hamamatsu, 09 de setembro de 2012.










EXPERIÊNCIA DE FÉ PRÁTICA DO SONEN (BRASIL)


Bom Dia a todos!


Meu nome é Flavia Alves, e sou messiânica há três meses. Eu dedico no Johrei Center Vila Mariana, ligado a região São Paulo Capital. Sempre senti dores leves na região lombar. Entretanto, elas nunca me impediram de realizar minhas tarefas. No início de junho de 2011, comecei a sentir dores tão fortes que não conseguia realizar as tarefas mais simples e cotidianas. Foi quando duas vizinhas do meu prédio bateram à porta do meu apartamento oferecendo-me uma flor e uma oração chamada Johrei. Era o dia 5 de junho, e elas me explicaram que estavam fazendo uma dedicação no condomínio. Eu me encontrava muito abatida; como as dores eram intensas, recebi meu primeiro Johrei de pé, pois não conseguia nem me sentar. Ao término, agradeci e elas se prontificaram a continuar vindo ministrar Johrei diariamente. Na ocasião, lembro-me que finalmente consegui dormir depois de muitas noites praticamente em claro. No entanto, no dia seguinte, ao amanhecer, as dores retornaram com toda força e tive que me internar para realizar exames. 

Logo após o primeiro exame de ressonância magnética, havia a possibilidade de ser um tumor ósseo chamado osteoma osteoide e então o médico que me acompanhava indicou a cirurgia de imediato, para retirar a vértebra onde o tumor estava localizado. Porém, o convênio médico não autorizou a cirurgia e comecei uma luta para conseguir essa autorização. Minha vizinha messiânica, que ia ao hospital ministrar-me Johrei, ao saber que eu teria que esperar a autorização do convênio para fazer a cirurgia, explicou que, na verdade, aquilo era uma proteção de Deus, pois talvez fosse o tempo de que o Johrei precisaria para atuar e contou sua própria experiência. Além disso, orientou-me a agradecer e a confiar em Deus, pois no final tudo daria certo. 

Como seria uma cirurgia extremamente delicada e eu estava desesperada, acabei ouvindo com tranqüilidade seus conselhos e continuei recebendo Johrei. Como as dores eram terríveis e não saía à decisão do convênio, acabei ficando no hospital por 15 dias, até as dores diminuírem. Nesse período, sempre recebia Johrei de minha amiga. Retornei à minha casa e continuei recebendo Johrei, ainda na esperança de receber um sinal positivo do convênio, pois, no fundo, ainda achava que a cirurgia era a melhor solução, mesmo me sentindo melhor com o Johrei. Diante das inúmeras contestações do convênio para aprovar a cirurgia, sentia-me muito fragilizada diante da situação, a minha vida se estagnou, fui afastada do trabalho, da faculdade e comecei a entrar em depressão. 

Por outro lado, minha vizinha messiânica continuava firme na sua prática do Johrei, mostrando-me que eu precisava ver as coisas boas que estava ocorrendo e, passado um mês da alta do hospital, eu já havia parado de tomar os vários medicamentos e praticamente já não tinha as terríveis dores. Comecei a sentir uma paz inexplicável, sentia-me cada vez melhor. No início do mês de agosto, já em condições de me locomover sem dores, comecei a ir ao Johrei Center para receber Johrei e tive a oportunidade de receber orientações do Ministro. Ele me explicou a importância de não guardar mágoa. Essa orientação foi muito importante, pois se encaixou com o que eu estava passando. 

Descobri que tinha que começar a ter gratidão pela minha mãe e retirar a mágoa que sentia por ela, pois eu a culpava pela separação de meu pai e também retirar a mágoa e ressentimento de meu ex-namorado para que ele pudesse seguir sua vida em paz e feliz. Depois disso, vi-me muito mais fortalecida! Continuei recebendo Johrei. Dias depois, no começo de setembro, recebi uma ligação da clínica médica, solicitando meu comparecimento o mais rápido possível. Para minha surpresa, o médico disse que havia analisado melhor os meus exames e que estava com dúvidas, pois como o local onde o tumor se apresentava estava muito inflamado, poderia facilmente confundir o diagnóstico. Portanto, solicitou novos exames para que realmente pudesse concluir o diagnóstico sem que houvesse nenhuma dúvida. 

Realizei nova ressonância magnética e, durante a espera dos resultados, continuava indo ao Johrei Center para receber Johrei e participar das aulas de aprimoramento e das atividades com a ikebana. Dessa maneira, fui entendendo mais a doutrina messiânica e me sentindo feliz e grata pelas mudanças que estavam ocorrendo em minha vida; o relacionamento com minha mãe melhoraram muito. Mudei para uma alimentação mais saudável e natural, e via claramente que estava recuperando minha saúde, pois já não sentia mais aquelas terríveis dores. Assim, foi nascendo dentro de mim um grande desejo de levar a maravilhosa Luz de Deus a outras pessoas também. E tomei a firme decisão de receber o Ohikari, independentemente se precisaria fazer a cirurgia ou não. 

E finalmente o tão esperado dia do resultado do exame chegou. No dia 19 de setembro de 2011, apresentei-me ao médico, que me deu a notícia que encheria meu coração de alegria: o verdadeiro diagnóstico era apenas uma hérnia chamada Schmorl. Por conseguinte, não seria necessária nenhuma cirurgia, mas apenas fisioterapia e hidroginástica Era o milagre com que eu vinha sonhando, era a graça que o Johrei de Meishu-Sama me concedera! 

Ele mesmo ficou muito surpreso e mencionou que, olhando os dois exames que tinha em mãos, é muito difícil acreditar que essa melhora tenha ocorrido em tão pouco tempo, pois com todos os anos de experiência, ainda não tinha visto nada parecido. No mesmo dia, fui ao Johrei Center comunicar o ocorrido a todos que estavam me acompanhando e vibraram com a notícia! 

Hoje, cinco meses depois do primeiro Johrei, estou muito bem, não sinto dores e já retornei às minhas atividades normalmente, tanto no trabalho como nos estudos. E pensar que se eu tivesse feito a cirurgia, a previsão de recuperação seria só em 2012. 

Graças a Deus e a Meishu-Sama, tive a permissão de receber o Ohikari no final de setembro de 2011. Hoje, estar neste Altar do Solo Sagrado, relatando minha experiência parece um sonho. Em decorrência dessa doença, revi meus sentimentos, minha vida, o modo de agir com as pessoas e passei ter uma profunda gratidão por essa purificação. Consigo dizer para minha mãe EU TE AMO do fundo do meu coração. 

Quero compartilhar minha alegria e dizer que estou pronta para ser útil à Obra Divina, semeando a felicidade, assim como a minha vizinha fez comigo, auxiliando a todos que estiverem no meu caminho e transmitindo o Johrei e os ensinamentos do nosso mestre Meishu-Sama. 

Muito obrigada 

Flavia Alves

Culto Mensal de Agradecimento
04 de Dezembro de 2011
Solo Sagrado de Guarapiranga/São Paulo